Família – Criação de Deus
O bebê quando está no útero, está
protegido, com temperatura ideal, alimento e aconchego, mas precisa perder tudo
isto para poder nascer. Depois que nasce A Bíblia começa com uma grande criação
de Deus, que foi a criação da Terra enquanto planeta com vida e como essa vida
foi brotando neste planeta ao longo de seis dias, com quatro referencias de que
“isso era bom”. (Gen 1)
No sexto dia, o ápice da sua criação, foi
“macho e fêmea os criou” e Deus os abençoou dizendo: “Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”, ou seja, macho, fêmea e filhos,
e no versículo três diz “e viu Deus tudo que tinha sido feito e que era muito
bom”. A criação da família era muito boa, era formada de seres humanos dotados
de livre arbítrio, inteligência e sentimento, portanto quem transformaria a criação
da família por Deus, em realidade.
O que havia sido criado, estava
caminhando, acontecendo e sendo discutido todo dia, na virada do dia, com as
devidas instruções, impressões, assimilada.
Porém, havia um inimigo da criação, que
queria não destruir à princípio, pois ao deturpar, desfigurar, para que não
fosse muito bom, acreditou este inimigo que ela se autodestruiria, mostrando
assim a ineficiência e injustiça de Deus. Então em um belo dia, aconteceu de
Eva se afastar um pouquinho do marido e decidir algo importante sozinha,
contrariando um dos princípios básicos do projeto que era: “Portanto deixará o
varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á a sua mulher e serão ambos uma só carne,”
decidindo juntos o seu presente e o seu futuro. Gen 2:24
O fato é que a mulher começa a dialogar
com algo que tinha uma bela aparência, uma serpente bonita que falava e que lhe
oferece “uma árvore que era boa para se
comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento” (Gen 3:6), esta então, fascinada, toma o fruto, come e também dá ao seu
marido, e o marido que ainda estava na criação original por amor a ela, aceita comer.
É neste momento que o projeto original começa o seu longo caminho de
desfiguração, por que logo em seguida, quando Deus fala com Adão, “Você comeu da árvore que ordenei que não
comesse?” (Gen 3:11) Adão não
assumiu a sua ação, mas põe a culpa na mulher, “A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi” (Gen 3:12) ou seja eu não tenho culpa
pelo que faço, é essa esposa que me atrapalha, que faz com que eu vá pelo
caminho errado, essa mulher que o Senhor arrumou para mim é a culpada. Não se
assume como responsável daquele lar.
Por sua vez a mulher não assume o que fez,
mas põe a culpa na serpente, a mulher era uma vítima de quem tinha oferecido
para ela o fruto: “ela me enganou e eu
comi” (Gen 3:13), começando
assim o vitimismo, não assumindo a responsabilidade de uma ação tomada sozinha,
autossuficiente, tendo um resultado extremamente negativo.
Foi assim que uma criação “que era muito boa” mudou. Deus sabia no
que poderia se tornar e então diz o que iria acontecer.
Para a mulher, ter um filho do homem que a
maltratava, que lhe causava raiva, que a magoava, que não a amava, tornava o
parto muito dolorido e ainda, esse macho que Deus criou, vai se tornar um
machista e “ele te dominará”.
Viver de uma terra que iria começar a
degenerar e produzir cardos, espinhos e bestas feras, cuidar da família ficaria
muito mais difícil, dolorido, iria necessitar de muito suor do seu rosto e esse
homem que à princípio amava tanto a mulher a ponto de morrer por ela comendo o
fruto no projeto original, agora teria que carregar o fardo de manter a família
e em vez de ver a mulher como sua companheira ajudadora iria ver a mulher como
culpada de tamanho sacrifício.
Ele cuidaria da família, que eram sua mulher
e filhos, porém com um amor muito longe do original, amaria, mas isto iria
requerer uma abnegação, esforço, um trabalho muito grande para esse homem que
agora tinha perdido a sua força (a glória de Deus). Um homem que agora tinha
medo e se escondia, e que para ter uma simples veste, teria que matar animais e
costurar suas peles.
Na criação original, o homem que tinha
como moradia o paraíso, na criação que foi deturpada, teve que ser expulso do
paraíso e lavrar a Terra, da qual foi formado.
Apesar de ser a primeira família, já teve
em seu seio uma tragédia de um irmão matar o outro. Não havia mais instrutor toda
tardinha para ensinar como criar os filhos, teriam que aprender na vida, teriam
que aprender como se relacionar se relacionando e conseqüentemente, cometendo
muitos erros.
1-
Casamento, é preciso acreditar nessa idéia
Apesar da família ser uma criação de Deus
e essa criação ter sido deturpada, Deus ainda é autor da idéia e tem oferecido
àqueles que querem, a restauração progressiva da família, o mais próximo
possível do original.
Ele não vem mais, infelizmente, sempre na
viração do dia para nos orientar, mas nos deu a Bíblia como seu manual, a
oração como comunicação, e Jesus está sempre online para nos socorrer,
orientar, ouvir e resolver.
Deus sempre insistiu na sua criação, e
quando a corrupção do gênero humano estava aumentado, como está em Gen 6:5, “em que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração (do homem) era má continuamente”, Deus se arrepende
de ter criado o homem, “e pesou-lhe em
seu coração” (Gen 6:6) ver as
famílias sofrendo tanto, resolve então destruir a terra com um dilúvio e
começar de novo, não com um homem ou algumas pessoas, mas com uma família, a
família de Noé. Uma família seria responsável pela segunda chance da terra.
Só que em vez dessas famílias descendentes
de Noé colocarem a sua fé em Deus, resolveram confiar em uma torre, e Deus
novamente teve que intervir, confundindo a linguagem entre eles, o que gerou as
grandes famílias, que são os povos. Foi em um desses povos que Deus encontrou
uma familia que acreditava Nele e seguia suas orientações, o que possibilitava,
abria o canal para derramar suas benções sobre ela, a família de Abraão.
Família de Abraão
Deus chama a familia de Abraão e diz que
os abençoaria (Gen 12:3) e que lhes
daria um lar, Abraão então sai da sua terra e da sua parentela e vai para o seu
lar, Canaã.
A familia de Abraão era abençoada por
Deus, mas isto não quer dizer que eles não tinham problemas. Diz Gen 12:10, que houve fome naquela
terra, houve problemas financeiros graves e eles tiveram que se mudar e isto
gerou uma crise na familia.
Quando chegaram no Egito, Abraão chega
para Sara e diz:
“Ora
bem sei que és mulher formosa a vista” (Gen 12:11). Até aí, Sara deve ter ficado feliz com a declaração de
Abraão, porém na segunda parte é que ele, marido revela sua intenção, “será que
quando os egípcios te virem, me matarão e te guardarão com vida. Diz, te peço
que é minha irmã, para que viva minha alma por tua causa”. Gen 12:13
Nesta hora de crise, Sara deixa de ser
esposa para ser irmã. O marido é responsável pela esposa, tem que cuidar dela,
mas não pela irmã e na Bíblia na linguagem de hoje ainda diz que me tratarão
bem por tua causa, ou seja, ainda queria usufruir da mentira.
O que Sara poderia responder, o marido
machista decidiu por ela e ainda coloca a situação de um jeito que, se ele
morresse iria ser por causa dela, porque ela era bonita, ao que Sara então
concorda com a mentira frente a chantagem emocional.
Como se sente uma esposa num momento
desses? Diz tenha fé Abraão, Deus vai cuidar de nós. Se disse Abraão não ouviu,
ele estava com medo, se sentindo ameaçado, então usa a esposa como escudo, põe
ela na frente, a deixa exposta, tanto que ela foi parar na casa de Faraó e este
trata muito bem a Abraão, dá muitos presentes à ele por amor à Sara. Gen12:16
Abraão pensa só nele e a esposa que se
virasse lá no palácio de Faraó. Como Sara deve ter ficado magoada, se sentindo
não amada, o seu herói em vez de enfrentar os inimigos, a entrega a eles para
se proteger.
Mas Deus amava essa familia com problemas
e intervem salvando Sara do palácio de Faraó. Abraão volta então a sua terra,
inclusive com mais riquezas. Apesar do erro Deus ainda os amava e os ajudou a
passar por toda aquela crise.
Bom depois desta crise viveram felizes
para sempre, sabemos que não, houve outras, mas poderíamos pensar esta ele
aprendeu, não, as famílias podem passar pelos mesmos problemas e levar tempo
para aprender. Em Gen 20:1-2 diz que
Abraão foi peregrinar em Gerar e novamente disse que Sara era sua irmã e o rei
Abimeleque a tomou e a levou para seu palácio. Sara deve ter pensado de novo
não, será que Abraão não aprendeu a confiar em Deus totalmente, mas não houve
jeito, teve que obedecer. Novamente Deus que amava muito esta família, vem em
sonho falar com Abimeleque para que restituísse Sara ao seu marido para não
acontecer nada a ele, nem a seu reino.
Abimeleque então, pega a Ficol como
testemunha e vai pensando como ele iria chegar a Abraão, que Deus havia dito
que era profeta, (Gen 20:7) um servo
de Deus e falar sobre a besteira que ele estava fazendo.
Primeiro ele chega com um elogio sincero,
“Deus é contigo em tudo que fazes, ou
seja, eu sei que Deus está com você, que você segue a Deus, mas agora me jura
que não mentirás mais a mim, a meu filho, nem a meu neto, pela bondade que te
fiz, farás a mim e Abraão jurou. Gen 21:23
Abimeleque falou você é um seguidor de
Deus, Deus está com você, mas você aqui está pisando na bola, por favor não me
faça mais isto, nem a mim, nem a meu filho, nem a meu neto (minha família).
Abraão deve ter entendido o recado, a
repreensão e então jura que não vai fazer mais isto. Entende finalmente que se
Deus é capaz de mandar uma praga para Faraó e aparecer em sonho para a Abimeleque,
era capaz de cuidar dele e da sua família.
Abraão entendeu, porém o exemplo ficou a
seu filho e Isaque fez a mesma coisa.
2-
Identidade do Casal
E
havia fome na terra... e foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar (Gen. 26:1). Novamente uma crise
econômica e a necessidade de mudança.
Isaque em vez de ver como Deus havia
livrado a Abraão nas crises, segue o exemplo de seu pai, vai para Gerar e diz à
Rebeca como ela era muito bonita, devia dizer que era sua irmã (Gen.26:7) para que porventura os
varões não o matassem por amor a ela. Rebeca obedece ao marido, mas felizmente
não tem o mesmo destino da sua sogra que teve que ir para o palácio, ela
permanece com Isaque.
Como toda a mentira é descoberta, no
versículo oito lemos que o rei Abimeleque olhando por uma janela, vê Isaque que
estava brincando com sua mulher, outras traduções dizem acariciando Rebeca.
Abimeleque então chama a Isaque e diz: ”Que
é isto que nos fizeste?” (Gen 26:8-10) Isaque então, conta a mesma
história de seu pai ao que Abimeleque deve ter pensado: Que família! Toda vez
que vir aqui algum descendente de Abraão, acho que terei que ficar esperto”.
O fato é que as boas coisas passam de
geração a geração, mas os maus costumes também, sempre é tempo de meditar como
queremos que ajam as famílias de nossos filhos e pedir ajuda a Jesus para mudar
os nossos maus hábitos enquanto ainda é tempo.
Voltando a Abimeleque, diz que ele olhou pela
janela e viu que Isaque e Rebeca eram um casal. Havia em seus atos algo que os
identificava como casal, algo bom, carinhoso, porque se fosse briga ou discussão,
e alguém só ver de longe e não ouvir, não identificaria como casal, porque
pode-se brigar ou discutir com qualquer pessoa. O que identifica o casal é a
proximidade, a intimidade.
Experimente ver na igreja ou noutro lugar,
quando estão todos assentados quem se identifica como casal. Quais os casais
que andam juntos? Existem aqueles que um vai lá na frente ou que num ambiente
social dificilmente se vêem os dois juntos, assim como o rei olhou pela janela
e viu que Isaque e Rebeca eram um casal, que Cristo possa olhar pela janela do
céu e ver que você e seu cônjuge formam um casal, andam juntos, de mãos dadas,
abraçados, conversam olhando nos olhos do outro, tem os rostos próximos, isso
indica proximidade, intimidade de um casal.
3- Autoestima no casamento
Jacó era irmão gêmeo de Esaú, filhos de
Isaque, porém eram gêmeos bivitelinos, aqueles gêmeos bem diferentes um do
outro e diz a Bíblia (Gen 25:27) que
Esaú era um homem de caça e Jacó era simples e habitava em tendas.
Por causa destas características diferentes
diz no versículo 28, que Isaque amava mais a Esaú e Rebeca à Jacó.
Jacó apesar de ser amado por Receba em uma
sociedade machista e patriarcal, não ser amado pelo pai, ou menos amado, era um
trauma, e na sociedade atual ainda seria por que Jacó era homem e o seu modelo
de homem que era Isaque, o rejeitava, logo a sua auto-estima e a sua
auto-imagem de homem estavam comprometidas e quando ele se apaixona por Raquel,
que era muito bonita, logo pensa como ela poderia gostar dele, simples, pacato,
ou seja não era aquele modelo de homem pelo qual as mulheres suspiram; forte,
caçador (agressivo, esportista, seguro) e quando Labão pergunta: O que você
quer ganhar para trabalhar para mim? (Gen
29:15) Jacó pensa, eis a minha chance de impressionar a Raquel, quem sabe
assim ela irá gostar de mim e responde que não queria ganhar nada, por sete
anos o serviria, pela mão de Raquel.
Esta atitude certamente deve ter impressionado
a Raquel, afinal que homem é este capaz de trabalhar sete anos por amor a mim, e
que mulher não iria gostar de ouvir isto, e assim Jacó, que não acreditava que
Raquel era capaz de amá-lo simplesmente por ele, consegue o seu objetivo.
Quantos casamentos não começaram assim em que
um não acreditava que podia ser simplesmente amado pelo que ele era e fez tudo
para impressionar o outro, com coisas materiais, estórias, para conseguir ser
aceito e amado.
Labão era esperto e logo percebeu que Jacó
tinha baixa autoestima e que pessoas com esta característica são facilmente
manipuladas e em vez de dar Raquel, lhe dá Lia sua irmã mais velha na noite do
casamento.
Imagine a decepção de Jacó ao ver que não
era a sua amada Raquel. Podemos pensar neste fato não como uma outra mulher,
mas a mesma. A pessoa se esforça, fez de tudo para conquistar, e acaba se casando,
só que no casamento ele descobre que ainda não era a pessoa amada, ela não o
amava como ele imaginava, sonhava, queria, devido a sua baixa estima.
Labão exige mais sete anos por Raquel,
Jacó aceita, ou seja, não era o que ele queria no casamento, mas ele iria
trabalhar, investir, impressionar para se sentir amado, poderia ser mais sete
anos, dez, vinte, a vida inteira.
Outra pessoa de baixa estima nesta historia
é Lia, numa época que praticamente a única virtude da mulher era ser bonita, não
que isto não aconteça ainda hoje, mas Lia não foi amada, casou-se num casamento
arranjado, seu amado marido amava a outra (essa outra pode ser aquela pessoa
que se amou muito e por algum motivo ou infortúnio não se casa com ela, mas se
carrega a vida inteira e não se dá muitas vezes espaço e oportunidade para que
aquele que de fato está ao nosso lado nos conquiste, ou tentemos amá-lo, e no
intimo ainda de vez em quando nos pegamos pensando; “Se eu tivesse casado com
aquela pessoa como seria diferente”.
Diz a Bíblia (Gen 29:32) “Porque o Senhor atendeu a minha aflição por isso me
amará meu marido”. Lia vivia em aflição, era uma mulher casada e não amada, e
Deus a ouviu e deu filhos. Aqui vemos que Deus sempre está atento as esposas
aflitas, seja qual for sua aflição, Jesus pode lhe conceder o que deseja o seu
coração, que naquela época era ter filhos, apesar de muitas mulheres hoje em
dia ainda pensarem assim, que se tiver um filho seu marido vai amá-la e seu
casamento será diferente, o que nem sempre acontece, porque novamente ela quer
que seu marido ame não a ela, como ela é, mas porque lhe deu um filho.
A história de Raquel também é interessante
quantas mulheres bonitas, ricas e amadas, tem inveja, como Raquel teve da irmã,
mas podia ser da cunhada, da vizinha, da amiga, não estão contentes com o que
tem e querem mais. Chegam para o marido e como Raquel dizem: “Dá-me, senão eu morro”. (Gen 30:1) o que gera no marido a
reação de Jacó. “Então se acendeu a ira
de Jacó contra Raquel” (Gen 30:2)
esta ira é compreensível, pois Jacó a amava, era a preferida, era rica, era
linda, mas não estava contente. Jacó tinha dado tudo, mas Raquel queria mais,
talvez porque Jacó a acostumou assim, a fazer tudo por Raquel, para ser amado,
devido a sua baixa estima.
Como é duro não acreditar que somos dignos
e merecedores de ser amado e fazemos tudo para conseguir este amor e nos
submetemos a tudo no casamento por migalhas de carinho e atenção.
Talvez tenha chegado o momento de vermos
que somos merecedores, porque somos filhos do Rei, portanto príncipes e
princesas. O Rei que nos amou a ponto de morrer por nós e ainda nos ama, está
atento as nossas aflições. Se procurarmos colocar em primeiro lugar a Ele, se
pusermos o seu Reino em primeiro lugar, todas as coisas vos serão acrescentadas.
Mat 6:33
4 - Macho e Fêmea
“E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou o fôlego da vida”. Gen
2:7
Em toda a criação disse Deus: Haja e surgia, tudo foi formado pela sua
palavra, mas na criação do homem, Deus pega o barro com as mãos, molda a sua
imagem, se aproxima, sopra em seu nariz e ele se torna alma vivente.
Isto nos mostra a proximidade e o carinho
com o qual fomos formados e o valor que Deus nos dá. Somos a sua obra de arte e
carregamos dentro de nós o seu espírito.
Na formação da mulher “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem
esteja só, farei uma companheira que com ele esteja”. Gen 2:18
Deus faz cair um pesado sono sobre Adão,
toma uma das suas costelas e forma a mulher.
Adão então faz a primeira declaração de amor para a mulher: “esta é agora osso dos meus ossos, carne da
minha carne.” Gen 2:23
Adão expressou o seu sentimento quando viu
Eva e ela por sua vez ao ver Adão e receber a declaração, a expressão do sentimento
de Adão, amou-o, porque se sentiu amada.
Deus deve ter dito a Adão: Está vendo esta
mulher linda que Eu criei, então Eu criei para você. Adão deve ter ficado muito
feliz, uma mulher linda, a obra prima da criação, pois se Deus criou das coisas
mais simples para as mais complexas e a mulher foi a vítima a ser criada, então
ela é a obra prima.
Mas Deus deve ter continuado: Para que Eu
a criasse você teve de se doar, doar a sua costela. Eu criei a mulher para
você, mas você deve se dar para a mulher, para que ela fique assim sempre
bonita, companheira e esteja bem.
A função do macho, portanto é dar e da
mulher, receber, é assim até fisicamente o homem dá para a mulher, que recebe,
processa por nove meses e devolve.
O homem dá. Dá atenção, carinho, proteção,
a mulher recebendo este amor, cuidado, companheirismo, devolve o mesmo cuidado,
atenção e carinho.
O problema é que como vimos, com o pecado
o homem deixa de ser macho para ser machista e só quer receber, a mulher como não
recebe, também não devolve.
Quando a mulher começa a não cuidar da
comida, da casa e das suas roupas o homem deve começar a pensar realmente no
que está acontecendo com a sua mulher.
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Relação = dar receber devolver
Essa troca é a dinâmica do casamento, caso
haja algum problema em uma das partes, toda a dinâmica fica alterada.
Um homem que não quer dar ou uma mulher
que não quer receber, porque este receber as vezes é de algo ruim, doe, não
presta, não se quer e portanto, quando ela for devolver vai ser da mesma
maneira. Pode também acontecer que haja mulheres que não conseguem receber até
coisas boas, devido a uma baixa estima, medo, desconfiança e outras só querem
dar também pela baixa estima, medo de perder a pessoa amada ou simplesmente
foram ensinadas assim.
O machista precisa voltar a aprender o que
seja ser macho e amar, ser carinhoso expressar seus sentimentos e a mulher a
receber tudo isso, no começo ainda meio desajeitado, porque ele está
aprendendo, porque se a mulher não receber, menosprezar ou ridicularizar, não tenha
dúvida de que o homem voltará a se fechar e aí vai ser muito difícil ele tentar
novamente.
5 - Casal no divã de Deus
Divã é uma espécie de cama onde se deita
quando se vai a um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. Procuramos este tipo de
profissional quando se tem a sensação de que algo está errado e é preciso
mudar.
No divã de Deus é a mesma coisa, a
sensação ou certeza de que algo está errado e se precisa de ajuda para mudar.
Como sentir isto? Primeiro é uma obra do
Espírito Santo, o impressionar nosso coração para que nos vejamos realmente,
que tipo de casal é o nosso:
Existem 3 tipos de casais:
1. Artificial
– Parece que é, mas não é.
É o casal que mostra para os que estão de
fora, que está tudo bem, na frente dos outros não brigam, não discutem, não se
colocam e não se aproximam muito dos outros casais, porque já diziam que de
perto ninguém é normal. Às vezes até eles mesmos acham que está tudo bem, são
os casos mais graves, os casais fariseus que como o fariseu diz a Deus: “Ó Deus graças te dou, por que não somos
como os demais” (Luc 18:11). Dizem aos outros e até um ao outro que tudo
está bem, ficam mostrando, olha como nós somos um casal legal, mas quando ficam
a sós, é que sabem o que vai dentro da alma.
2. O
segundo casal é o casal doente que mostra que não estão bem, que sabe como são
e vão vivendo sobre o mesmo teto assim mesmo.
3. O
terceiro casal é o casal doente em recuperação, ou seja, tem noção da sua
situação, que estão doentes e procuram um médico, uma ajuda.
É o casal publicano “Deus tem misericórdia de mim, pecador” (Luc 18:13)
Este casal é aquele que usa aquela placa:
Estamos em
reforma, desculpe os transtornos, estamos melhorando para melhor servir.
Como saber qual
dos três se está? É tendo a coragem para
se olhar realmente. Se estiver aberto o Espírito Santo mostra.
Alguns exemplos para ajudar a se ver:
· Um
casal em que um é perfeccionista, quer tudo certo (do jeito dele) o outro vai
ser sufocado, porque o perfeccionista não dá oportunidade para ele crescer
porque não permite o erro, portanto vive tenso para não errar, se sente
sufocado.
· O
casal onde um é orgulhoso. Cabe aqui uma explicação que orgulhoso não é aquele
que se sente maior que os outros, ele se coloca assim porque foi muito
humilhado na vida e então com medo se ser humilhado novamente, ele se coloca
por cima. Quando um é orgulhoso, geralmente o outro faz justamente o que não
devia, humilha para mostrar os seus defeitos e aí como mecanismo de defesa,
mais ele se fecha e fica mais orgulhoso.
· O
casal em que um é egoísta, só pensa nele, nas suas coisas, nos seus problemas,
é incapaz de enxergar o outro como ele está. Este para se defender então, deixa
ele no seu mundo e vai se distanciando, ficando indiferente ao companheiro e consequentemente
sozinho também.
· O
casal em que um é muito ciumento (ciumento é uma pessoa insegura, de baixa
estima) o outro por sua vez vai tentar manter seu espaço, sua opinião através
de briga, discussões o que vai gerar mais insegurança.
· O
casal em que um é violento. Essa violência pode não ser física o que necessitaria
de uma intervenção mais urgente. Pode ser violência verbal, ameaças, gritos,
atitudes vingativas em que o outro se sente oprimido, com medo e o medo é o
contrário do amor como está escrito em I
João 4:18 – “No amor não há temor,
antes o perfeito amor lança fora o temor...” O outro não vai amar o opressor, que por sua
vez se sentindo não amado, oprime mais.
Teríamos vários exemplos, exemplo de como
o processo do casamento pode estar doente, basta querer achar os seus
respectivos defeitos.
Muitos não querem ver, porque acham que
não vão saber o que fazer, mas Jesus dá a resposta.
Oséias
14: 1 “Tu, porém converte
ao teu Deus...”
O que é conversão? É estar indo em uma
direção e ver que não é o melhor caminho, o destino não é aquele e é preciso voltar,
pegar outra estrada. A conversão é um momento difícil, quando se entra em
contato com a sua realidade e tem que se mudar, é um momento triste, mas necessário,
como vemos em Joel 2:12, “Agora mesmo diz o Senhor... convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, isso com jejum, e com choro e com pranto” É
uma conversão genuína, aquela que vem do coração e só esta pode gerar mudanças.
Para esta conversão é necessário se ouvir
o terapeuta, o que ele tem a nos mostrar e é necessário falar dos nossos
defeitos e dificuldades.
Na terapia com psicólogo, geralmente é a
mulher que procura, o homem sempre diz que não sabe por que ele está ali ou eu
vim para ajudar, é ela que precisa de ajuda.
O homem não vê que na relação, ele é
responsável, é uma questão de
ação <–> reação. Ele age de determinada
maneira e a mulher reage em cima desta maneira.
Na terapia com Jesus, funciona assim
também. É necessário se aproximar de Jesus e ver que se o outro tem falhas eu também
tenho e preciso de ajuda. É preciso ouvir o que Jesus nos diz através de sua
palavra, sermões, outras pessoas, ou situações vividas e falar de uma forma
sincera para Jesus dos nossos defeitos e dificuldades e pedir ajuda.
Nos três casais do início vemos que:
A diferença é Cristo
· Fariseu
– não acha que precisa de ajuda, está bem.
· Doente
– não está bem, mas não quer ajuda
· Publicano
– se vê doente e pede ajuda à Cristo.
É necessário irmos com o coração, que quer dizer c/oração - com oração.
6 - Maturidade no Casamento
“Goza
a vida com a mulher que amas todos os dias da vida da tua vaidade, os quais
Deus te deu debaixo do sol” Ecles
9:9
O casamento é uma benção, uma fonte de
gozo, pelo menos deveria ser, porém tantas coisas têm interferido nesta benção
que as vezes pode se tomar um enfado, e é isso que o inimigo de Deus quer. Nós,
como filhos de Deus, precisamos recuperar esta benção acreditando que este é um
propósito divino e portanto, teremos ajuda para isto.
Não que o nosso casamento vai ser um mar
de rosas, sem dificuldades, mas que estas dificuldades serão um jeito de
trabalhar o nosso caráter e nos preparar para o lar eterno, teremos maus
momentos, mas também teremos os bons momentos.
Como está em Ecles 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para
todo o propósito debaixo do céu”.
Há
tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de se arrancar o
que se plantou ... Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de
saltar...
O casamento não é linear e aqui entra o
conceito de maturidade.
Parafraseando Salomão poderíamos dizer que
há tempo de ganhar e tempo de perder. Este é o conceito de maturidade: O
equilíbrio entre perdas e ganhos. Saber ganhar, mas também saber perder.
Como em uma lagoa que para se manter, não
pode haver uma grande entrada de água, pois ela se rompe ou se houver uma
pequena entrada, ela se seca. A nossa vida requer maturidade desde que
nascemos, é um processo.
precisa perder o colo para aprender a
andar; criança que fica muito no colo demora a andar.
Quando vai para escola, precisa aprender a
perder o aconchego do lar a sua proteção para poder ganhar o conhecimento, o
relacionamento. É neste momento que as crianças mais imaturas choram.
Ao chegar na adolescência, a natureza é
dura, vai fazer com que perca o corpo de criança, a voz de criança e comece
adquirir o corpo de jovem. Há os que querem ser para sempre adolescentes.
O jovem tem que perder a sua juventude
para ganhar o casamento. Aqui vemos a imaturidade de nossos dias quando as
pessoas não querem casar, por que querem ter uma vida sempre de jovem, só
ganho. Querem jogar bola a hora que quiserem, comprar um carro sem dar satisfação,
usar o seu dinheiro como quiser, ficar com outras mulheres e no casamento irão perder
a sua “liberdade”.
Aprender a perder, para poder ganhar. A
nossa sociedade atual não estimula esta maturidade, mostra que você tem que ser
sempre um ganhador e na primeira frustração entra em pânico.
É preciso ensinar os nossos filhos a lidar
com a frustração, a perda, porque senão quando forem para um jogo de bola e
perderem, vão querer brigar, perdeu o cargo na igreja, sai da igreja, perdeu o
namorado, entra em depressão e se for a falência, se suicida. Este é o retrato
de pessoas imaturas.
Esta forma de educação é passada
principalmente para os homens. É a imagem da TV, um homem que ganha sempre. É
executivo, tem uma mansão, um super carro, uma mulher lindíssima. Esta imagem
não é cristã, não é isto que Cristo disse do homem bem sucedido. Temos que dar
aos homens o direito de perder também, e mostrar que isto não os desqualifica
como homens.
Para as mulheres, perder já é mais
tolerável. Tem algumas mães que antigamente, até diziam para suas filhas:
mulher é assim mesmo vai se acostumando (uma perdedora) o que também não é
verdade. Uma mulher cristã não é uma perdedora, há situações em que é preciso
perder, mas em muitas são ganhadoras com Cristo.
Porque é tão importante para o cristão
saber ganhar, mas também saber perder, porque só é capaz de perdoar, quem é
capaz de perder.
Perdão = perda grande
Perdoar não é esquecer, é assumir a perda,
é ficar com o prejuízo.
Jesus nos perdoou porque assumiu a nossa dívida,
ficou com o prejuízo. Perdoar é quando ele me magoou, me fez algo e eu assumo
que eu perdi. Aqui é importante separar a pessoa e a ação. A ação dessa pessoa
me magoou, esta ação, não a pessoa. Essa pessoa também faz outras ações que me
fazem bem. A pessoa não é só esta ação, nesta ação eu perdi, fico com o
prejuízo.
É preciso ficar com o prejuízo para poder
se relacionar, porque se eu quiser sempre ganhar (elogios, carinhos, atenção)
sem que haja perda (crítica, desatenção, mágoa) eu nunca vou conseguir me
relacionar. Perdoar é reatar a relação ficando com a perda (aquela ação ruim).
Claro que devemos conversar com o cônjuge
sobre a ação que nos fez mal, mas às vezes isto não é possível, ou porque o
outro não assume, ou não quer conversar, então é necessário ficar com a perda.
Mesmo quando o outro assumiu a ação, para perdoar é necessário assumir a perda
e não ficar jogando na cara, sempre que houver oportunidade, isto não é
perdoar.
Quando perdoamos não carregamos mais
aquela ação ou a pessoa, do contrário aquela ação está sempre se repetindo,
pois estamos pensando nela, em vez de uma vez, ela ocorre várias e várias vezes
dentro de nós, até que cansados a lançamos no porão do pensamento, mas ela
ainda está lá, por isso é necessário jogá-la para fora. Perdi, foi ruim mesmo,
aliás, ressentimento quer dizer re-sentimento, repetir o sentimento, muitas e
muitas vezes em vez de vivê-lo uma vez só, já que foi ruim.
Muitas pessoas carregam a pessoa que lhes
fez algo pelo resto da vida, dizem eu não perdoou e ficam carregando a pessoa
nas costas, seria muito mais fácil perdoá-la e deixá-la no caminho.
É necessário perdoar o esposo, a esposa e
os filhos, é assim que eles aprenderão a perdoar, sendo perdoados pelos pais,
inclusive pedindo perdão ao filho quando erramos, esta será uma lição que seu
filho levará para o resto da vida.
Aquele que perdoa, ama e o que foi
perdoado amará mais, que é a nossa relação com Jesus. Esta relação fica mais
clara quando lemos Lucas 7:41a 43.
Jesus estava no jantar da casa de Simão,
Maria Madalena chega e unge os pés de Jesus com unguento e beija-lhes os pés,
enquanto Simão fica pensando em quem era ela, que se Jesus soubesse não deixaria
que fizesse isto. Só que Jesus sabendo os pensamentos de Simão lhe propõe uma
parábola, porque ele sabia muito bem quem era aquela mulher.
E disse Jesus: “Havia certo credor que tinha dois devedores, um devia quinhentos e o
outro cinquenta e não tendo eles com que pagar, perdoa a ambos”. (assume o
prejuízo). Jesus pergunta então a Simão: “Qual
deles o amará mais” (o credor) ao que Simão responde: “Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou” e Jesus lhe
responde: “Julgaste bem”.
Quando os devedores foram perdoados, eles
se sentiram amados pelo credor, mas mais que isto, passaram a amar o credor
também, e quanto maior a dívida perdoada, maior o amor que lhe devotaram.
Em um casamento aquele que perdoa, ama,
mas aquele que é verdadeiramente perdoado amará mais, pois se sentiu amado,
compreendido e valorizado, pois a pessoa era mais importante que a dívida.
Podemos escolher valoriza a dívida (ação, ofensa)
e ficamos sem a pessoa ou valorizar a pessoa, reatar a relação e ficar com a dívida.
“Tudo é uma questão de amor”
Você sabe que perdoou quando é capaz de
dizer à Cristo para que apague aquele ato do livro, isto é amor.
7 - Você Ama quando ...
“Melhor
é serem dois do que um...porque se um cair; outro levanta o seu companheiro,
mas aí do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois
dormirem juntos, eles se esquentarão, mas um só, como se esquentará? E se
alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” Ecles 4:9 a 12
Será que já paramos para pensar como é bom
sermos dois? Agradecer a Jesus por isso, ou será que nos lastimamos e pensamos:
como seria bom se eu estivesse sozinho.
Talvez você ache que não o ama mais, pois
então saiba que o Amor é uma escolha. Escolhemos amar, escolhemos continuar
amando, para isso temos a fonte do amor a nossa disposição – JESUS. Jesus não faz
mágica, não vem com uma varinha e diz pirinrim – pororom e começamos amar. Ele
nos ensina, nos capacita e nos abençoa com o amor. Só que tudo isto é um
processo, um aprendizado cristão, pois a nossa natureza pós-pecado não quer
amar, mas os cidadãos do céu vão contra esta determinação do mundo pecaminoso e
diz que é preciso amar.
Jesus vai nos mostrando o caminho, dando o
seu Espírito Santo e vamos aprendendo com Ele.
Um momento de muito amor é o ato da
Redenção, mas existe um outro momento que também é de muito amor, que é o
momento da Criação.
Na criação vemos como Deus começou este
mundo com muito amor.
Quem ama:
- Cuida
Deus ao criar o homem pega o barro, e o
molda com todo amor e carinho. Pega com as próprias mãos, sopra-lhe nas
narinas, com proximidade e faz a sua maior obra.
Pega essa obra prima e a coloca no paraíso
para viver, juntamente com todas as outras obras suas para que cuide delas.
Deus providenciou um belo lugar para Adão morar, os melhores alimentos para ele
comer e a orientação do que não comer. Quem ama, cuida e orienta.
Deus deu o que tinha de melhor.
Será que estamos cuidando do nosso esposo,
da nossa esposa? Será que damos o que temos de melhor?
Muitos maridos dão o que tem de melhor no
seu trabalho, conversam, riem, dão o seu potencial, mas quando chegam em casa,
mal abrem a boca, ficam sérios, e dizem que estão muito cansados para qualquer
coisa. Acham que isto é cuidar da família, pode ser no plano material, mas e o
resto como fica? O afetivo, o social, a convivência, até o espiritual?
Tem maridos que cuidam de outras coisas,
como da igreja, por exemplo. Vão a todas as reuniões, participam e estão sempre
prontos se lhe pedem algo, os membros comentam com a esposa como ele é
prestativo e a esposa pensa há quanto tempo ela pediu para ele trocar um lustre
quebrado que ainda está lá, ou como é calmo, ponderado, e a esposa, que ouve
estes comentários, pensa: Ah se em casa ele fosse assim, qualquer coisa já
briga, grita.
Maridos que cuidam de tudo, menos da
família. Cuidam até do carro, lavam, ficam polindo, tem uns que até dão um
beijinho e a esposa: Ah se ele cuidasse de mim assim.
Também existem muitas mulheres que cuidam
da casa. Limpam, lavam, trazem tudo brilhando, os filhos mal podem se mexer,
para não tirar nada do lugar, não sujarem nada. Quando o marido entra, já ouve:
Olha o pé, ou tire o sapato, olha a mão suja, não senta no sofá novo e a família lamenta: Ah se
minha mãe cuidasse da gente como cuida desse sofá.
O que acontece é que o marido não tem
prazer em casa e começa a ficar mais tempo fora e vai se distanciando do lar.
Mulheres que cuidam das coisas, não das
pessoas, principalmente das pessoas que lhe são próximas e queridas. Põe a casa
em primeiro lugar em vez da família.
Não tem tempo para ficar com o marido,
está sempre atarefada, não tem tempo de brincar com os filhos, contar estórias,
sempre tem muito que fazer. Tudo tem que estar arrumado do seu jeito.
É a síndrome de Marta que Jesus advertiu:
- Marta, Marta o que você está fazendo?
Olha Maria escolheu a melhor parte que é ficar com Jesus, com as pessoas.
- Responsável
Ser responsável é suprir as necessidades.
Deus fez a Adão e o colocou no paraíso, mas Adão começou a ficar cabisbaixo,
meio triste. Deus não disse a Adão que lhe havia dado tudo do bom e do melhor e
ele que fosse procurar o que fazer.
Deus viu Adão, conversou com ele, viu a
sua necessidade e a supriu.
Deus cria então a companheira, aquela
mulher lindíssima, que Adão se apaixona à primeira vista.
Deus supre a necessidade de Adão e lhe dá
a mulher e como vimos anteriormente, a mulher foi criada para suprir a
necessidade do homem, mas primeiro o homem precisa suprir a necessidade da
mulher. Muitos maridos não vêm a necessidade da mulher.
Uma mulher chega ao consultório deprimida
e o terapeuta então interroga o marido para entender o que está acontecendo:
-
Não sei por que minha mulher está deprimida, ela tem tudo do bom e do melhor.
Uma bela casa, carro, eletrodoméstica modernos.
- Você diz a sua mulher que a ama?
- Tudo isto é uma demonstração de amor.
- Você diz que a ama?
- Ela sabe, não preciso ficar dizendo.
- Precisa, para mulher precisa. A mulher
tem necessidade de ouvir, elas são assim e você escolheu casar com uma mulher,
aliás, boa escolha. Agora quando foi a última vez que você disse que a amava?
- No dia do nosso casamento.
Outra dificuldade masculina é que a mulher
tem necessidade de namorar e chega para o marido dizendo que quer namorar, mas
ele já pensa: Oba hoje tem!
O que? Sexo. Namoro não tem sexo, aliás, é
uma ideia que temos que passamos para os nossos filhos. Eles precisam ver o
exemplo.
Namoro é carinho, não caricias. É
conversa. Esta conversa é sobre os dois, a vida, não para falar de problemas,
por que isto o marido sabe fazer, já chega dizendo: Hoje nós temos que
conversar, temos um problema.
A
mulher será que vê a necessidade do marido, como por exemplo, chegar em casa e
ver uma esposa arrumada.
Arrumada aqui, é não desleixada, de roupa
larga, rasgada, cabelo despenteado, ou de pijama.
A necessidade de ser recebido com um
sorriso de bem vindo ao lar, sentir que chegou no seu castelo e deixou a batalha
lá fora, ou de ter uma comidinha gostosa e quentinha esperando ele, de dizer
que ele ainda é o seu herói.
Amar é ser responsável, quem é responsável
supre as necessidades, mas para isto é necessário estar atento ao outro, olhar
para o outro, conversar para saber quais suas reais necessidades.
- Respeita
Respeitar é aceitar o outro como ele é e
está. Deus respeitou quando chama a Adão, mostra-lhe todos os animais que havia
criado e pede para colocar o nome. Adão então vê aquele animal enorme como
pescoção e diz: Vai chamar girafa. Deus deve ter exclamado: muito bom, como um
pai que acreditando potencial do filho e se regozija em ver sua criatividade
aflorando.
Porém muito pai diria:
- Girafa, que nome, mas você é muito
burro, nem para por um nome serve.
Ou então:
- Girafa, mas foi você mesmo que criou?
Fala a verdade. Você não copiou de algum lugar?
Esses pais ficam se comparando aos seus
filhos, como se estes tivessem que dizer e ser o que eles queriam e esperavam.
Deus poderia ter posto um nome muito melhor,
mas aceitou, gostou e deve ter falado vamos para o próximo. Esta é uma relação
de pai e filho, mas pode ser de marido e mulher.
Principalmente entre os homens há uma
tendência a desvalorizar a mulher, com comentários do tipo:
-Tinha que ser mulher.
-Mulher no volante, perigo constante.
São brincadeiras, mas é brincando que se
vai desvalorizando o outro, criticando, abaixando até o outro ficar totalmente
sufocado.
Tem muito marido que possui o hábito da
criticar a esposa, ou porque é um machista e mulher para ele não tem valor, ou
porque desvaloriza a sua mulher em relação as outras, que são sempre melhores,
mais bonitas, o que no fundo revela uma baixa autoestima, pois como uma mulher
que tem valor poderia ficar com ele e para confirmar a sua autoimagem, quer
provar que sua mulher não tem valor mesmo. O marido não é capaz de aceitar como
sua esposa é ou está e exige mais ou que ela seja diferente.
- Que comida horrorosa.
- Esta casa está uma sujeira.
- Olha o estado destas crianças, o que
você fez o dia inteiro.
- Você vai sair assim, comigo não.
Ou então aquela que acaba de vez:
- Como você está gorda!
Se pedir para a esposa fazer alguma coisa,
logo vem o comentário:
- Não posso confiar em você.
- Você nunca consegue fazer nada direito
mesmo.
- Eu tenho que fazer tudo nesta casa.
- Como você me diz uma besteira destas.
- Não me fale mais isto, não quero mais
ouvir abobrinha.
E a esposa vai se sentindo cada vez mais
apertada, até ficar doente. Tem aquele marido também que quer que ela fique
loira, use roupa do jeito dele, faça os programas dele, goste de esporte e
outras coisas.
É preciso ressaltar aqui uma coisa que
sempre surge nos encontros de casais, uma queixa frequente das mulheres, é como
as mulheres que são donas de casa, fizeram a opção de cuidar do lar, dos
filhos, do marido são menosprezadas, desqualificadas.
Esta profissão foi criada por Deus e
houvesse mais mulheres que fizessem essa opção, a sociedade teria um grande
ganho.
Apesar que a própria sociedade, que é
machista, já desqualifica, quando nem nome tem definido como profissão; dona de
casa, prendas domésticas, sem profissão.
Mulheres quando perguntarem, qual a sua
profissão, não responda nenhuma, como muitas respondem de cabeça baixa, ou o
que você faz? e você responde: Nada.
Ergam a cabeça, tenham orgulho de cuidar
de seu lar, de seus filhos e respondam:
-
Eu sou Gerente do Lar, (entendo muito de um monte de coisas para poder administrar
o meu lar)
Claro que as mulheres que trabalham fora
nem sempre são reconhecidas profissionalmente e o que é pior tem que dar conta
do trabalho, do lar e dos filhos, coisa que dificilmente os homens fazem ou
colaboram.
Esse é um ponto chave nos casamentos
modernos, onde ambos trabalham, a divisão das tarefas do lar. Isto é o centro de
muito dos conflitos, é necessário uma conversa franca, na tentativa de se
elaborar uma rotina onde os dois e até os filhos devem participar para que essa
família tenha seus dias rodando suavemente, com a colaboração de todos e as
insatisfações e frustações possam ser eliminadas com a direção do Espirito
Santo.
Voltando ao respeitar, existem mulheres
que não aceitam os maridos, não respeitam, aliás, muitas pensam que quando
casar vão mudá-los e o casamento já começa errado.
Tem muitas mulheres que humilham os
maridos:
- Você podia ganhar mais.
- Você podia fazer algo melhor na vida,
outra profissão.
- Você não presta para nada
E quando o marido chega com o pagamento, então:
- Só isto?
Tem comentários também em relação ao tipo
físico:
- Você está ficando velho.
- Você está cada dia mais careca.
E existem as que só reclamam mesmo, não
aceitam os maridos, ou porque elas é que estão mal, com baixa estima, ou
queriam mais, ou queriam ter casado com o outro, que achava que amava
profundamente e por circunstâncias acabou se casando com este e atravancou a
sua vida e a do marido, como um castigo.
Estas mulheres que são as mulheres rixosas
que Salomão, sabiamente retrata, pois transformam a vida do marido num inferno,
sempre reclamando e criticando.
Salomão fala que é melhor morar no deserto
do que com esta mulher, ou é melhor morar num canto, do que num palácio com ela
e depois a compara a uma goteira.
Prov
21:19, 25:24 e 27:15
Realmente ninguém merece!
Claro que também existem homens que não
respeitam suas mulheres, se fazendo autoritários, exigindo que sua vontade seja
cumprida, chegando até atos de abuso, que aliás não devem ser tolerados, mas se
buscar ajuda e muita oração.
Respeitar é aceitar o outro, acreditar no
outro, no potencial do outro, podemos não concordar, mas aceitamos a
individualidade, a situação do outro, afinal “Não julgueis, para não serdes julgados” Mat 7:1
- Conhece
Deus criou ao homem e a mulher e não os
deixou, continuou com eles, orientando-os, gozando da sua companhia. De vez em
quando? Não, “mas na viração do dia”.
Deus o executivo do Universo, o governador
dos planetas, estava lá, com filhos que estavam começando a viver.
Devia haver muitas perguntas, descobertas
que eles queriam compartilhar com o seu criador. Deus dava esse tempo a eles,
separava um tempo para eles.
Como podemos conhecer se não estamos
junto, compartilhando o mesmo tempo e espaço? Como conhecer se não conversamos,
vemos, tocamos?
Para
amar é preciso conhecer, por isso existe o namoro. O tempo de começar a
conhecer o outro e depois o casamento, onde cada dia é uma descoberta se
estamos juntos, agora, se só nos encontramos na hora de dormir fica difícil
conhecer “quem dorme ao meu lado”.
Em I
João 4:8 temos que: “Aquele que não
ama, não conhece à Deus, porque Deus é amor.” Ou seja, aquele que não ama,
não conhece, porque se conhecesse amaria.
Conhecer é compartilhar o mesmo tempo e o
mesmo espaço. Se um está na frente do computador e o outro na cozinha, ou um na
frente da TV, ou só com celular, ou no quarto, não dá para se conhecer.
Além do mesmo espaço e tempo é preciso
ouvir o outro, ver como ele está.
Infelizmente tem esposo que gosta de ver o
computador em vez da esposa e muita esposa que gosta de ouvir a TV em vez do
marido, como esse casamento pode subsistir desse jeito, se já não somos o mais
importante para o outro e o celular assumiu a direção de nossas vidas.
Hoje em dia é até status dizer que não se
tem tempo. Talvez essa frase devesse mudar, pois não se tem tempo para as
pessoas é porque canalizamos o nosso tempo para as coisas.
Que troca há com as coisas? Nenhuma, por
isso “o amor de muitos esfriará”, porque as coisas não nos devolvem
sentimentos, simplesmente porque não sentem, não tem vida portanto, nada para
doar. Só doa, só troca o que é vivo, que tem vida.
Triste escolha esta nossa, não é atoa que
andamos deprimidos, tristes, irritados, doentes, tudo isso é sinal de que não
estamos recebendo vida, amor, sentimentos.
Pode ter alguém que pense que é melhor não
receber vida, do que receber sentimentos que nos ferem, nos machucam, mas mesmo
esses sentimentos ainda mostram que estamos vivos. Quando existe a troca é
possível se melhorar e até mudar os sentimentos.
Por que amar é a arte de conhecer aquilo
que o outro possui de mais precioso, conhecer profundamente a vida do outro, as
suas alegrias e as suas tristezas, os seus medos e interesses, todas as suas
expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital.
Nada melhor para conhecer o outro do que
se colocar no lugar do outro.
Faça este exercício para começar a se ver
no lugar do outro, mas para isso é necessário fazer um item de cada vez,
tampando os de baixo.
1- Apresente
o seu marido ou esposa falando o nome de um animal que você daria para ele.
2- Porque ele/a é esse animal?
3-
Como você se sente sendo este animal.
4-
No que este animal pode te ajudar, por ele ser como ele é?
8 - Ideal de homem e mulher
Toda mulher sonha em ser feliz, realizada,
isto é bom e é o que Jesus quer para nós, o problema é o foco.
Foco é onde colocamos nossa fonte geradora
de felicidade. Jesus disse que temos que pensar em amar ao próximo como a mim
mesmo, onde eu sou o ponto de partida. Quando Jesus nos fala, ele não diz que
seremos bons cristãos a partir do outro, se as condições externas nos ajudarem,
ele fala que nós (Eu) é quem decido e escolho a direção.
Muitas mulheres põem o seu foco da
felicidade no outro. Ela sonha com o Se casaram e foram felizes para sempre.
A felicidade virá assim que um príncipe:
encantado, bonito, amável, cavalheiro, rico, a liberte da torre (isolamento,
solidão) ou da ameaça de um dragão (pai violento) ou de uma bruxa (mãe
manipuladora) ou da madrasta que me fazia trabalhar (pobreza) ou ainda do sono
com um beijo (apatia). Então esse príncipe a coloca no seu cavalo e a leva para
seu castelo (distante do mundo que eu vivo) e lá serei feliz para sempre.
Pode-se pensar, mas hoje em dia não se acredita
mais nisto. Será que não? Será que ainda não carregamos culturalmente, esse
sentimento interno, será que de alguma forma isto não nos é passado com
roupagem moderna? Veladamente, não é assumido, mas os filmes e as novelas ainda
trazem este príncipe, mocinhos bonitos que lutam, são vencedores e acabam
salvando a mocinha e ficam juntos no fim. Basta ver os modelos dos vestidos de
noivas, compridos, armados, coroas e véus na cabeça. Isto não é um vestido de
princesa?
No século vinte e um, ainda se espera o
príncipe. Este príncipe é uma projeção que se faz do homem que se espera que
ele seja.
Quando nos casamos é com a nossa projeção
do que achamos que ele é, ou do que será (a mulher sempre pensa que poderá
mudá-lo)
Aí ela se casa com o príncipe e logo depois
da lua-de-mel começa a ver que ele não é um príncipe, ele arrota, solta gases,
tem mau hálito, príncipe não tem essas coisas, começa a decepção: Me enganaram,
em vez do príncipe, me casei com o sapo!
Quem foi que disse que era príncipe? Você.
Quem projetou o príncipe? Você.
Como cobrar que ele seja o príncipe. Ele
era o sapo, você não queria ver. Nesta terra não existem príncipes, são todos
sapos, porque o príncipe é perfeito, advinha até pensamentos. O príncipe faz
aquilo que ela espera que ele faça. Ele dá o que ela gostaria de ter sem dizer
e o sapinho coitadinho não tem este poder de adivinhação e a mulher cobra: Como
você não me fez esta surpresa, como você não me trouxe aquele presente que eu
esperava.
Triste realidade, ele não saberá se não
dissermos, porque os príncipes estão no castelo no alto do monte, ou seja,
acima dos mortais, da realidade e nós no brejo deste mundo, sem superpoderes. O
que fazer com o sapo? A estória melhor é aquela que a princesa se casa com o
sapo, beija ele e ele então se transforma em um príncipe.
Beijar o sapo é aceitar o sapo como ele é
e está, ser capaz de deixar a repugnância da sua aparência de lado e gostar
dele, dar-lhe um beijo. Ter saúde mental é quanto mais contato temos com a
realidade, mais saudáveis somos emocionalmente.
Não temos superpoderes, mas temos o poder
de Jesus que pode ajudar a aceitar e amar o sapo como ele é, quando então ele
vai começar a aparecer diferente frente aos nossos olhos, pois se começa a ver
não o que ele não faz, mas o que ele faz e é bom e por amor, muitas vezes ele
muda. Este é o método de Cristo.
Primeiro Ele me ama como eu sou, me aceita
do jeito que eu venho. Nós nos sentindo amados, por amor vamos sendo
transformados, realmente começamos a nos tornar nobres, não nobres de título desta
terra, mas nobres de alma, nobreza que sai do coração e muda nosso
comportamento.
O foco é eu mudo, não o outro. Não é o
outro culpado pela minha infelicidade, que por ser assim ou assado, deixa a
minha vida infeliz. O foco é eu sou do brejo também e por isso preciso mudar,
eu é quem escolho ser feliz ou infeliz, eu é que preciso ter coragem de me
enxergar no espelho mágico e ver que eu não sou a rainha, mas a bruxa também.
Toda mulher sonha que depois do casamento
irá mudar o marido e o homem sonha que a mulher será sempre a mesma.
Bem aqui entramos na parte do homem, que
sonha que a mulher será sempre a mesma, que ela será sempre a princesa, bonita
de rosto, com o corpo certo e os cabelos maravilhosos, como era quando ela se
arrumava no namoro para encontrá-lo.
Só que ele começa a ver que a sua princesa
levanta sem escova no cabelo, o corpo vai mudando, principalmente depois da
gravidez, ela não está sempre de bom humor, tem TPM, e não consegue ser sempre
meiga no meio daquelas crianças, um chorando, outro derrubando leite no tapete.
Ele começa a perceber que se casou não com a princesa, mas com a bruxa, tem alguns
que chegam a verbalizar: A bruxa da minha mulher...
A culpa é da mulher que prometeu que iria
ser sempre a mesma? Não, a mulher não prometeu porque é impossível, a vida é
assim, mudamos a cada dia. Ele é quem achou que ela seria sempre a mesma. Projeção
dele e não dela. Cabe a ele começar a ver a mulher que tem ao lado e como essa
mulher com carinho e compreensão pode ir deixando de ser uma bruxa e ir se
tornando a sua princesa, não a princesa dos contos de fada, mas a sua princesa
com a beleza dela e com aquilo que ela pode dar.
Podemos pensar que esta estória de
príncipes e princesas é estória da carochinha e é, mas somos príncipes e princesas
de verdade.
Em I
João 3:1 temos: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fossemos chamados filhos de Deus”.
Se somos filhos de Deus, o Rei do
Universo, logo somos filhos do Rei, portanto príncipes e princesas do Reino de
Deus e então deveríamos nos comportar como tal, não como os príncipes das
estórias aqui da terra, mas príncipes do Reino Celestial, teremos a nobreza do
nosso irmão que esteve aqui na terra, o Príncipe da Paz, para nos mostrar como
é ser um membro da família de Deus.
O nosso lar é um castelo do Reino de Deus?
Somos como Jesus, o Príncipe da paz?
Amamos o nosso companheiro(a) como ele
está, seguimos a regra áurea deste Reino que é: Amar ao outro como nós mesmos, ou ainda estamos no reino da terra,
cujo príncipe quis ser igual a Deus e nós repetimos isto ao exigirmos, no nosso
egoísmo, que o nosso companheiro(a) seja a nossa imagem e semelhança, ou seja,
aquilo que queremos que ele seja e não o que ele é, como Deus o fez.
Ele tem defeitos, com certeza, pois ainda
estamos neste mundo, mas Jesus nos amou assim e dá o poder a quem quiser mudar
e ser um príncipe do reino celeste, aí sim príncipes de verdade, não como os
dos contos da carochinha.
O poder que nos é dado é o de amar, quando
somos cidadãos do reino de Deus, amamos, como o que está escrito em I João 4:7 “Amados, amemo-nos uns aos
outros (um ao outro), porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é
nascido de Deus (filho do Rei) e conhece a Deus”.
Ouvimos a vida inteira que é preciso amar,
mas quem consegue, ou então alguém pode dizer: Venha amar no meu lugar. O amor
é uma escolha, se quero o reino de Deus, que é amor, eu escolho amar e Deus que
é a fonte, e Ele vai me dar este poder.
Amar é preciso, porque é isto que vai nos
diferenciar no reino deste mundo, não é fácil, mas o poder não é meu, a decisão
é minha, mas não o amor, ele vai fluir através de mim e então conheceremos o
prazer de amar verdadeiramente.
Neste mundo amamos por motivos egoístas,
eu sou o foco, então eu amo porque o outro me faz bem, me dá segurança, não
sinto solidão, porque recebo, porque é conveniente, me dá carinho, ou seja,
tenho uma recompensa, espero algo, ganho alguma coisa e quando o que eu espero
ou queria receber não vem, eu me frustro e decido não amar mais. Eu amo porque, eu amo se, o problema é que Jesus ama por amar e é isto que é o amor, o
outro sentimento ainda é uma troca egoísta.
Quando conhecemos uma pessoa achamos que
naquela pessoa vai caber a nossa capa de ideal de amor. Colocamos a capa e
passamos a amar a capa e nos momentos em que ela abre a capa e a vemos como ela
realmente é, ficamos irritados e frustrados com a pessoa.
A capa é nossa, não dela a não ser que ela
se anule totalmente e se concordamos com isso, é porque não a amamos de
verdade, mas somos tremendamente egoístas.
Já pensou você amar por amar, sentir e
poder fluir de você esse amor, como seria maravilhoso. Então amar é preciso,
amar é uma escolha. Qual é a sua decisão?
9 - Homem e Mulher, Diferenças que se Complementam
As diferenças existem, foi Deus que as
criou, porém quando se enfatiza muito estas diferenças, muitas vezes se usa
isso como desculpa para não se ver o que realmente está acontecendo e se
justifica o fracasso devido as diferenças. O motivo real não é a diferença, é
quando se perdeu o respeito e usa-se estas diferenças para depreciar o outro,
aumentando a distância entre o casal e consequentemente o sofrimento. As
diferenças não são uma maldição, mas sim uma benção de Deus.
Primeiro porque nos levam a uma
aproximação e pedido de ajuda a Deus para aprendemos a nos relacionar com o
diferente.
Segundo porque os diferentes se
complementam, o outro me dá aquilo que não tenho, a busca disto aproxima mais,
seja pela necessidade, seja pela curiosidade. O que eu receberia se fosse igual
e porque procuraria se já sei como é? Diz uma lei da física que os opostos se
atraem e os iguais se repelem.
Tem também a benção das combinações
possíveis que tenderiam ao infinito, uma vez que somos
bio-psico-socio-espiritual, os quatro aspectos humanos, sempre tenderemos a
ligações diferentes e mais profundas, gerando a intimidade. Se em um casamento
há o problema do tédio e da rotina é porque os dois estão ficando muito iguais
ou estão se negando a tentar as combinações possíveis.
Como somos diferentes, com tendência a
aproximação, é necessário se conhecer um pouco do outro, porque ele age daquela
forma, a fim de atingirmos a meta do casamento que Jesus nos deixou neste
mundo, que é conseguimos ser verdadeiramente uma só carne, apesar de, como
estamos em pecado temos a nossa doença, a nossa síndrome.
Síndrome de Eva
Toda síndrome tem uma causa e os sintomas,
às vezes na medicina a causa não é conhecida, mas existe.
A causa da Síndrome de Eva, foi se afastar
do marido e dar ouvidos à serpente. Gênesis
3:1
Os sintomas são aqueles que as mulheres
apresentam até hoje.
Primeira coisa foi a promessa que “Sereis
como Deus”. Quando alguém nos promete alguma coisa, eu só o escuto se aquilo
que está sendo dito me interessa, porque se não me interessa, eu não tenho desejo
de obter, não vale nada.
Eva se interessou pela promessa, ou seja,
o desejo de ser igual à Deus, e este tem sido o desejo transmitido às mulheres
da sua descendência, o que se verá em seguida, antes porém, vamos ver duas
coisas importantes:
“E vendo que era boa para se comer” – ou
seja, dava prazer e “agradável aos olhos”,
era bonita, “Tomou e comeu”. Gen
3:6
O desejo da mulher está associado àquilo
que é bom, que dá prazer e ao que é belo, é ligado à emoção, sensação.
“E deu também ao seu marido e este comeu” a
mulher quer repartir, compartilhar o seu prazer e as suas descobertas, se bem
que nem sempre essas sejam boas como no caso de Eva.
Adão comeu, racionalmente, ele sabia que
não devia, mas não conseguiu dizer não por amor à Eva, mais adiante vamos ver
os fatos relativos à Adão.
Qual a resposta de Eva? “A serpente que
criaste”. A serpente me seduziu, encantou e eu fui e ainda levei meu marido
junto. A mulher se deixa levar pelo bom, agradável, gostoso e também pelo
bonito e belo é o tal de bom, bonito e barato.
É sabendo disto que o mercado da
publicidade é voltado para as mulheres, as propagandas, as vitrines oferecendo
bom, bonito, gostoso, e elas continuam até hoje levando o marido junto e
compartilhando com as amigas.
- Você já experimentou? Nossa é uma delícia.
- Você já viu? É lindíssimo.
As mulheres têm que andar mais junto com
os maridos e ouvi-los para não serem seduzidas pelo consumismo.
A mulher tem também uma outra
característica que é “Ela me enganou e eu comi”, falando da serpente. A mulher
se faz de vítima, do tipo: Me enganaram, no preço, na promoção, na escolha. Não
assume que errou, e quando não se assume, mas se justifica, fica impossível
aprender com o erro.
Bom, e o “Sereis igual a Deus”, este
sintoma pode-se observar através da história, lá traz.
Deus prometeu um filho a Sara, ela se riu (Gen 18:12) nunca acreditou muito,
afinal estava ficando cada vez mais velha e nada do filho aparecer, foi quando
resolveu tomar uma atitude, ajudar à Deus, que estava demorando muito, então
Sara (Gen 16:2) ofereceu sua criada
a Abraão e este que deveria dizer não, até achou uma boa ideia, afinal Hagar
devia ser uma bela mulher e nós sabemos a conseqüência já que dura até hoje a
guerra entre Isaque (Israel) e Ismael (Ismaelitas, mulçumanos).
Rebeca teve dois filhos e Deus prometera
primogenitura ao mais novo e de fato Esaú já havia a vendido à Jacó, mas Rebeca
não soube esperar.
Isaque estava velho e Rebeca achou que ele
morreria logo, e como ficaria a benção de Jacó, Isaque iria dá-la a Esaú? Rebeca
resolveu dar uma ajuda à Deus, toma uma atitude, foi impaciente, e resolveu o
que fazer, não dava mais para esperar por Deus, tinha que ajudá-lo, afinal
estava fazendo o que Ele prometera.
Chama Jacó e lhe diz: (Gen 27:8) que ela iria fazer um prato
especial e que então ele levaria à Isaque para receber a benção ao que Jacó,
não concorda, as vezes os filhos tentam alertar as mães sobre o que estão
fazendo, mas estas não ouvem e Rebeca diz que assumiria as consequências, que
todos sabemos qual foi, que apesar de Jacó conseguir a benção, teve que fugir e
Rebeca nunca mais viu o seu filho querido.
Raquel que era amada, bonita, rica, mas
não tinha filhos (Gen 30:1). Não
soube pedir e esperar em Deus e dá a serva a seu marido, que a ouve e tem
filhos com a serva.
Isto gerou uma competição até que Raquel
tem filhos, mas morre no segundo parto. Deus sabia o porque não, mas Raquel não
acreditou que Deus sabia o que era melhor e aceitar o seu tempo, mas resolveu
agir por si mesma.
O fato é que a mulher quer resolver tudo, no
tempo dela, do jeito dela e o pior acha que consegue... E depois reclama que se
sente sobrecarregada.
A mulher precisa ter consciência de si
mesma, das suas possibilidades e limites.
Nos cruzamentos com as linhas férreas
existia este sinal.
Para as mulheres não passarem como um trem:
pare, olhe, escute.
Vamos ver porque há necessidade de parar,
olhar e escutar devido as suas características femininas.
Impaciência
Na Bíblia existe muito a
expressão, plenitude dos tempos, que quer dizer no momento adequado, no melhor
momento, quando a fruta estiver madura, para que não se colha verde e ela seja
ruim.
As pessoas têm seu tempo, o marido tem seu
tempo, os filhos têm seu tempo, as coisas têm seu tempo. É preciso saber
esperar, isto é respeitar.
Deus respeita o ser humano, ele espera o
tempo de cada um. Se Deus espera, quem somos nós para adiantar as coisas.
É preciso ter fé e aguardar nas mãos de
Jesus. Fé conforme Hebreus 11:1 é o firme firmamento das coisas que se esperam,
se não se espera, não se tem fé.
Deus criou a lebre e a tartaruga e esta
vai devagar, mas faz tudo que tem que fazer e detalhe, vive mais de 100 anos,
ou seja, quem vai mais devagar vive mais, com certeza não será pego por um infarte.
Espere em Jesus. Não queira resolver tudo você
mesma.
Impulsividade
É quando se age pela hemoção (esta palavra
deveria ser escrita desta maneira) que quer dizer hemo = sangue + ação, ou
seja, ação do sangue, é através dele que corre os hormônios que dão as sensações, os
sentimentos. A mulher age muito pela ação destes hormônios.
Agem primeiro, pensam depois. Existe uma
linha direta coração-boca, se fala sem passar pelo cérebro, quando vai ver, já
foi. Já disseram o segredo da amiga, ofenderam, deram um fora e por aí vai. A
hemoção é importante, mas não se pode deixar que ela domine, tem-se que dominá-la.
O homem usa mais a razão, a lógica e quando elas começam a desaguar os
sentimentos, eles deixam a mulher sozinha e saem, porque para eles não tem
lógica, não tem como conversar logicamente. O homem diz “depois que você se
acalmar, nós conversamos” só que as mulheres não querem conversar depois, querem
o agora, quando estão cheias de
hormônios circulando, o que fazer com eles?
Resposta lavar, esfregar, amassar, ouvir
uma música e chorar, chorar. Só não espere compreensão do homem, ele não
entenderia. É necessário controlar os sentimentos para ter os pensamentos mais
claros e depois agir.
Iniciativa
Aparentemente é uma qualidade, o problema
é que neste caso a iniciativa é fazer por. A mulher quer que o marido e os
filhos a ajudem; só que se eles demoram, ou não fazem bem feito, faz por eles.
Por exemplo, em um dia de graça o marido
resolve lavar o banheiro, do jeito dele, no tempo dele.
A mulher pergunta:
- Mas já lavou, tão depressa?
E após a supervisão do serviço dá a
sentença:
- Se é para lavar assim eu lavo, não
preciso de ajuda.
Como vai aprender, se a mulher não deixa
exercitar, faz por ele.
Com os filhos é a mesma coisa: se eles
demoram em fazer, se enrolam, se fazem mal feito, se é necessário mandar muitas
vezes, ela pensa:
- Isto dá mais trabalho, deixa que eu
mesma faço, vai mais rápido.
Os filhos que são espertos, pegam o sinal
e sabem que se agirem assim, numa mais vão fazer.
Como irão aprender, se não se deixar
fazer?
No muro das lamentações a mulher fica,
ninguém me ajuda, ninguém faz nada direito, tudo sobra para eu fazer, só não
percebe que é ela que faz com que seja assim, já que tem que ser do jeito e no
tempo dela, faz pelas pessoas e o que é pior ainda diz que os filhos não têm
iniciativa. Com o marido é pior, quantas mulheres reclamam que seus maridos não
têm iniciativa, não tem porque ela tirou ou não o incentivou.
Querendo fazer tudo e “ajudar” o marido
acaba assumindo tudo, por dó as vezes de achar que o marido vai se machucar, se
chatear, tenta segurar todas, é preciso confiar na capacidade das pessoas
principalmente do marido.
Tem marido que tudo tem que perguntar para
a esposa, esta vive reclamando que ele não tem iniciativa, pudera, ela não
deixa.
Síndrome da Marta
Jesus está dizendo: ‘Marta, Marta, te aquieta.
Maria escolheu a melhor parte”.
Aqui estão as mulheres que estão sempre fazendo alguma coisa, tem sempre
que estar limpando, cozinhando, lavando, parece que não tem o direito de se
sentar um pouco, se pararem, se sentem culpadas e então não param nunca,
principalmente se estiverem em casa, para onde ela olhar vai escutar: O fogão,
me limpe; o chão, me lave; o armário, você não vai me arrumar, a roupa, me arrume.
A casa fala e se torna a patroa dizendo a todo momento o que se tem que fazer,
a “dona de casa” é a sua escrava.
Porque isto, porque se põe as coisas
materiais em primeiro lugar.
Jesus disse: Vinde aqui e repousai um
pouco. Pare para pensar, meditar, ler, e simplesmente descansar, de um tempo
para você. Você merece.
Jesus diz: Não se sinta culpada.
Um tempo para si e um tempo para os
outros. Imagine Jesus, Ele estava na sala e Marta em vez de estar falando com
ele, estava arrumando, preparando, até era para Ele, mas o mais importante, era
gozar de sua companhia.
Quantas vezes se coloca a casa em primeiro
lugar, e quando um filho pede um tempo para gozar da sua companhia, não tem e
quando ele cresce se arrependem tanto de não ter ficado mais com ele, curtindo
a companhia de criança, mas é tarde.
Com o marido é pior se não se tem tempo
para ele, correm o risco de ficar sem ele, não que vá arrumar outra, o que pode
até acontecer, mas do marido ir ficando distante, perdendo o companheirismo, o
estar juntos. Se torna tão intima da casa e o marido se torna quase um estranho.
Deixe a casa, o serviço, sente um pouco no
sofá com seu marido, no quintal com seus filhos e no pôr-do-sol com Jesus.
Ordem
Antes de entrar neste item é necessário
mencionar algumas coisas.
O casal Allan e Bárbara Pease, no seu livro, tratam das diferenças anatômicas
do homem e da mulher, para entendermos um pouco mais o comportamento de ambos é
necessário conhecer um pouco mais estas diferenças.
As
mulheres usam muito mais o hemisfério direito do cérebro, que os homens, este
hemisfério tem um papel muito importante nas emoções e no uso da linguagem. Possuem
também o corpo caloso maior que nos homens, é ele que faz a união entre os dois
hemisférios, fazendo consequentemente mais conexões.
A visão da mulher é mais abrangente, 180
graus, enquanto o homem tem uma visão mais de túnel, mais focada.
As mulheres vêm uma variedade maior de
cores que os homens, a audição mais aguçada e o olfato é mais sensível,
principalmente na ovulação.
Em relação a pele as mulheres têm uma
sensibilidade maior, mais fina que com o hormônio ocitocina provoca a vontade
maior de ser tocada.
Já a pele do homem é mais grossa o que
diminui a sensibilidade, desconforto, o que auxilia o homem nos tipos de
trabalho a que geralmente estão expostos. Frente a estas características, a
mulher está recebendo uma infinidade de informações a todo instante.
A
mulher pensa sobre tudo o tempo todo, graças as conexões como já vimos no
cérebro, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Pode-se dizer que no cérebro da mulher não
tem muitas estradas principais, mas está cheia de vicinais.
Ela consegue tranquilamente cozinhar,
assistir à televisão e ainda ouvir o filho que cai ou está choramingando, ou
então está vendo televisão e o telefone toca e ela simplesmente atende; já um
homem, abaixa a TV e ainda pede silêncio.
Diante de tantas informações e vivencias,
elas não têm tempo para arrumá-las, resta somente ir jogando para dentro, como
em um armário abarrotado.
A mulher tem uma desordem interna, por
isso às vezes tem tanta necessidade de arrumar o guarda-roupa ou armário, e se
sente bem após a tarefa, é como se estivesse arrumando as suas ideias.
Só que as mulheres lidam muito bem com
isto, o problema é quando precisam de uma resposta.
Elas pensam assim: Eu sei que ela existe,
está em algum lugar.
Como vimos às mulheres têm a área da linguagem
bem desenvolvida no cérebro, e é através dela que elas encontram a resposta.
Quando se tem um armário abarrotado e queremos encontrar algo, vamos pondo tudo
para fora. É assim com as mulheres, seu raciocínio é falando, é se expressando
através da fala que encontram as respostas, fazem as conexões, vão descobrindo
e se descobrindo.
Para sentir que (elas) viveram alguma
coisa, elas precisam se comunicar. O que faz uma mulher quando viveu alguma
coisa, sai correndo para contar para a amiga, a mãe, depois que ela conta várias
vezes sente que viveu realmente, pode ser pessoalmente, por telefone, mas é
necessário compartilhar, falar sobre o assunto.
Quando a mulher tem um problema no casamento
ela quer falar com o marido, só que quanto mais envolvida, mais ela despeja uma
avalanche de palavras e isto assusta os homens, que não entendem nada, não
acham que é assim que resolve, se vir com emoção então, o homem sai rapidinho,
dá uma desculpa qualquer, que vai conversar depois, que tudo isto é besteira,
diz que não tem tempo, porque para eles isto as vezes parece loucura.
O homem tem um modo de pensar focal. Ele
foca o problema, e a procura da solução é interna, da mulher é externa.
Bom, homens escutem suas esposas, não
precisam dar respostas, as vezes elas nem querem, pois falando vão encontrar,
apenas escutem e digam que compreendem mesmo achando tudo aquilo desnecessário.
Mulheres por sua vez, quando quiserem
discutir um problema com seus maridos, levem o problema mais elaborado,
apresentem de uma forma mais lógica que conseguirem e não esperem resposta na
hora, e principalmente não falem se ele estiver distraído ou ocupado é porque
eles elaboram de outra forma, uma coisa de cada vez.
A mulher não consegue conviver com a
desordem, a bagunça externa, porque internamente as prateleiras não são
arrumadas e os homens convivem com a bagunça externa, porque internamente estão
arrumados.
Cabe lembrar aqui um problema muito comum
entre os casais que é a hora de fazer compra.
A mulher com sua característica de visão
global, sentidos mais aguçados, quer ver tudo, experimentar, mesmo que leve só
um par de meia, ou porque as vezes não sabe exatamente nem o que vai comprar,
vai depender das ofertas.
Já o homem com sua visão focal, inclusive
de vida, vai comprar determinada coisa entra na loja, compra e vai embora, a
mulher entra em umas dez e demora.
Homens entendam que as mulheres vão
demorar e olhar tudo, mesmo que não possam levar, apenas pelo sentido de ver,
tocar, portanto, marque um horário e depois a encontre para ir embora, tolere
ainda um pequeno atraso, isto vai eliminar muitas brigas.
Outro fato importante é que as mulheres
presumem que o homem deve saber o que ela quer, ou que adivinhe.
Mulheres, triste notícia, os homens não
adivinham. Não adivinham os seus desejos, as suas vontades, não adivinham
aquelas palavras que você quer ouvir, nem o presente que quer receber.
É preciso falar, pedir.
Muitas esposas ficam bravas, choram, ficam
chateadas porque o marido não adivinhou o que ela queria. Isto é totalmente
ilógico na cabeça deles.
Eles também não adivinham os pensamentos,
quantas vezes a mulher já que não tem com quem conversar, conversa sozinha e
vai dialogando em pensamentos com o marido e fica até brava com ele em
pensamento, e quando ele chega perto com agrado, recebe uma bronca e ele
simplesmente não tem a menor ideia do que está acontecendo e ainda a mulher
pergunta:
- Você não sabe?
Bem ele não sabe, e vai continuar não
sabendo se não disser.
E o teu coração será para o teu marido, e
ele te dominará “(Gen 3;16)
Seria isto um castigo? Castigaria Deus
alguém apenas porque estava com raiva?
Aqueles que conhecem a Deus sabem que não,
pois Deus é amor e quer ajudar o outro a crescer e ser melhor.
Este foi o objetivo de Deus para com a
mulher, porque como vimos anteriormente o desejo dela querer resolver tudo e fazer
as coisas do seu jeito e no seu tempo e ainda mais agir por impulso teria que
ter um limite. Deus soube disto quando Eva pecou, porque o fruto era bom para
se comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, ela comeu e deu
ao marido.
A mulher não foi levada por uma
necessidade, mas pelo desejo, fez o que queria imediatamente e ainda convenceu
o outro a fazer.
Haveria necessidade de ter alguém para ela
se reportar antes de agir, alguém para respeitar e ouvir, alguém para discutir
sobre suas ideias e intenções antes de fazer.
Este alguém foi o homem.
Quando a bíblia diz dominará não quer
dizer que será escrava, um ser sem vontade própria, como alguns homens querem,
mas é estar sob o domínio, sob a influência. A gravidade não nos escraviza, mas
estamos sob o domínio dela.
Jesus não era escravo de Deus, mas estava
sob seu domínio, seu Filho que agia por amor nos diz em João 8;29, “E aquele
que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque faço sempre o
que lhe agrada”.
Estar sob o domínio é agradar aquele que
se ama.
Precisamos entender a hierarquia do amor “Vós
mulheres estais sujeitas aos seus maridos como ao Senhor”, continuando vamos
ver que as mulheres estão sob o domínio do marido, mas este está sob o domínio
de Jesus que está sob o domínio de Deus.
Bunny Wilson no seu livro fala sobre o que
é estar sob a influência do marido, diz ela que estar sob o domínio do marido é
melhor, já que o marido que tem que prestar contas à Deus, é uma
responsabilidade muito maior, que foi o que aconteceu no Éden quando Deus pergunta à Adão o que aconteceu e
não a Eva e em I Ped 3;7 vemos que “Maridos coabitais com elas com
entendimento, dando honra a mulher, como
vaso mais fraco, como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida, para que
não sejam impedidas as vossas orações”.
O homem tem que prestar contas a Jesus,
ele é o responsável pela sua família, e se de alguma forma ele não está honrando-a,
tratando-a de forma digna, as suas orações podem estar sendo impedidas, porque
são um só carne e fazendo alguma coisa contra a esposa, está fazendo contra si
mesmo, como pode Jesus atender uma oração dividida, contraditória, quem sabe
até confusa.
Quando a mulher entrega a liderança ao
marido, o peso que quer carregar de controlar tudo diminui, ela vai se sentir
mais leve.
Mas as mulheres podem pensar e se der
errado, e se acontecer alguma coisa, e se...
Bem primeiro quem garante que a mulher está
certa, segundo quem sustenta a casa não é o marido como pensam, mas é Cristo.
A solução está em conversar e não
convencer o marido, mostrar, mas a decisão é dele, porque a mulher vai entregar
tudo nas mãos de Jesus, inclusive o marido.
Quando se entrega a decisão nas mãos de
Jesus se deixa o caminho aberto para Cristo agir e o poder de Deus ser derramado.
Ser submissa ao homem é um exercício de
fé, como disse Bunny, é acreditar que Jesus vai agir no lar, é acreditar que
Deus vai dirigir o marido e lhe dar sabedoria.
O homem é o líder do lar, nas empresas
hoje a definição de líder é aquele que serve, isto está baseado no maior líder
que foi Cristo, então quando o homem começa a se sentir o líder do lar, vai
aprendendo de Jesus, que líder é o que seve e a mulher por sua vez vai
descobrindo que servir não é depreciativo, mas é uma qualidade daquele que ama
e está preocupado com o bem estar do outro e da família.
Quando o homem sente que a esposa é capaz
de deixá-lo decidir, mostra que acredita nele, o homem tem seu senso de valor,
validação masculina, revigorada, se sente mais seguro e amado, sente que a esposa
está contribuindo para sua edificação e não a sua destruição.
A oração pelo companheiro é de suma
importância e funciona como um diagnóstico do casamento. Claro que a mulher vai
levar todas as suas lamentações e sentimentos à Jesus, mas quando acabar é necessário
ouvir o que Cristo tem a dizer.
É necessário se orar pelo marido e não
contra o marido. Muitas esposas quando
são magoadas e vão à Jesus se lamentam, desabafam e depois dizem a Jesus tudo
que Ele tem que fazer com o marido, qual o tipo de castigo e assim vai. Olha a
mulher querendo ser mais que Deus novamente.
Com certeza esta oração não vai ser
atendida, principalmente porque Jesus ama tanto o homem como a mulher e é Ele
quem sabe o que é melhor para ambos.
Então orar é entregar a situação, a si mesma
e ao marido nas mãos de Cristo. Quando a mulher começa a fazer isto, começa a
enxergar o seu companheiro realmente, como ele é, o que está passando, como
está se sentindo, muda o foco só de si mesma para o homem e começa e vê-lo como
Jesus, a pessoa que ele pode vir a ser pela transformação do Espírito Santo.
À medida que ela conversa com Cristo sobre
o companheiro em oração vai descobrindo que a transformação começa nela e que é
esta transformação que pode efetivamente transformar o marido, e não as brigas,
farão com que ele mude.
Tem maridos difíceis? Tem, mas é
necessário lembrar que para Deus nada é impossível, principalmente quando se
ora pelo marido e não contra ele.
Esta atitude também vai abaixando a guarda
da mulher, derrubando as suas defesas, fazendo com que ela vá se aproximando
mais do companheiro, não se justifique tanto e entregando o lar para a sua
liderança, mostra uma coisa que é vital a todo marido: Ele ainda continua sendo
o herói da esposa.
Toda mulher sonha com um homem seguro, que
tome decisões, que faça. Então mulheres colaborem para que seus sonhos se
tornem realidade e siga a orientação de Cristo!
SÍNDROME DE ADÃO
E disse Deus: “não é bom que o homem
esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele”.
Diante aqui com certeza significa ao lado,
junto, mas diante foi exatamente o que aconteceu. A mulher muito mais curiosa
foi à frente do seu marido, descobrir o Jardim do Éden e descobriu que uma
serpente falava e ficou encantada.
A mulher gosta de ir a frente descobrindo
e fica encantada pelas coisas que vê, mas os resultados podem não ser bons,
como no caso de Eva, que guiada pelo seu desejo, “comeu
e deu também ao seu marido”.
Deus então ao falar as consequências deste
ato diz em Gen. 3:16: O seu desejo será para o seu marido e ele te
dominara” que como vimos anteriormente iria dirigir o ritmo do andar de Eva, quando
deveriam andar juntos.
O que vamos ver agora é Adão, que como
está em Gen 3:9, “E chamou Deus à Adão”.
Deus não foi direto a Eva, mas procurou
Adão, porque ele deveria ser o líder do casal e responsável por ambos, quando
se tornam “osso dos meus ossos e carne da minha carne” Gen 2:23
O líder é aquele que cuida, aquele que é
responsável; que supre as necessidades.
Adão como líder talvez tenha falhado no
cuidado, na necessidade de Eva de descobrir as coisas, estar ao lado dela.
Adão como muito homem deve ter ficado na
dele, deixando a mulher ir, como ainda hoje em dia, os filhos vivem soltos,
fazendo as coisas, sem dar trabalho a ele. Cuidar dá trabalho, mas ao homem
compete dirigir o seu lar, não autoritariamente, maneira usada por muitos
porque dá menos trabalho também, é mais fácil. Não é isto que Deus quer do
homem.
Quer que o homem cuide da família, supra
as suas necessidades e necessidades não só econômicas, tem muito homem se
escondendo atrás do trabalho para não ter que liderar o lar. Homens que nem
sabem o que acontece com a esposa, com os filhos porque não tem tempo,
escondidos que estão da família.
E chamou Deus a você homem e perguntou:
Onde está a sua família?
Cabe ao homem liderança, assumir o seu
papel, infelizmente por comodidade ou outros motivos passa esta responsabilidade
à mulher.
O homem é a cabeça, mas a cabeça em amor,
como está em Efes 5:25.” Vós maridos, amai as vossas mulheres como
também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Cristo é seu exemplo, porque é a sua
cabeça, com vemos em I Cor 11:3 “que Cristo é a cabeça de todo o varão e
o varão o cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo”.
O homem que sabe liderar, sabe porque ama
a sua mulher e o seu amor vem de Cristo.
Marido ama - > mulher feliz
< -
mulher devolve
+ feliz (se sentindo seguro e capaz na sua
função de homem)
Em Efés. 5:28 vemos que “assim
devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.”
O marido que ama a esposa lidera com amor,
porque em Efes. 5:31 “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se
unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne, ou seja, ele quer o bem dele
mesmo.
Agora se por algum motivo ele não quer o
bem de si mesmo, por traumas de infância, baixa autoestima e falta de amor
(porque nunca recebeu), por achar que não merece ser amado, pode não querer o
seu próprio bem e sabotar o seu relacionamento.
O marido pode pensar: se não amo, como
amar? Deus é amor então vá a fonte, porque amar é uma escolha, paixão é sensação,
mas amar é escolher amar e caminhar nesta direção, senão Jesus não nos pediria
para amar, se fosse um sentimento que simplesmente brotava dentro de nós por
alguém.
Jesus sabe que é preciso escolher amar e
ele vai dar esta capacidade e nos promete que qualquer que pede, recebe, como
está em I João 5:15- “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos,
sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” e ainda promete em I
Tim. 6:17 “...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para
dela gozarmos”.
Amar é simples, então porque não amamos?
O homem pode ter dificuldade de amar porque
tem medo, mas é esse treino de amar a esposa que ensinará amar o restante, é
por isso que o casal é tão importante para Deus e porque o inimigo quer
degenerar.
Quando amamos entramos em sintonia com Deus,
porque “o amor é de Deus e qualquer que ama é nascido de Deus e
conhece à Deus e aquele que não ama, não conhece à Deus porque Deus é amor” 1
S João 4:7,8
O lar é a grande escola do cristão, é onde
Jesus quer atuar para termos uma igreja melhor, uma sociedade melhor e
principalmente porque Jesus quer nos ver felizes.
Aprendemos no lar a crescer. Os
companheiros sofrem com nossos defeitos, mas é o companheiro que nos ajuda a
crescer, ele é nosso remédio.
Se escolhemos amar e crescer; não será um
processo fácil, vai exigir esforço, luta e podemos sentir dor, mas alguém já
disse que todo crescimento é doloroso.
Temos que limpar, raspar, tocar locais que
estão travados a anos, mas é necessário que voltem a funcionar suavemente.
Podemos usar os defeitos do outro contra ou a favor do casamento, se escolhermos
a favor, vai dar trabalho, mas o resultado vai ser bom e gostoso.
Quem recebeu pouco amor na infância, vai
se mostrar vazio e carente e não adianta ficar pedindo, vai levar tempo para ir
abastecendo. Jesus não muda ninguém pela mágica, de repente, e as mudanças
também não ocorrem de repente como mágica, as mudanças vão sendo solidificadas.
Existe os que trancaram o depósito. A
abertura também vai ser lenta como já disseram, como uma ostra, não adianta vir
com o pé de cabra, mas com muito carinho e paciência.
Existirá tensão e problemas, o deposito
que vai se fazendo no banco do amor, renderá juros e dividendos.
Herói
“No suor do teu rosto, comerás o seu pão,
até que tornes à terra, porque dela foste formado” Gen 3:19
Liderança com amor, o herói, porque então
muitas vezes o homem deixa de ser?
Se a mulher tem o reconhecimento pela sua
beleza, o homem é pelo seu trabalho, não que isto seja certo, mas é o que acontece.
Ao homem compete trabalhar e suar para ter
reconhecimento, valor e sustentar a família. Quem tem que dar este
reconhecimento, portanto é a sua família.
O homem precisa de elogios, é a resposta
que ele está conseguindo cumprir sua missão, o elogio é também uma forma de
descobrir como agradar, ele sabe que o caminho é este.
Quando o homem não consegue um trabalho
para manter sua família, ou dar aquilo que ele gostaria de dar, ele começa a se
sentir fracassado e isto vai minando suas energias fazendo com que vá se
introvertendo cada vez mais ou até mesmo chegando a uma depressão.
Esta é a forma de lidar com a vergonha
perante os outros, de não estar sendo competente e como dizem, não estar sendo
homem suficiente para sustentar sua família.
Os homens detestam se sentirem
vulneráveis, porque isto pode gerar rejeição ou inferioridade. A forma de lidar
com este sentimento é isolando-se, sempre está na evasiva ou entra num processo
de mentira, até para ele mesmo, querendo se auto promover, aparecer, para que
as pessoas não percebam a vergonha que está escondendo.
Como o valor do homem está ligado ao
trabalho, aos bens, se não consegue, ou pelo menos, não o que queria, ele se
culpa, achando que é mesmo incapaz, ineficiente, mesmo que ponha a culpa na
economia, no governo, no patrão, no fundo está tentando se justificar pela sua
culpa de não conseguir.
Como é uma situação muito dolorosa para
ele, é muito difícil se conseguir conversar sobre ela, cabe a mulher uma
abordagem indireta, por meio de elogios e realçando os pontos positivos.
Infelizmente muita mulher faz justamente o
contrário, diz que ele é incompetente mesmo, reclama o tempo todo, se queixa
constantemente da falta de dinheiro e o que é pior ainda o compara a outro
homem (pai, irmão, vizinho).
Isto vai acabando, derrubando o marido
devagarzinho e fazendo com que consiga cada vez menos, pois não confia em si,
ou então se vê tão assustado e infeliz que acaba caindo fora do casamento.
Quando se fala ao homem que ele ainda é o
herói com quem ela se casou, ele vai acreditando mais em si mesmo, melhora a
sua autoconfiança, disposição e principalmente tem que deixar claro que o
provedor do lar é Jesus, e se juntos confiarem Nele, irão em frente, em paz.
O mais importante, porém, é o homem começar
a ver que o seu senso de valor não vem do seu trabalho ou bens, mas de que é
filho de Deus e que Jesus o ama e se entregou por ele e está cuidando dele.
Sua validação vem da ligação com Cristo,
independe do outro. Se costuma dizer que homem que é homem, é aquele que não
tem que provar nada a ninguém, nem a ele mesmo. Sabe que é.
Seu exemplo é Jesus, que viveu nesta terra
de cabeça erguida, sabia quem era, tinha senso de valor e as pessoas não
moldavam seu viver, pelo contrário, Ele moldava o viver das pessoas, não tinha
que provar nada a ninguém, mesmo que as pessoas vivessem pedindo isto, Jesus
era, como Deus que disse a respeito de si mesmo: Eu Sou.
Talvez Deus tenha deixado na bíblia estes
versos especialmente aos homens, para que não vivam preocupados e acabem
causando sofrimento à sua família, em vez de ver que a sua força vem de Jesus.
Buscai primeiro o reino de Deus e toda sua
justiça e estas coisas vos serão acrescentadas. “Não vos inquieteis pelo dia de
amanhã”. Mat. 6:33 e 34
“Vinde à Mim todos os que estais cansados
e oprimidos e eu vos aliviarei”. Mat 11:28
HOMEM É BRAVO, OU É UM BRAVO
“Vós maridos amais as vossas mulheres e
não vos irriteis contra elas” Col. 3:19
Muitos homens confundem a sua
masculinidade com ser um bravo, é estar bravo, é uma diferença principalmente
de verbo.
Ser um bravo é algo inerente do verbo ser,
que quer dizer um lutador, um homem que vai na frente, que faz, mas
absolutamente não quer dizer que para ser um bravo é preciso se estar bravo
constantemente ou frente as ameaças.
Quando se está bravo, pode mostrar
exatamente o oposto, a ira frente a uma ameaça, ou fracasso, ou contrariedade,
mostra exatamente que não se é um bravo.
O homem fica irado para mostrar que é
forte; quem manda, porque não se sente assim, se sente fraco, ameaçado, com vergonha
e para não verem o seu real sentimento se esconde atrás da ira e o que é pior,
tenta direcionar o seu fracasso a outra pessoa, geralmente a esposa. É isto que
o verso diz, ao falar que não se deve se irar contra a sua esposa.
O verso quer dizer, se enxergue, assuma a
sua situação, se sente vergonha fale com Jesus e peça força, mas não culpe
ninguém, principalmente a esposa como fez Adão, ao ser interpelado por Deus:
Esta mulher que me deste..., ela é a culpada. Deus não tirou a culpa de Adão,
pelo contrário fez com que assumisse as consequências.
A ira também pode aparecer devido a experiências
da infância, que de alguma forma se sentia ameaçado e era necessário se
defender, é bom que se veja que se cresceu e a situação mudou.
Como a ira é uma hemoção (ação do sangue),
é física, pode também ter causas como o cansaço, falta de sono e alimentação
inadequada (irritante do sistema nervoso, como estimulantes, picantes, frituras,
aditivos químicos e outros), ou até o mal funcionamento intestinal, onde uma pessoa
enfezada é aquela cheia de fezes.
Às vezes como a manifestação é física, é
necessário, como houve uma carga, tem que haver também uma descarga, sendo
importante que a mulher deixe o marido dar vazão ao sentimento, sem se sentir
que será destruída ou agredida, simplesmente deixe a descarga acontecer.
Ao
homem compete ter a descarga, mas não a direcionar a ninguém, seja esposa ou
filhos ou outros, isto é o que na bíblia está como “ira-vos, mas não pequeis,
não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efe. 4:26
Não
pequeis é vai sentir a ira, mas não agredir a ninguém, que o homem aprenda
expressar o sentimento, mas não a agressão e que vá aprendendo com a ajuda de
Cristo a ser tardio em irar-se.
Não se ponha o sol sobre vossa ira, é não
vá dormir com ela, remoendo-a, pois pode gerar uma úlcera gástrica, tente
resolver, compreender, ore e descarregue.
Essa descarga pode ser um exercício, um
banho, lavar o quintal, uma corrida, ou se for possível com antigamente, vá
cortar lenha.
HOMEM VALENTE
“E chamou Deus a Adão e disse: Onde estás?
“E ele disse: Ouvi a tua voz, tive medo
porque estava nu e me escondi” Gen.3:10
Talvez uma das passagens que mais retrate
o homem é esta, o primeiro homem já não soube lidar com o medo e se escondeu.
Onde está? Aonde o homem vai quando está
com medo, ele foge da situação, dá evasiva, evita o comentário, finge que não é
importante, ele vai parar em algum lugar, porque ele não está nele mesmo,
centrado.
Ele pode se irar, como já vimos para
disfarçar e mostrar que é forte, esconder o medo.
Existem os que paralisam, simplesmente
param na vida, se retraem, dão voltas, inventam desculpas para não terem que se
movimentar, afinal não vai adiantar nada mesmo, é sempre assim, não adianta é o
destino e o que é pior dizem alguns que é a vontade de Deus. Deus não quer
ninguém paralisado, mas que aja.
Porque estava nu, ou seja, me senti sem
proteção, criticado, humilhado (se quer acabar com um homem é humilhá-lo),
exposto sua fraqueza, se sentiu rejeitado. Tudo isto gera no homem muito medo e
aí se inventou mil mecanismos de defesa para lidar com este medo e para o homem
sempre a melhor defesa é o ataque.
Às vezes a simples insistência da mulher
em falar, falar, apontar, o homem já se sente sitiado e quer o socorro.
Não é permitido ao homem na sociedade
dizer que tem medo, aliás, é por aí que começam as piores e perigosas brincadeiras
de moleques e adolescentes, só para provar para o outro ou para o grupo que não
se tem medo.
Que fardo pesado, é impossível não se
sentir medo neste mundo, principalmente nesta época, então o admita e leve a
Jesus o seu medo. Super homem não existe, é o medo que nos dá o limite
necessário, faz parte da humanidade, desde Adão. O problema não é sentir medo,
mas o que fazer com ele.
Primeira coisa assuma o sentimento, estou
com medo e o que eu posso fazer com ele, isto vai evitar o pânico, que é quando
o medo toma conta e assume o controle.
Enfrentá-lo se for possível, com o poder
de Deus.
Recuar se preciso para não correr risco
desnecessário.
Aguardar, planejar uma forma de vencê-lo
ou eliminá-lo.
Muitas vezes o medo vem de situações da
infância ou da adolescência, quando se faz necessário descobrir o que houve
para poder superá-lo.
A
grande solução é dada por Deus, ele sabe que o homem tem medo, mas acredita
nele e vai ajudar se este confiar.
Isto está claro na história de Gideão.
Gideão estava escondido, malhando trigo no
largar, porque havia o perigo do ataque dos midianitas, Gideão estava com medo
e o anjo do Senhor aparece a ele e diz que ele era um varão valente Juízes
6:12, ao que Gideão começa a reclamar, iniciando um “Aí meu Senhor, se o
Senhor é conosco. Porque tudo isto nos aconteceu”?
Novamente o anjo do Senhor, em vez de se
justificar ou menosprezar Gideão, ali escondido, reclamando diz no verso 14 “-
Vai nesta tua força e livra a Israel porventura não te enviei Eu”.
Gideão deve ter pensado, acho que ele não
entendeu, eu estou com medo, escondido e ele me mandam ir, enfrentar o medo e
se justifica.
Verso 15 “Aí, meu Senhor, com que livrarei
Israel? Eis que a minha casa é a mais pobre de Manasses e eu o menor da casa de
meu pai?”.
Como vou sair do meu medo, como vou
enfrentar, eu sou o menor dos menores, me deixa continuar escondido no meu
canto, mas o anjo lhe dá uma certeza.
Verso 16 “Porquanto Eu hei de ser contigo,
tu ferirás aos midianitas como a um só homem”. Quem sabe a história sabe que
Gideão, relutou, pediu provas, mas foi e venceu.
Cada um tem o seu midianita, às vezes
somos nós mesmos, mas Jesus nos dá a certeza de vencer e não mais fugir, se
esconder, e sim assumir o seu medo e vencer porque ter medo não faz de nenhum
homem menos homem, mas mostra sim a direção para superação e vitória.
Isto é ser homem ter a coragem de se ver,
assumir o seu sentimento e buscar ajuda para crescer.
Cabem às mulheres agirem como o anjo,
incentivando, acreditando, dizendo eu estou com você, não acabando com o que já
está em baixa.
A Validação Masculina é um dos aspectos
mais importantes para entendê-los. O menino espera do seu pai o elogio, aceitação,
incentivo. Precisa ouvir você é bom e dará certo na vida, esta é a grande
benção paterna, eu acredito em você.
Acontece que a grande maioria dos pais não
deu isso aos seus filhos e eles saem pela vida tentando provar que são bons,
são homens, através de atos corajosos e até insanos as vezes, através do
trabalho, querem ouvir e sentir isso da esposa. Isto porque devem ter ouvido
dos pais, você não presta para nada, menino burro, não vai ser ninguém na vida
e assim foi, infelizmente, ou então sentia uma rejeição paterna, não aceitação.
Deus validou Jesus no início da sua obra,
quando disse: Este é meu filho amado que me dá muito prazer. Mat 3:17
CAVALEIRO SOLITÁRIO
“Não é bom que o homem esteja só” Gen
2:18
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” Gen 2:24
Deus sempre soube que não era bom que o homem
estivesse só e ainda hoje não quer.
O só hoje em dia é muitas vezes estar só
sobre o mesmo teto, estar sozinho ao lado da esposa.
A mulher por sua natureza, tem necessidade
de falar, se emocionar, se não tem isto com o marido, vai procurar ter com a filha,
com a mãe, com a amiga e assim vai, o homem se fecha em si mesmo, se tornando
um cavaleiro solitário a guerrear com os seus moinhos de vento internos.
Poderia se dizer é simples, é só falar, se
abrir, mas isto para a maioria dos homens é muito difícil, principalmente que
como vimos ele vai se sentir vulnerável ou fracassado e vai continuar na ostra
elaborando perolas preciosas que jamais serão vistas.
O homem tem mais dificuldade de ter
relacionamentos íntimos, muitos nem sabem como, para isso é preciso uma coisa.
A NECESSIDADE DE UM CASTELO
O lar para o homem tem que ser o seu
castelo, não onde ele vive feliz para sempre, mas onde descansa das batalhas.
Não é fácil para o homem sair todo dia,
batalhar com o suor do seu rosto, enfrentar o leão do dinheiro, o dragão da
competição e vencer. Para isso precisa de força que vem de Jesus como vimos,
mas também é necessário um local para o seu reabastecimento.
Quando ele está retornado ao lar, espera
encontrar aquela que o ama muito, bela (arrumada), aquela que não é sua
inimiga, mas que cuida dele e quer o seu bem.
Ao chegar o recebe com um beijo, e
pergunta como foi o seu dia e compreende e lhe dá ânimo, se a esposa procede
assim ele depois vai perguntar como foi o dia dela e ouvi-la com atenção, pois
mostrou interesse por ele, ele é importante, é bom saber como ela vai e a
esposa por sua vez ao ouvir o marido vai ver que ele também tem problemas e vai
falar dos seus com mais lucidez.
Os filhos se alegram com a chegada do pai
e não tem medo como alguns.
Ele sabe que no seu castelo ele pode tirar
sua armadura e ser ele simplesmente. Não tem que usar sua espada, pois não será
atacado, nem o escudo para se defender de tantas acusações e cobranças e assim
no outro dia ele vai se sentir revigorado para sair novamente e principalmente
vai ter mais força para lutar, defender e suprir o seu castelo porque o ama
muito.
Bonito. Podemos não ter lares assim, mas
podemos caminhar nesta direção com a ajuda do Espírito Santo, sob a orientação
de Jesus.
É uma questão de escolha, porque imagine
este cavaleiro vendo a hora de ter que ir para o castelo e o mundo lá fora
apesar de ruim é melhor que a sua casa. Vai fazer hora extra, ficar com os amigos
no bar, atrasar, inventar outras atividades porque sabe que ao chegar sua esposa
nem vai notar sua presença.
A esposa pode também derramar as
reclamações, lamentos e cobranças que ele nem vai ouvir, porque imediatamente
vai se colocar na defensiva e continuar com a armadura, segurando o escudo.
Não encontra um lugar calmo para descansar,
ou comida para comer, começa a achar que o inimigo está dentro do castelo e
pega sua espada e parte para o ataque. Dorme e no outro dia acha ótimo sair do
castelo, ficar longe da esposa que ainda fica cobrando carinho e atenção.
Mulheres: só se conquista o amor dos
homens ouvindo-os, valorizando-os com carinho e atenção e principalmente
acreditando que ele é o seu herói para que não saiam por este mundo com
cavaleiros solitários sem ter em quem confiar, sedentos de amor e famintos de
compreensão.
Aqui é importante parar para pensar que
hoje a maioria das mulheres trabalha fora, mesmo assim é necessário se ter
consciência que o seu lar deve ser um castelo de refúgio e segurança para os
dois e para os filhos também. Um lugar que o homem consiga quietude, a mulher
possa descansar e os filhos se sintam acolhidos.
10 - Uma Só Carne
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua
mãe e apegar-se-á sua mulher e serão ambos uma só carne.” Gen 2:24
Todos têm um vínculo de carne com a mãe,
ela nos gerou dentro dela e vínculo de carne com o pai ele também forneceu
material genético para que fossemos formados, por isto a ligação tão forte
entre pais e filhos.
Quando homem e mulher crescem, atingem a
idade em que estão maduros para romperem esta ligação, deixam o pai e a mãe
para constituírem uma relação de carne entre homem e mulher, tornando-se um.
A relação de carne é a relação sexual, e
na Bíblia o casamento é o próprio ato sexual, é a partir do momento em que ele
se dá, que se considera casados, portanto, uma relação criada e abençoada por
Deus.
Quem são estes dois seres diferentes que
formaram uma unidade.
O homem criado por Deus antes do pecado,
era gentil, carinhoso, sensível, que ia devagar, apreciando cada passo do caminho,
antes da chegada.
Mas o pecado veio, e com ele a dor (com
dor comeras todos os dias), os espinhos, o suor, o cansaço, a tensão de manter
o lar e a necessidade de mostrar que é homem o tempo todo, onde o simples fato
de ser, já não basta, é necessário fazer para provar.
Um homem que entendeu que o domínio,
queria dizer opressão, servidão, superioridade em relação à mulher, alguém que
fora criada para apenas satisfazer suas necessidades.
Um homem que não entendeu que domínio quer
dizer responsabilidade, cuidado e respeito.
Como consequência do pecado este homem
quando vem para uma relação sexual, vem como apenas um território a ser
conquistado, como mais uma marca que ele deixa, dizendo que é propriedade sua.
Com a sensibilidade diminuída pelas lutas
da vida e onde homem que é homem não chora, não sente, que tem só que alcançar
o seu objetivo e portanto, o necessário passa a ser apenas as caricias, que
preparam para o ato, que é seu objetivo e não o carinho, demonstração de
sentimento.
Este homem perdeu a capacidade de curtir o
caminho, só quer chegar rápido ao topo, para dizer que é capaz. Tem medo de se
demorar no caminho e ser incapaz de prosseguir e se sentir um fracassado, sua
fêmea jamais o perdoará, é o que ele pensa, mas é ele que não se perdoaria, em
uma sociedade em que se tem que provar que é homem o tempo todo, quanto antes
gozar melhor, missão cumprida. Por isto talvez um grande problema dos homens
atualmente seja a ejaculação precoce, ele começa o caminho e já chega no topo.
O problema de se chegar rápido ao topo é
que não se vê o caminho, passa-se por ele, pisa e nada enxerga das coisas e
prazeres que este caminho tem a oferecer.
Deus criou um homem que se encantava com o
caminho, mais que com a chegada, pena que o homem ficou prisioneiro da chegada.
Talvez porque o homem não confie mais no
seu corpo, no seu pênis, naquilo que acontece naturalmente é só deixar, tem
medo de não ser potente, de não ter um corpo viril, bonito, acredita, como só
vê a chegada, que o tamanho do pênis é que vai determinar a potência, como se
ele funcionasse independente do resto do corpo e que a simples ejaculação
mostra que ele é capaz, não importa se não sentiu com o resto do corpo, ou a
mulher não se satisfez, o problema está nela, o seu pênis é potente.
A mulher sentindo como o homem a tratava,
só pode ter a sua autoestima lá embaixo, onde qualquer diferença sua do padrão
corporal pregado, se sente rebaixada, feia, não digna de ser desejada e
querida.
É muito importante então que como filhas
do Rei, portanto princesas, se cuidem, se arrumem e se valorizem.
Agora principalmente gostem do seu corpo,
se a mulher não gosta do seu corpo, como ela vai querer que o homem goste de
uma coisa que ela mesmo menospreza.
Cuide do seu corpo, lembre é templo do
Espírito Santo, mas de maneira nenhuma, em momento algum o compare com a diva
do sexo, uma modelo ou até com a vizinha. Você é você e isto é o que a torna
mais bela, se todas fossem iguais, perderia a beleza, a graça e é isto que a
mídia quer, tornar todas iguais. Não acredite nela, acredite em quem fez o seu
corpo, no seu criador, Jesus e Ele a acha maravilhosa, com certeza.
A mulher tem que gostar de si e mostrar o
seu corpo, a sua graça, o seu encanto ao seu marido, isto é sedução. Não fique
com vergonha, mostre o que você é, e o que você tem de bom, o seu marido vai
gostar também, vá para cama como a mais linda das mulheres.
Tem mulheres que vão para cama agradecendo
o favor do marido, por se sentirem feias, gordas ou magras. O sexo começa na
mente, é lá que você deve acreditar que o seu marido vai sentir o que você passar
para ele.
Comece se cuidando, erga o olhar, olhe nos
olhos dele, não tenha medo nem vergonha, fique ereta, abra os ombros, levante
os seios, isto é ser sexy.
Os cinco sentidos são necessários no sexo.
Primeiro o homem é levado pela visão seja atraente (faça-se bonita), eles são
levados pelo odor, perfume-se e não esqueça do paladar, como já dizia a avó
peguei-o pelo estomago, ainda funciona, faça uma comidinha especial.
Depois de tudo isto as mulheres ouvirão o
que gostam e serão tocadas como esperam. Aqui vale lembrar novamente que o
homem não adivinha, é necessário falar o que se gosta, bem como o que não se
gosta.
Muitas mulheres, assim como alguns homens
acham que cabe aos homens se encarregar de tudo, a mulher se deita e fica
esperando, se as mulheres gostam de companheiros sensíveis, carinhosos,
românticos, é claro que os homens também querem o mesmo, portanto mulheres
aprendam a fazer o mesmo e a levantar o ego de seus homens, valorizando-os
sempre.
Ao mesmo tempo não exija muito de você mesma,
ninguém é perfeita ou perfeito e não se está bem todos os dias.
A Bíblia nos dá estas orientações de duas
coisas, primeiro, ser bonita é um estado do ser “O coração alegre aformoseia o
rosto” Prov 15:13 e “Como imaginou na sua alma, assim é” Prov 23:7.
Em Rute 3:3 e 4, Noemi ensina à
Rute o que é sedução, ela diz: “Lava-te, unge-te e veste teus vestidos ... e
então quando ele se deitar, entra, descobre-lhe os pés e te deitaras”. Trazendo
para o nosso tempo é toma um banho, se perfuma, põe uma roupa bonita e tome uma
atitude.
Nesta história, Boaz ainda não podia ter
relação com ela naquele momento e ele foi um cavalheiro, um homem realmente, ao
se segurar antes de saber se seria seu marido, cuida dela, dando-lhe cevada e
ainda se preocupa com a sua reputação.
Ao contar a história para Noemi, esta lhe
diz: “Aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” verso 18,
ou seja ele foi seduzido e vai fazer de tudo para ficar com você ainda hoje.
O ato sexual criado por Deus é bom, e Ele
deseja que seja bom para os casais, em Prov 5:18 e 19 temos “Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como serva
amorosa e gazela graciosa, saciem-te os teus seios em todo o tempo e pelo seu
amor sê atraído perpetuamente”.
Jesus quer que tenhamos uma boa relação
sexual, ele vê o ato, seus anjos não se retiram do quarto, e Ele está disposto
a nos ajudar neste aspecto do casamento também, porque ele quer famílias
felizes, portanto se tiver problema Ore, antes, durante ou depois.
O ato sexual tem quatro momentos – desejo,
excitação, orgasmo, resolução. Apesar de serem estas as etapas cada casal a faz
de um jeito, de acordo com o seu momento e até pode variar de acordo com a faze
da vida em que estão vivendo.
DESEJO – “O seu falar é suave, ele é totalmente
desejável” Cant. 5:16
O desejo é intelectual, ou seja, ele se dá
mentalmente, no pensamento da pessoa.
Por isto é que se diz que a relação começa
de manhã, já começa o clima.
Pensar durante o dia, imaginar o
companheiro, por isto é bom de repente dar um telefonema, uma insinuação.
Quando se diz que não se tem desejo é
porque não se pensa a respeito por algum motivo, ou por sentimentos que o
impedem, não se tem o hábito de pensar ou até falta de tempo nesta vida
corrida.
É necessário se pensar e se organizar para
isto, criar uma rotina que não é de toda má, pois que organiza a vida. A rotina
sexual é separar um tempo para se estar junto, fazer disto um hábito e prioridade.
Agora dentro desta rotina pode-se variar uma forma de jantar, uma caminhada
namorando antes etc.
Porque se deixar para ver o que acontece,
vão para a relação no fim do dia, já cansados, onde a sexualidade é a última
coisa do dia.
Às vezes mesmo que se durante o dia, se
pense, à noite já se está acabado, é necessário se preparar para isto.
EXCITAÇÃO - “Beije-me ele com os beijos da sua
boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho “ Cant 1:2 .
“Desvia de mim os teus olhos, porque eles
me perturbam” Cant 6:5.
O homem se excita com a visão e o olfato,
já a mulher com a audição e o tato.
A mulher quando se arruma, toma um banho,
se perfuma, o homem pensa: Ela se arrumou para mim.
Já o homem precisa fazer elogio, a mulher
se sente valorizada. Quando o homem não elogia a mulher, ela começa a descer a
qualidade de tudo, porque já que ele não vê mesmo, qualquer coisa serve.
Existem variações do apetite sexual, por
vários motivos, desde stress, trabalho, preocupação, climatério, doença e até
pela pílula anticoncepcional incorreta, por isto a necessidade de um
acompanhamento médico.
Pode-se ocorrer de um não querer, aí é
necessário se respeitar ou como ouvi certa vez uma mulher dizer: Se ele for
convincente (nas caricias e carinho) pode-se mudar de ideia. O importante é se
conhecer os pontos de excitação do outro, conhecer o seu corpo e o do outro,
por isto que o ato sexual tende a melhorar a qualidade com o tempo, porque se
vai conhecendo o outro e a si mesmo. Procure fazer de cada ato uma descoberta.
ORGASMO –
“Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada...
Ah se viesse o meu amado para o seu jardim e comesse os seus frutos excelentes”
Cant 4:12 e 16
Quando se vai para uma relação sexual, é
bom saber que vão 6 para a cama. É porque a mulher leva com ela introjetado o
modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo de homem do seu pai, o homem
no caso o companheiro leva o modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo
de homem que seu pai foi, além de todos os valores culturais da sociedade em
que vive, logo um ato sexual, um ato natural, já não é tão natural assim, por
isto as complicações que surgem.
O orgasmo pode ser um furacão ou uma
brisa, dependendo do momento do casal os dois tipos serão satisfatórios.
Porque orgasmo pode ser definido desde um
simples gozo clitoriano, uma contração vaginal intensa para a mulher ou simples
ejaculação para o homem.
Wilheilm Reich, entretanto define orgasmo
como algo mais, ele é total e intenso, se sente com o corpo todo, como uma
onda, com movimentos involuntários, podendo se perder a consciência por alguns segundos.
O importante não é querer chegar a uma definição de algum estudioso do assunto,
mas chegar ao seu orgasmo.
Não usar a referência da sexualidade dos
outros, mas montar a sua sexualidade dentro dos seus limites.
Também não é ir para o ato sexual querendo
que o outro lhe dê prazer, mas não sabe como, é preciso olhar para o outro, o
que ele quer dizer com isto (movimentos, gemidos, palavras). Muitas vezes a
mulher não sabe como, deixa a responsabilidade para o homem, ele não sabe, vai
tateando, se ela não dá a dica vai logo para a penetração que é o que ele sabe
fazer. O Homem Não Adivinha Pensamentos!
É necessário se falar, com jeito,
sussurrando ou com humor, que é o grande jeito de se falar verdades sem se magoar
o outro, isto serve não só para a cama, mas para o casamento todo.
No falar a mulher deve tomar o cuidado,
não dá para esperar que o homem fique falando ou respondendo, porque como foi visto
ele é mais focado, digamos que o homem se tiver que ficar falando ele desfoca,
portanto, não gosta disto, já a mulher com os seus sentidos ligados, é preciso
compreender porque qualquer barulho ou movimento atrapalha; principalmente se
vierem dos filhos. A mulher precisa de privacidade total para se concentrar no
ato.
Agora o grande orgasmo é o que está no
versículo citado, a palavra amado e amada, se ambos se sentirem amados e
amando, o ato sexual virá naturalmente com toda a força, já que é nele que o
ser humano experimenta a sensação total do que é uma entrega, e é por isto que
Deus a compara entre a relação de Cristo e a Igreja, quando existiu a entrega
total, por este motivo que o inimigo de Deus tem tanto desejo de deturpá-lo,
para que o ser humano não aprenda a se entregar, principalmente à Cristo, pois
a entrega é amor, é no ato sexual que amamos o próximo como a nós mesmos e aprenderemos a amar Deus sobre todas as
coisas.
Na verdade, no orgasmo existe a grande
questão para a mulher, eu quero realmente deixar ele entrar, entrar mesmo
dentro de mim, ou magoas, medos, raiva impedem que isto aconteça, que eu o
receba não só na vagina, mas no coração.
Para o homem, ele quer realmente entrar na
mulher, conhecer ela, sua beleza, ou apenas satisfazer seu desejo de território
e descarga de tensão.
Os dois querem realmente serem uma só
carne ou apenas sentir um prazer egoísta, desprovido do coração.
RESOLUÇAO – “Eis que é gentil e agradável, ó amado
meu; o nosso leito é viçoso” Cant 1:16
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão,
mas um só quem aquentará?” Ecles 4:11
A resolução é um momento de intensa
intimidade, e é muito importante em um casamento. É um momento onde é possível
a comunicação sexual mais aberta. O momento de fazer o que as mulheres gostam
tanto, discutir a relação, porque o marido estará mais apto a ouvir. As
mulheres geralmente fazem o contrário, querem discutir a relação antes da
relação, sexual no caso, resolver os nós antes do ato, nada mais brochante,
nenhum homem quer fazer isto neste momento, geralmente não querem em momento
algum, mas nesta hora nem pensar, portanto deixem para depois, com ele calmo e
relaxado.
O
calmo e relaxado, principalmente se for tarde da noite, também gera o sono e
não dá para reclamar se ele dormir, afinal gastou muita energia. Se quiser
conversar depois do ato, ache um horário melhor para se ter a relação sexual.
Mas ache não só o momento melhor para se
ter a relação, mas o melhor momento para tudo no casamento, que como disse
Salomão, há tempo para tudo.
Se a sua relação sexual não é aquela coisa
que você imagina, caminhe para lá, mas sem ansiedade, há momento para tudo
debaixo do sol.
Todo casamento também tem
diversos momentos, altos e baixos, é preciso aprender com eles, mas sempre
caminhar em frente, crendo no casamento como instituição criada por Deus. É
principalmente dentro dele que Deus nos prepara para sermos cidadão do céu, é a
nossa grande escola e creia se ele não vai bem, Jesus te ajudará, entregue o
casamento cada dia à Ele e se lembre sempre: Ora que melhOra.
Agora na verdade a síntese do que deveria
ser a questão sexual pode estar em Gen 1:27, “E criou Deus o homem a sua
imagem, a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou... e Deus os abençoou
e disse: Frutificai, multiplicai...””
Deus criou a sua imagem macho e fêmea,
abençoou e disse frutificai, ou seja, numa relação sexual entre macho e fêmea.
O que é ser macho e fêmea a imagem de
Deus?
E serão uma só carne, quando? No momento
do frutificai, momento tão completo e pleno que pode até gerar um novo ser.
Macho e fêmea se tornam um. Um corpo
penetra no outro de tal forma que se torna um, e esse momento deve proporcionar
um ápice de emoção e sensação, só conseguido se houver amor.
Essa é a imagem de Deus do macho e fêmea,
o amor que une.
O amor do macho pela fêmea é tanto que
quer penetrá-la, senti-la ao máximo quem ela é, num misto de admiração e
carinho, sentir a sua suavidade.
Assim como a fêmea quer ser penetrada pelo
seu macho para sentir o seu calor, amor, força, quem ele é.
Ser macho a imagem de Deus é penetrar com
cuidado e devagar. Com respeito de estar adentrando no templo sagrado de um
corpo feito por Deus e onde Ele habita.
É ir conhecendo extasiado o corpo inteiro,
mas principalmente a recamara da alma feminina, levando no seu pênis, não a espada,
como tantos fazem, com a vitória de um território conquistado, mas levar sua vida
e energia pulsante que irá acender a tocha da fêmea, explodindo a mulher,
exalado por todos os poros.
Um pênis aceso de amor é capaz de acender e
ascender uma vagina, mesmo que ela esteja até fria e escondida.
Assim como uma vagina pulsante de amor é capaz
de atrair um pênis inseguro e fazer um pênis frio, conhecer o amor e a luz.
Pênis e vagina se encaixam para desfrutar
do amor pleno que o Criador queria que conhecessem.
11- PARE, OLHE, ESCUTE
Parar, pensar no nosso casamento, enxergar
realmente quem dorme ao meu lado e vive comigo, quais suas necessidades, quais são
seus sonhos e frustrações?
Como ele me vê?
Para isso é preciso parar para ouvir,
mesmo que doa ou eu não goste, mas é o caminho para melhorar, o caminho do
amor.
É difícil, parece impossível. Cristo está
aqui para ajudar e guiar.
Leve seu casamento à Ele.
Para Cristo o casamento é tão importante
porque Ele que criou e começou os seus milagres em um casamento, a fim de
mostrar que o começo do milagre, das mudanças começa no casal, na família.
Não havia mais vinho. Jesus então manda
encherem talhas de água e transforma em um excelente vinho. João 2.1-11
É assim chegamos para Cristo e dizemos: não
tem mais amor, não tem mais compreensão, não tem mais carinho, não tem mais
admiração, não tem mais alegria e Cristo diz coloque todas estas coisas aqui e
Eu vou transformar seu casamento no que Eu quero que você viva. Basta ver,
querer mudar, me entregar, então escute a minha vontade e a faça com o meu poder,
através do Espírito Santo.
Cristo quer que o seu lar, a sua família,
reflitam o seu reino ao mundo.
Sobre os autores:
Augusto Maia é Psicólogo, Terapeuta de Casais, Palestrante para Famílias e Casais
Escreveu 2 livros sendo um Relacionamento
Familiar editado pela CPB.
Marli Cres é Enfermeira de Saude da Família,
Mestre em Promoção da Saude, Palestrante sobre Saude/Vitalidade e Palestras
sobre Mulher/ Homem.
Escreveu 5 Ebooks que podem ser encontrados
na livrariaraiz.com.
Casados há 39 anos. Tem dois filhos, Jabs e
Jemima.
Ministraram inúmeros Encontros de Casais por
todo Brasil.
Contato - marlicres@gmail.com
Família – Criação de Deus
O bebê quando está no útero, está
protegido, com temperatura ideal, alimento e aconchego, mas precisa perder tudo
isto para poder nascer. Depois que nasce A Bíblia começa com uma grande criação
de Deus, que foi a criação da Terra enquanto planeta com vida e como essa vida
foi brotando neste planeta ao longo de seis dias, com quatro referencias de que
“isso era bom”. (Gen 1)
No sexto dia, o ápice da sua criação, foi
“macho e fêmea os criou” e Deus os abençoou dizendo: “Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”, ou seja, macho, fêmea e filhos,
e no versículo três diz “e viu Deus tudo que tinha sido feito e que era muito
bom”. A criação da família era muito boa, era formada de seres humanos dotados
de livre arbítrio, inteligência e sentimento, portanto quem transformaria a criação
da família por Deus, em realidade.
O que havia sido criado, estava
caminhando, acontecendo e sendo discutido todo dia, na virada do dia, com as
devidas instruções, impressões, assimilada.
Porém, havia um inimigo da criação, que
queria não destruir à princípio, pois ao deturpar, desfigurar, para que não
fosse muito bom, acreditou este inimigo que ela se autodestruiria, mostrando
assim a ineficiência e injustiça de Deus. Então em um belo dia, aconteceu de
Eva se afastar um pouquinho do marido e decidir algo importante sozinha,
contrariando um dos princípios básicos do projeto que era: “Portanto deixará o
varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á a sua mulher e serão ambos uma só carne,”
decidindo juntos o seu presente e o seu futuro. Gen 2:24
O fato é que a mulher começa a dialogar
com algo que tinha uma bela aparência, uma serpente bonita que falava e que lhe
oferece “uma árvore que era boa para se
comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento” (Gen 3:6), esta então, fascinada, toma o fruto, come e também dá ao seu
marido, e o marido que ainda estava na criação original por amor a ela, aceita comer.
É neste momento que o projeto original começa o seu longo caminho de
desfiguração, por que logo em seguida, quando Deus fala com Adão, “Você comeu da árvore que ordenei que não
comesse?” (Gen 3:11) Adão não
assumiu a sua ação, mas põe a culpa na mulher, “A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi” (Gen 3:12) ou seja eu não tenho culpa
pelo que faço, é essa esposa que me atrapalha, que faz com que eu vá pelo
caminho errado, essa mulher que o Senhor arrumou para mim é a culpada. Não se
assume como responsável daquele lar.
Por sua vez a mulher não assume o que fez,
mas põe a culpa na serpente, a mulher era uma vítima de quem tinha oferecido
para ela o fruto: “ela me enganou e eu
comi” (Gen 3:13), começando
assim o vitimismo, não assumindo a responsabilidade de uma ação tomada sozinha,
autossuficiente, tendo um resultado extremamente negativo.
Foi assim que uma criação “que era muito boa” mudou. Deus sabia no
que poderia se tornar e então diz o que iria acontecer.
Para a mulher, ter um filho do homem que a
maltratava, que lhe causava raiva, que a magoava, que não a amava, tornava o
parto muito dolorido e ainda, esse macho que Deus criou, vai se tornar um
machista e “ele te dominará”.
Viver de uma terra que iria começar a
degenerar e produzir cardos, espinhos e bestas feras, cuidar da família ficaria
muito mais difícil, dolorido, iria necessitar de muito suor do seu rosto e esse
homem que à princípio amava tanto a mulher a ponto de morrer por ela comendo o
fruto no projeto original, agora teria que carregar o fardo de manter a família
e em vez de ver a mulher como sua companheira ajudadora iria ver a mulher como
culpada de tamanho sacrifício.
Ele cuidaria da família, que eram sua mulher
e filhos, porém com um amor muito longe do original, amaria, mas isto iria
requerer uma abnegação, esforço, um trabalho muito grande para esse homem que
agora tinha perdido a sua força (a glória de Deus). Um homem que agora tinha
medo e se escondia, e que para ter uma simples veste, teria que matar animais e
costurar suas peles.
Na criação original, o homem que tinha
como moradia o paraíso, na criação que foi deturpada, teve que ser expulso do
paraíso e lavrar a Terra, da qual foi formado.
Apesar de ser a primeira família, já teve
em seu seio uma tragédia de um irmão matar o outro. Não havia mais instrutor toda
tardinha para ensinar como criar os filhos, teriam que aprender na vida, teriam
que aprender como se relacionar se relacionando e conseqüentemente, cometendo
muitos erros.
1-
Casamento, é preciso acreditar nessa idéia
Apesar da família ser uma criação de Deus
e essa criação ter sido deturpada, Deus ainda é autor da idéia e tem oferecido
àqueles que querem, a restauração progressiva da família, o mais próximo
possível do original.
Ele não vem mais, infelizmente, sempre na
viração do dia para nos orientar, mas nos deu a Bíblia como seu manual, a
oração como comunicação, e Jesus está sempre online para nos socorrer,
orientar, ouvir e resolver.
Deus sempre insistiu na sua criação, e
quando a corrupção do gênero humano estava aumentado, como está em Gen 6:5, “em que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração (do homem) era má continuamente”, Deus se arrepende
de ter criado o homem, “e pesou-lhe em
seu coração” (Gen 6:6) ver as
famílias sofrendo tanto, resolve então destruir a terra com um dilúvio e
começar de novo, não com um homem ou algumas pessoas, mas com uma família, a
família de Noé. Uma família seria responsável pela segunda chance da terra.
Só que em vez dessas famílias descendentes
de Noé colocarem a sua fé em Deus, resolveram confiar em uma torre, e Deus
novamente teve que intervir, confundindo a linguagem entre eles, o que gerou as
grandes famílias, que são os povos. Foi em um desses povos que Deus encontrou
uma familia que acreditava Nele e seguia suas orientações, o que possibilitava,
abria o canal para derramar suas benções sobre ela, a família de Abraão.
Família de Abraão
Deus chama a familia de Abraão e diz que
os abençoaria (Gen 12:3) e que lhes
daria um lar, Abraão então sai da sua terra e da sua parentela e vai para o seu
lar, Canaã.
A familia de Abraão era abençoada por
Deus, mas isto não quer dizer que eles não tinham problemas. Diz Gen 12:10, que houve fome naquela
terra, houve problemas financeiros graves e eles tiveram que se mudar e isto
gerou uma crise na familia.
Quando chegaram no Egito, Abraão chega
para Sara e diz:
“Ora
bem sei que és mulher formosa a vista” (Gen 12:11). Até aí, Sara deve ter ficado feliz com a declaração de
Abraão, porém na segunda parte é que ele, marido revela sua intenção, “será que
quando os egípcios te virem, me matarão e te guardarão com vida. Diz, te peço
que é minha irmã, para que viva minha alma por tua causa”. Gen 12:13
Nesta hora de crise, Sara deixa de ser
esposa para ser irmã. O marido é responsável pela esposa, tem que cuidar dela,
mas não pela irmã e na Bíblia na linguagem de hoje ainda diz que me tratarão
bem por tua causa, ou seja, ainda queria usufruir da mentira.
O que Sara poderia responder, o marido
machista decidiu por ela e ainda coloca a situação de um jeito que, se ele
morresse iria ser por causa dela, porque ela era bonita, ao que Sara então
concorda com a mentira frente a chantagem emocional.
Como se sente uma esposa num momento
desses? Diz tenha fé Abraão, Deus vai cuidar de nós. Se disse Abraão não ouviu,
ele estava com medo, se sentindo ameaçado, então usa a esposa como escudo, põe
ela na frente, a deixa exposta, tanto que ela foi parar na casa de Faraó e este
trata muito bem a Abraão, dá muitos presentes à ele por amor à Sara. Gen12:16
Abraão pensa só nele e a esposa que se
virasse lá no palácio de Faraó. Como Sara deve ter ficado magoada, se sentindo
não amada, o seu herói em vez de enfrentar os inimigos, a entrega a eles para
se proteger.
Mas Deus amava essa familia com problemas
e intervem salvando Sara do palácio de Faraó. Abraão volta então a sua terra,
inclusive com mais riquezas. Apesar do erro Deus ainda os amava e os ajudou a
passar por toda aquela crise.
Bom depois desta crise viveram felizes
para sempre, sabemos que não, houve outras, mas poderíamos pensar esta ele
aprendeu, não, as famílias podem passar pelos mesmos problemas e levar tempo
para aprender. Em Gen 20:1-2 diz que
Abraão foi peregrinar em Gerar e novamente disse que Sara era sua irmã e o rei
Abimeleque a tomou e a levou para seu palácio. Sara deve ter pensado de novo
não, será que Abraão não aprendeu a confiar em Deus totalmente, mas não houve
jeito, teve que obedecer. Novamente Deus que amava muito esta família, vem em
sonho falar com Abimeleque para que restituísse Sara ao seu marido para não
acontecer nada a ele, nem a seu reino.
Abimeleque então, pega a Ficol como
testemunha e vai pensando como ele iria chegar a Abraão, que Deus havia dito
que era profeta, (Gen 20:7) um servo
de Deus e falar sobre a besteira que ele estava fazendo.
Primeiro ele chega com um elogio sincero,
“Deus é contigo em tudo que fazes, ou
seja, eu sei que Deus está com você, que você segue a Deus, mas agora me jura
que não mentirás mais a mim, a meu filho, nem a meu neto, pela bondade que te
fiz, farás a mim e Abraão jurou. Gen 21:23
Abimeleque falou você é um seguidor de
Deus, Deus está com você, mas você aqui está pisando na bola, por favor não me
faça mais isto, nem a mim, nem a meu filho, nem a meu neto (minha família).
Abraão deve ter entendido o recado, a
repreensão e então jura que não vai fazer mais isto. Entende finalmente que se
Deus é capaz de mandar uma praga para Faraó e aparecer em sonho para a Abimeleque,
era capaz de cuidar dele e da sua família.
Abraão entendeu, porém o exemplo ficou a
seu filho e Isaque fez a mesma coisa.
2-
Identidade do Casal
E
havia fome na terra... e foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar (Gen. 26:1). Novamente uma crise
econômica e a necessidade de mudança.
Isaque em vez de ver como Deus havia
livrado a Abraão nas crises, segue o exemplo de seu pai, vai para Gerar e diz à
Rebeca como ela era muito bonita, devia dizer que era sua irmã (Gen.26:7) para que porventura os
varões não o matassem por amor a ela. Rebeca obedece ao marido, mas felizmente
não tem o mesmo destino da sua sogra que teve que ir para o palácio, ela
permanece com Isaque.
Como toda a mentira é descoberta, no
versículo oito lemos que o rei Abimeleque olhando por uma janela, vê Isaque que
estava brincando com sua mulher, outras traduções dizem acariciando Rebeca.
Abimeleque então chama a Isaque e diz: ”Que
é isto que nos fizeste?” (Gen 26:8-10) Isaque então, conta a mesma
história de seu pai ao que Abimeleque deve ter pensado: Que família! Toda vez
que vir aqui algum descendente de Abraão, acho que terei que ficar esperto”.
O fato é que as boas coisas passam de
geração a geração, mas os maus costumes também, sempre é tempo de meditar como
queremos que ajam as famílias de nossos filhos e pedir ajuda a Jesus para mudar
os nossos maus hábitos enquanto ainda é tempo.
Voltando a Abimeleque, diz que ele olhou pela
janela e viu que Isaque e Rebeca eram um casal. Havia em seus atos algo que os
identificava como casal, algo bom, carinhoso, porque se fosse briga ou discussão,
e alguém só ver de longe e não ouvir, não identificaria como casal, porque
pode-se brigar ou discutir com qualquer pessoa. O que identifica o casal é a
proximidade, a intimidade.
Experimente ver na igreja ou noutro lugar,
quando estão todos assentados quem se identifica como casal. Quais os casais
que andam juntos? Existem aqueles que um vai lá na frente ou que num ambiente
social dificilmente se vêem os dois juntos, assim como o rei olhou pela janela
e viu que Isaque e Rebeca eram um casal, que Cristo possa olhar pela janela do
céu e ver que você e seu cônjuge formam um casal, andam juntos, de mãos dadas,
abraçados, conversam olhando nos olhos do outro, tem os rostos próximos, isso
indica proximidade, intimidade de um casal.
3-
Autoestima no casamento
Jacó era irmão gêmeo de Esaú, filhos de
Isaque, porém eram gêmeos bivitelinos, aqueles gêmeos bem diferentes um do
outro e diz a Bíblia (Gen 25:27) que
Esaú era um homem de caça e Jacó era simples e habitava em tendas.
Por causa destas características diferentes
diz no versículo 28, que Isaque amava mais a Esaú e Rebeca à Jacó.
Jacó apesar de ser amado por Receba em uma
sociedade machista e patriarcal, não ser amado pelo pai, ou menos amado, era um
trauma, e na sociedade atual ainda seria por que Jacó era homem e o seu modelo
de homem que era Isaque, o rejeitava, logo a sua auto-estima e a sua
auto-imagem de homem estavam comprometidas e quando ele se apaixona por Raquel,
que era muito bonita, logo pensa como ela poderia gostar dele, simples, pacato,
ou seja não era aquele modelo de homem pelo qual as mulheres suspiram; forte,
caçador (agressivo, esportista, seguro) e quando Labão pergunta: O que você
quer ganhar para trabalhar para mim? (Gen
29:15) Jacó pensa, eis a minha chance de impressionar a Raquel, quem sabe
assim ela irá gostar de mim e responde que não queria ganhar nada, por sete
anos o serviria, pela mão de Raquel.
Esta atitude certamente deve ter impressionado
a Raquel, afinal que homem é este capaz de trabalhar sete anos por amor a mim, e
que mulher não iria gostar de ouvir isto, e assim Jacó, que não acreditava que
Raquel era capaz de amá-lo simplesmente por ele, consegue o seu objetivo.
Quantos casamentos não começaram assim em que
um não acreditava que podia ser simplesmente amado pelo que ele era e fez tudo
para impressionar o outro, com coisas materiais, estórias, para conseguir ser
aceito e amado.
Labão era esperto e logo percebeu que Jacó
tinha baixa autoestima e que pessoas com esta característica são facilmente
manipuladas e em vez de dar Raquel, lhe dá Lia sua irmã mais velha na noite do
casamento.
Imagine a decepção de Jacó ao ver que não
era a sua amada Raquel. Podemos pensar neste fato não como uma outra mulher,
mas a mesma. A pessoa se esforça, fez de tudo para conquistar, e acaba se casando,
só que no casamento ele descobre que ainda não era a pessoa amada, ela não o
amava como ele imaginava, sonhava, queria, devido a sua baixa estima.
Labão exige mais sete anos por Raquel,
Jacó aceita, ou seja, não era o que ele queria no casamento, mas ele iria
trabalhar, investir, impressionar para se sentir amado, poderia ser mais sete
anos, dez, vinte, a vida inteira.
Outra pessoa de baixa estima nesta historia
é Lia, numa época que praticamente a única virtude da mulher era ser bonita, não
que isto não aconteça ainda hoje, mas Lia não foi amada, casou-se num casamento
arranjado, seu amado marido amava a outra (essa outra pode ser aquela pessoa
que se amou muito e por algum motivo ou infortúnio não se casa com ela, mas se
carrega a vida inteira e não se dá muitas vezes espaço e oportunidade para que
aquele que de fato está ao nosso lado nos conquiste, ou tentemos amá-lo, e no
intimo ainda de vez em quando nos pegamos pensando; “Se eu tivesse casado com
aquela pessoa como seria diferente”.
Diz a Bíblia (Gen 29:32) “Porque o Senhor atendeu a minha aflição por isso me
amará meu marido”. Lia vivia em aflição, era uma mulher casada e não amada, e
Deus a ouviu e deu filhos. Aqui vemos que Deus sempre está atento as esposas
aflitas, seja qual for sua aflição, Jesus pode lhe conceder o que deseja o seu
coração, que naquela época era ter filhos, apesar de muitas mulheres hoje em
dia ainda pensarem assim, que se tiver um filho seu marido vai amá-la e seu
casamento será diferente, o que nem sempre acontece, porque novamente ela quer
que seu marido ame não a ela, como ela é, mas porque lhe deu um filho.
A história de Raquel também é interessante
quantas mulheres bonitas, ricas e amadas, tem inveja, como Raquel teve da irmã,
mas podia ser da cunhada, da vizinha, da amiga, não estão contentes com o que
tem e querem mais. Chegam para o marido e como Raquel dizem: “Dá-me, senão eu morro”. (Gen 30:1) o que gera no marido a
reação de Jacó. “Então se acendeu a ira
de Jacó contra Raquel” (Gen 30:2)
esta ira é compreensível, pois Jacó a amava, era a preferida, era rica, era
linda, mas não estava contente. Jacó tinha dado tudo, mas Raquel queria mais,
talvez porque Jacó a acostumou assim, a fazer tudo por Raquel, para ser amado,
devido a sua baixa estima.
Como é duro não acreditar que somos dignos
e merecedores de ser amado e fazemos tudo para conseguir este amor e nos
submetemos a tudo no casamento por migalhas de carinho e atenção.
Talvez tenha chegado o momento de vermos
que somos merecedores, porque somos filhos do Rei, portanto príncipes e
princesas. O Rei que nos amou a ponto de morrer por nós e ainda nos ama, está
atento as nossas aflições. Se procurarmos colocar em primeiro lugar a Ele, se
pusermos o seu Reino em primeiro lugar, todas as coisas vos serão acrescentadas.
Mat 6:33
4 - Macho e Fêmea
“E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou o fôlego da vida”. Gen
2:7
Em toda a criação disse Deus: Haja e surgia, tudo foi formado pela sua
palavra, mas na criação do homem, Deus pega o barro com as mãos, molda a sua
imagem, se aproxima, sopra em seu nariz e ele se torna alma vivente.
Isto nos mostra a proximidade e o carinho
com o qual fomos formados e o valor que Deus nos dá. Somos a sua obra de arte e
carregamos dentro de nós o seu espírito.
Na formação da mulher “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem
esteja só, farei uma companheira que com ele esteja”. Gen 2:18
Deus faz cair um pesado sono sobre Adão,
toma uma das suas costelas e forma a mulher.
Adão então faz a primeira declaração de amor para a mulher: “esta é agora osso dos meus ossos, carne da
minha carne.” Gen 2:23
Adão expressou o seu sentimento quando viu
Eva e ela por sua vez ao ver Adão e receber a declaração, a expressão do sentimento
de Adão, amou-o, porque se sentiu amada.
Deus deve ter dito a Adão: Está vendo esta
mulher linda que Eu criei, então Eu criei para você. Adão deve ter ficado muito
feliz, uma mulher linda, a obra prima da criação, pois se Deus criou das coisas
mais simples para as mais complexas e a mulher foi a vítima a ser criada, então
ela é a obra prima.
Mas Deus deve ter continuado: Para que Eu
a criasse você teve de se doar, doar a sua costela. Eu criei a mulher para
você, mas você deve se dar para a mulher, para que ela fique assim sempre
bonita, companheira e esteja bem.
A função do macho, portanto é dar e da
mulher, receber, é assim até fisicamente o homem dá para a mulher, que recebe,
processa por nove meses e devolve.
O homem dá. Dá atenção, carinho, proteção,
a mulher recebendo este amor, cuidado, companheirismo, devolve o mesmo cuidado,
atenção e carinho.
O problema é que como vimos, com o pecado
o homem deixa de ser macho para ser machista e só quer receber, a mulher como não
recebe, também não devolve.
Quando a mulher começa a não cuidar da
comida, da casa e das suas roupas o homem deve começar a pensar realmente no
que está acontecendo com a sua mulher.
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Relação = dar receber devolver
Essa troca é a dinâmica do casamento, caso
haja algum problema em uma das partes, toda a dinâmica fica alterada.
Um homem que não quer dar ou uma mulher
que não quer receber, porque este receber as vezes é de algo ruim, doe, não
presta, não se quer e portanto, quando ela for devolver vai ser da mesma
maneira. Pode também acontecer que haja mulheres que não conseguem receber até
coisas boas, devido a uma baixa estima, medo, desconfiança e outras só querem
dar também pela baixa estima, medo de perder a pessoa amada ou simplesmente
foram ensinadas assim.
O machista precisa voltar a aprender o que
seja ser macho e amar, ser carinhoso expressar seus sentimentos e a mulher a
receber tudo isso, no começo ainda meio desajeitado, porque ele está
aprendendo, porque se a mulher não receber, menosprezar ou ridicularizar, não tenha
dúvida de que o homem voltará a se fechar e aí vai ser muito difícil ele tentar
novamente.
5 - Casal no divã de Deus
Divã é uma espécie de cama onde se deita
quando se vai a um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. Procuramos este tipo de
profissional quando se tem a sensação de que algo está errado e é preciso
mudar.
No divã de Deus é a mesma coisa, a
sensação ou certeza de que algo está errado e se precisa de ajuda para mudar.
Como sentir isto? Primeiro é uma obra do
Espírito Santo, o impressionar nosso coração para que nos vejamos realmente,
que tipo de casal é o nosso:
Existem 3 tipos de casais:
1. Artificial
– Parece que é, mas não é.
É o casal que mostra para os que estão de
fora, que está tudo bem, na frente dos outros não brigam, não discutem, não se
colocam e não se aproximam muito dos outros casais, porque já diziam que de
perto ninguém é normal. Às vezes até eles mesmos acham que está tudo bem, são
os casos mais graves, os casais fariseus que como o fariseu diz a Deus: “Ó Deus graças te dou, por que não somos
como os demais” (Luc 18:11). Dizem aos outros e até um ao outro que tudo
está bem, ficam mostrando, olha como nós somos um casal legal, mas quando ficam
a sós, é que sabem o que vai dentro da alma.
2. O
segundo casal é o casal doente que mostra que não estão bem, que sabe como são
e vão vivendo sobre o mesmo teto assim mesmo.
3. O
terceiro casal é o casal doente em recuperação, ou seja, tem noção da sua
situação, que estão doentes e procuram um médico, uma ajuda.
É o casal publicano “Deus tem misericórdia de mim, pecador” (Luc 18:13)
Este casal é aquele que usa aquela placa:
Estamos em
reforma, desculpe os transtornos, estamos melhorando para melhor servir.
Como saber qual
dos três se está? É tendo a coragem para
se olhar realmente. Se estiver aberto o Espírito Santo mostra.
Alguns exemplos para ajudar a se ver:
· Um
casal em que um é perfeccionista, quer tudo certo (do jeito dele) o outro vai
ser sufocado, porque o perfeccionista não dá oportunidade para ele crescer
porque não permite o erro, portanto vive tenso para não errar, se sente
sufocado.
· O
casal onde um é orgulhoso. Cabe aqui uma explicação que orgulhoso não é aquele
que se sente maior que os outros, ele se coloca assim porque foi muito
humilhado na vida e então com medo se ser humilhado novamente, ele se coloca
por cima. Quando um é orgulhoso, geralmente o outro faz justamente o que não
devia, humilha para mostrar os seus defeitos e aí como mecanismo de defesa,
mais ele se fecha e fica mais orgulhoso.
· O
casal em que um é egoísta, só pensa nele, nas suas coisas, nos seus problemas,
é incapaz de enxergar o outro como ele está. Este para se defender então, deixa
ele no seu mundo e vai se distanciando, ficando indiferente ao companheiro e consequentemente
sozinho também.
· O
casal em que um é muito ciumento (ciumento é uma pessoa insegura, de baixa
estima) o outro por sua vez vai tentar manter seu espaço, sua opinião através
de briga, discussões o que vai gerar mais insegurança.
· O
casal em que um é violento. Essa violência pode não ser física o que necessitaria
de uma intervenção mais urgente. Pode ser violência verbal, ameaças, gritos,
atitudes vingativas em que o outro se sente oprimido, com medo e o medo é o
contrário do amor como está escrito em I
João 4:18 – “No amor não há temor,
antes o perfeito amor lança fora o temor...” O outro não vai amar o opressor, que por sua
vez se sentindo não amado, oprime mais.
Teríamos vários exemplos, exemplo de como
o processo do casamento pode estar doente, basta querer achar os seus
respectivos defeitos.
Muitos não querem ver, porque acham que
não vão saber o que fazer, mas Jesus dá a resposta.
Oséias
14: 1 “Tu, porém converte
ao teu Deus...”
O que é conversão? É estar indo em uma
direção e ver que não é o melhor caminho, o destino não é aquele e é preciso voltar,
pegar outra estrada. A conversão é um momento difícil, quando se entra em
contato com a sua realidade e tem que se mudar, é um momento triste, mas necessário,
como vemos em Joel 2:12, “Agora mesmo diz o Senhor... convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, isso com jejum, e com choro e com pranto” É
uma conversão genuína, aquela que vem do coração e só esta pode gerar mudanças.
Para esta conversão é necessário se ouvir
o terapeuta, o que ele tem a nos mostrar e é necessário falar dos nossos
defeitos e dificuldades.
Na terapia com psicólogo, geralmente é a
mulher que procura, o homem sempre diz que não sabe por que ele está ali ou eu
vim para ajudar, é ela que precisa de ajuda.
O homem não vê que na relação, ele é
responsável, é uma questão de
ação <–> reação. Ele age de determinada
maneira e a mulher reage em cima desta maneira.
Na terapia com Jesus, funciona assim
também. É necessário se aproximar de Jesus e ver que se o outro tem falhas eu também
tenho e preciso de ajuda. É preciso ouvir o que Jesus nos diz através de sua
palavra, sermões, outras pessoas, ou situações vividas e falar de uma forma
sincera para Jesus dos nossos defeitos e dificuldades e pedir ajuda.
Nos três casais do início vemos que:
A diferença é Cristo
· Fariseu
– não acha que precisa de ajuda, está bem.
· Doente
– não está bem, mas não quer ajuda
· Publicano
– se vê doente e pede ajuda à Cristo.
É necessário irmos com o coração, que quer dizer c/oração - com oração.
6 - Maturidade no Casamento
“Goza
a vida com a mulher que amas todos os dias da vida da tua vaidade, os quais
Deus te deu debaixo do sol” Ecles
9:9
O casamento é uma benção, uma fonte de
gozo, pelo menos deveria ser, porém tantas coisas têm interferido nesta benção
que as vezes pode se tomar um enfado, e é isso que o inimigo de Deus quer. Nós,
como filhos de Deus, precisamos recuperar esta benção acreditando que este é um
propósito divino e portanto, teremos ajuda para isto.
Não que o nosso casamento vai ser um mar
de rosas, sem dificuldades, mas que estas dificuldades serão um jeito de
trabalhar o nosso caráter e nos preparar para o lar eterno, teremos maus
momentos, mas também teremos os bons momentos.
Como está em Ecles 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para
todo o propósito debaixo do céu”.
Há
tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de se arrancar o
que se plantou ... Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de
saltar...
O casamento não é linear e aqui entra o
conceito de maturidade.
Parafraseando Salomão poderíamos dizer que
há tempo de ganhar e tempo de perder. Este é o conceito de maturidade: O
equilíbrio entre perdas e ganhos. Saber ganhar, mas também saber perder.
Como em uma lagoa que para se manter, não
pode haver uma grande entrada de água, pois ela se rompe ou se houver uma
pequena entrada, ela se seca. A nossa vida requer maturidade desde que
nascemos, é um processo.
precisa perder o colo para aprender a
andar; criança que fica muito no colo demora a andar.
Quando vai para escola, precisa aprender a
perder o aconchego do lar a sua proteção para poder ganhar o conhecimento, o
relacionamento. É neste momento que as crianças mais imaturas choram.
Ao chegar na adolescência, a natureza é
dura, vai fazer com que perca o corpo de criança, a voz de criança e comece
adquirir o corpo de jovem. Há os que querem ser para sempre adolescentes.
O jovem tem que perder a sua juventude
para ganhar o casamento. Aqui vemos a imaturidade de nossos dias quando as
pessoas não querem casar, por que querem ter uma vida sempre de jovem, só
ganho. Querem jogar bola a hora que quiserem, comprar um carro sem dar satisfação,
usar o seu dinheiro como quiser, ficar com outras mulheres e no casamento irão perder
a sua “liberdade”.
Aprender a perder, para poder ganhar. A
nossa sociedade atual não estimula esta maturidade, mostra que você tem que ser
sempre um ganhador e na primeira frustração entra em pânico.
É preciso ensinar os nossos filhos a lidar
com a frustração, a perda, porque senão quando forem para um jogo de bola e
perderem, vão querer brigar, perdeu o cargo na igreja, sai da igreja, perdeu o
namorado, entra em depressão e se for a falência, se suicida. Este é o retrato
de pessoas imaturas.
Esta forma de educação é passada
principalmente para os homens. É a imagem da TV, um homem que ganha sempre. É
executivo, tem uma mansão, um super carro, uma mulher lindíssima. Esta imagem
não é cristã, não é isto que Cristo disse do homem bem sucedido. Temos que dar
aos homens o direito de perder também, e mostrar que isto não os desqualifica
como homens.
Para as mulheres, perder já é mais
tolerável. Tem algumas mães que antigamente, até diziam para suas filhas:
mulher é assim mesmo vai se acostumando (uma perdedora) o que também não é
verdade. Uma mulher cristã não é uma perdedora, há situações em que é preciso
perder, mas em muitas são ganhadoras com Cristo.
Porque é tão importante para o cristão
saber ganhar, mas também saber perder, porque só é capaz de perdoar, quem é
capaz de perder.
Perdão = perda grande
Perdoar não é esquecer, é assumir a perda,
é ficar com o prejuízo.
Jesus nos perdoou porque assumiu a nossa dívida,
ficou com o prejuízo. Perdoar é quando ele me magoou, me fez algo e eu assumo
que eu perdi. Aqui é importante separar a pessoa e a ação. A ação dessa pessoa
me magoou, esta ação, não a pessoa. Essa pessoa também faz outras ações que me
fazem bem. A pessoa não é só esta ação, nesta ação eu perdi, fico com o
prejuízo.
É preciso ficar com o prejuízo para poder
se relacionar, porque se eu quiser sempre ganhar (elogios, carinhos, atenção)
sem que haja perda (crítica, desatenção, mágoa) eu nunca vou conseguir me
relacionar. Perdoar é reatar a relação ficando com a perda (aquela ação ruim).
Claro que devemos conversar com o cônjuge
sobre a ação que nos fez mal, mas às vezes isto não é possível, ou porque o
outro não assume, ou não quer conversar, então é necessário ficar com a perda.
Mesmo quando o outro assumiu a ação, para perdoar é necessário assumir a perda
e não ficar jogando na cara, sempre que houver oportunidade, isto não é
perdoar.
Quando perdoamos não carregamos mais
aquela ação ou a pessoa, do contrário aquela ação está sempre se repetindo,
pois estamos pensando nela, em vez de uma vez, ela ocorre várias e várias vezes
dentro de nós, até que cansados a lançamos no porão do pensamento, mas ela
ainda está lá, por isso é necessário jogá-la para fora. Perdi, foi ruim mesmo,
aliás, ressentimento quer dizer re-sentimento, repetir o sentimento, muitas e
muitas vezes em vez de vivê-lo uma vez só, já que foi ruim.
Muitas pessoas carregam a pessoa que lhes
fez algo pelo resto da vida, dizem eu não perdoou e ficam carregando a pessoa
nas costas, seria muito mais fácil perdoá-la e deixá-la no caminho.
É necessário perdoar o esposo, a esposa e
os filhos, é assim que eles aprenderão a perdoar, sendo perdoados pelos pais,
inclusive pedindo perdão ao filho quando erramos, esta será uma lição que seu
filho levará para o resto da vida.
Aquele que perdoa, ama e o que foi
perdoado amará mais, que é a nossa relação com Jesus. Esta relação fica mais
clara quando lemos Lucas 7:41a 43.
Jesus estava no jantar da casa de Simão,
Maria Madalena chega e unge os pés de Jesus com unguento e beija-lhes os pés,
enquanto Simão fica pensando em quem era ela, que se Jesus soubesse não deixaria
que fizesse isto. Só que Jesus sabendo os pensamentos de Simão lhe propõe uma
parábola, porque ele sabia muito bem quem era aquela mulher.
E disse Jesus: “Havia certo credor que tinha dois devedores, um devia quinhentos e o
outro cinquenta e não tendo eles com que pagar, perdoa a ambos”. (assume o
prejuízo). Jesus pergunta então a Simão: “Qual
deles o amará mais” (o credor) ao que Simão responde: “Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou” e Jesus lhe
responde: “Julgaste bem”.
Quando os devedores foram perdoados, eles
se sentiram amados pelo credor, mas mais que isto, passaram a amar o credor
também, e quanto maior a dívida perdoada, maior o amor que lhe devotaram.
Em um casamento aquele que perdoa, ama,
mas aquele que é verdadeiramente perdoado amará mais, pois se sentiu amado,
compreendido e valorizado, pois a pessoa era mais importante que a dívida.
Podemos escolher valoriza a dívida (ação, ofensa)
e ficamos sem a pessoa ou valorizar a pessoa, reatar a relação e ficar com a dívida.
“Tudo é uma questão de amor”
Você sabe que perdoou quando é capaz de
dizer à Cristo para que apague aquele ato do livro, isto é amor.
7 - Você Ama quando ...
“Melhor
é serem dois do que um...porque se um cair; outro levanta o seu companheiro,
mas aí do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois
dormirem juntos, eles se esquentarão, mas um só, como se esquentará? E se
alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” Ecles 4:9 a 12
Será que já paramos para pensar como é bom
sermos dois? Agradecer a Jesus por isso, ou será que nos lastimamos e pensamos:
como seria bom se eu estivesse sozinho.
Talvez você ache que não o ama mais, pois
então saiba que o Amor é uma escolha. Escolhemos amar, escolhemos continuar
amando, para isso temos a fonte do amor a nossa disposição – JESUS. Jesus não faz
mágica, não vem com uma varinha e diz pirinrim – pororom e começamos amar. Ele
nos ensina, nos capacita e nos abençoa com o amor. Só que tudo isto é um
processo, um aprendizado cristão, pois a nossa natureza pós-pecado não quer
amar, mas os cidadãos do céu vão contra esta determinação do mundo pecaminoso e
diz que é preciso amar.
Jesus vai nos mostrando o caminho, dando o
seu Espírito Santo e vamos aprendendo com Ele.
Um momento de muito amor é o ato da
Redenção, mas existe um outro momento que também é de muito amor, que é o
momento da Criação.
Na criação vemos como Deus começou este
mundo com muito amor.
Quem ama:
- Cuida
Deus ao criar o homem pega o barro, e o
molda com todo amor e carinho. Pega com as próprias mãos, sopra-lhe nas
narinas, com proximidade e faz a sua maior obra.
Pega essa obra prima e a coloca no paraíso
para viver, juntamente com todas as outras obras suas para que cuide delas.
Deus providenciou um belo lugar para Adão morar, os melhores alimentos para ele
comer e a orientação do que não comer. Quem ama, cuida e orienta.
Deus deu o que tinha de melhor.
Será que estamos cuidando do nosso esposo,
da nossa esposa? Será que damos o que temos de melhor?
Muitos maridos dão o que tem de melhor no
seu trabalho, conversam, riem, dão o seu potencial, mas quando chegam em casa,
mal abrem a boca, ficam sérios, e dizem que estão muito cansados para qualquer
coisa. Acham que isto é cuidar da família, pode ser no plano material, mas e o
resto como fica? O afetivo, o social, a convivência, até o espiritual?
Tem maridos que cuidam de outras coisas,
como da igreja, por exemplo. Vão a todas as reuniões, participam e estão sempre
prontos se lhe pedem algo, os membros comentam com a esposa como ele é
prestativo e a esposa pensa há quanto tempo ela pediu para ele trocar um lustre
quebrado que ainda está lá, ou como é calmo, ponderado, e a esposa, que ouve
estes comentários, pensa: Ah se em casa ele fosse assim, qualquer coisa já
briga, grita.
Maridos que cuidam de tudo, menos da
família. Cuidam até do carro, lavam, ficam polindo, tem uns que até dão um
beijinho e a esposa: Ah se ele cuidasse de mim assim.
Também existem muitas mulheres que cuidam
da casa. Limpam, lavam, trazem tudo brilhando, os filhos mal podem se mexer,
para não tirar nada do lugar, não sujarem nada. Quando o marido entra, já ouve:
Olha o pé, ou tire o sapato, olha a mão suja, não senta no sofá novo e a família lamenta: Ah se
minha mãe cuidasse da gente como cuida desse sofá.
O que acontece é que o marido não tem
prazer em casa e começa a ficar mais tempo fora e vai se distanciando do lar.
Mulheres que cuidam das coisas, não das
pessoas, principalmente das pessoas que lhe são próximas e queridas. Põe a casa
em primeiro lugar em vez da família.
Não tem tempo para ficar com o marido,
está sempre atarefada, não tem tempo de brincar com os filhos, contar estórias,
sempre tem muito que fazer. Tudo tem que estar arrumado do seu jeito.
É a síndrome de Marta que Jesus advertiu:
- Marta, Marta o que você está fazendo?
Olha Maria escolheu a melhor parte que é ficar com Jesus, com as pessoas.
- Responsável
Ser responsável é suprir as necessidades.
Deus fez a Adão e o colocou no paraíso, mas Adão começou a ficar cabisbaixo,
meio triste. Deus não disse a Adão que lhe havia dado tudo do bom e do melhor e
ele que fosse procurar o que fazer.
Deus viu Adão, conversou com ele, viu a
sua necessidade e a supriu.
Deus cria então a companheira, aquela
mulher lindíssima, que Adão se apaixona à primeira vista.
Deus supre a necessidade de Adão e lhe dá
a mulher e como vimos anteriormente, a mulher foi criada para suprir a
necessidade do homem, mas primeiro o homem precisa suprir a necessidade da
mulher. Muitos maridos não vêm a necessidade da mulher.
Uma mulher chega ao consultório deprimida
e o terapeuta então interroga o marido para entender o que está acontecendo:
-
Não sei por que minha mulher está deprimida, ela tem tudo do bom e do melhor.
Uma bela casa, carro, eletrodoméstica modernos.
- Você diz a sua mulher que a ama?
- Tudo isto é uma demonstração de amor.
- Você diz que a ama?
- Ela sabe, não preciso ficar dizendo.
- Precisa, para mulher precisa. A mulher
tem necessidade de ouvir, elas são assim e você escolheu casar com uma mulher,
aliás, boa escolha. Agora quando foi a última vez que você disse que a amava?
- No dia do nosso casamento.
Outra dificuldade masculina é que a mulher
tem necessidade de namorar e chega para o marido dizendo que quer namorar, mas
ele já pensa: Oba hoje tem!
O que? Sexo. Namoro não tem sexo, aliás, é
uma ideia que temos que passamos para os nossos filhos. Eles precisam ver o
exemplo.
Namoro é carinho, não caricias. É
conversa. Esta conversa é sobre os dois, a vida, não para falar de problemas,
por que isto o marido sabe fazer, já chega dizendo: Hoje nós temos que
conversar, temos um problema.
A
mulher será que vê a necessidade do marido, como por exemplo, chegar em casa e
ver uma esposa arrumada.
Arrumada aqui, é não desleixada, de roupa
larga, rasgada, cabelo despenteado, ou de pijama.
A necessidade de ser recebido com um
sorriso de bem vindo ao lar, sentir que chegou no seu castelo e deixou a batalha
lá fora, ou de ter uma comidinha gostosa e quentinha esperando ele, de dizer
que ele ainda é o seu herói.
Amar é ser responsável, quem é responsável
supre as necessidades, mas para isto é necessário estar atento ao outro, olhar
para o outro, conversar para saber quais suas reais necessidades.
- Respeita
Respeitar é aceitar o outro como ele é e
está. Deus respeitou quando chama a Adão, mostra-lhe todos os animais que havia
criado e pede para colocar o nome. Adão então vê aquele animal enorme como
pescoção e diz: Vai chamar girafa. Deus deve ter exclamado: muito bom, como um
pai que acreditando potencial do filho e se regozija em ver sua criatividade
aflorando.
Porém muito pai diria:
- Girafa, que nome, mas você é muito
burro, nem para por um nome serve.
Ou então:
- Girafa, mas foi você mesmo que criou?
Fala a verdade. Você não copiou de algum lugar?
Esses pais ficam se comparando aos seus
filhos, como se estes tivessem que dizer e ser o que eles queriam e esperavam.
Deus poderia ter posto um nome muito melhor,
mas aceitou, gostou e deve ter falado vamos para o próximo. Esta é uma relação
de pai e filho, mas pode ser de marido e mulher.
Principalmente entre os homens há uma
tendência a desvalorizar a mulher, com comentários do tipo:
-Tinha que ser mulher.
-Mulher no volante, perigo constante.
São brincadeiras, mas é brincando que se
vai desvalorizando o outro, criticando, abaixando até o outro ficar totalmente
sufocado.
Tem muito marido que possui o hábito da
criticar a esposa, ou porque é um machista e mulher para ele não tem valor, ou
porque desvaloriza a sua mulher em relação as outras, que são sempre melhores,
mais bonitas, o que no fundo revela uma baixa autoestima, pois como uma mulher
que tem valor poderia ficar com ele e para confirmar a sua autoimagem, quer
provar que sua mulher não tem valor mesmo. O marido não é capaz de aceitar como
sua esposa é ou está e exige mais ou que ela seja diferente.
- Que comida horrorosa.
- Esta casa está uma sujeira.
- Olha o estado destas crianças, o que
você fez o dia inteiro.
- Você vai sair assim, comigo não.
Ou então aquela que acaba de vez:
- Como você está gorda!
Se pedir para a esposa fazer alguma coisa,
logo vem o comentário:
- Não posso confiar em você.
- Você nunca consegue fazer nada direito
mesmo.
- Eu tenho que fazer tudo nesta casa.
- Como você me diz uma besteira destas.
- Não me fale mais isto, não quero mais
ouvir abobrinha.
E a esposa vai se sentindo cada vez mais
apertada, até ficar doente. Tem aquele marido também que quer que ela fique
loira, use roupa do jeito dele, faça os programas dele, goste de esporte e
outras coisas.
É preciso ressaltar aqui uma coisa que
sempre surge nos encontros de casais, uma queixa frequente das mulheres, é como
as mulheres que são donas de casa, fizeram a opção de cuidar do lar, dos
filhos, do marido são menosprezadas, desqualificadas.
Esta profissão foi criada por Deus e
houvesse mais mulheres que fizessem essa opção, a sociedade teria um grande
ganho.
Apesar que a própria sociedade, que é
machista, já desqualifica, quando nem nome tem definido como profissão; dona de
casa, prendas domésticas, sem profissão.
Mulheres quando perguntarem, qual a sua
profissão, não responda nenhuma, como muitas respondem de cabeça baixa, ou o
que você faz? e você responde: Nada.
Ergam a cabeça, tenham orgulho de cuidar
de seu lar, de seus filhos e respondam:
-
Eu sou Gerente do Lar, (entendo muito de um monte de coisas para poder administrar
o meu lar)
Claro que as mulheres que trabalham fora
nem sempre são reconhecidas profissionalmente e o que é pior tem que dar conta
do trabalho, do lar e dos filhos, coisa que dificilmente os homens fazem ou
colaboram.
Esse é um ponto chave nos casamentos
modernos, onde ambos trabalham, a divisão das tarefas do lar. Isto é o centro de
muito dos conflitos, é necessário uma conversa franca, na tentativa de se
elaborar uma rotina onde os dois e até os filhos devem participar para que essa
família tenha seus dias rodando suavemente, com a colaboração de todos e as
insatisfações e frustações possam ser eliminadas com a direção do Espirito
Santo.
Voltando ao respeitar, existem mulheres
que não aceitam os maridos, não respeitam, aliás, muitas pensam que quando
casar vão mudá-los e o casamento já começa errado.
Tem muitas mulheres que humilham os
maridos:
- Você podia ganhar mais.
- Você podia fazer algo melhor na vida,
outra profissão.
- Você não presta para nada
E quando o marido chega com o pagamento, então:
- Só isto?
Tem comentários também em relação ao tipo
físico:
- Você está ficando velho.
- Você está cada dia mais careca.
E existem as que só reclamam mesmo, não
aceitam os maridos, ou porque elas é que estão mal, com baixa estima, ou
queriam mais, ou queriam ter casado com o outro, que achava que amava
profundamente e por circunstâncias acabou se casando com este e atravancou a
sua vida e a do marido, como um castigo.
Estas mulheres que são as mulheres rixosas
que Salomão, sabiamente retrata, pois transformam a vida do marido num inferno,
sempre reclamando e criticando.
Salomão fala que é melhor morar no deserto
do que com esta mulher, ou é melhor morar num canto, do que num palácio com ela
e depois a compara a uma goteira.
Prov
21:19, 25:24 e 27:15
Realmente ninguém merece!
Claro que também existem homens que não
respeitam suas mulheres, se fazendo autoritários, exigindo que sua vontade seja
cumprida, chegando até atos de abuso, que aliás não devem ser tolerados, mas se
buscar ajuda e muita oração.
Respeitar é aceitar o outro, acreditar no
outro, no potencial do outro, podemos não concordar, mas aceitamos a
individualidade, a situação do outro, afinal “Não julgueis, para não serdes julgados” Mat 7:1
- Conhece
Deus criou ao homem e a mulher e não os
deixou, continuou com eles, orientando-os, gozando da sua companhia. De vez em
quando? Não, “mas na viração do dia”.
Deus o executivo do Universo, o governador
dos planetas, estava lá, com filhos que estavam começando a viver.
Devia haver muitas perguntas, descobertas
que eles queriam compartilhar com o seu criador. Deus dava esse tempo a eles,
separava um tempo para eles.
Como podemos conhecer se não estamos
junto, compartilhando o mesmo tempo e espaço? Como conhecer se não conversamos,
vemos, tocamos?
Para
amar é preciso conhecer, por isso existe o namoro. O tempo de começar a
conhecer o outro e depois o casamento, onde cada dia é uma descoberta se
estamos juntos, agora, se só nos encontramos na hora de dormir fica difícil
conhecer “quem dorme ao meu lado”.
Em I
João 4:8 temos que: “Aquele que não
ama, não conhece à Deus, porque Deus é amor.” Ou seja, aquele que não ama,
não conhece, porque se conhecesse amaria.
Conhecer é compartilhar o mesmo tempo e o
mesmo espaço. Se um está na frente do computador e o outro na cozinha, ou um na
frente da TV, ou só com celular, ou no quarto, não dá para se conhecer.
Além do mesmo espaço e tempo é preciso
ouvir o outro, ver como ele está.
Infelizmente tem esposo que gosta de ver o
computador em vez da esposa e muita esposa que gosta de ouvir a TV em vez do
marido, como esse casamento pode subsistir desse jeito, se já não somos o mais
importante para o outro e o celular assumiu a direção de nossas vidas.
Hoje em dia é até status dizer que não se
tem tempo. Talvez essa frase devesse mudar, pois não se tem tempo para as
pessoas é porque canalizamos o nosso tempo para as coisas.
Que troca há com as coisas? Nenhuma, por
isso “o amor de muitos esfriará”, porque as coisas não nos devolvem
sentimentos, simplesmente porque não sentem, não tem vida portanto, nada para
doar. Só doa, só troca o que é vivo, que tem vida.
Triste escolha esta nossa, não é atoa que
andamos deprimidos, tristes, irritados, doentes, tudo isso é sinal de que não
estamos recebendo vida, amor, sentimentos.
Pode ter alguém que pense que é melhor não
receber vida, do que receber sentimentos que nos ferem, nos machucam, mas mesmo
esses sentimentos ainda mostram que estamos vivos. Quando existe a troca é
possível se melhorar e até mudar os sentimentos.
Por que amar é a arte de conhecer aquilo
que o outro possui de mais precioso, conhecer profundamente a vida do outro, as
suas alegrias e as suas tristezas, os seus medos e interesses, todas as suas
expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital.
Nada melhor para conhecer o outro do que
se colocar no lugar do outro.
Faça este exercício para começar a se ver
no lugar do outro, mas para isso é necessário fazer um item de cada vez,
tampando os de baixo.
1- Apresente
o seu marido ou esposa falando o nome de um animal que você daria para ele.
2- Porque ele/a é esse animal?
3-
Como você se sente sendo este animal.
4-
No que este animal pode te ajudar, por ele ser como ele é?
8 - Ideal de homem e mulher
Toda mulher sonha em ser feliz, realizada,
isto é bom e é o que Jesus quer para nós, o problema é o foco.
Foco é onde colocamos nossa fonte geradora
de felicidade. Jesus disse que temos que pensar em amar ao próximo como a mim
mesmo, onde eu sou o ponto de partida. Quando Jesus nos fala, ele não diz que
seremos bons cristãos a partir do outro, se as condições externas nos ajudarem,
ele fala que nós (Eu) é quem decido e escolho a direção.
Muitas mulheres põem o seu foco da
felicidade no outro. Ela sonha com o Se casaram e foram felizes para sempre.
A felicidade virá assim que um príncipe:
encantado, bonito, amável, cavalheiro, rico, a liberte da torre (isolamento,
solidão) ou da ameaça de um dragão (pai violento) ou de uma bruxa (mãe
manipuladora) ou da madrasta que me fazia trabalhar (pobreza) ou ainda do sono
com um beijo (apatia). Então esse príncipe a coloca no seu cavalo e a leva para
seu castelo (distante do mundo que eu vivo) e lá serei feliz para sempre.
Pode-se pensar, mas hoje em dia não se acredita
mais nisto. Será que não? Será que ainda não carregamos culturalmente, esse
sentimento interno, será que de alguma forma isto não nos é passado com
roupagem moderna? Veladamente, não é assumido, mas os filmes e as novelas ainda
trazem este príncipe, mocinhos bonitos que lutam, são vencedores e acabam
salvando a mocinha e ficam juntos no fim. Basta ver os modelos dos vestidos de
noivas, compridos, armados, coroas e véus na cabeça. Isto não é um vestido de
princesa?
No século vinte e um, ainda se espera o
príncipe. Este príncipe é uma projeção que se faz do homem que se espera que
ele seja.
Quando nos casamos é com a nossa projeção
do que achamos que ele é, ou do que será (a mulher sempre pensa que poderá
mudá-lo)
Aí ela se casa com o príncipe e logo depois
da lua-de-mel começa a ver que ele não é um príncipe, ele arrota, solta gases,
tem mau hálito, príncipe não tem essas coisas, começa a decepção: Me enganaram,
em vez do príncipe, me casei com o sapo!
Quem foi que disse que era príncipe? Você.
Quem projetou o príncipe? Você.
Como cobrar que ele seja o príncipe. Ele
era o sapo, você não queria ver. Nesta terra não existem príncipes, são todos
sapos, porque o príncipe é perfeito, advinha até pensamentos. O príncipe faz
aquilo que ela espera que ele faça. Ele dá o que ela gostaria de ter sem dizer
e o sapinho coitadinho não tem este poder de adivinhação e a mulher cobra: Como
você não me fez esta surpresa, como você não me trouxe aquele presente que eu
esperava.
Triste realidade, ele não saberá se não
dissermos, porque os príncipes estão no castelo no alto do monte, ou seja,
acima dos mortais, da realidade e nós no brejo deste mundo, sem superpoderes. O
que fazer com o sapo? A estória melhor é aquela que a princesa se casa com o
sapo, beija ele e ele então se transforma em um príncipe.
Beijar o sapo é aceitar o sapo como ele é
e está, ser capaz de deixar a repugnância da sua aparência de lado e gostar
dele, dar-lhe um beijo. Ter saúde mental é quanto mais contato temos com a
realidade, mais saudáveis somos emocionalmente.
Não temos superpoderes, mas temos o poder
de Jesus que pode ajudar a aceitar e amar o sapo como ele é, quando então ele
vai começar a aparecer diferente frente aos nossos olhos, pois se começa a ver
não o que ele não faz, mas o que ele faz e é bom e por amor, muitas vezes ele
muda. Este é o método de Cristo.
Primeiro Ele me ama como eu sou, me aceita
do jeito que eu venho. Nós nos sentindo amados, por amor vamos sendo
transformados, realmente começamos a nos tornar nobres, não nobres de título desta
terra, mas nobres de alma, nobreza que sai do coração e muda nosso
comportamento.
O foco é eu mudo, não o outro. Não é o
outro culpado pela minha infelicidade, que por ser assim ou assado, deixa a
minha vida infeliz. O foco é eu sou do brejo também e por isso preciso mudar,
eu é quem escolho ser feliz ou infeliz, eu é que preciso ter coragem de me
enxergar no espelho mágico e ver que eu não sou a rainha, mas a bruxa também.
Toda mulher sonha que depois do casamento
irá mudar o marido e o homem sonha que a mulher será sempre a mesma.
Bem aqui entramos na parte do homem, que
sonha que a mulher será sempre a mesma, que ela será sempre a princesa, bonita
de rosto, com o corpo certo e os cabelos maravilhosos, como era quando ela se
arrumava no namoro para encontrá-lo.
Só que ele começa a ver que a sua princesa
levanta sem escova no cabelo, o corpo vai mudando, principalmente depois da
gravidez, ela não está sempre de bom humor, tem TPM, e não consegue ser sempre
meiga no meio daquelas crianças, um chorando, outro derrubando leite no tapete.
Ele começa a perceber que se casou não com a princesa, mas com a bruxa, tem alguns
que chegam a verbalizar: A bruxa da minha mulher...
A culpa é da mulher que prometeu que iria
ser sempre a mesma? Não, a mulher não prometeu porque é impossível, a vida é
assim, mudamos a cada dia. Ele é quem achou que ela seria sempre a mesma. Projeção
dele e não dela. Cabe a ele começar a ver a mulher que tem ao lado e como essa
mulher com carinho e compreensão pode ir deixando de ser uma bruxa e ir se
tornando a sua princesa, não a princesa dos contos de fada, mas a sua princesa
com a beleza dela e com aquilo que ela pode dar.
Podemos pensar que esta estória de
príncipes e princesas é estória da carochinha e é, mas somos príncipes e princesas
de verdade.
Em I
João 3:1 temos: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fossemos chamados filhos de Deus”.
Se somos filhos de Deus, o Rei do
Universo, logo somos filhos do Rei, portanto príncipes e princesas do Reino de
Deus e então deveríamos nos comportar como tal, não como os príncipes das
estórias aqui da terra, mas príncipes do Reino Celestial, teremos a nobreza do
nosso irmão que esteve aqui na terra, o Príncipe da Paz, para nos mostrar como
é ser um membro da família de Deus.
O nosso lar é um castelo do Reino de Deus?
Somos como Jesus, o Príncipe da paz?
Amamos o nosso companheiro(a) como ele
está, seguimos a regra áurea deste Reino que é: Amar ao outro como nós mesmos, ou ainda estamos no reino da terra,
cujo príncipe quis ser igual a Deus e nós repetimos isto ao exigirmos, no nosso
egoísmo, que o nosso companheiro(a) seja a nossa imagem e semelhança, ou seja,
aquilo que queremos que ele seja e não o que ele é, como Deus o fez.
Ele tem defeitos, com certeza, pois ainda
estamos neste mundo, mas Jesus nos amou assim e dá o poder a quem quiser mudar
e ser um príncipe do reino celeste, aí sim príncipes de verdade, não como os
dos contos da carochinha.
O poder que nos é dado é o de amar, quando
somos cidadãos do reino de Deus, amamos, como o que está escrito em I João 4:7 “Amados, amemo-nos uns aos
outros (um ao outro), porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é
nascido de Deus (filho do Rei) e conhece a Deus”.
Ouvimos a vida inteira que é preciso amar,
mas quem consegue, ou então alguém pode dizer: Venha amar no meu lugar. O amor
é uma escolha, se quero o reino de Deus, que é amor, eu escolho amar e Deus que
é a fonte, e Ele vai me dar este poder.
Amar é preciso, porque é isto que vai nos
diferenciar no reino deste mundo, não é fácil, mas o poder não é meu, a decisão
é minha, mas não o amor, ele vai fluir através de mim e então conheceremos o
prazer de amar verdadeiramente.
Neste mundo amamos por motivos egoístas,
eu sou o foco, então eu amo porque o outro me faz bem, me dá segurança, não
sinto solidão, porque recebo, porque é conveniente, me dá carinho, ou seja,
tenho uma recompensa, espero algo, ganho alguma coisa e quando o que eu espero
ou queria receber não vem, eu me frustro e decido não amar mais. Eu amo porque, eu amo se, o problema é que Jesus ama por amar e é isto que é o amor, o
outro sentimento ainda é uma troca egoísta.
Quando conhecemos uma pessoa achamos que
naquela pessoa vai caber a nossa capa de ideal de amor. Colocamos a capa e
passamos a amar a capa e nos momentos em que ela abre a capa e a vemos como ela
realmente é, ficamos irritados e frustrados com a pessoa.
A capa é nossa, não dela a não ser que ela
se anule totalmente e se concordamos com isso, é porque não a amamos de
verdade, mas somos tremendamente egoístas.
Já pensou você amar por amar, sentir e
poder fluir de você esse amor, como seria maravilhoso. Então amar é preciso,
amar é uma escolha. Qual é a sua decisão?
9 - Homem e Mulher, Diferenças
que se Complementam
As diferenças existem, foi Deus que as
criou, porém quando se enfatiza muito estas diferenças, muitas vezes se usa
isso como desculpa para não se ver o que realmente está acontecendo e se
justifica o fracasso devido as diferenças. O motivo real não é a diferença, é
quando se perdeu o respeito e usa-se estas diferenças para depreciar o outro,
aumentando a distância entre o casal e consequentemente o sofrimento. As
diferenças não são uma maldição, mas sim uma benção de Deus.
Primeiro porque nos levam a uma
aproximação e pedido de ajuda a Deus para aprendemos a nos relacionar com o
diferente.
Segundo porque os diferentes se
complementam, o outro me dá aquilo que não tenho, a busca disto aproxima mais,
seja pela necessidade, seja pela curiosidade. O que eu receberia se fosse igual
e porque procuraria se já sei como é? Diz uma lei da física que os opostos se
atraem e os iguais se repelem.
Tem também a benção das combinações
possíveis que tenderiam ao infinito, uma vez que somos
bio-psico-socio-espiritual, os quatro aspectos humanos, sempre tenderemos a
ligações diferentes e mais profundas, gerando a intimidade. Se em um casamento
há o problema do tédio e da rotina é porque os dois estão ficando muito iguais
ou estão se negando a tentar as combinações possíveis.
Como somos diferentes, com tendência a
aproximação, é necessário se conhecer um pouco do outro, porque ele age daquela
forma, a fim de atingirmos a meta do casamento que Jesus nos deixou neste
mundo, que é conseguimos ser verdadeiramente uma só carne, apesar de, como
estamos em pecado temos a nossa doença, a nossa síndrome.
Síndrome de Eva
Toda síndrome tem uma causa e os sintomas,
às vezes na medicina a causa não é conhecida, mas existe.
A causa da Síndrome de Eva, foi se afastar
do marido e dar ouvidos à serpente. Gênesis
3:1
Os sintomas são aqueles que as mulheres
apresentam até hoje.
Primeira coisa foi a promessa que “Sereis
como Deus”. Quando alguém nos promete alguma coisa, eu só o escuto se aquilo
que está sendo dito me interessa, porque se não me interessa, eu não tenho desejo
de obter, não vale nada.
Eva se interessou pela promessa, ou seja,
o desejo de ser igual à Deus, e este tem sido o desejo transmitido às mulheres
da sua descendência, o que se verá em seguida, antes porém, vamos ver duas
coisas importantes:
“E vendo que era boa para se comer” – ou
seja, dava prazer e “agradável aos olhos”,
era bonita, “Tomou e comeu”. Gen
3:6
O desejo da mulher está associado àquilo
que é bom, que dá prazer e ao que é belo, é ligado à emoção, sensação.
“E deu também ao seu marido e este comeu” a
mulher quer repartir, compartilhar o seu prazer e as suas descobertas, se bem
que nem sempre essas sejam boas como no caso de Eva.
Adão comeu, racionalmente, ele sabia que
não devia, mas não conseguiu dizer não por amor à Eva, mais adiante vamos ver
os fatos relativos à Adão.
Qual a resposta de Eva? “A serpente que
criaste”. A serpente me seduziu, encantou e eu fui e ainda levei meu marido
junto. A mulher se deixa levar pelo bom, agradável, gostoso e também pelo
bonito e belo é o tal de bom, bonito e barato.
É sabendo disto que o mercado da
publicidade é voltado para as mulheres, as propagandas, as vitrines oferecendo
bom, bonito, gostoso, e elas continuam até hoje levando o marido junto e
compartilhando com as amigas.
- Você já experimentou? Nossa é uma delícia.
- Você já viu? É lindíssimo.
As mulheres têm que andar mais junto com
os maridos e ouvi-los para não serem seduzidas pelo consumismo.
A mulher tem também uma outra
característica que é “Ela me enganou e eu comi”, falando da serpente. A mulher
se faz de vítima, do tipo: Me enganaram, no preço, na promoção, na escolha. Não
assume que errou, e quando não se assume, mas se justifica, fica impossível
aprender com o erro.
Bom, e o “Sereis igual a Deus”, este
sintoma pode-se observar através da história, lá traz.
Deus prometeu um filho a Sara, ela se riu (Gen 18:12) nunca acreditou muito,
afinal estava ficando cada vez mais velha e nada do filho aparecer, foi quando
resolveu tomar uma atitude, ajudar à Deus, que estava demorando muito, então
Sara (Gen 16:2) ofereceu sua criada
a Abraão e este que deveria dizer não, até achou uma boa ideia, afinal Hagar
devia ser uma bela mulher e nós sabemos a conseqüência já que dura até hoje a
guerra entre Isaque (Israel) e Ismael (Ismaelitas, mulçumanos).
Rebeca teve dois filhos e Deus prometera
primogenitura ao mais novo e de fato Esaú já havia a vendido à Jacó, mas Rebeca
não soube esperar.
Isaque estava velho e Rebeca achou que ele
morreria logo, e como ficaria a benção de Jacó, Isaque iria dá-la a Esaú? Rebeca
resolveu dar uma ajuda à Deus, toma uma atitude, foi impaciente, e resolveu o
que fazer, não dava mais para esperar por Deus, tinha que ajudá-lo, afinal
estava fazendo o que Ele prometera.
Chama Jacó e lhe diz: (Gen 27:8) que ela iria fazer um prato
especial e que então ele levaria à Isaque para receber a benção ao que Jacó,
não concorda, as vezes os filhos tentam alertar as mães sobre o que estão
fazendo, mas estas não ouvem e Rebeca diz que assumiria as consequências, que
todos sabemos qual foi, que apesar de Jacó conseguir a benção, teve que fugir e
Rebeca nunca mais viu o seu filho querido.
Raquel que era amada, bonita, rica, mas
não tinha filhos (Gen 30:1). Não
soube pedir e esperar em Deus e dá a serva a seu marido, que a ouve e tem
filhos com a serva.
Isto gerou uma competição até que Raquel
tem filhos, mas morre no segundo parto. Deus sabia o porque não, mas Raquel não
acreditou que Deus sabia o que era melhor e aceitar o seu tempo, mas resolveu
agir por si mesma.
O fato é que a mulher quer resolver tudo, no
tempo dela, do jeito dela e o pior acha que consegue... E depois reclama que se
sente sobrecarregada.
A mulher precisa ter consciência de si
mesma, das suas possibilidades e limites.
Nos cruzamentos com as linhas férreas
existia este sinal.
Para as mulheres não passarem como um trem:
pare, olhe, escute.
Vamos ver porque há necessidade de parar,
olhar e escutar devido as suas características femininas.
Impaciência
Na Bíblia existe muito a
expressão, plenitude dos tempos, que quer dizer no momento adequado, no melhor
momento, quando a fruta estiver madura, para que não se colha verde e ela seja
ruim.
As pessoas têm seu tempo, o marido tem seu
tempo, os filhos têm seu tempo, as coisas têm seu tempo. É preciso saber
esperar, isto é respeitar.
Deus respeita o ser humano, ele espera o
tempo de cada um. Se Deus espera, quem somos nós para adiantar as coisas.
É preciso ter fé e aguardar nas mãos de
Jesus. Fé conforme Hebreus 11:1 é o firme firmamento das coisas que se esperam,
se não se espera, não se tem fé.
Deus criou a lebre e a tartaruga e esta
vai devagar, mas faz tudo que tem que fazer e detalhe, vive mais de 100 anos,
ou seja, quem vai mais devagar vive mais, com certeza não será pego por um infarte.
Espere em Jesus. Não queira resolver tudo você
mesma.
Impulsividade
É quando se age pela hemoção (esta palavra
deveria ser escrita desta maneira) que quer dizer hemo = sangue + ação, ou
seja, ação do sangue, é através dele que corre os hormônios que dão as sensações, os
sentimentos. A mulher age muito pela ação destes hormônios.
Agem primeiro, pensam depois. Existe uma
linha direta coração-boca, se fala sem passar pelo cérebro, quando vai ver, já
foi. Já disseram o segredo da amiga, ofenderam, deram um fora e por aí vai. A
hemoção é importante, mas não se pode deixar que ela domine, tem-se que dominá-la.
O homem usa mais a razão, a lógica e quando elas começam a desaguar os
sentimentos, eles deixam a mulher sozinha e saem, porque para eles não tem
lógica, não tem como conversar logicamente. O homem diz “depois que você se
acalmar, nós conversamos” só que as mulheres não querem conversar depois, querem
o agora, quando estão cheias de
hormônios circulando, o que fazer com eles?
Resposta lavar, esfregar, amassar, ouvir
uma música e chorar, chorar. Só não espere compreensão do homem, ele não
entenderia. É necessário controlar os sentimentos para ter os pensamentos mais
claros e depois agir.
Iniciativa
Aparentemente é uma qualidade, o problema
é que neste caso a iniciativa é fazer por. A mulher quer que o marido e os
filhos a ajudem; só que se eles demoram, ou não fazem bem feito, faz por eles.
Por exemplo, em um dia de graça o marido
resolve lavar o banheiro, do jeito dele, no tempo dele.
A mulher pergunta:
- Mas já lavou, tão depressa?
E após a supervisão do serviço dá a
sentença:
- Se é para lavar assim eu lavo, não
preciso de ajuda.
Como vai aprender, se a mulher não deixa
exercitar, faz por ele.
Com os filhos é a mesma coisa: se eles
demoram em fazer, se enrolam, se fazem mal feito, se é necessário mandar muitas
vezes, ela pensa:
- Isto dá mais trabalho, deixa que eu
mesma faço, vai mais rápido.
Os filhos que são espertos, pegam o sinal
e sabem que se agirem assim, numa mais vão fazer.
Como irão aprender, se não se deixar
fazer?
No muro das lamentações a mulher fica,
ninguém me ajuda, ninguém faz nada direito, tudo sobra para eu fazer, só não
percebe que é ela que faz com que seja assim, já que tem que ser do jeito e no
tempo dela, faz pelas pessoas e o que é pior ainda diz que os filhos não têm
iniciativa. Com o marido é pior, quantas mulheres reclamam que seus maridos não
têm iniciativa, não tem porque ela tirou ou não o incentivou.
Querendo fazer tudo e “ajudar” o marido
acaba assumindo tudo, por dó as vezes de achar que o marido vai se machucar, se
chatear, tenta segurar todas, é preciso confiar na capacidade das pessoas
principalmente do marido.
Tem marido que tudo tem que perguntar para
a esposa, esta vive reclamando que ele não tem iniciativa, pudera, ela não
deixa.
Síndrome da Marta
Jesus está dizendo: ‘Marta, Marta, te aquieta.
Maria escolheu a melhor parte”.
Aqui estão as mulheres que estão sempre fazendo alguma coisa, tem sempre
que estar limpando, cozinhando, lavando, parece que não tem o direito de se
sentar um pouco, se pararem, se sentem culpadas e então não param nunca,
principalmente se estiverem em casa, para onde ela olhar vai escutar: O fogão,
me limpe; o chão, me lave; o armário, você não vai me arrumar, a roupa, me arrume.
A casa fala e se torna a patroa dizendo a todo momento o que se tem que fazer,
a “dona de casa” é a sua escrava.
Porque isto, porque se põe as coisas
materiais em primeiro lugar.
Jesus disse: Vinde aqui e repousai um
pouco. Pare para pensar, meditar, ler, e simplesmente descansar, de um tempo
para você. Você merece.
Jesus diz: Não se sinta culpada.
Um tempo para si e um tempo para os
outros. Imagine Jesus, Ele estava na sala e Marta em vez de estar falando com
ele, estava arrumando, preparando, até era para Ele, mas o mais importante, era
gozar de sua companhia.
Quantas vezes se coloca a casa em primeiro
lugar, e quando um filho pede um tempo para gozar da sua companhia, não tem e
quando ele cresce se arrependem tanto de não ter ficado mais com ele, curtindo
a companhia de criança, mas é tarde.
Com o marido é pior se não se tem tempo
para ele, correm o risco de ficar sem ele, não que vá arrumar outra, o que pode
até acontecer, mas do marido ir ficando distante, perdendo o companheirismo, o
estar juntos. Se torna tão intima da casa e o marido se torna quase um estranho.
Deixe a casa, o serviço, sente um pouco no
sofá com seu marido, no quintal com seus filhos e no pôr-do-sol com Jesus.
Ordem
Antes de entrar neste item é necessário
mencionar algumas coisas.
O casal Allan e Bárbara Pease, no seu livro, tratam das diferenças anatômicas
do homem e da mulher, para entendermos um pouco mais o comportamento de ambos é
necessário conhecer um pouco mais estas diferenças.
As
mulheres usam muito mais o hemisfério direito do cérebro, que os homens, este
hemisfério tem um papel muito importante nas emoções e no uso da linguagem. Possuem
também o corpo caloso maior que nos homens, é ele que faz a união entre os dois
hemisférios, fazendo consequentemente mais conexões.
A visão da mulher é mais abrangente, 180
graus, enquanto o homem tem uma visão mais de túnel, mais focada.
As mulheres vêm uma variedade maior de
cores que os homens, a audição mais aguçada e o olfato é mais sensível,
principalmente na ovulação.
Em relação a pele as mulheres têm uma
sensibilidade maior, mais fina que com o hormônio ocitocina provoca a vontade
maior de ser tocada.
Já a pele do homem é mais grossa o que
diminui a sensibilidade, desconforto, o que auxilia o homem nos tipos de
trabalho a que geralmente estão expostos. Frente a estas características, a
mulher está recebendo uma infinidade de informações a todo instante.
A
mulher pensa sobre tudo o tempo todo, graças as conexões como já vimos no
cérebro, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Pode-se dizer que no cérebro da mulher não
tem muitas estradas principais, mas está cheia de vicinais.
Ela consegue tranquilamente cozinhar,
assistir à televisão e ainda ouvir o filho que cai ou está choramingando, ou
então está vendo televisão e o telefone toca e ela simplesmente atende; já um
homem, abaixa a TV e ainda pede silêncio.
Diante de tantas informações e vivencias,
elas não têm tempo para arrumá-las, resta somente ir jogando para dentro, como
em um armário abarrotado.
A mulher tem uma desordem interna, por
isso às vezes tem tanta necessidade de arrumar o guarda-roupa ou armário, e se
sente bem após a tarefa, é como se estivesse arrumando as suas ideias.
Só que as mulheres lidam muito bem com
isto, o problema é quando precisam de uma resposta.
Elas pensam assim: Eu sei que ela existe,
está em algum lugar.
Como vimos às mulheres têm a área da linguagem
bem desenvolvida no cérebro, e é através dela que elas encontram a resposta.
Quando se tem um armário abarrotado e queremos encontrar algo, vamos pondo tudo
para fora. É assim com as mulheres, seu raciocínio é falando, é se expressando
através da fala que encontram as respostas, fazem as conexões, vão descobrindo
e se descobrindo.
Para sentir que (elas) viveram alguma
coisa, elas precisam se comunicar. O que faz uma mulher quando viveu alguma
coisa, sai correndo para contar para a amiga, a mãe, depois que ela conta várias
vezes sente que viveu realmente, pode ser pessoalmente, por telefone, mas é
necessário compartilhar, falar sobre o assunto.
Quando a mulher tem um problema no casamento
ela quer falar com o marido, só que quanto mais envolvida, mais ela despeja uma
avalanche de palavras e isto assusta os homens, que não entendem nada, não
acham que é assim que resolve, se vir com emoção então, o homem sai rapidinho,
dá uma desculpa qualquer, que vai conversar depois, que tudo isto é besteira,
diz que não tem tempo, porque para eles isto as vezes parece loucura.
O homem tem um modo de pensar focal. Ele
foca o problema, e a procura da solução é interna, da mulher é externa.
Bom, homens escutem suas esposas, não
precisam dar respostas, as vezes elas nem querem, pois falando vão encontrar,
apenas escutem e digam que compreendem mesmo achando tudo aquilo desnecessário.
Mulheres por sua vez, quando quiserem
discutir um problema com seus maridos, levem o problema mais elaborado,
apresentem de uma forma mais lógica que conseguirem e não esperem resposta na
hora, e principalmente não falem se ele estiver distraído ou ocupado é porque
eles elaboram de outra forma, uma coisa de cada vez.
A mulher não consegue conviver com a
desordem, a bagunça externa, porque internamente as prateleiras não são
arrumadas e os homens convivem com a bagunça externa, porque internamente estão
arrumados.
Cabe lembrar aqui um problema muito comum
entre os casais que é a hora de fazer compra.
A mulher com sua característica de visão
global, sentidos mais aguçados, quer ver tudo, experimentar, mesmo que leve só
um par de meia, ou porque as vezes não sabe exatamente nem o que vai comprar,
vai depender das ofertas.
Já o homem com sua visão focal, inclusive
de vida, vai comprar determinada coisa entra na loja, compra e vai embora, a
mulher entra em umas dez e demora.
Homens entendam que as mulheres vão
demorar e olhar tudo, mesmo que não possam levar, apenas pelo sentido de ver,
tocar, portanto, marque um horário e depois a encontre para ir embora, tolere
ainda um pequeno atraso, isto vai eliminar muitas brigas.
Outro fato importante é que as mulheres
presumem que o homem deve saber o que ela quer, ou que adivinhe.
Mulheres, triste notícia, os homens não
adivinham. Não adivinham os seus desejos, as suas vontades, não adivinham
aquelas palavras que você quer ouvir, nem o presente que quer receber.
É preciso falar, pedir.
Muitas esposas ficam bravas, choram, ficam
chateadas porque o marido não adivinhou o que ela queria. Isto é totalmente
ilógico na cabeça deles.
Eles também não adivinham os pensamentos,
quantas vezes a mulher já que não tem com quem conversar, conversa sozinha e
vai dialogando em pensamentos com o marido e fica até brava com ele em
pensamento, e quando ele chega perto com agrado, recebe uma bronca e ele
simplesmente não tem a menor ideia do que está acontecendo e ainda a mulher
pergunta:
- Você não sabe?
Bem ele não sabe, e vai continuar não
sabendo se não disser.
E o teu coração será para o teu marido, e
ele te dominará “(Gen 3;16)
Seria isto um castigo? Castigaria Deus
alguém apenas porque estava com raiva?
Aqueles que conhecem a Deus sabem que não,
pois Deus é amor e quer ajudar o outro a crescer e ser melhor.
Este foi o objetivo de Deus para com a
mulher, porque como vimos anteriormente o desejo dela querer resolver tudo e fazer
as coisas do seu jeito e no seu tempo e ainda mais agir por impulso teria que
ter um limite. Deus soube disto quando Eva pecou, porque o fruto era bom para
se comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, ela comeu e deu
ao marido.
A mulher não foi levada por uma
necessidade, mas pelo desejo, fez o que queria imediatamente e ainda convenceu
o outro a fazer.
Haveria necessidade de ter alguém para ela
se reportar antes de agir, alguém para respeitar e ouvir, alguém para discutir
sobre suas ideias e intenções antes de fazer.
Este alguém foi o homem.
Quando a bíblia diz dominará não quer
dizer que será escrava, um ser sem vontade própria, como alguns homens querem,
mas é estar sob o domínio, sob a influência. A gravidade não nos escraviza, mas
estamos sob o domínio dela.
Jesus não era escravo de Deus, mas estava
sob seu domínio, seu Filho que agia por amor nos diz em João 8;29, “E aquele
que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque faço sempre o
que lhe agrada”.
Estar sob o domínio é agradar aquele que
se ama.
Precisamos entender a hierarquia do amor “Vós
mulheres estais sujeitas aos seus maridos como ao Senhor”, continuando vamos
ver que as mulheres estão sob o domínio do marido, mas este está sob o domínio
de Jesus que está sob o domínio de Deus.
Bunny Wilson no seu livro fala sobre o que
é estar sob a influência do marido, diz ela que estar sob o domínio do marido é
melhor, já que o marido que tem que prestar contas à Deus, é uma
responsabilidade muito maior, que foi o que aconteceu no Éden quando Deus pergunta à Adão o que aconteceu e
não a Eva e em I Ped 3;7 vemos que “Maridos coabitais com elas com
entendimento, dando honra a mulher, como
vaso mais fraco, como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida, para que
não sejam impedidas as vossas orações”.
O homem tem que prestar contas a Jesus,
ele é o responsável pela sua família, e se de alguma forma ele não está honrando-a,
tratando-a de forma digna, as suas orações podem estar sendo impedidas, porque
são um só carne e fazendo alguma coisa contra a esposa, está fazendo contra si
mesmo, como pode Jesus atender uma oração dividida, contraditória, quem sabe
até confusa.
Quando a mulher entrega a liderança ao
marido, o peso que quer carregar de controlar tudo diminui, ela vai se sentir
mais leve.
Mas as mulheres podem pensar e se der
errado, e se acontecer alguma coisa, e se...
Bem primeiro quem garante que a mulher está
certa, segundo quem sustenta a casa não é o marido como pensam, mas é Cristo.
A solução está em conversar e não
convencer o marido, mostrar, mas a decisão é dele, porque a mulher vai entregar
tudo nas mãos de Jesus, inclusive o marido.
Quando se entrega a decisão nas mãos de
Jesus se deixa o caminho aberto para Cristo agir e o poder de Deus ser derramado.
Ser submissa ao homem é um exercício de
fé, como disse Bunny, é acreditar que Jesus vai agir no lar, é acreditar que
Deus vai dirigir o marido e lhe dar sabedoria.
O homem é o líder do lar, nas empresas
hoje a definição de líder é aquele que serve, isto está baseado no maior líder
que foi Cristo, então quando o homem começa a se sentir o líder do lar, vai
aprendendo de Jesus, que líder é o que seve e a mulher por sua vez vai
descobrindo que servir não é depreciativo, mas é uma qualidade daquele que ama
e está preocupado com o bem estar do outro e da família.
Quando o homem sente que a esposa é capaz
de deixá-lo decidir, mostra que acredita nele, o homem tem seu senso de valor,
validação masculina, revigorada, se sente mais seguro e amado, sente que a esposa
está contribuindo para sua edificação e não a sua destruição.
A oração pelo companheiro é de suma
importância e funciona como um diagnóstico do casamento. Claro que a mulher vai
levar todas as suas lamentações e sentimentos à Jesus, mas quando acabar é necessário
ouvir o que Cristo tem a dizer.
É necessário se orar pelo marido e não
contra o marido. Muitas esposas quando
são magoadas e vão à Jesus se lamentam, desabafam e depois dizem a Jesus tudo
que Ele tem que fazer com o marido, qual o tipo de castigo e assim vai. Olha a
mulher querendo ser mais que Deus novamente.
Com certeza esta oração não vai ser
atendida, principalmente porque Jesus ama tanto o homem como a mulher e é Ele
quem sabe o que é melhor para ambos.
Então orar é entregar a situação, a si mesma
e ao marido nas mãos de Cristo. Quando a mulher começa a fazer isto, começa a
enxergar o seu companheiro realmente, como ele é, o que está passando, como
está se sentindo, muda o foco só de si mesma para o homem e começa e vê-lo como
Jesus, a pessoa que ele pode vir a ser pela transformação do Espírito Santo.
À medida que ela conversa com Cristo sobre
o companheiro em oração vai descobrindo que a transformação começa nela e que é
esta transformação que pode efetivamente transformar o marido, e não as brigas,
farão com que ele mude.
Tem maridos difíceis? Tem, mas é
necessário lembrar que para Deus nada é impossível, principalmente quando se
ora pelo marido e não contra ele.
Esta atitude também vai abaixando a guarda
da mulher, derrubando as suas defesas, fazendo com que ela vá se aproximando
mais do companheiro, não se justifique tanto e entregando o lar para a sua
liderança, mostra uma coisa que é vital a todo marido: Ele ainda continua sendo
o herói da esposa.
Toda mulher sonha com um homem seguro, que
tome decisões, que faça. Então mulheres colaborem para que seus sonhos se
tornem realidade e siga a orientação de Cristo!
SÍNDROME DE ADÃO
E disse Deus: “não é bom que o homem
esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele”.
Diante aqui com certeza significa ao lado,
junto, mas diante foi exatamente o que aconteceu. A mulher muito mais curiosa
foi à frente do seu marido, descobrir o Jardim do Éden e descobriu que uma
serpente falava e ficou encantada.
A mulher gosta de ir a frente descobrindo
e fica encantada pelas coisas que vê, mas os resultados podem não ser bons,
como no caso de Eva, que guiada pelo seu desejo, “comeu
e deu também ao seu marido”.
Deus então ao falar as consequências deste
ato diz em Gen. 3:16: O seu desejo será para o seu marido e ele te
dominara” que como vimos anteriormente iria dirigir o ritmo do andar de Eva, quando
deveriam andar juntos.
O que vamos ver agora é Adão, que como
está em Gen 3:9, “E chamou Deus à Adão”.
Deus não foi direto a Eva, mas procurou
Adão, porque ele deveria ser o líder do casal e responsável por ambos, quando
se tornam “osso dos meus ossos e carne da minha carne” Gen 2:23
O líder é aquele que cuida, aquele que é
responsável; que supre as necessidades.
Adão como líder talvez tenha falhado no
cuidado, na necessidade de Eva de descobrir as coisas, estar ao lado dela.
Adão como muito homem deve ter ficado na
dele, deixando a mulher ir, como ainda hoje em dia, os filhos vivem soltos,
fazendo as coisas, sem dar trabalho a ele. Cuidar dá trabalho, mas ao homem
compete dirigir o seu lar, não autoritariamente, maneira usada por muitos
porque dá menos trabalho também, é mais fácil. Não é isto que Deus quer do
homem.
Quer que o homem cuide da família, supra
as suas necessidades e necessidades não só econômicas, tem muito homem se
escondendo atrás do trabalho para não ter que liderar o lar. Homens que nem
sabem o que acontece com a esposa, com os filhos porque não tem tempo,
escondidos que estão da família.
E chamou Deus a você homem e perguntou:
Onde está a sua família?
Cabe ao homem liderança, assumir o seu
papel, infelizmente por comodidade ou outros motivos passa esta responsabilidade
à mulher.
O homem é a cabeça, mas a cabeça em amor,
como está em Efes 5:25.” Vós maridos, amai as vossas mulheres como
também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Cristo é seu exemplo, porque é a sua
cabeça, com vemos em I Cor 11:3 “que Cristo é a cabeça de todo o varão e
o varão o cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo”.
O homem que sabe liderar, sabe porque ama
a sua mulher e o seu amor vem de Cristo.
Marido ama - > mulher feliz
< -
mulher devolve
+ feliz (se sentindo seguro e capaz na sua
função de homem)
Em Efés. 5:28 vemos que “assim
devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.”
O marido que ama a esposa lidera com amor,
porque em Efes. 5:31 “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se
unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne, ou seja, ele quer o bem dele
mesmo.
Agora se por algum motivo ele não quer o
bem de si mesmo, por traumas de infância, baixa autoestima e falta de amor
(porque nunca recebeu), por achar que não merece ser amado, pode não querer o
seu próprio bem e sabotar o seu relacionamento.
O marido pode pensar: se não amo, como
amar? Deus é amor então vá a fonte, porque amar é uma escolha, paixão é sensação,
mas amar é escolher amar e caminhar nesta direção, senão Jesus não nos pediria
para amar, se fosse um sentimento que simplesmente brotava dentro de nós por
alguém.
Jesus sabe que é preciso escolher amar e
ele vai dar esta capacidade e nos promete que qualquer que pede, recebe, como
está em I João 5:15- “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos,
sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” e ainda promete em I
Tim. 6:17 “...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para
dela gozarmos”.
Amar é simples, então porque não amamos?
O homem pode ter dificuldade de amar porque
tem medo, mas é esse treino de amar a esposa que ensinará amar o restante, é
por isso que o casal é tão importante para Deus e porque o inimigo quer
degenerar.
Quando amamos entramos em sintonia com Deus,
porque “o amor é de Deus e qualquer que ama é nascido de Deus e
conhece à Deus e aquele que não ama, não conhece à Deus porque Deus é amor” 1
S João 4:7,8
O lar é a grande escola do cristão, é onde
Jesus quer atuar para termos uma igreja melhor, uma sociedade melhor e
principalmente porque Jesus quer nos ver felizes.
Aprendemos no lar a crescer. Os
companheiros sofrem com nossos defeitos, mas é o companheiro que nos ajuda a
crescer, ele é nosso remédio.
Se escolhemos amar e crescer; não será um
processo fácil, vai exigir esforço, luta e podemos sentir dor, mas alguém já
disse que todo crescimento é doloroso.
Temos que limpar, raspar, tocar locais que
estão travados a anos, mas é necessário que voltem a funcionar suavemente.
Podemos usar os defeitos do outro contra ou a favor do casamento, se escolhermos
a favor, vai dar trabalho, mas o resultado vai ser bom e gostoso.
Quem recebeu pouco amor na infância, vai
se mostrar vazio e carente e não adianta ficar pedindo, vai levar tempo para ir
abastecendo. Jesus não muda ninguém pela mágica, de repente, e as mudanças
também não ocorrem de repente como mágica, as mudanças vão sendo solidificadas.
Existe os que trancaram o depósito. A
abertura também vai ser lenta como já disseram, como uma ostra, não adianta vir
com o pé de cabra, mas com muito carinho e paciência.
Existirá tensão e problemas, o deposito
que vai se fazendo no banco do amor, renderá juros e dividendos.
Herói
“No suor do teu rosto, comerás o seu pão,
até que tornes à terra, porque dela foste formado” Gen 3:19
Liderança com amor, o herói, porque então
muitas vezes o homem deixa de ser?
Se a mulher tem o reconhecimento pela sua
beleza, o homem é pelo seu trabalho, não que isto seja certo, mas é o que acontece.
Ao homem compete trabalhar e suar para ter
reconhecimento, valor e sustentar a família. Quem tem que dar este
reconhecimento, portanto é a sua família.
O homem precisa de elogios, é a resposta
que ele está conseguindo cumprir sua missão, o elogio é também uma forma de
descobrir como agradar, ele sabe que o caminho é este.
Quando o homem não consegue um trabalho
para manter sua família, ou dar aquilo que ele gostaria de dar, ele começa a se
sentir fracassado e isto vai minando suas energias fazendo com que vá se
introvertendo cada vez mais ou até mesmo chegando a uma depressão.
Esta é a forma de lidar com a vergonha
perante os outros, de não estar sendo competente e como dizem, não estar sendo
homem suficiente para sustentar sua família.
Os homens detestam se sentirem
vulneráveis, porque isto pode gerar rejeição ou inferioridade. A forma de lidar
com este sentimento é isolando-se, sempre está na evasiva ou entra num processo
de mentira, até para ele mesmo, querendo se auto promover, aparecer, para que
as pessoas não percebam a vergonha que está escondendo.
Como o valor do homem está ligado ao
trabalho, aos bens, se não consegue, ou pelo menos, não o que queria, ele se
culpa, achando que é mesmo incapaz, ineficiente, mesmo que ponha a culpa na
economia, no governo, no patrão, no fundo está tentando se justificar pela sua
culpa de não conseguir.
Como é uma situação muito dolorosa para
ele, é muito difícil se conseguir conversar sobre ela, cabe a mulher uma
abordagem indireta, por meio de elogios e realçando os pontos positivos.
Infelizmente muita mulher faz justamente o
contrário, diz que ele é incompetente mesmo, reclama o tempo todo, se queixa
constantemente da falta de dinheiro e o que é pior ainda o compara a outro
homem (pai, irmão, vizinho).
Isto vai acabando, derrubando o marido
devagarzinho e fazendo com que consiga cada vez menos, pois não confia em si,
ou então se vê tão assustado e infeliz que acaba caindo fora do casamento.
Quando se fala ao homem que ele ainda é o
herói com quem ela se casou, ele vai acreditando mais em si mesmo, melhora a
sua autoconfiança, disposição e principalmente tem que deixar claro que o
provedor do lar é Jesus, e se juntos confiarem Nele, irão em frente, em paz.
O mais importante, porém, é o homem começar
a ver que o seu senso de valor não vem do seu trabalho ou bens, mas de que é
filho de Deus e que Jesus o ama e se entregou por ele e está cuidando dele.
Sua validação vem da ligação com Cristo,
independe do outro. Se costuma dizer que homem que é homem, é aquele que não
tem que provar nada a ninguém, nem a ele mesmo. Sabe que é.
Seu exemplo é Jesus, que viveu nesta terra
de cabeça erguida, sabia quem era, tinha senso de valor e as pessoas não
moldavam seu viver, pelo contrário, Ele moldava o viver das pessoas, não tinha
que provar nada a ninguém, mesmo que as pessoas vivessem pedindo isto, Jesus
era, como Deus que disse a respeito de si mesmo: Eu Sou.
Talvez Deus tenha deixado na bíblia estes
versos especialmente aos homens, para que não vivam preocupados e acabem
causando sofrimento à sua família, em vez de ver que a sua força vem de Jesus.
Buscai primeiro o reino de Deus e toda sua
justiça e estas coisas vos serão acrescentadas. “Não vos inquieteis pelo dia de
amanhã”. Mat. 6:33 e 34
“Vinde à Mim todos os que estais cansados
e oprimidos e eu vos aliviarei”. Mat 11:28
HOMEM É BRAVO, OU É UM BRAVO
“Vós maridos amais as vossas mulheres e
não vos irriteis contra elas” Col. 3:19
Muitos homens confundem a sua
masculinidade com ser um bravo, é estar bravo, é uma diferença principalmente
de verbo.
Ser um bravo é algo inerente do verbo ser,
que quer dizer um lutador, um homem que vai na frente, que faz, mas
absolutamente não quer dizer que para ser um bravo é preciso se estar bravo
constantemente ou frente as ameaças.
Quando se está bravo, pode mostrar
exatamente o oposto, a ira frente a uma ameaça, ou fracasso, ou contrariedade,
mostra exatamente que não se é um bravo.
O homem fica irado para mostrar que é
forte; quem manda, porque não se sente assim, se sente fraco, ameaçado, com vergonha
e para não verem o seu real sentimento se esconde atrás da ira e o que é pior,
tenta direcionar o seu fracasso a outra pessoa, geralmente a esposa. É isto que
o verso diz, ao falar que não se deve se irar contra a sua esposa.
O verso quer dizer, se enxergue, assuma a
sua situação, se sente vergonha fale com Jesus e peça força, mas não culpe
ninguém, principalmente a esposa como fez Adão, ao ser interpelado por Deus:
Esta mulher que me deste..., ela é a culpada. Deus não tirou a culpa de Adão,
pelo contrário fez com que assumisse as consequências.
A ira também pode aparecer devido a experiências
da infância, que de alguma forma se sentia ameaçado e era necessário se
defender, é bom que se veja que se cresceu e a situação mudou.
Como a ira é uma hemoção (ação do sangue),
é física, pode também ter causas como o cansaço, falta de sono e alimentação
inadequada (irritante do sistema nervoso, como estimulantes, picantes, frituras,
aditivos químicos e outros), ou até o mal funcionamento intestinal, onde uma pessoa
enfezada é aquela cheia de fezes.
Às vezes como a manifestação é física, é
necessário, como houve uma carga, tem que haver também uma descarga, sendo
importante que a mulher deixe o marido dar vazão ao sentimento, sem se sentir
que será destruída ou agredida, simplesmente deixe a descarga acontecer.
Ao
homem compete ter a descarga, mas não a direcionar a ninguém, seja esposa ou
filhos ou outros, isto é o que na bíblia está como “ira-vos, mas não pequeis,
não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efe. 4:26
Não
pequeis é vai sentir a ira, mas não agredir a ninguém, que o homem aprenda
expressar o sentimento, mas não a agressão e que vá aprendendo com a ajuda de
Cristo a ser tardio em irar-se.
Não se ponha o sol sobre vossa ira, é não
vá dormir com ela, remoendo-a, pois pode gerar uma úlcera gástrica, tente
resolver, compreender, ore e descarregue.
Essa descarga pode ser um exercício, um
banho, lavar o quintal, uma corrida, ou se for possível com antigamente, vá
cortar lenha.
HOMEM VALENTE
“E chamou Deus a Adão e disse: Onde estás?
“E ele disse: Ouvi a tua voz, tive medo
porque estava nu e me escondi” Gen.3:10
Talvez uma das passagens que mais retrate
o homem é esta, o primeiro homem já não soube lidar com o medo e se escondeu.
Onde está? Aonde o homem vai quando está
com medo, ele foge da situação, dá evasiva, evita o comentário, finge que não é
importante, ele vai parar em algum lugar, porque ele não está nele mesmo,
centrado.
Ele pode se irar, como já vimos para
disfarçar e mostrar que é forte, esconder o medo.
Existem os que paralisam, simplesmente
param na vida, se retraem, dão voltas, inventam desculpas para não terem que se
movimentar, afinal não vai adiantar nada mesmo, é sempre assim, não adianta é o
destino e o que é pior dizem alguns que é a vontade de Deus. Deus não quer
ninguém paralisado, mas que aja.
Porque estava nu, ou seja, me senti sem
proteção, criticado, humilhado (se quer acabar com um homem é humilhá-lo),
exposto sua fraqueza, se sentiu rejeitado. Tudo isto gera no homem muito medo e
aí se inventou mil mecanismos de defesa para lidar com este medo e para o homem
sempre a melhor defesa é o ataque.
Às vezes a simples insistência da mulher
em falar, falar, apontar, o homem já se sente sitiado e quer o socorro.
Não é permitido ao homem na sociedade
dizer que tem medo, aliás, é por aí que começam as piores e perigosas brincadeiras
de moleques e adolescentes, só para provar para o outro ou para o grupo que não
se tem medo.
Que fardo pesado, é impossível não se
sentir medo neste mundo, principalmente nesta época, então o admita e leve a
Jesus o seu medo. Super homem não existe, é o medo que nos dá o limite
necessário, faz parte da humanidade, desde Adão. O problema não é sentir medo,
mas o que fazer com ele.
Primeira coisa assuma o sentimento, estou
com medo e o que eu posso fazer com ele, isto vai evitar o pânico, que é quando
o medo toma conta e assume o controle.
Enfrentá-lo se for possível, com o poder
de Deus.
Recuar se preciso para não correr risco
desnecessário.
Aguardar, planejar uma forma de vencê-lo
ou eliminá-lo.
Muitas vezes o medo vem de situações da
infância ou da adolescência, quando se faz necessário descobrir o que houve
para poder superá-lo.
A
grande solução é dada por Deus, ele sabe que o homem tem medo, mas acredita
nele e vai ajudar se este confiar.
Isto está claro na história de Gideão.
Gideão estava escondido, malhando trigo no
largar, porque havia o perigo do ataque dos midianitas, Gideão estava com medo
e o anjo do Senhor aparece a ele e diz que ele era um varão valente Juízes
6:12, ao que Gideão começa a reclamar, iniciando um “Aí meu Senhor, se o
Senhor é conosco. Porque tudo isto nos aconteceu”?
Novamente o anjo do Senhor, em vez de se
justificar ou menosprezar Gideão, ali escondido, reclamando diz no verso 14 “-
Vai nesta tua força e livra a Israel porventura não te enviei Eu”.
Gideão deve ter pensado, acho que ele não
entendeu, eu estou com medo, escondido e ele me mandam ir, enfrentar o medo e
se justifica.
Verso 15 “Aí, meu Senhor, com que livrarei
Israel? Eis que a minha casa é a mais pobre de Manasses e eu o menor da casa de
meu pai?”.
Como vou sair do meu medo, como vou
enfrentar, eu sou o menor dos menores, me deixa continuar escondido no meu
canto, mas o anjo lhe dá uma certeza.
Verso 16 “Porquanto Eu hei de ser contigo,
tu ferirás aos midianitas como a um só homem”. Quem sabe a história sabe que
Gideão, relutou, pediu provas, mas foi e venceu.
Cada um tem o seu midianita, às vezes
somos nós mesmos, mas Jesus nos dá a certeza de vencer e não mais fugir, se
esconder, e sim assumir o seu medo e vencer porque ter medo não faz de nenhum
homem menos homem, mas mostra sim a direção para superação e vitória.
Isto é ser homem ter a coragem de se ver,
assumir o seu sentimento e buscar ajuda para crescer.
Cabem às mulheres agirem como o anjo,
incentivando, acreditando, dizendo eu estou com você, não acabando com o que já
está em baixa.
A Validação Masculina é um dos aspectos
mais importantes para entendê-los. O menino espera do seu pai o elogio, aceitação,
incentivo. Precisa ouvir você é bom e dará certo na vida, esta é a grande
benção paterna, eu acredito em você.
Acontece que a grande maioria dos pais não
deu isso aos seus filhos e eles saem pela vida tentando provar que são bons,
são homens, através de atos corajosos e até insanos as vezes, através do
trabalho, querem ouvir e sentir isso da esposa. Isto porque devem ter ouvido
dos pais, você não presta para nada, menino burro, não vai ser ninguém na vida
e assim foi, infelizmente, ou então sentia uma rejeição paterna, não aceitação.
Deus validou Jesus no início da sua obra,
quando disse: Este é meu filho amado que me dá muito prazer. Mat 3:17
CAVALEIRO SOLITÁRIO
“Não é bom que o homem esteja só” Gen
2:18
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” Gen 2:24
Deus sempre soube que não era bom que o homem
estivesse só e ainda hoje não quer.
O só hoje em dia é muitas vezes estar só
sobre o mesmo teto, estar sozinho ao lado da esposa.
A mulher por sua natureza, tem necessidade
de falar, se emocionar, se não tem isto com o marido, vai procurar ter com a filha,
com a mãe, com a amiga e assim vai, o homem se fecha em si mesmo, se tornando
um cavaleiro solitário a guerrear com os seus moinhos de vento internos.
Poderia se dizer é simples, é só falar, se
abrir, mas isto para a maioria dos homens é muito difícil, principalmente que
como vimos ele vai se sentir vulnerável ou fracassado e vai continuar na ostra
elaborando perolas preciosas que jamais serão vistas.
O homem tem mais dificuldade de ter
relacionamentos íntimos, muitos nem sabem como, para isso é preciso uma coisa.
A NECESSIDADE DE UM CASTELO
O lar para o homem tem que ser o seu
castelo, não onde ele vive feliz para sempre, mas onde descansa das batalhas.
Não é fácil para o homem sair todo dia,
batalhar com o suor do seu rosto, enfrentar o leão do dinheiro, o dragão da
competição e vencer. Para isso precisa de força que vem de Jesus como vimos,
mas também é necessário um local para o seu reabastecimento.
Quando ele está retornado ao lar, espera
encontrar aquela que o ama muito, bela (arrumada), aquela que não é sua
inimiga, mas que cuida dele e quer o seu bem.
Ao chegar o recebe com um beijo, e
pergunta como foi o seu dia e compreende e lhe dá ânimo, se a esposa procede
assim ele depois vai perguntar como foi o dia dela e ouvi-la com atenção, pois
mostrou interesse por ele, ele é importante, é bom saber como ela vai e a
esposa por sua vez ao ouvir o marido vai ver que ele também tem problemas e vai
falar dos seus com mais lucidez.
Os filhos se alegram com a chegada do pai
e não tem medo como alguns.
Ele sabe que no seu castelo ele pode tirar
sua armadura e ser ele simplesmente. Não tem que usar sua espada, pois não será
atacado, nem o escudo para se defender de tantas acusações e cobranças e assim
no outro dia ele vai se sentir revigorado para sair novamente e principalmente
vai ter mais força para lutar, defender e suprir o seu castelo porque o ama
muito.
Bonito. Podemos não ter lares assim, mas
podemos caminhar nesta direção com a ajuda do Espírito Santo, sob a orientação
de Jesus.
É uma questão de escolha, porque imagine
este cavaleiro vendo a hora de ter que ir para o castelo e o mundo lá fora
apesar de ruim é melhor que a sua casa. Vai fazer hora extra, ficar com os amigos
no bar, atrasar, inventar outras atividades porque sabe que ao chegar sua esposa
nem vai notar sua presença.
A esposa pode também derramar as
reclamações, lamentos e cobranças que ele nem vai ouvir, porque imediatamente
vai se colocar na defensiva e continuar com a armadura, segurando o escudo.
Não encontra um lugar calmo para descansar,
ou comida para comer, começa a achar que o inimigo está dentro do castelo e
pega sua espada e parte para o ataque. Dorme e no outro dia acha ótimo sair do
castelo, ficar longe da esposa que ainda fica cobrando carinho e atenção.
Mulheres: só se conquista o amor dos
homens ouvindo-os, valorizando-os com carinho e atenção e principalmente
acreditando que ele é o seu herói para que não saiam por este mundo com
cavaleiros solitários sem ter em quem confiar, sedentos de amor e famintos de
compreensão.
Aqui é importante parar para pensar que
hoje a maioria das mulheres trabalha fora, mesmo assim é necessário se ter
consciência que o seu lar deve ser um castelo de refúgio e segurança para os
dois e para os filhos também. Um lugar que o homem consiga quietude, a mulher
possa descansar e os filhos se sintam acolhidos.
10 - Uma Só Carne
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua
mãe e apegar-se-á sua mulher e serão ambos uma só carne.” Gen 2:24
Todos têm um vínculo de carne com a mãe,
ela nos gerou dentro dela e vínculo de carne com o pai ele também forneceu
material genético para que fossemos formados, por isto a ligação tão forte
entre pais e filhos.
Quando homem e mulher crescem, atingem a
idade em que estão maduros para romperem esta ligação, deixam o pai e a mãe
para constituírem uma relação de carne entre homem e mulher, tornando-se um.
A relação de carne é a relação sexual, e
na Bíblia o casamento é o próprio ato sexual, é a partir do momento em que ele
se dá, que se considera casados, portanto, uma relação criada e abençoada por
Deus.
Quem são estes dois seres diferentes que
formaram uma unidade.
O homem criado por Deus antes do pecado,
era gentil, carinhoso, sensível, que ia devagar, apreciando cada passo do caminho,
antes da chegada.
Mas o pecado veio, e com ele a dor (com
dor comeras todos os dias), os espinhos, o suor, o cansaço, a tensão de manter
o lar e a necessidade de mostrar que é homem o tempo todo, onde o simples fato
de ser, já não basta, é necessário fazer para provar.
Um homem que entendeu que o domínio,
queria dizer opressão, servidão, superioridade em relação à mulher, alguém que
fora criada para apenas satisfazer suas necessidades.
Um homem que não entendeu que domínio quer
dizer responsabilidade, cuidado e respeito.
Como consequência do pecado este homem
quando vem para uma relação sexual, vem como apenas um território a ser
conquistado, como mais uma marca que ele deixa, dizendo que é propriedade sua.
Com a sensibilidade diminuída pelas lutas
da vida e onde homem que é homem não chora, não sente, que tem só que alcançar
o seu objetivo e portanto, o necessário passa a ser apenas as caricias, que
preparam para o ato, que é seu objetivo e não o carinho, demonstração de
sentimento.
Este homem perdeu a capacidade de curtir o
caminho, só quer chegar rápido ao topo, para dizer que é capaz. Tem medo de se
demorar no caminho e ser incapaz de prosseguir e se sentir um fracassado, sua
fêmea jamais o perdoará, é o que ele pensa, mas é ele que não se perdoaria, em
uma sociedade em que se tem que provar que é homem o tempo todo, quanto antes
gozar melhor, missão cumprida. Por isto talvez um grande problema dos homens
atualmente seja a ejaculação precoce, ele começa o caminho e já chega no topo.
O problema de se chegar rápido ao topo é
que não se vê o caminho, passa-se por ele, pisa e nada enxerga das coisas e
prazeres que este caminho tem a oferecer.
Deus criou um homem que se encantava com o
caminho, mais que com a chegada, pena que o homem ficou prisioneiro da chegada.
Talvez porque o homem não confie mais no
seu corpo, no seu pênis, naquilo que acontece naturalmente é só deixar, tem
medo de não ser potente, de não ter um corpo viril, bonito, acredita, como só
vê a chegada, que o tamanho do pênis é que vai determinar a potência, como se
ele funcionasse independente do resto do corpo e que a simples ejaculação
mostra que ele é capaz, não importa se não sentiu com o resto do corpo, ou a
mulher não se satisfez, o problema está nela, o seu pênis é potente.
A mulher sentindo como o homem a tratava,
só pode ter a sua autoestima lá embaixo, onde qualquer diferença sua do padrão
corporal pregado, se sente rebaixada, feia, não digna de ser desejada e
querida.
É muito importante então que como filhas
do Rei, portanto princesas, se cuidem, se arrumem e se valorizem.
Agora principalmente gostem do seu corpo,
se a mulher não gosta do seu corpo, como ela vai querer que o homem goste de
uma coisa que ela mesmo menospreza.
Cuide do seu corpo, lembre é templo do
Espírito Santo, mas de maneira nenhuma, em momento algum o compare com a diva
do sexo, uma modelo ou até com a vizinha. Você é você e isto é o que a torna
mais bela, se todas fossem iguais, perderia a beleza, a graça e é isto que a
mídia quer, tornar todas iguais. Não acredite nela, acredite em quem fez o seu
corpo, no seu criador, Jesus e Ele a acha maravilhosa, com certeza.
A mulher tem que gostar de si e mostrar o
seu corpo, a sua graça, o seu encanto ao seu marido, isto é sedução. Não fique
com vergonha, mostre o que você é, e o que você tem de bom, o seu marido vai
gostar também, vá para cama como a mais linda das mulheres.
Tem mulheres que vão para cama agradecendo
o favor do marido, por se sentirem feias, gordas ou magras. O sexo começa na
mente, é lá que você deve acreditar que o seu marido vai sentir o que você passar
para ele.
Comece se cuidando, erga o olhar, olhe nos
olhos dele, não tenha medo nem vergonha, fique ereta, abra os ombros, levante
os seios, isto é ser sexy.
Os cinco sentidos são necessários no sexo.
Primeiro o homem é levado pela visão seja atraente (faça-se bonita), eles são
levados pelo odor, perfume-se e não esqueça do paladar, como já dizia a avó
peguei-o pelo estomago, ainda funciona, faça uma comidinha especial.
Depois de tudo isto as mulheres ouvirão o
que gostam e serão tocadas como esperam. Aqui vale lembrar novamente que o
homem não adivinha, é necessário falar o que se gosta, bem como o que não se
gosta.
Muitas mulheres, assim como alguns homens
acham que cabe aos homens se encarregar de tudo, a mulher se deita e fica
esperando, se as mulheres gostam de companheiros sensíveis, carinhosos,
românticos, é claro que os homens também querem o mesmo, portanto mulheres
aprendam a fazer o mesmo e a levantar o ego de seus homens, valorizando-os
sempre.
Ao mesmo tempo não exija muito de você mesma,
ninguém é perfeita ou perfeito e não se está bem todos os dias.
A Bíblia nos dá estas orientações de duas
coisas, primeiro, ser bonita é um estado do ser “O coração alegre aformoseia o
rosto” Prov 15:13 e “Como imaginou na sua alma, assim é” Prov 23:7.
Em Rute 3:3 e 4, Noemi ensina à
Rute o que é sedução, ela diz: “Lava-te, unge-te e veste teus vestidos ... e
então quando ele se deitar, entra, descobre-lhe os pés e te deitaras”. Trazendo
para o nosso tempo é toma um banho, se perfuma, põe uma roupa bonita e tome uma
atitude.
Nesta história, Boaz ainda não podia ter
relação com ela naquele momento e ele foi um cavalheiro, um homem realmente, ao
se segurar antes de saber se seria seu marido, cuida dela, dando-lhe cevada e
ainda se preocupa com a sua reputação.
Ao contar a história para Noemi, esta lhe
diz: “Aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” verso 18,
ou seja ele foi seduzido e vai fazer de tudo para ficar com você ainda hoje.
O ato sexual criado por Deus é bom, e Ele
deseja que seja bom para os casais, em Prov 5:18 e 19 temos “Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como serva
amorosa e gazela graciosa, saciem-te os teus seios em todo o tempo e pelo seu
amor sê atraído perpetuamente”.
Jesus quer que tenhamos uma boa relação
sexual, ele vê o ato, seus anjos não se retiram do quarto, e Ele está disposto
a nos ajudar neste aspecto do casamento também, porque ele quer famílias
felizes, portanto se tiver problema Ore, antes, durante ou depois.
O ato sexual tem quatro momentos – desejo,
excitação, orgasmo, resolução. Apesar de serem estas as etapas cada casal a faz
de um jeito, de acordo com o seu momento e até pode variar de acordo com a faze
da vida em que estão vivendo.
DESEJO – “O seu falar é suave, ele é totalmente
desejável” Cant. 5:16
O desejo é intelectual, ou seja, ele se dá
mentalmente, no pensamento da pessoa.
Por isto é que se diz que a relação começa
de manhã, já começa o clima.
Pensar durante o dia, imaginar o
companheiro, por isto é bom de repente dar um telefonema, uma insinuação.
Quando se diz que não se tem desejo é
porque não se pensa a respeito por algum motivo, ou por sentimentos que o
impedem, não se tem o hábito de pensar ou até falta de tempo nesta vida
corrida.
É necessário se pensar e se organizar para
isto, criar uma rotina que não é de toda má, pois que organiza a vida. A rotina
sexual é separar um tempo para se estar junto, fazer disto um hábito e prioridade.
Agora dentro desta rotina pode-se variar uma forma de jantar, uma caminhada
namorando antes etc.
Porque se deixar para ver o que acontece,
vão para a relação no fim do dia, já cansados, onde a sexualidade é a última
coisa do dia.
Às vezes mesmo que se durante o dia, se
pense, à noite já se está acabado, é necessário se preparar para isto.
EXCITAÇÃO - “Beije-me ele com os beijos da sua
boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho “ Cant 1:2 .
“Desvia de mim os teus olhos, porque eles
me perturbam” Cant 6:5.
O homem se excita com a visão e o olfato,
já a mulher com a audição e o tato.
A mulher quando se arruma, toma um banho,
se perfuma, o homem pensa: Ela se arrumou para mim.
Já o homem precisa fazer elogio, a mulher
se sente valorizada. Quando o homem não elogia a mulher, ela começa a descer a
qualidade de tudo, porque já que ele não vê mesmo, qualquer coisa serve.
Existem variações do apetite sexual, por
vários motivos, desde stress, trabalho, preocupação, climatério, doença e até
pela pílula anticoncepcional incorreta, por isto a necessidade de um
acompanhamento médico.
Pode-se ocorrer de um não querer, aí é
necessário se respeitar ou como ouvi certa vez uma mulher dizer: Se ele for
convincente (nas caricias e carinho) pode-se mudar de ideia. O importante é se
conhecer os pontos de excitação do outro, conhecer o seu corpo e o do outro,
por isto que o ato sexual tende a melhorar a qualidade com o tempo, porque se
vai conhecendo o outro e a si mesmo. Procure fazer de cada ato uma descoberta.
ORGASMO –
“Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada...
Ah se viesse o meu amado para o seu jardim e comesse os seus frutos excelentes”
Cant 4:12 e 16
Quando se vai para uma relação sexual, é
bom saber que vão 6 para a cama. É porque a mulher leva com ela introjetado o
modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo de homem do seu pai, o homem
no caso o companheiro leva o modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo
de homem que seu pai foi, além de todos os valores culturais da sociedade em
que vive, logo um ato sexual, um ato natural, já não é tão natural assim, por
isto as complicações que surgem.
O orgasmo pode ser um furacão ou uma
brisa, dependendo do momento do casal os dois tipos serão satisfatórios.
Porque orgasmo pode ser definido desde um
simples gozo clitoriano, uma contração vaginal intensa para a mulher ou simples
ejaculação para o homem.
Wilheilm Reich, entretanto define orgasmo
como algo mais, ele é total e intenso, se sente com o corpo todo, como uma
onda, com movimentos involuntários, podendo se perder a consciência por alguns segundos.
O importante não é querer chegar a uma definição de algum estudioso do assunto,
mas chegar ao seu orgasmo.
Não usar a referência da sexualidade dos
outros, mas montar a sua sexualidade dentro dos seus limites.
Também não é ir para o ato sexual querendo
que o outro lhe dê prazer, mas não sabe como, é preciso olhar para o outro, o
que ele quer dizer com isto (movimentos, gemidos, palavras). Muitas vezes a
mulher não sabe como, deixa a responsabilidade para o homem, ele não sabe, vai
tateando, se ela não dá a dica vai logo para a penetração que é o que ele sabe
fazer. O Homem Não Adivinha Pensamentos!
É necessário se falar, com jeito,
sussurrando ou com humor, que é o grande jeito de se falar verdades sem se magoar
o outro, isto serve não só para a cama, mas para o casamento todo.
No falar a mulher deve tomar o cuidado,
não dá para esperar que o homem fique falando ou respondendo, porque como foi visto
ele é mais focado, digamos que o homem se tiver que ficar falando ele desfoca,
portanto, não gosta disto, já a mulher com os seus sentidos ligados, é preciso
compreender porque qualquer barulho ou movimento atrapalha; principalmente se
vierem dos filhos. A mulher precisa de privacidade total para se concentrar no
ato.
Agora o grande orgasmo é o que está no
versículo citado, a palavra amado e amada, se ambos se sentirem amados e
amando, o ato sexual virá naturalmente com toda a força, já que é nele que o
ser humano experimenta a sensação total do que é uma entrega, e é por isto que
Deus a compara entre a relação de Cristo e a Igreja, quando existiu a entrega
total, por este motivo que o inimigo de Deus tem tanto desejo de deturpá-lo,
para que o ser humano não aprenda a se entregar, principalmente à Cristo, pois
a entrega é amor, é no ato sexual que amamos o próximo como a nós mesmos e aprenderemos a amar Deus sobre todas as
coisas.
Na verdade, no orgasmo existe a grande
questão para a mulher, eu quero realmente deixar ele entrar, entrar mesmo
dentro de mim, ou magoas, medos, raiva impedem que isto aconteça, que eu o
receba não só na vagina, mas no coração.
Para o homem, ele quer realmente entrar na
mulher, conhecer ela, sua beleza, ou apenas satisfazer seu desejo de território
e descarga de tensão.
Os dois querem realmente serem uma só
carne ou apenas sentir um prazer egoísta, desprovido do coração.
RESOLUÇAO – “Eis que é gentil e agradável, ó amado
meu; o nosso leito é viçoso” Cant 1:16
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão,
mas um só quem aquentará?” Ecles 4:11
A resolução é um momento de intensa
intimidade, e é muito importante em um casamento. É um momento onde é possível
a comunicação sexual mais aberta. O momento de fazer o que as mulheres gostam
tanto, discutir a relação, porque o marido estará mais apto a ouvir. As
mulheres geralmente fazem o contrário, querem discutir a relação antes da
relação, sexual no caso, resolver os nós antes do ato, nada mais brochante,
nenhum homem quer fazer isto neste momento, geralmente não querem em momento
algum, mas nesta hora nem pensar, portanto deixem para depois, com ele calmo e
relaxado.
O
calmo e relaxado, principalmente se for tarde da noite, também gera o sono e
não dá para reclamar se ele dormir, afinal gastou muita energia. Se quiser
conversar depois do ato, ache um horário melhor para se ter a relação sexual.
Mas ache não só o momento melhor para se
ter a relação, mas o melhor momento para tudo no casamento, que como disse
Salomão, há tempo para tudo.
Se a sua relação sexual não é aquela coisa
que você imagina, caminhe para lá, mas sem ansiedade, há momento para tudo
debaixo do sol.
Todo casamento também tem
diversos momentos, altos e baixos, é preciso aprender com eles, mas sempre
caminhar em frente, crendo no casamento como instituição criada por Deus. É
principalmente dentro dele que Deus nos prepara para sermos cidadão do céu, é a
nossa grande escola e creia se ele não vai bem, Jesus te ajudará, entregue o
casamento cada dia à Ele e se lembre sempre: Ora que melhOra.
Agora na verdade a síntese do que deveria
ser a questão sexual pode estar em Gen 1:27, “E criou Deus o homem a sua
imagem, a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou... e Deus os abençoou
e disse: Frutificai, multiplicai...””
Deus criou a sua imagem macho e fêmea,
abençoou e disse frutificai, ou seja, numa relação sexual entre macho e fêmea.
O que é ser macho e fêmea a imagem de
Deus?
E serão uma só carne, quando? No momento
do frutificai, momento tão completo e pleno que pode até gerar um novo ser.
Macho e fêmea se tornam um. Um corpo
penetra no outro de tal forma que se torna um, e esse momento deve proporcionar
um ápice de emoção e sensação, só conseguido se houver amor.
Essa é a imagem de Deus do macho e fêmea,
o amor que une.
O amor do macho pela fêmea é tanto que
quer penetrá-la, senti-la ao máximo quem ela é, num misto de admiração e
carinho, sentir a sua suavidade.
Assim como a fêmea quer ser penetrada pelo
seu macho para sentir o seu calor, amor, força, quem ele é.
Ser macho a imagem de Deus é penetrar com
cuidado e devagar. Com respeito de estar adentrando no templo sagrado de um
corpo feito por Deus e onde Ele habita.
É ir conhecendo extasiado o corpo inteiro,
mas principalmente a recamara da alma feminina, levando no seu pênis, não a espada,
como tantos fazem, com a vitória de um território conquistado, mas levar sua vida
e energia pulsante que irá acender a tocha da fêmea, explodindo a mulher,
exalado por todos os poros.
Um pênis aceso de amor é capaz de acender e
ascender uma vagina, mesmo que ela esteja até fria e escondida.
Assim como uma vagina pulsante de amor é capaz
de atrair um pênis inseguro e fazer um pênis frio, conhecer o amor e a luz.
Pênis e vagina se encaixam para desfrutar
do amor pleno que o Criador queria que conhecessem.
11- PARE, OLHE, ESCUTE
Parar, pensar no nosso casamento, enxergar
realmente quem dorme ao meu lado e vive comigo, quais suas necessidades, quais são
seus sonhos e frustrações?
Como ele me vê?
Para isso é preciso parar para ouvir,
mesmo que doa ou eu não goste, mas é o caminho para melhorar, o caminho do
amor.
É difícil, parece impossível. Cristo está
aqui para ajudar e guiar.
Leve seu casamento à Ele.
Para Cristo o casamento é tão importante
porque Ele que criou e começou os seus milagres em um casamento, a fim de
mostrar que o começo do milagre, das mudanças começa no casal, na família.
Não havia mais vinho. Jesus então manda
encherem talhas de água e transforma em um excelente vinho. João 2.1-11
É assim chegamos para Cristo e dizemos: não
tem mais amor, não tem mais compreensão, não tem mais carinho, não tem mais
admiração, não tem mais alegria e Cristo diz coloque todas estas coisas aqui e
Eu vou transformar seu casamento no que Eu quero que você viva. Basta ver,
querer mudar, me entregar, então escute a minha vontade e a faça com o meu poder,
através do Espírito Santo.
Cristo quer que o seu lar, a sua família,
reflitam o seu reino ao mundo.
Sobre os autores:
Augusto Maia é Psicólogo, Terapeuta de Casais,
Palestrante para Famílias e Casais
Escreveu 2 livros sendo um Relacionamento
Familiar editado pela CPB.
Marli Cres é Enfermeira de Saude da Família,
Mestre em Promoção da Saude, Palestrante sobre Saude/Vitalidade e Palestras
sobre Mulher/ Homem.
Escreveu 5 Ebooks que podem ser encontrados
na livrariaraiz.com.
Casados há 39 anos. Tem dois filhos, Jabs e
Jemima.
Ministraram inúmeros Encontros de Casais por
todo Brasil.
Contato - marlicres@gmail.com
Família – Criação de Deus
O bebê quando está no útero, está
protegido, com temperatura ideal, alimento e aconchego, mas precisa perder tudo
isto para poder nascer. Depois que nasce A Bíblia começa com uma grande criação
de Deus, que foi a criação da Terra enquanto planeta com vida e como essa vida
foi brotando neste planeta ao longo de seis dias, com quatro referencias de que
“isso era bom”. (Gen 1)
No sexto dia, o ápice da sua criação, foi
“macho e fêmea os criou” e Deus os abençoou dizendo: “Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”, ou seja, macho, fêmea e filhos,
e no versículo três diz “e viu Deus tudo que tinha sido feito e que era muito
bom”. A criação da família era muito boa, era formada de seres humanos dotados
de livre arbítrio, inteligência e sentimento, portanto quem transformaria a criação
da família por Deus, em realidade.
O que havia sido criado, estava
caminhando, acontecendo e sendo discutido todo dia, na virada do dia, com as
devidas instruções, impressões, assimilada.
Porém, havia um inimigo da criação, que
queria não destruir à princípio, pois ao deturpar, desfigurar, para que não
fosse muito bom, acreditou este inimigo que ela se autodestruiria, mostrando
assim a ineficiência e injustiça de Deus. Então em um belo dia, aconteceu de
Eva se afastar um pouquinho do marido e decidir algo importante sozinha,
contrariando um dos princípios básicos do projeto que era: “Portanto deixará o
varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á a sua mulher e serão ambos uma só carne,”
decidindo juntos o seu presente e o seu futuro. Gen 2:24
O fato é que a mulher começa a dialogar
com algo que tinha uma bela aparência, uma serpente bonita que falava e que lhe
oferece “uma árvore que era boa para se
comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento” (Gen 3:6), esta então, fascinada, toma o fruto, come e também dá ao seu
marido, e o marido que ainda estava na criação original por amor a ela, aceita comer.
É neste momento que o projeto original começa o seu longo caminho de
desfiguração, por que logo em seguida, quando Deus fala com Adão, “Você comeu da árvore que ordenei que não
comesse?” (Gen 3:11) Adão não
assumiu a sua ação, mas põe a culpa na mulher, “A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi” (Gen 3:12) ou seja eu não tenho culpa
pelo que faço, é essa esposa que me atrapalha, que faz com que eu vá pelo
caminho errado, essa mulher que o Senhor arrumou para mim é a culpada. Não se
assume como responsável daquele lar.
Por sua vez a mulher não assume o que fez,
mas põe a culpa na serpente, a mulher era uma vítima de quem tinha oferecido
para ela o fruto: “ela me enganou e eu
comi” (Gen 3:13), começando
assim o vitimismo, não assumindo a responsabilidade de uma ação tomada sozinha,
autossuficiente, tendo um resultado extremamente negativo.
Foi assim que uma criação “que era muito boa” mudou. Deus sabia no
que poderia se tornar e então diz o que iria acontecer.
Para a mulher, ter um filho do homem que a
maltratava, que lhe causava raiva, que a magoava, que não a amava, tornava o
parto muito dolorido e ainda, esse macho que Deus criou, vai se tornar um
machista e “ele te dominará”.
Viver de uma terra que iria começar a
degenerar e produzir cardos, espinhos e bestas feras, cuidar da família ficaria
muito mais difícil, dolorido, iria necessitar de muito suor do seu rosto e esse
homem que à princípio amava tanto a mulher a ponto de morrer por ela comendo o
fruto no projeto original, agora teria que carregar o fardo de manter a família
e em vez de ver a mulher como sua companheira ajudadora iria ver a mulher como
culpada de tamanho sacrifício.
Ele cuidaria da família, que eram sua mulher
e filhos, porém com um amor muito longe do original, amaria, mas isto iria
requerer uma abnegação, esforço, um trabalho muito grande para esse homem que
agora tinha perdido a sua força (a glória de Deus). Um homem que agora tinha
medo e se escondia, e que para ter uma simples veste, teria que matar animais e
costurar suas peles.
Na criação original, o homem que tinha
como moradia o paraíso, na criação que foi deturpada, teve que ser expulso do
paraíso e lavrar a Terra, da qual foi formado.
Apesar de ser a primeira família, já teve
em seu seio uma tragédia de um irmão matar o outro. Não havia mais instrutor toda
tardinha para ensinar como criar os filhos, teriam que aprender na vida, teriam
que aprender como se relacionar se relacionando e conseqüentemente, cometendo
muitos erros.
1-
Casamento, é preciso acreditar nessa idéia
Apesar da família ser uma criação de Deus
e essa criação ter sido deturpada, Deus ainda é autor da idéia e tem oferecido
àqueles que querem, a restauração progressiva da família, o mais próximo
possível do original.
Ele não vem mais, infelizmente, sempre na
viração do dia para nos orientar, mas nos deu a Bíblia como seu manual, a
oração como comunicação, e Jesus está sempre online para nos socorrer,
orientar, ouvir e resolver.
Deus sempre insistiu na sua criação, e
quando a corrupção do gênero humano estava aumentado, como está em Gen 6:5, “em que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração (do homem) era má continuamente”, Deus se arrepende
de ter criado o homem, “e pesou-lhe em
seu coração” (Gen 6:6) ver as
famílias sofrendo tanto, resolve então destruir a terra com um dilúvio e
começar de novo, não com um homem ou algumas pessoas, mas com uma família, a
família de Noé. Uma família seria responsável pela segunda chance da terra.
Só que em vez dessas famílias descendentes
de Noé colocarem a sua fé em Deus, resolveram confiar em uma torre, e Deus
novamente teve que intervir, confundindo a linguagem entre eles, o que gerou as
grandes famílias, que são os povos. Foi em um desses povos que Deus encontrou
uma familia que acreditava Nele e seguia suas orientações, o que possibilitava,
abria o canal para derramar suas benções sobre ela, a família de Abraão.
Família de Abraão
Deus chama a familia de Abraão e diz que
os abençoaria (Gen 12:3) e que lhes
daria um lar, Abraão então sai da sua terra e da sua parentela e vai para o seu
lar, Canaã.
A familia de Abraão era abençoada por
Deus, mas isto não quer dizer que eles não tinham problemas. Diz Gen 12:10, que houve fome naquela
terra, houve problemas financeiros graves e eles tiveram que se mudar e isto
gerou uma crise na familia.
Quando chegaram no Egito, Abraão chega
para Sara e diz:
“Ora
bem sei que és mulher formosa a vista” (Gen 12:11). Até aí, Sara deve ter ficado feliz com a declaração de
Abraão, porém na segunda parte é que ele, marido revela sua intenção, “será que
quando os egípcios te virem, me matarão e te guardarão com vida. Diz, te peço
que é minha irmã, para que viva minha alma por tua causa”. Gen 12:13
Nesta hora de crise, Sara deixa de ser
esposa para ser irmã. O marido é responsável pela esposa, tem que cuidar dela,
mas não pela irmã e na Bíblia na linguagem de hoje ainda diz que me tratarão
bem por tua causa, ou seja, ainda queria usufruir da mentira.
O que Sara poderia responder, o marido
machista decidiu por ela e ainda coloca a situação de um jeito que, se ele
morresse iria ser por causa dela, porque ela era bonita, ao que Sara então
concorda com a mentira frente a chantagem emocional.
Como se sente uma esposa num momento
desses? Diz tenha fé Abraão, Deus vai cuidar de nós. Se disse Abraão não ouviu,
ele estava com medo, se sentindo ameaçado, então usa a esposa como escudo, põe
ela na frente, a deixa exposta, tanto que ela foi parar na casa de Faraó e este
trata muito bem a Abraão, dá muitos presentes à ele por amor à Sara. Gen12:16
Abraão pensa só nele e a esposa que se
virasse lá no palácio de Faraó. Como Sara deve ter ficado magoada, se sentindo
não amada, o seu herói em vez de enfrentar os inimigos, a entrega a eles para
se proteger.
Mas Deus amava essa familia com problemas
e intervem salvando Sara do palácio de Faraó. Abraão volta então a sua terra,
inclusive com mais riquezas. Apesar do erro Deus ainda os amava e os ajudou a
passar por toda aquela crise.
Bom depois desta crise viveram felizes
para sempre, sabemos que não, houve outras, mas poderíamos pensar esta ele
aprendeu, não, as famílias podem passar pelos mesmos problemas e levar tempo
para aprender. Em Gen 20:1-2 diz que
Abraão foi peregrinar em Gerar e novamente disse que Sara era sua irmã e o rei
Abimeleque a tomou e a levou para seu palácio. Sara deve ter pensado de novo
não, será que Abraão não aprendeu a confiar em Deus totalmente, mas não houve
jeito, teve que obedecer. Novamente Deus que amava muito esta família, vem em
sonho falar com Abimeleque para que restituísse Sara ao seu marido para não
acontecer nada a ele, nem a seu reino.
Abimeleque então, pega a Ficol como
testemunha e vai pensando como ele iria chegar a Abraão, que Deus havia dito
que era profeta, (Gen 20:7) um servo
de Deus e falar sobre a besteira que ele estava fazendo.
Primeiro ele chega com um elogio sincero,
“Deus é contigo em tudo que fazes, ou
seja, eu sei que Deus está com você, que você segue a Deus, mas agora me jura
que não mentirás mais a mim, a meu filho, nem a meu neto, pela bondade que te
fiz, farás a mim e Abraão jurou. Gen 21:23
Abimeleque falou você é um seguidor de
Deus, Deus está com você, mas você aqui está pisando na bola, por favor não me
faça mais isto, nem a mim, nem a meu filho, nem a meu neto (minha família).
Abraão deve ter entendido o recado, a
repreensão e então jura que não vai fazer mais isto. Entende finalmente que se
Deus é capaz de mandar uma praga para Faraó e aparecer em sonho para a Abimeleque,
era capaz de cuidar dele e da sua família.
Abraão entendeu, porém o exemplo ficou a
seu filho e Isaque fez a mesma coisa.
2-
Identidade do Casal
E
havia fome na terra... e foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar (Gen. 26:1). Novamente uma crise
econômica e a necessidade de mudança.
Isaque em vez de ver como Deus havia
livrado a Abraão nas crises, segue o exemplo de seu pai, vai para Gerar e diz à
Rebeca como ela era muito bonita, devia dizer que era sua irmã (Gen.26:7) para que porventura os
varões não o matassem por amor a ela. Rebeca obedece ao marido, mas felizmente
não tem o mesmo destino da sua sogra que teve que ir para o palácio, ela
permanece com Isaque.
Como toda a mentira é descoberta, no
versículo oito lemos que o rei Abimeleque olhando por uma janela, vê Isaque que
estava brincando com sua mulher, outras traduções dizem acariciando Rebeca.
Abimeleque então chama a Isaque e diz: ”Que
é isto que nos fizeste?” (Gen 26:8-10) Isaque então, conta a mesma
história de seu pai ao que Abimeleque deve ter pensado: Que família! Toda vez
que vir aqui algum descendente de Abraão, acho que terei que ficar esperto”.
O fato é que as boas coisas passam de
geração a geração, mas os maus costumes também, sempre é tempo de meditar como
queremos que ajam as famílias de nossos filhos e pedir ajuda a Jesus para mudar
os nossos maus hábitos enquanto ainda é tempo.
Voltando a Abimeleque, diz que ele olhou pela
janela e viu que Isaque e Rebeca eram um casal. Havia em seus atos algo que os
identificava como casal, algo bom, carinhoso, porque se fosse briga ou discussão,
e alguém só ver de longe e não ouvir, não identificaria como casal, porque
pode-se brigar ou discutir com qualquer pessoa. O que identifica o casal é a
proximidade, a intimidade.
Experimente ver na igreja ou noutro lugar,
quando estão todos assentados quem se identifica como casal. Quais os casais
que andam juntos? Existem aqueles que um vai lá na frente ou que num ambiente
social dificilmente se vêem os dois juntos, assim como o rei olhou pela janela
e viu que Isaque e Rebeca eram um casal, que Cristo possa olhar pela janela do
céu e ver que você e seu cônjuge formam um casal, andam juntos, de mãos dadas,
abraçados, conversam olhando nos olhos do outro, tem os rostos próximos, isso
indica proximidade, intimidade de um casal.
3-
Autoestima no casamento
Jacó era irmão gêmeo de Esaú, filhos de
Isaque, porém eram gêmeos bivitelinos, aqueles gêmeos bem diferentes um do
outro e diz a Bíblia (Gen 25:27) que
Esaú era um homem de caça e Jacó era simples e habitava em tendas.
Por causa destas características diferentes
diz no versículo 28, que Isaque amava mais a Esaú e Rebeca à Jacó.
Jacó apesar de ser amado por Receba em uma
sociedade machista e patriarcal, não ser amado pelo pai, ou menos amado, era um
trauma, e na sociedade atual ainda seria por que Jacó era homem e o seu modelo
de homem que era Isaque, o rejeitava, logo a sua auto-estima e a sua
auto-imagem de homem estavam comprometidas e quando ele se apaixona por Raquel,
que era muito bonita, logo pensa como ela poderia gostar dele, simples, pacato,
ou seja não era aquele modelo de homem pelo qual as mulheres suspiram; forte,
caçador (agressivo, esportista, seguro) e quando Labão pergunta: O que você
quer ganhar para trabalhar para mim? (Gen
29:15) Jacó pensa, eis a minha chance de impressionar a Raquel, quem sabe
assim ela irá gostar de mim e responde que não queria ganhar nada, por sete
anos o serviria, pela mão de Raquel.
Esta atitude certamente deve ter impressionado
a Raquel, afinal que homem é este capaz de trabalhar sete anos por amor a mim, e
que mulher não iria gostar de ouvir isto, e assim Jacó, que não acreditava que
Raquel era capaz de amá-lo simplesmente por ele, consegue o seu objetivo.
Quantos casamentos não começaram assim em que
um não acreditava que podia ser simplesmente amado pelo que ele era e fez tudo
para impressionar o outro, com coisas materiais, estórias, para conseguir ser
aceito e amado.
Labão era esperto e logo percebeu que Jacó
tinha baixa autoestima e que pessoas com esta característica são facilmente
manipuladas e em vez de dar Raquel, lhe dá Lia sua irmã mais velha na noite do
casamento.
Imagine a decepção de Jacó ao ver que não
era a sua amada Raquel. Podemos pensar neste fato não como uma outra mulher,
mas a mesma. A pessoa se esforça, fez de tudo para conquistar, e acaba se casando,
só que no casamento ele descobre que ainda não era a pessoa amada, ela não o
amava como ele imaginava, sonhava, queria, devido a sua baixa estima.
Labão exige mais sete anos por Raquel,
Jacó aceita, ou seja, não era o que ele queria no casamento, mas ele iria
trabalhar, investir, impressionar para se sentir amado, poderia ser mais sete
anos, dez, vinte, a vida inteira.
Outra pessoa de baixa estima nesta historia
é Lia, numa época que praticamente a única virtude da mulher era ser bonita, não
que isto não aconteça ainda hoje, mas Lia não foi amada, casou-se num casamento
arranjado, seu amado marido amava a outra (essa outra pode ser aquela pessoa
que se amou muito e por algum motivo ou infortúnio não se casa com ela, mas se
carrega a vida inteira e não se dá muitas vezes espaço e oportunidade para que
aquele que de fato está ao nosso lado nos conquiste, ou tentemos amá-lo, e no
intimo ainda de vez em quando nos pegamos pensando; “Se eu tivesse casado com
aquela pessoa como seria diferente”.
Diz a Bíblia (Gen 29:32) “Porque o Senhor atendeu a minha aflição por isso me
amará meu marido”. Lia vivia em aflição, era uma mulher casada e não amada, e
Deus a ouviu e deu filhos. Aqui vemos que Deus sempre está atento as esposas
aflitas, seja qual for sua aflição, Jesus pode lhe conceder o que deseja o seu
coração, que naquela época era ter filhos, apesar de muitas mulheres hoje em
dia ainda pensarem assim, que se tiver um filho seu marido vai amá-la e seu
casamento será diferente, o que nem sempre acontece, porque novamente ela quer
que seu marido ame não a ela, como ela é, mas porque lhe deu um filho.
A história de Raquel também é interessante
quantas mulheres bonitas, ricas e amadas, tem inveja, como Raquel teve da irmã,
mas podia ser da cunhada, da vizinha, da amiga, não estão contentes com o que
tem e querem mais. Chegam para o marido e como Raquel dizem: “Dá-me, senão eu morro”. (Gen 30:1) o que gera no marido a
reação de Jacó. “Então se acendeu a ira
de Jacó contra Raquel” (Gen 30:2)
esta ira é compreensível, pois Jacó a amava, era a preferida, era rica, era
linda, mas não estava contente. Jacó tinha dado tudo, mas Raquel queria mais,
talvez porque Jacó a acostumou assim, a fazer tudo por Raquel, para ser amado,
devido a sua baixa estima.
Como é duro não acreditar que somos dignos
e merecedores de ser amado e fazemos tudo para conseguir este amor e nos
submetemos a tudo no casamento por migalhas de carinho e atenção.
Talvez tenha chegado o momento de vermos
que somos merecedores, porque somos filhos do Rei, portanto príncipes e
princesas. O Rei que nos amou a ponto de morrer por nós e ainda nos ama, está
atento as nossas aflições. Se procurarmos colocar em primeiro lugar a Ele, se
pusermos o seu Reino em primeiro lugar, todas as coisas vos serão acrescentadas.
Mat 6:33
4 - Macho e Fêmea
“E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou o fôlego da vida”. Gen
2:7
Em toda a criação disse Deus: Haja e surgia, tudo foi formado pela sua
palavra, mas na criação do homem, Deus pega o barro com as mãos, molda a sua
imagem, se aproxima, sopra em seu nariz e ele se torna alma vivente.
Isto nos mostra a proximidade e o carinho
com o qual fomos formados e o valor que Deus nos dá. Somos a sua obra de arte e
carregamos dentro de nós o seu espírito.
Na formação da mulher “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem
esteja só, farei uma companheira que com ele esteja”. Gen 2:18
Deus faz cair um pesado sono sobre Adão,
toma uma das suas costelas e forma a mulher.
Adão então faz a primeira declaração de amor para a mulher: “esta é agora osso dos meus ossos, carne da
minha carne.” Gen 2:23
Adão expressou o seu sentimento quando viu
Eva e ela por sua vez ao ver Adão e receber a declaração, a expressão do sentimento
de Adão, amou-o, porque se sentiu amada.
Deus deve ter dito a Adão: Está vendo esta
mulher linda que Eu criei, então Eu criei para você. Adão deve ter ficado muito
feliz, uma mulher linda, a obra prima da criação, pois se Deus criou das coisas
mais simples para as mais complexas e a mulher foi a vítima a ser criada, então
ela é a obra prima.
Mas Deus deve ter continuado: Para que Eu
a criasse você teve de se doar, doar a sua costela. Eu criei a mulher para
você, mas você deve se dar para a mulher, para que ela fique assim sempre
bonita, companheira e esteja bem.
A função do macho, portanto é dar e da
mulher, receber, é assim até fisicamente o homem dá para a mulher, que recebe,
processa por nove meses e devolve.
O homem dá. Dá atenção, carinho, proteção,
a mulher recebendo este amor, cuidado, companheirismo, devolve o mesmo cuidado,
atenção e carinho.
O problema é que como vimos, com o pecado
o homem deixa de ser macho para ser machista e só quer receber, a mulher como não
recebe, também não devolve.
Quando a mulher começa a não cuidar da
comida, da casa e das suas roupas o homem deve começar a pensar realmente no
que está acontecendo com a sua mulher.
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Relação = dar receber devolver
Essa troca é a dinâmica do casamento, caso
haja algum problema em uma das partes, toda a dinâmica fica alterada.
Um homem que não quer dar ou uma mulher
que não quer receber, porque este receber as vezes é de algo ruim, doe, não
presta, não se quer e portanto, quando ela for devolver vai ser da mesma
maneira. Pode também acontecer que haja mulheres que não conseguem receber até
coisas boas, devido a uma baixa estima, medo, desconfiança e outras só querem
dar também pela baixa estima, medo de perder a pessoa amada ou simplesmente
foram ensinadas assim.
O machista precisa voltar a aprender o que
seja ser macho e amar, ser carinhoso expressar seus sentimentos e a mulher a
receber tudo isso, no começo ainda meio desajeitado, porque ele está
aprendendo, porque se a mulher não receber, menosprezar ou ridicularizar, não tenha
dúvida de que o homem voltará a se fechar e aí vai ser muito difícil ele tentar
novamente.
5 - Casal no divã de Deus
Divã é uma espécie de cama onde se deita
quando se vai a um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. Procuramos este tipo de
profissional quando se tem a sensação de que algo está errado e é preciso
mudar.
No divã de Deus é a mesma coisa, a
sensação ou certeza de que algo está errado e se precisa de ajuda para mudar.
Como sentir isto? Primeiro é uma obra do
Espírito Santo, o impressionar nosso coração para que nos vejamos realmente,
que tipo de casal é o nosso:
Existem 3 tipos de casais:
1. Artificial
– Parece que é, mas não é.
É o casal que mostra para os que estão de
fora, que está tudo bem, na frente dos outros não brigam, não discutem, não se
colocam e não se aproximam muito dos outros casais, porque já diziam que de
perto ninguém é normal. Às vezes até eles mesmos acham que está tudo bem, são
os casos mais graves, os casais fariseus que como o fariseu diz a Deus: “Ó Deus graças te dou, por que não somos
como os demais” (Luc 18:11). Dizem aos outros e até um ao outro que tudo
está bem, ficam mostrando, olha como nós somos um casal legal, mas quando ficam
a sós, é que sabem o que vai dentro da alma.
2. O
segundo casal é o casal doente que mostra que não estão bem, que sabe como são
e vão vivendo sobre o mesmo teto assim mesmo.
3. O
terceiro casal é o casal doente em recuperação, ou seja, tem noção da sua
situação, que estão doentes e procuram um médico, uma ajuda.
É o casal publicano “Deus tem misericórdia de mim, pecador” (Luc 18:13)
Este casal é aquele que usa aquela placa:
Estamos em
reforma, desculpe os transtornos, estamos melhorando para melhor servir.
Como saber qual
dos três se está? É tendo a coragem para
se olhar realmente. Se estiver aberto o Espírito Santo mostra.
Alguns exemplos para ajudar a se ver:
· Um
casal em que um é perfeccionista, quer tudo certo (do jeito dele) o outro vai
ser sufocado, porque o perfeccionista não dá oportunidade para ele crescer
porque não permite o erro, portanto vive tenso para não errar, se sente
sufocado.
· O
casal onde um é orgulhoso. Cabe aqui uma explicação que orgulhoso não é aquele
que se sente maior que os outros, ele se coloca assim porque foi muito
humilhado na vida e então com medo se ser humilhado novamente, ele se coloca
por cima. Quando um é orgulhoso, geralmente o outro faz justamente o que não
devia, humilha para mostrar os seus defeitos e aí como mecanismo de defesa,
mais ele se fecha e fica mais orgulhoso.
· O
casal em que um é egoísta, só pensa nele, nas suas coisas, nos seus problemas,
é incapaz de enxergar o outro como ele está. Este para se defender então, deixa
ele no seu mundo e vai se distanciando, ficando indiferente ao companheiro e consequentemente
sozinho também.
· O
casal em que um é muito ciumento (ciumento é uma pessoa insegura, de baixa
estima) o outro por sua vez vai tentar manter seu espaço, sua opinião através
de briga, discussões o que vai gerar mais insegurança.
· O
casal em que um é violento. Essa violência pode não ser física o que necessitaria
de uma intervenção mais urgente. Pode ser violência verbal, ameaças, gritos,
atitudes vingativas em que o outro se sente oprimido, com medo e o medo é o
contrário do amor como está escrito em I
João 4:18 – “No amor não há temor,
antes o perfeito amor lança fora o temor...” O outro não vai amar o opressor, que por sua
vez se sentindo não amado, oprime mais.
Teríamos vários exemplos, exemplo de como
o processo do casamento pode estar doente, basta querer achar os seus
respectivos defeitos.
Muitos não querem ver, porque acham que
não vão saber o que fazer, mas Jesus dá a resposta.
Oséias
14: 1 “Tu, porém converte
ao teu Deus...”
O que é conversão? É estar indo em uma
direção e ver que não é o melhor caminho, o destino não é aquele e é preciso voltar,
pegar outra estrada. A conversão é um momento difícil, quando se entra em
contato com a sua realidade e tem que se mudar, é um momento triste, mas necessário,
como vemos em Joel 2:12, “Agora mesmo diz o Senhor... convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, isso com jejum, e com choro e com pranto” É
uma conversão genuína, aquela que vem do coração e só esta pode gerar mudanças.
Para esta conversão é necessário se ouvir
o terapeuta, o que ele tem a nos mostrar e é necessário falar dos nossos
defeitos e dificuldades.
Na terapia com psicólogo, geralmente é a
mulher que procura, o homem sempre diz que não sabe por que ele está ali ou eu
vim para ajudar, é ela que precisa de ajuda.
O homem não vê que na relação, ele é
responsável, é uma questão de
ação <–> reação. Ele age de determinada
maneira e a mulher reage em cima desta maneira.
Na terapia com Jesus, funciona assim
também. É necessário se aproximar de Jesus e ver que se o outro tem falhas eu também
tenho e preciso de ajuda. É preciso ouvir o que Jesus nos diz através de sua
palavra, sermões, outras pessoas, ou situações vividas e falar de uma forma
sincera para Jesus dos nossos defeitos e dificuldades e pedir ajuda.
Nos três casais do início vemos que:
A diferença é Cristo
· Fariseu
– não acha que precisa de ajuda, está bem.
· Doente
– não está bem, mas não quer ajuda
· Publicano
– se vê doente e pede ajuda à Cristo.
É necessário irmos com o coração, que quer dizer c/oração - com oração.
6 - Maturidade no Casamento
“Goza
a vida com a mulher que amas todos os dias da vida da tua vaidade, os quais
Deus te deu debaixo do sol” Ecles
9:9
O casamento é uma benção, uma fonte de
gozo, pelo menos deveria ser, porém tantas coisas têm interferido nesta benção
que as vezes pode se tomar um enfado, e é isso que o inimigo de Deus quer. Nós,
como filhos de Deus, precisamos recuperar esta benção acreditando que este é um
propósito divino e portanto, teremos ajuda para isto.
Não que o nosso casamento vai ser um mar
de rosas, sem dificuldades, mas que estas dificuldades serão um jeito de
trabalhar o nosso caráter e nos preparar para o lar eterno, teremos maus
momentos, mas também teremos os bons momentos.
Como está em Ecles 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para
todo o propósito debaixo do céu”.
Há
tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de se arrancar o
que se plantou ... Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de
saltar...
O casamento não é linear e aqui entra o
conceito de maturidade.
Parafraseando Salomão poderíamos dizer que
há tempo de ganhar e tempo de perder. Este é o conceito de maturidade: O
equilíbrio entre perdas e ganhos. Saber ganhar, mas também saber perder.
Como em uma lagoa que para se manter, não
pode haver uma grande entrada de água, pois ela se rompe ou se houver uma
pequena entrada, ela se seca. A nossa vida requer maturidade desde que
nascemos, é um processo.
precisa perder o colo para aprender a
andar; criança que fica muito no colo demora a andar.
Quando vai para escola, precisa aprender a
perder o aconchego do lar a sua proteção para poder ganhar o conhecimento, o
relacionamento. É neste momento que as crianças mais imaturas choram.
Ao chegar na adolescência, a natureza é
dura, vai fazer com que perca o corpo de criança, a voz de criança e comece
adquirir o corpo de jovem. Há os que querem ser para sempre adolescentes.
O jovem tem que perder a sua juventude
para ganhar o casamento. Aqui vemos a imaturidade de nossos dias quando as
pessoas não querem casar, por que querem ter uma vida sempre de jovem, só
ganho. Querem jogar bola a hora que quiserem, comprar um carro sem dar satisfação,
usar o seu dinheiro como quiser, ficar com outras mulheres e no casamento irão perder
a sua “liberdade”.
Aprender a perder, para poder ganhar. A
nossa sociedade atual não estimula esta maturidade, mostra que você tem que ser
sempre um ganhador e na primeira frustração entra em pânico.
É preciso ensinar os nossos filhos a lidar
com a frustração, a perda, porque senão quando forem para um jogo de bola e
perderem, vão querer brigar, perdeu o cargo na igreja, sai da igreja, perdeu o
namorado, entra em depressão e se for a falência, se suicida. Este é o retrato
de pessoas imaturas.
Esta forma de educação é passada
principalmente para os homens. É a imagem da TV, um homem que ganha sempre. É
executivo, tem uma mansão, um super carro, uma mulher lindíssima. Esta imagem
não é cristã, não é isto que Cristo disse do homem bem sucedido. Temos que dar
aos homens o direito de perder também, e mostrar que isto não os desqualifica
como homens.
Para as mulheres, perder já é mais
tolerável. Tem algumas mães que antigamente, até diziam para suas filhas:
mulher é assim mesmo vai se acostumando (uma perdedora) o que também não é
verdade. Uma mulher cristã não é uma perdedora, há situações em que é preciso
perder, mas em muitas são ganhadoras com Cristo.
Porque é tão importante para o cristão
saber ganhar, mas também saber perder, porque só é capaz de perdoar, quem é
capaz de perder.
Perdão = perda grande
Perdoar não é esquecer, é assumir a perda,
é ficar com o prejuízo.
Jesus nos perdoou porque assumiu a nossa dívida,
ficou com o prejuízo. Perdoar é quando ele me magoou, me fez algo e eu assumo
que eu perdi. Aqui é importante separar a pessoa e a ação. A ação dessa pessoa
me magoou, esta ação, não a pessoa. Essa pessoa também faz outras ações que me
fazem bem. A pessoa não é só esta ação, nesta ação eu perdi, fico com o
prejuízo.
É preciso ficar com o prejuízo para poder
se relacionar, porque se eu quiser sempre ganhar (elogios, carinhos, atenção)
sem que haja perda (crítica, desatenção, mágoa) eu nunca vou conseguir me
relacionar. Perdoar é reatar a relação ficando com a perda (aquela ação ruim).
Claro que devemos conversar com o cônjuge
sobre a ação que nos fez mal, mas às vezes isto não é possível, ou porque o
outro não assume, ou não quer conversar, então é necessário ficar com a perda.
Mesmo quando o outro assumiu a ação, para perdoar é necessário assumir a perda
e não ficar jogando na cara, sempre que houver oportunidade, isto não é
perdoar.
Quando perdoamos não carregamos mais
aquela ação ou a pessoa, do contrário aquela ação está sempre se repetindo,
pois estamos pensando nela, em vez de uma vez, ela ocorre várias e várias vezes
dentro de nós, até que cansados a lançamos no porão do pensamento, mas ela
ainda está lá, por isso é necessário jogá-la para fora. Perdi, foi ruim mesmo,
aliás, ressentimento quer dizer re-sentimento, repetir o sentimento, muitas e
muitas vezes em vez de vivê-lo uma vez só, já que foi ruim.
Muitas pessoas carregam a pessoa que lhes
fez algo pelo resto da vida, dizem eu não perdoou e ficam carregando a pessoa
nas costas, seria muito mais fácil perdoá-la e deixá-la no caminho.
É necessário perdoar o esposo, a esposa e
os filhos, é assim que eles aprenderão a perdoar, sendo perdoados pelos pais,
inclusive pedindo perdão ao filho quando erramos, esta será uma lição que seu
filho levará para o resto da vida.
Aquele que perdoa, ama e o que foi
perdoado amará mais, que é a nossa relação com Jesus. Esta relação fica mais
clara quando lemos Lucas 7:41a 43.
Jesus estava no jantar da casa de Simão,
Maria Madalena chega e unge os pés de Jesus com unguento e beija-lhes os pés,
enquanto Simão fica pensando em quem era ela, que se Jesus soubesse não deixaria
que fizesse isto. Só que Jesus sabendo os pensamentos de Simão lhe propõe uma
parábola, porque ele sabia muito bem quem era aquela mulher.
E disse Jesus: “Havia certo credor que tinha dois devedores, um devia quinhentos e o
outro cinquenta e não tendo eles com que pagar, perdoa a ambos”. (assume o
prejuízo). Jesus pergunta então a Simão: “Qual
deles o amará mais” (o credor) ao que Simão responde: “Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou” e Jesus lhe
responde: “Julgaste bem”.
Quando os devedores foram perdoados, eles
se sentiram amados pelo credor, mas mais que isto, passaram a amar o credor
também, e quanto maior a dívida perdoada, maior o amor que lhe devotaram.
Em um casamento aquele que perdoa, ama,
mas aquele que é verdadeiramente perdoado amará mais, pois se sentiu amado,
compreendido e valorizado, pois a pessoa era mais importante que a dívida.
Podemos escolher valoriza a dívida (ação, ofensa)
e ficamos sem a pessoa ou valorizar a pessoa, reatar a relação e ficar com a dívida.
“Tudo é uma questão de amor”
Você sabe que perdoou quando é capaz de
dizer à Cristo para que apague aquele ato do livro, isto é amor.
7 - Você Ama quando ...
“Melhor
é serem dois do que um...porque se um cair; outro levanta o seu companheiro,
mas aí do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois
dormirem juntos, eles se esquentarão, mas um só, como se esquentará? E se
alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” Ecles 4:9 a 12
Será que já paramos para pensar como é bom
sermos dois? Agradecer a Jesus por isso, ou será que nos lastimamos e pensamos:
como seria bom se eu estivesse sozinho.
Talvez você ache que não o ama mais, pois
então saiba que o Amor é uma escolha. Escolhemos amar, escolhemos continuar
amando, para isso temos a fonte do amor a nossa disposição – JESUS. Jesus não faz
mágica, não vem com uma varinha e diz pirinrim – pororom e começamos amar. Ele
nos ensina, nos capacita e nos abençoa com o amor. Só que tudo isto é um
processo, um aprendizado cristão, pois a nossa natureza pós-pecado não quer
amar, mas os cidadãos do céu vão contra esta determinação do mundo pecaminoso e
diz que é preciso amar.
Jesus vai nos mostrando o caminho, dando o
seu Espírito Santo e vamos aprendendo com Ele.
Um momento de muito amor é o ato da
Redenção, mas existe um outro momento que também é de muito amor, que é o
momento da Criação.
Na criação vemos como Deus começou este
mundo com muito amor.
Quem ama:
- Cuida
Deus ao criar o homem pega o barro, e o
molda com todo amor e carinho. Pega com as próprias mãos, sopra-lhe nas
narinas, com proximidade e faz a sua maior obra.
Pega essa obra prima e a coloca no paraíso
para viver, juntamente com todas as outras obras suas para que cuide delas.
Deus providenciou um belo lugar para Adão morar, os melhores alimentos para ele
comer e a orientação do que não comer. Quem ama, cuida e orienta.
Deus deu o que tinha de melhor.
Será que estamos cuidando do nosso esposo,
da nossa esposa? Será que damos o que temos de melhor?
Muitos maridos dão o que tem de melhor no
seu trabalho, conversam, riem, dão o seu potencial, mas quando chegam em casa,
mal abrem a boca, ficam sérios, e dizem que estão muito cansados para qualquer
coisa. Acham que isto é cuidar da família, pode ser no plano material, mas e o
resto como fica? O afetivo, o social, a convivência, até o espiritual?
Tem maridos que cuidam de outras coisas,
como da igreja, por exemplo. Vão a todas as reuniões, participam e estão sempre
prontos se lhe pedem algo, os membros comentam com a esposa como ele é
prestativo e a esposa pensa há quanto tempo ela pediu para ele trocar um lustre
quebrado que ainda está lá, ou como é calmo, ponderado, e a esposa, que ouve
estes comentários, pensa: Ah se em casa ele fosse assim, qualquer coisa já
briga, grita.
Maridos que cuidam de tudo, menos da
família. Cuidam até do carro, lavam, ficam polindo, tem uns que até dão um
beijinho e a esposa: Ah se ele cuidasse de mim assim.
Também existem muitas mulheres que cuidam
da casa. Limpam, lavam, trazem tudo brilhando, os filhos mal podem se mexer,
para não tirar nada do lugar, não sujarem nada. Quando o marido entra, já ouve:
Olha o pé, ou tire o sapato, olha a mão suja, não senta no sofá novo e a família lamenta: Ah se
minha mãe cuidasse da gente como cuida desse sofá.
O que acontece é que o marido não tem
prazer em casa e começa a ficar mais tempo fora e vai se distanciando do lar.
Mulheres que cuidam das coisas, não das
pessoas, principalmente das pessoas que lhe são próximas e queridas. Põe a casa
em primeiro lugar em vez da família.
Não tem tempo para ficar com o marido,
está sempre atarefada, não tem tempo de brincar com os filhos, contar estórias,
sempre tem muito que fazer. Tudo tem que estar arrumado do seu jeito.
É a síndrome de Marta que Jesus advertiu:
- Marta, Marta o que você está fazendo?
Olha Maria escolheu a melhor parte que é ficar com Jesus, com as pessoas.
- Responsável
Ser responsável é suprir as necessidades.
Deus fez a Adão e o colocou no paraíso, mas Adão começou a ficar cabisbaixo,
meio triste. Deus não disse a Adão que lhe havia dado tudo do bom e do melhor e
ele que fosse procurar o que fazer.
Deus viu Adão, conversou com ele, viu a
sua necessidade e a supriu.
Deus cria então a companheira, aquela
mulher lindíssima, que Adão se apaixona à primeira vista.
Deus supre a necessidade de Adão e lhe dá
a mulher e como vimos anteriormente, a mulher foi criada para suprir a
necessidade do homem, mas primeiro o homem precisa suprir a necessidade da
mulher. Muitos maridos não vêm a necessidade da mulher.
Uma mulher chega ao consultório deprimida
e o terapeuta então interroga o marido para entender o que está acontecendo:
-
Não sei por que minha mulher está deprimida, ela tem tudo do bom e do melhor.
Uma bela casa, carro, eletrodoméstica modernos.
- Você diz a sua mulher que a ama?
- Tudo isto é uma demonstração de amor.
- Você diz que a ama?
- Ela sabe, não preciso ficar dizendo.
- Precisa, para mulher precisa. A mulher
tem necessidade de ouvir, elas são assim e você escolheu casar com uma mulher,
aliás, boa escolha. Agora quando foi a última vez que você disse que a amava?
- No dia do nosso casamento.
Outra dificuldade masculina é que a mulher
tem necessidade de namorar e chega para o marido dizendo que quer namorar, mas
ele já pensa: Oba hoje tem!
O que? Sexo. Namoro não tem sexo, aliás, é
uma ideia que temos que passamos para os nossos filhos. Eles precisam ver o
exemplo.
Namoro é carinho, não caricias. É
conversa. Esta conversa é sobre os dois, a vida, não para falar de problemas,
por que isto o marido sabe fazer, já chega dizendo: Hoje nós temos que
conversar, temos um problema.
A
mulher será que vê a necessidade do marido, como por exemplo, chegar em casa e
ver uma esposa arrumada.
Arrumada aqui, é não desleixada, de roupa
larga, rasgada, cabelo despenteado, ou de pijama.
A necessidade de ser recebido com um
sorriso de bem vindo ao lar, sentir que chegou no seu castelo e deixou a batalha
lá fora, ou de ter uma comidinha gostosa e quentinha esperando ele, de dizer
que ele ainda é o seu herói.
Amar é ser responsável, quem é responsável
supre as necessidades, mas para isto é necessário estar atento ao outro, olhar
para o outro, conversar para saber quais suas reais necessidades.
- Respeita
Respeitar é aceitar o outro como ele é e
está. Deus respeitou quando chama a Adão, mostra-lhe todos os animais que havia
criado e pede para colocar o nome. Adão então vê aquele animal enorme como
pescoção e diz: Vai chamar girafa. Deus deve ter exclamado: muito bom, como um
pai que acreditando potencial do filho e se regozija em ver sua criatividade
aflorando.
Porém muito pai diria:
- Girafa, que nome, mas você é muito
burro, nem para por um nome serve.
Ou então:
- Girafa, mas foi você mesmo que criou?
Fala a verdade. Você não copiou de algum lugar?
Esses pais ficam se comparando aos seus
filhos, como se estes tivessem que dizer e ser o que eles queriam e esperavam.
Deus poderia ter posto um nome muito melhor,
mas aceitou, gostou e deve ter falado vamos para o próximo. Esta é uma relação
de pai e filho, mas pode ser de marido e mulher.
Principalmente entre os homens há uma
tendência a desvalorizar a mulher, com comentários do tipo:
-Tinha que ser mulher.
-Mulher no volante, perigo constante.
São brincadeiras, mas é brincando que se
vai desvalorizando o outro, criticando, abaixando até o outro ficar totalmente
sufocado.
Tem muito marido que possui o hábito da
criticar a esposa, ou porque é um machista e mulher para ele não tem valor, ou
porque desvaloriza a sua mulher em relação as outras, que são sempre melhores,
mais bonitas, o que no fundo revela uma baixa autoestima, pois como uma mulher
que tem valor poderia ficar com ele e para confirmar a sua autoimagem, quer
provar que sua mulher não tem valor mesmo. O marido não é capaz de aceitar como
sua esposa é ou está e exige mais ou que ela seja diferente.
- Que comida horrorosa.
- Esta casa está uma sujeira.
- Olha o estado destas crianças, o que
você fez o dia inteiro.
- Você vai sair assim, comigo não.
Ou então aquela que acaba de vez:
- Como você está gorda!
Se pedir para a esposa fazer alguma coisa,
logo vem o comentário:
- Não posso confiar em você.
- Você nunca consegue fazer nada direito
mesmo.
- Eu tenho que fazer tudo nesta casa.
- Como você me diz uma besteira destas.
- Não me fale mais isto, não quero mais
ouvir abobrinha.
E a esposa vai se sentindo cada vez mais
apertada, até ficar doente. Tem aquele marido também que quer que ela fique
loira, use roupa do jeito dele, faça os programas dele, goste de esporte e
outras coisas.
É preciso ressaltar aqui uma coisa que
sempre surge nos encontros de casais, uma queixa frequente das mulheres, é como
as mulheres que são donas de casa, fizeram a opção de cuidar do lar, dos
filhos, do marido são menosprezadas, desqualificadas.
Esta profissão foi criada por Deus e
houvesse mais mulheres que fizessem essa opção, a sociedade teria um grande
ganho.
Apesar que a própria sociedade, que é
machista, já desqualifica, quando nem nome tem definido como profissão; dona de
casa, prendas domésticas, sem profissão.
Mulheres quando perguntarem, qual a sua
profissão, não responda nenhuma, como muitas respondem de cabeça baixa, ou o
que você faz? e você responde: Nada.
Ergam a cabeça, tenham orgulho de cuidar
de seu lar, de seus filhos e respondam:
-
Eu sou Gerente do Lar, (entendo muito de um monte de coisas para poder administrar
o meu lar)
Claro que as mulheres que trabalham fora
nem sempre são reconhecidas profissionalmente e o que é pior tem que dar conta
do trabalho, do lar e dos filhos, coisa que dificilmente os homens fazem ou
colaboram.
Esse é um ponto chave nos casamentos
modernos, onde ambos trabalham, a divisão das tarefas do lar. Isto é o centro de
muito dos conflitos, é necessário uma conversa franca, na tentativa de se
elaborar uma rotina onde os dois e até os filhos devem participar para que essa
família tenha seus dias rodando suavemente, com a colaboração de todos e as
insatisfações e frustações possam ser eliminadas com a direção do Espirito
Santo.
Voltando ao respeitar, existem mulheres
que não aceitam os maridos, não respeitam, aliás, muitas pensam que quando
casar vão mudá-los e o casamento já começa errado.
Tem muitas mulheres que humilham os
maridos:
- Você podia ganhar mais.
- Você podia fazer algo melhor na vida,
outra profissão.
- Você não presta para nada
E quando o marido chega com o pagamento, então:
- Só isto?
Tem comentários também em relação ao tipo
físico:
- Você está ficando velho.
- Você está cada dia mais careca.
E existem as que só reclamam mesmo, não
aceitam os maridos, ou porque elas é que estão mal, com baixa estima, ou
queriam mais, ou queriam ter casado com o outro, que achava que amava
profundamente e por circunstâncias acabou se casando com este e atravancou a
sua vida e a do marido, como um castigo.
Estas mulheres que são as mulheres rixosas
que Salomão, sabiamente retrata, pois transformam a vida do marido num inferno,
sempre reclamando e criticando.
Salomão fala que é melhor morar no deserto
do que com esta mulher, ou é melhor morar num canto, do que num palácio com ela
e depois a compara a uma goteira.
Prov
21:19, 25:24 e 27:15
Realmente ninguém merece!
Claro que também existem homens que não
respeitam suas mulheres, se fazendo autoritários, exigindo que sua vontade seja
cumprida, chegando até atos de abuso, que aliás não devem ser tolerados, mas se
buscar ajuda e muita oração.
Respeitar é aceitar o outro, acreditar no
outro, no potencial do outro, podemos não concordar, mas aceitamos a
individualidade, a situação do outro, afinal “Não julgueis, para não serdes julgados” Mat 7:1
- Conhece
Deus criou ao homem e a mulher e não os
deixou, continuou com eles, orientando-os, gozando da sua companhia. De vez em
quando? Não, “mas na viração do dia”.
Deus o executivo do Universo, o governador
dos planetas, estava lá, com filhos que estavam começando a viver.
Devia haver muitas perguntas, descobertas
que eles queriam compartilhar com o seu criador. Deus dava esse tempo a eles,
separava um tempo para eles.
Como podemos conhecer se não estamos
junto, compartilhando o mesmo tempo e espaço? Como conhecer se não conversamos,
vemos, tocamos?
Para
amar é preciso conhecer, por isso existe o namoro. O tempo de começar a
conhecer o outro e depois o casamento, onde cada dia é uma descoberta se
estamos juntos, agora, se só nos encontramos na hora de dormir fica difícil
conhecer “quem dorme ao meu lado”.
Em I
João 4:8 temos que: “Aquele que não
ama, não conhece à Deus, porque Deus é amor.” Ou seja, aquele que não ama,
não conhece, porque se conhecesse amaria.
Conhecer é compartilhar o mesmo tempo e o
mesmo espaço. Se um está na frente do computador e o outro na cozinha, ou um na
frente da TV, ou só com celular, ou no quarto, não dá para se conhecer.
Além do mesmo espaço e tempo é preciso
ouvir o outro, ver como ele está.
Infelizmente tem esposo que gosta de ver o
computador em vez da esposa e muita esposa que gosta de ouvir a TV em vez do
marido, como esse casamento pode subsistir desse jeito, se já não somos o mais
importante para o outro e o celular assumiu a direção de nossas vidas.
Hoje em dia é até status dizer que não se
tem tempo. Talvez essa frase devesse mudar, pois não se tem tempo para as
pessoas é porque canalizamos o nosso tempo para as coisas.
Que troca há com as coisas? Nenhuma, por
isso “o amor de muitos esfriará”, porque as coisas não nos devolvem
sentimentos, simplesmente porque não sentem, não tem vida portanto, nada para
doar. Só doa, só troca o que é vivo, que tem vida.
Triste escolha esta nossa, não é atoa que
andamos deprimidos, tristes, irritados, doentes, tudo isso é sinal de que não
estamos recebendo vida, amor, sentimentos.
Pode ter alguém que pense que é melhor não
receber vida, do que receber sentimentos que nos ferem, nos machucam, mas mesmo
esses sentimentos ainda mostram que estamos vivos. Quando existe a troca é
possível se melhorar e até mudar os sentimentos.
Por que amar é a arte de conhecer aquilo
que o outro possui de mais precioso, conhecer profundamente a vida do outro, as
suas alegrias e as suas tristezas, os seus medos e interesses, todas as suas
expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital.
Nada melhor para conhecer o outro do que
se colocar no lugar do outro.
Faça este exercício para começar a se ver
no lugar do outro, mas para isso é necessário fazer um item de cada vez,
tampando os de baixo.
1- Apresente
o seu marido ou esposa falando o nome de um animal que você daria para ele.
2- Porque ele/a é esse animal?
3-
Como você se sente sendo este animal.
4-
No que este animal pode te ajudar, por ele ser como ele é?
8 - Ideal de homem e mulher
Toda mulher sonha em ser feliz, realizada,
isto é bom e é o que Jesus quer para nós, o problema é o foco.
Foco é onde colocamos nossa fonte geradora
de felicidade. Jesus disse que temos que pensar em amar ao próximo como a mim
mesmo, onde eu sou o ponto de partida. Quando Jesus nos fala, ele não diz que
seremos bons cristãos a partir do outro, se as condições externas nos ajudarem,
ele fala que nós (Eu) é quem decido e escolho a direção.
Muitas mulheres põem o seu foco da
felicidade no outro. Ela sonha com o Se casaram e foram felizes para sempre.
A felicidade virá assim que um príncipe:
encantado, bonito, amável, cavalheiro, rico, a liberte da torre (isolamento,
solidão) ou da ameaça de um dragão (pai violento) ou de uma bruxa (mãe
manipuladora) ou da madrasta que me fazia trabalhar (pobreza) ou ainda do sono
com um beijo (apatia). Então esse príncipe a coloca no seu cavalo e a leva para
seu castelo (distante do mundo que eu vivo) e lá serei feliz para sempre.
Pode-se pensar, mas hoje em dia não se acredita
mais nisto. Será que não? Será que ainda não carregamos culturalmente, esse
sentimento interno, será que de alguma forma isto não nos é passado com
roupagem moderna? Veladamente, não é assumido, mas os filmes e as novelas ainda
trazem este príncipe, mocinhos bonitos que lutam, são vencedores e acabam
salvando a mocinha e ficam juntos no fim. Basta ver os modelos dos vestidos de
noivas, compridos, armados, coroas e véus na cabeça. Isto não é um vestido de
princesa?
No século vinte e um, ainda se espera o
príncipe. Este príncipe é uma projeção que se faz do homem que se espera que
ele seja.
Quando nos casamos é com a nossa projeção
do que achamos que ele é, ou do que será (a mulher sempre pensa que poderá
mudá-lo)
Aí ela se casa com o príncipe e logo depois
da lua-de-mel começa a ver que ele não é um príncipe, ele arrota, solta gases,
tem mau hálito, príncipe não tem essas coisas, começa a decepção: Me enganaram,
em vez do príncipe, me casei com o sapo!
Quem foi que disse que era príncipe? Você.
Quem projetou o príncipe? Você.
Como cobrar que ele seja o príncipe. Ele
era o sapo, você não queria ver. Nesta terra não existem príncipes, são todos
sapos, porque o príncipe é perfeito, advinha até pensamentos. O príncipe faz
aquilo que ela espera que ele faça. Ele dá o que ela gostaria de ter sem dizer
e o sapinho coitadinho não tem este poder de adivinhação e a mulher cobra: Como
você não me fez esta surpresa, como você não me trouxe aquele presente que eu
esperava.
Triste realidade, ele não saberá se não
dissermos, porque os príncipes estão no castelo no alto do monte, ou seja,
acima dos mortais, da realidade e nós no brejo deste mundo, sem superpoderes. O
que fazer com o sapo? A estória melhor é aquela que a princesa se casa com o
sapo, beija ele e ele então se transforma em um príncipe.
Beijar o sapo é aceitar o sapo como ele é
e está, ser capaz de deixar a repugnância da sua aparência de lado e gostar
dele, dar-lhe um beijo. Ter saúde mental é quanto mais contato temos com a
realidade, mais saudáveis somos emocionalmente.
Não temos superpoderes, mas temos o poder
de Jesus que pode ajudar a aceitar e amar o sapo como ele é, quando então ele
vai começar a aparecer diferente frente aos nossos olhos, pois se começa a ver
não o que ele não faz, mas o que ele faz e é bom e por amor, muitas vezes ele
muda. Este é o método de Cristo.
Primeiro Ele me ama como eu sou, me aceita
do jeito que eu venho. Nós nos sentindo amados, por amor vamos sendo
transformados, realmente começamos a nos tornar nobres, não nobres de título desta
terra, mas nobres de alma, nobreza que sai do coração e muda nosso
comportamento.
O foco é eu mudo, não o outro. Não é o
outro culpado pela minha infelicidade, que por ser assim ou assado, deixa a
minha vida infeliz. O foco é eu sou do brejo também e por isso preciso mudar,
eu é quem escolho ser feliz ou infeliz, eu é que preciso ter coragem de me
enxergar no espelho mágico e ver que eu não sou a rainha, mas a bruxa também.
Toda mulher sonha que depois do casamento
irá mudar o marido e o homem sonha que a mulher será sempre a mesma.
Bem aqui entramos na parte do homem, que
sonha que a mulher será sempre a mesma, que ela será sempre a princesa, bonita
de rosto, com o corpo certo e os cabelos maravilhosos, como era quando ela se
arrumava no namoro para encontrá-lo.
Só que ele começa a ver que a sua princesa
levanta sem escova no cabelo, o corpo vai mudando, principalmente depois da
gravidez, ela não está sempre de bom humor, tem TPM, e não consegue ser sempre
meiga no meio daquelas crianças, um chorando, outro derrubando leite no tapete.
Ele começa a perceber que se casou não com a princesa, mas com a bruxa, tem alguns
que chegam a verbalizar: A bruxa da minha mulher...
A culpa é da mulher que prometeu que iria
ser sempre a mesma? Não, a mulher não prometeu porque é impossível, a vida é
assim, mudamos a cada dia. Ele é quem achou que ela seria sempre a mesma. Projeção
dele e não dela. Cabe a ele começar a ver a mulher que tem ao lado e como essa
mulher com carinho e compreensão pode ir deixando de ser uma bruxa e ir se
tornando a sua princesa, não a princesa dos contos de fada, mas a sua princesa
com a beleza dela e com aquilo que ela pode dar.
Podemos pensar que esta estória de
príncipes e princesas é estória da carochinha e é, mas somos príncipes e princesas
de verdade.
Em I
João 3:1 temos: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fossemos chamados filhos de Deus”.
Se somos filhos de Deus, o Rei do
Universo, logo somos filhos do Rei, portanto príncipes e princesas do Reino de
Deus e então deveríamos nos comportar como tal, não como os príncipes das
estórias aqui da terra, mas príncipes do Reino Celestial, teremos a nobreza do
nosso irmão que esteve aqui na terra, o Príncipe da Paz, para nos mostrar como
é ser um membro da família de Deus.
O nosso lar é um castelo do Reino de Deus?
Somos como Jesus, o Príncipe da paz?
Amamos o nosso companheiro(a) como ele
está, seguimos a regra áurea deste Reino que é: Amar ao outro como nós mesmos, ou ainda estamos no reino da terra,
cujo príncipe quis ser igual a Deus e nós repetimos isto ao exigirmos, no nosso
egoísmo, que o nosso companheiro(a) seja a nossa imagem e semelhança, ou seja,
aquilo que queremos que ele seja e não o que ele é, como Deus o fez.
Ele tem defeitos, com certeza, pois ainda
estamos neste mundo, mas Jesus nos amou assim e dá o poder a quem quiser mudar
e ser um príncipe do reino celeste, aí sim príncipes de verdade, não como os
dos contos da carochinha.
O poder que nos é dado é o de amar, quando
somos cidadãos do reino de Deus, amamos, como o que está escrito em I João 4:7 “Amados, amemo-nos uns aos
outros (um ao outro), porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é
nascido de Deus (filho do Rei) e conhece a Deus”.
Ouvimos a vida inteira que é preciso amar,
mas quem consegue, ou então alguém pode dizer: Venha amar no meu lugar. O amor
é uma escolha, se quero o reino de Deus, que é amor, eu escolho amar e Deus que
é a fonte, e Ele vai me dar este poder.
Amar é preciso, porque é isto que vai nos
diferenciar no reino deste mundo, não é fácil, mas o poder não é meu, a decisão
é minha, mas não o amor, ele vai fluir através de mim e então conheceremos o
prazer de amar verdadeiramente.
Neste mundo amamos por motivos egoístas,
eu sou o foco, então eu amo porque o outro me faz bem, me dá segurança, não
sinto solidão, porque recebo, porque é conveniente, me dá carinho, ou seja,
tenho uma recompensa, espero algo, ganho alguma coisa e quando o que eu espero
ou queria receber não vem, eu me frustro e decido não amar mais. Eu amo porque, eu amo se, o problema é que Jesus ama por amar e é isto que é o amor, o
outro sentimento ainda é uma troca egoísta.
Quando conhecemos uma pessoa achamos que
naquela pessoa vai caber a nossa capa de ideal de amor. Colocamos a capa e
passamos a amar a capa e nos momentos em que ela abre a capa e a vemos como ela
realmente é, ficamos irritados e frustrados com a pessoa.
A capa é nossa, não dela a não ser que ela
se anule totalmente e se concordamos com isso, é porque não a amamos de
verdade, mas somos tremendamente egoístas.
Já pensou você amar por amar, sentir e
poder fluir de você esse amor, como seria maravilhoso. Então amar é preciso,
amar é uma escolha. Qual é a sua decisão?
9 - Homem e Mulher, Diferenças
que se Complementam
As diferenças existem, foi Deus que as
criou, porém quando se enfatiza muito estas diferenças, muitas vezes se usa
isso como desculpa para não se ver o que realmente está acontecendo e se
justifica o fracasso devido as diferenças. O motivo real não é a diferença, é
quando se perdeu o respeito e usa-se estas diferenças para depreciar o outro,
aumentando a distância entre o casal e consequentemente o sofrimento. As
diferenças não são uma maldição, mas sim uma benção de Deus.
Primeiro porque nos levam a uma
aproximação e pedido de ajuda a Deus para aprendemos a nos relacionar com o
diferente.
Segundo porque os diferentes se
complementam, o outro me dá aquilo que não tenho, a busca disto aproxima mais,
seja pela necessidade, seja pela curiosidade. O que eu receberia se fosse igual
e porque procuraria se já sei como é? Diz uma lei da física que os opostos se
atraem e os iguais se repelem.
Tem também a benção das combinações
possíveis que tenderiam ao infinito, uma vez que somos
bio-psico-socio-espiritual, os quatro aspectos humanos, sempre tenderemos a
ligações diferentes e mais profundas, gerando a intimidade. Se em um casamento
há o problema do tédio e da rotina é porque os dois estão ficando muito iguais
ou estão se negando a tentar as combinações possíveis.
Como somos diferentes, com tendência a
aproximação, é necessário se conhecer um pouco do outro, porque ele age daquela
forma, a fim de atingirmos a meta do casamento que Jesus nos deixou neste
mundo, que é conseguimos ser verdadeiramente uma só carne, apesar de, como
estamos em pecado temos a nossa doença, a nossa síndrome.
Síndrome de Eva
Toda síndrome tem uma causa e os sintomas,
às vezes na medicina a causa não é conhecida, mas existe.
A causa da Síndrome de Eva, foi se afastar
do marido e dar ouvidos à serpente. Gênesis
3:1
Os sintomas são aqueles que as mulheres
apresentam até hoje.
Primeira coisa foi a promessa que “Sereis
como Deus”. Quando alguém nos promete alguma coisa, eu só o escuto se aquilo
que está sendo dito me interessa, porque se não me interessa, eu não tenho desejo
de obter, não vale nada.
Eva se interessou pela promessa, ou seja,
o desejo de ser igual à Deus, e este tem sido o desejo transmitido às mulheres
da sua descendência, o que se verá em seguida, antes porém, vamos ver duas
coisas importantes:
“E vendo que era boa para se comer” – ou
seja, dava prazer e “agradável aos olhos”,
era bonita, “Tomou e comeu”. Gen
3:6
O desejo da mulher está associado àquilo
que é bom, que dá prazer e ao que é belo, é ligado à emoção, sensação.
“E deu também ao seu marido e este comeu” a
mulher quer repartir, compartilhar o seu prazer e as suas descobertas, se bem
que nem sempre essas sejam boas como no caso de Eva.
Adão comeu, racionalmente, ele sabia que
não devia, mas não conseguiu dizer não por amor à Eva, mais adiante vamos ver
os fatos relativos à Adão.
Qual a resposta de Eva? “A serpente que
criaste”. A serpente me seduziu, encantou e eu fui e ainda levei meu marido
junto. A mulher se deixa levar pelo bom, agradável, gostoso e também pelo
bonito e belo é o tal de bom, bonito e barato.
É sabendo disto que o mercado da
publicidade é voltado para as mulheres, as propagandas, as vitrines oferecendo
bom, bonito, gostoso, e elas continuam até hoje levando o marido junto e
compartilhando com as amigas.
- Você já experimentou? Nossa é uma delícia.
- Você já viu? É lindíssimo.
As mulheres têm que andar mais junto com
os maridos e ouvi-los para não serem seduzidas pelo consumismo.
A mulher tem também uma outra
característica que é “Ela me enganou e eu comi”, falando da serpente. A mulher
se faz de vítima, do tipo: Me enganaram, no preço, na promoção, na escolha. Não
assume que errou, e quando não se assume, mas se justifica, fica impossível
aprender com o erro.
Bom, e o “Sereis igual a Deus”, este
sintoma pode-se observar através da história, lá traz.
Deus prometeu um filho a Sara, ela se riu (Gen 18:12) nunca acreditou muito,
afinal estava ficando cada vez mais velha e nada do filho aparecer, foi quando
resolveu tomar uma atitude, ajudar à Deus, que estava demorando muito, então
Sara (Gen 16:2) ofereceu sua criada
a Abraão e este que deveria dizer não, até achou uma boa ideia, afinal Hagar
devia ser uma bela mulher e nós sabemos a conseqüência já que dura até hoje a
guerra entre Isaque (Israel) e Ismael (Ismaelitas, mulçumanos).
Rebeca teve dois filhos e Deus prometera
primogenitura ao mais novo e de fato Esaú já havia a vendido à Jacó, mas Rebeca
não soube esperar.
Isaque estava velho e Rebeca achou que ele
morreria logo, e como ficaria a benção de Jacó, Isaque iria dá-la a Esaú? Rebeca
resolveu dar uma ajuda à Deus, toma uma atitude, foi impaciente, e resolveu o
que fazer, não dava mais para esperar por Deus, tinha que ajudá-lo, afinal
estava fazendo o que Ele prometera.
Chama Jacó e lhe diz: (Gen 27:8) que ela iria fazer um prato
especial e que então ele levaria à Isaque para receber a benção ao que Jacó,
não concorda, as vezes os filhos tentam alertar as mães sobre o que estão
fazendo, mas estas não ouvem e Rebeca diz que assumiria as consequências, que
todos sabemos qual foi, que apesar de Jacó conseguir a benção, teve que fugir e
Rebeca nunca mais viu o seu filho querido.
Raquel que era amada, bonita, rica, mas
não tinha filhos (Gen 30:1). Não
soube pedir e esperar em Deus e dá a serva a seu marido, que a ouve e tem
filhos com a serva.
Isto gerou uma competição até que Raquel
tem filhos, mas morre no segundo parto. Deus sabia o porque não, mas Raquel não
acreditou que Deus sabia o que era melhor e aceitar o seu tempo, mas resolveu
agir por si mesma.
O fato é que a mulher quer resolver tudo, no
tempo dela, do jeito dela e o pior acha que consegue... E depois reclama que se
sente sobrecarregada.
A mulher precisa ter consciência de si
mesma, das suas possibilidades e limites.
Nos cruzamentos com as linhas férreas
existia este sinal.
Para as mulheres não passarem como um trem:
pare, olhe, escute.
Vamos ver porque há necessidade de parar,
olhar e escutar devido as suas características femininas.
Impaciência
Na Bíblia existe muito a
expressão, plenitude dos tempos, que quer dizer no momento adequado, no melhor
momento, quando a fruta estiver madura, para que não se colha verde e ela seja
ruim.
As pessoas têm seu tempo, o marido tem seu
tempo, os filhos têm seu tempo, as coisas têm seu tempo. É preciso saber
esperar, isto é respeitar.
Deus respeita o ser humano, ele espera o
tempo de cada um. Se Deus espera, quem somos nós para adiantar as coisas.
É preciso ter fé e aguardar nas mãos de
Jesus. Fé conforme Hebreus 11:1 é o firme firmamento das coisas que se esperam,
se não se espera, não se tem fé.
Deus criou a lebre e a tartaruga e esta
vai devagar, mas faz tudo que tem que fazer e detalhe, vive mais de 100 anos,
ou seja, quem vai mais devagar vive mais, com certeza não será pego por um infarte.
Espere em Jesus. Não queira resolver tudo você
mesma.
Impulsividade
É quando se age pela hemoção (esta palavra
deveria ser escrita desta maneira) que quer dizer hemo = sangue + ação, ou
seja, ação do sangue, é através dele que corre os hormônios que dão as sensações, os
sentimentos. A mulher age muito pela ação destes hormônios.
Agem primeiro, pensam depois. Existe uma
linha direta coração-boca, se fala sem passar pelo cérebro, quando vai ver, já
foi. Já disseram o segredo da amiga, ofenderam, deram um fora e por aí vai. A
hemoção é importante, mas não se pode deixar que ela domine, tem-se que dominá-la.
O homem usa mais a razão, a lógica e quando elas começam a desaguar os
sentimentos, eles deixam a mulher sozinha e saem, porque para eles não tem
lógica, não tem como conversar logicamente. O homem diz “depois que você se
acalmar, nós conversamos” só que as mulheres não querem conversar depois, querem
o agora, quando estão cheias de
hormônios circulando, o que fazer com eles?
Resposta lavar, esfregar, amassar, ouvir
uma música e chorar, chorar. Só não espere compreensão do homem, ele não
entenderia. É necessário controlar os sentimentos para ter os pensamentos mais
claros e depois agir.
Iniciativa
Aparentemente é uma qualidade, o problema
é que neste caso a iniciativa é fazer por. A mulher quer que o marido e os
filhos a ajudem; só que se eles demoram, ou não fazem bem feito, faz por eles.
Por exemplo, em um dia de graça o marido
resolve lavar o banheiro, do jeito dele, no tempo dele.
A mulher pergunta:
- Mas já lavou, tão depressa?
E após a supervisão do serviço dá a
sentença:
- Se é para lavar assim eu lavo, não
preciso de ajuda.
Como vai aprender, se a mulher não deixa
exercitar, faz por ele.
Com os filhos é a mesma coisa: se eles
demoram em fazer, se enrolam, se fazem mal feito, se é necessário mandar muitas
vezes, ela pensa:
- Isto dá mais trabalho, deixa que eu
mesma faço, vai mais rápido.
Os filhos que são espertos, pegam o sinal
e sabem que se agirem assim, numa mais vão fazer.
Como irão aprender, se não se deixar
fazer?
No muro das lamentações a mulher fica,
ninguém me ajuda, ninguém faz nada direito, tudo sobra para eu fazer, só não
percebe que é ela que faz com que seja assim, já que tem que ser do jeito e no
tempo dela, faz pelas pessoas e o que é pior ainda diz que os filhos não têm
iniciativa. Com o marido é pior, quantas mulheres reclamam que seus maridos não
têm iniciativa, não tem porque ela tirou ou não o incentivou.
Querendo fazer tudo e “ajudar” o marido
acaba assumindo tudo, por dó as vezes de achar que o marido vai se machucar, se
chatear, tenta segurar todas, é preciso confiar na capacidade das pessoas
principalmente do marido.
Tem marido que tudo tem que perguntar para
a esposa, esta vive reclamando que ele não tem iniciativa, pudera, ela não
deixa.
Síndrome da Marta
Jesus está dizendo: ‘Marta, Marta, te aquieta.
Maria escolheu a melhor parte”.
Aqui estão as mulheres que estão sempre fazendo alguma coisa, tem sempre
que estar limpando, cozinhando, lavando, parece que não tem o direito de se
sentar um pouco, se pararem, se sentem culpadas e então não param nunca,
principalmente se estiverem em casa, para onde ela olhar vai escutar: O fogão,
me limpe; o chão, me lave; o armário, você não vai me arrumar, a roupa, me arrume.
A casa fala e se torna a patroa dizendo a todo momento o que se tem que fazer,
a “dona de casa” é a sua escrava.
Porque isto, porque se põe as coisas
materiais em primeiro lugar.
Jesus disse: Vinde aqui e repousai um
pouco. Pare para pensar, meditar, ler, e simplesmente descansar, de um tempo
para você. Você merece.
Jesus diz: Não se sinta culpada.
Um tempo para si e um tempo para os
outros. Imagine Jesus, Ele estava na sala e Marta em vez de estar falando com
ele, estava arrumando, preparando, até era para Ele, mas o mais importante, era
gozar de sua companhia.
Quantas vezes se coloca a casa em primeiro
lugar, e quando um filho pede um tempo para gozar da sua companhia, não tem e
quando ele cresce se arrependem tanto de não ter ficado mais com ele, curtindo
a companhia de criança, mas é tarde.
Com o marido é pior se não se tem tempo
para ele, correm o risco de ficar sem ele, não que vá arrumar outra, o que pode
até acontecer, mas do marido ir ficando distante, perdendo o companheirismo, o
estar juntos. Se torna tão intima da casa e o marido se torna quase um estranho.
Deixe a casa, o serviço, sente um pouco no
sofá com seu marido, no quintal com seus filhos e no pôr-do-sol com Jesus.
Ordem
Antes de entrar neste item é necessário
mencionar algumas coisas.
O casal Allan e Bárbara Pease, no seu livro, tratam das diferenças anatômicas
do homem e da mulher, para entendermos um pouco mais o comportamento de ambos é
necessário conhecer um pouco mais estas diferenças.
As
mulheres usam muito mais o hemisfério direito do cérebro, que os homens, este
hemisfério tem um papel muito importante nas emoções e no uso da linguagem. Possuem
também o corpo caloso maior que nos homens, é ele que faz a união entre os dois
hemisférios, fazendo consequentemente mais conexões.
A visão da mulher é mais abrangente, 180
graus, enquanto o homem tem uma visão mais de túnel, mais focada.
As mulheres vêm uma variedade maior de
cores que os homens, a audição mais aguçada e o olfato é mais sensível,
principalmente na ovulação.
Em relação a pele as mulheres têm uma
sensibilidade maior, mais fina que com o hormônio ocitocina provoca a vontade
maior de ser tocada.
Já a pele do homem é mais grossa o que
diminui a sensibilidade, desconforto, o que auxilia o homem nos tipos de
trabalho a que geralmente estão expostos. Frente a estas características, a
mulher está recebendo uma infinidade de informações a todo instante.
A
mulher pensa sobre tudo o tempo todo, graças as conexões como já vimos no
cérebro, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Pode-se dizer que no cérebro da mulher não
tem muitas estradas principais, mas está cheia de vicinais.
Ela consegue tranquilamente cozinhar,
assistir à televisão e ainda ouvir o filho que cai ou está choramingando, ou
então está vendo televisão e o telefone toca e ela simplesmente atende; já um
homem, abaixa a TV e ainda pede silêncio.
Diante de tantas informações e vivencias,
elas não têm tempo para arrumá-las, resta somente ir jogando para dentro, como
em um armário abarrotado.
A mulher tem uma desordem interna, por
isso às vezes tem tanta necessidade de arrumar o guarda-roupa ou armário, e se
sente bem após a tarefa, é como se estivesse arrumando as suas ideias.
Só que as mulheres lidam muito bem com
isto, o problema é quando precisam de uma resposta.
Elas pensam assim: Eu sei que ela existe,
está em algum lugar.
Como vimos às mulheres têm a área da linguagem
bem desenvolvida no cérebro, e é através dela que elas encontram a resposta.
Quando se tem um armário abarrotado e queremos encontrar algo, vamos pondo tudo
para fora. É assim com as mulheres, seu raciocínio é falando, é se expressando
através da fala que encontram as respostas, fazem as conexões, vão descobrindo
e se descobrindo.
Para sentir que (elas) viveram alguma
coisa, elas precisam se comunicar. O que faz uma mulher quando viveu alguma
coisa, sai correndo para contar para a amiga, a mãe, depois que ela conta várias
vezes sente que viveu realmente, pode ser pessoalmente, por telefone, mas é
necessário compartilhar, falar sobre o assunto.
Quando a mulher tem um problema no casamento
ela quer falar com o marido, só que quanto mais envolvida, mais ela despeja uma
avalanche de palavras e isto assusta os homens, que não entendem nada, não
acham que é assim que resolve, se vir com emoção então, o homem sai rapidinho,
dá uma desculpa qualquer, que vai conversar depois, que tudo isto é besteira,
diz que não tem tempo, porque para eles isto as vezes parece loucura.
O homem tem um modo de pensar focal. Ele
foca o problema, e a procura da solução é interna, da mulher é externa.
Bom, homens escutem suas esposas, não
precisam dar respostas, as vezes elas nem querem, pois falando vão encontrar,
apenas escutem e digam que compreendem mesmo achando tudo aquilo desnecessário.
Mulheres por sua vez, quando quiserem
discutir um problema com seus maridos, levem o problema mais elaborado,
apresentem de uma forma mais lógica que conseguirem e não esperem resposta na
hora, e principalmente não falem se ele estiver distraído ou ocupado é porque
eles elaboram de outra forma, uma coisa de cada vez.
A mulher não consegue conviver com a
desordem, a bagunça externa, porque internamente as prateleiras não são
arrumadas e os homens convivem com a bagunça externa, porque internamente estão
arrumados.
Cabe lembrar aqui um problema muito comum
entre os casais que é a hora de fazer compra.
A mulher com sua característica de visão
global, sentidos mais aguçados, quer ver tudo, experimentar, mesmo que leve só
um par de meia, ou porque as vezes não sabe exatamente nem o que vai comprar,
vai depender das ofertas.
Já o homem com sua visão focal, inclusive
de vida, vai comprar determinada coisa entra na loja, compra e vai embora, a
mulher entra em umas dez e demora.
Homens entendam que as mulheres vão
demorar e olhar tudo, mesmo que não possam levar, apenas pelo sentido de ver,
tocar, portanto, marque um horário e depois a encontre para ir embora, tolere
ainda um pequeno atraso, isto vai eliminar muitas brigas.
Outro fato importante é que as mulheres
presumem que o homem deve saber o que ela quer, ou que adivinhe.
Mulheres, triste notícia, os homens não
adivinham. Não adivinham os seus desejos, as suas vontades, não adivinham
aquelas palavras que você quer ouvir, nem o presente que quer receber.
É preciso falar, pedir.
Muitas esposas ficam bravas, choram, ficam
chateadas porque o marido não adivinhou o que ela queria. Isto é totalmente
ilógico na cabeça deles.
Eles também não adivinham os pensamentos,
quantas vezes a mulher já que não tem com quem conversar, conversa sozinha e
vai dialogando em pensamentos com o marido e fica até brava com ele em
pensamento, e quando ele chega perto com agrado, recebe uma bronca e ele
simplesmente não tem a menor ideia do que está acontecendo e ainda a mulher
pergunta:
- Você não sabe?
Bem ele não sabe, e vai continuar não
sabendo se não disser.
E o teu coração será para o teu marido, e
ele te dominará “(Gen 3;16)
Seria isto um castigo? Castigaria Deus
alguém apenas porque estava com raiva?
Aqueles que conhecem a Deus sabem que não,
pois Deus é amor e quer ajudar o outro a crescer e ser melhor.
Este foi o objetivo de Deus para com a
mulher, porque como vimos anteriormente o desejo dela querer resolver tudo e fazer
as coisas do seu jeito e no seu tempo e ainda mais agir por impulso teria que
ter um limite. Deus soube disto quando Eva pecou, porque o fruto era bom para
se comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, ela comeu e deu
ao marido.
A mulher não foi levada por uma
necessidade, mas pelo desejo, fez o que queria imediatamente e ainda convenceu
o outro a fazer.
Haveria necessidade de ter alguém para ela
se reportar antes de agir, alguém para respeitar e ouvir, alguém para discutir
sobre suas ideias e intenções antes de fazer.
Este alguém foi o homem.
Quando a bíblia diz dominará não quer
dizer que será escrava, um ser sem vontade própria, como alguns homens querem,
mas é estar sob o domínio, sob a influência. A gravidade não nos escraviza, mas
estamos sob o domínio dela.
Jesus não era escravo de Deus, mas estava
sob seu domínio, seu Filho que agia por amor nos diz em João 8;29, “E aquele
que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque faço sempre o
que lhe agrada”.
Estar sob o domínio é agradar aquele que
se ama.
Precisamos entender a hierarquia do amor “Vós
mulheres estais sujeitas aos seus maridos como ao Senhor”, continuando vamos
ver que as mulheres estão sob o domínio do marido, mas este está sob o domínio
de Jesus que está sob o domínio de Deus.
Bunny Wilson no seu livro fala sobre o que
é estar sob a influência do marido, diz ela que estar sob o domínio do marido é
melhor, já que o marido que tem que prestar contas à Deus, é uma
responsabilidade muito maior, que foi o que aconteceu no Éden quando Deus pergunta à Adão o que aconteceu e
não a Eva e em I Ped 3;7 vemos que “Maridos coabitais com elas com
entendimento, dando honra a mulher, como
vaso mais fraco, como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida, para que
não sejam impedidas as vossas orações”.
O homem tem que prestar contas a Jesus,
ele é o responsável pela sua família, e se de alguma forma ele não está honrando-a,
tratando-a de forma digna, as suas orações podem estar sendo impedidas, porque
são um só carne e fazendo alguma coisa contra a esposa, está fazendo contra si
mesmo, como pode Jesus atender uma oração dividida, contraditória, quem sabe
até confusa.
Quando a mulher entrega a liderança ao
marido, o peso que quer carregar de controlar tudo diminui, ela vai se sentir
mais leve.
Mas as mulheres podem pensar e se der
errado, e se acontecer alguma coisa, e se...
Bem primeiro quem garante que a mulher está
certa, segundo quem sustenta a casa não é o marido como pensam, mas é Cristo.
A solução está em conversar e não
convencer o marido, mostrar, mas a decisão é dele, porque a mulher vai entregar
tudo nas mãos de Jesus, inclusive o marido.
Quando se entrega a decisão nas mãos de
Jesus se deixa o caminho aberto para Cristo agir e o poder de Deus ser derramado.
Ser submissa ao homem é um exercício de
fé, como disse Bunny, é acreditar que Jesus vai agir no lar, é acreditar que
Deus vai dirigir o marido e lhe dar sabedoria.
O homem é o líder do lar, nas empresas
hoje a definição de líder é aquele que serve, isto está baseado no maior líder
que foi Cristo, então quando o homem começa a se sentir o líder do lar, vai
aprendendo de Jesus, que líder é o que seve e a mulher por sua vez vai
descobrindo que servir não é depreciativo, mas é uma qualidade daquele que ama
e está preocupado com o bem estar do outro e da família.
Quando o homem sente que a esposa é capaz
de deixá-lo decidir, mostra que acredita nele, o homem tem seu senso de valor,
validação masculina, revigorada, se sente mais seguro e amado, sente que a esposa
está contribuindo para sua edificação e não a sua destruição.
A oração pelo companheiro é de suma
importância e funciona como um diagnóstico do casamento. Claro que a mulher vai
levar todas as suas lamentações e sentimentos à Jesus, mas quando acabar é necessário
ouvir o que Cristo tem a dizer.
É necessário se orar pelo marido e não
contra o marido. Muitas esposas quando
são magoadas e vão à Jesus se lamentam, desabafam e depois dizem a Jesus tudo
que Ele tem que fazer com o marido, qual o tipo de castigo e assim vai. Olha a
mulher querendo ser mais que Deus novamente.
Com certeza esta oração não vai ser
atendida, principalmente porque Jesus ama tanto o homem como a mulher e é Ele
quem sabe o que é melhor para ambos.
Então orar é entregar a situação, a si mesma
e ao marido nas mãos de Cristo. Quando a mulher começa a fazer isto, começa a
enxergar o seu companheiro realmente, como ele é, o que está passando, como
está se sentindo, muda o foco só de si mesma para o homem e começa e vê-lo como
Jesus, a pessoa que ele pode vir a ser pela transformação do Espírito Santo.
À medida que ela conversa com Cristo sobre
o companheiro em oração vai descobrindo que a transformação começa nela e que é
esta transformação que pode efetivamente transformar o marido, e não as brigas,
farão com que ele mude.
Tem maridos difíceis? Tem, mas é
necessário lembrar que para Deus nada é impossível, principalmente quando se
ora pelo marido e não contra ele.
Esta atitude também vai abaixando a guarda
da mulher, derrubando as suas defesas, fazendo com que ela vá se aproximando
mais do companheiro, não se justifique tanto e entregando o lar para a sua
liderança, mostra uma coisa que é vital a todo marido: Ele ainda continua sendo
o herói da esposa.
Toda mulher sonha com um homem seguro, que
tome decisões, que faça. Então mulheres colaborem para que seus sonhos se
tornem realidade e siga a orientação de Cristo!
SÍNDROME DE ADÃO
E disse Deus: “não é bom que o homem
esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele”.
Diante aqui com certeza significa ao lado,
junto, mas diante foi exatamente o que aconteceu. A mulher muito mais curiosa
foi à frente do seu marido, descobrir o Jardim do Éden e descobriu que uma
serpente falava e ficou encantada.
A mulher gosta de ir a frente descobrindo
e fica encantada pelas coisas que vê, mas os resultados podem não ser bons,
como no caso de Eva, que guiada pelo seu desejo, “comeu
e deu também ao seu marido”.
Deus então ao falar as consequências deste
ato diz em Gen. 3:16: O seu desejo será para o seu marido e ele te
dominara” que como vimos anteriormente iria dirigir o ritmo do andar de Eva, quando
deveriam andar juntos.
O que vamos ver agora é Adão, que como
está em Gen 3:9, “E chamou Deus à Adão”.
Deus não foi direto a Eva, mas procurou
Adão, porque ele deveria ser o líder do casal e responsável por ambos, quando
se tornam “osso dos meus ossos e carne da minha carne” Gen 2:23
O líder é aquele que cuida, aquele que é
responsável; que supre as necessidades.
Adão como líder talvez tenha falhado no
cuidado, na necessidade de Eva de descobrir as coisas, estar ao lado dela.
Adão como muito homem deve ter ficado na
dele, deixando a mulher ir, como ainda hoje em dia, os filhos vivem soltos,
fazendo as coisas, sem dar trabalho a ele. Cuidar dá trabalho, mas ao homem
compete dirigir o seu lar, não autoritariamente, maneira usada por muitos
porque dá menos trabalho também, é mais fácil. Não é isto que Deus quer do
homem.
Quer que o homem cuide da família, supra
as suas necessidades e necessidades não só econômicas, tem muito homem se
escondendo atrás do trabalho para não ter que liderar o lar. Homens que nem
sabem o que acontece com a esposa, com os filhos porque não tem tempo,
escondidos que estão da família.
E chamou Deus a você homem e perguntou:
Onde está a sua família?
Cabe ao homem liderança, assumir o seu
papel, infelizmente por comodidade ou outros motivos passa esta responsabilidade
à mulher.
O homem é a cabeça, mas a cabeça em amor,
como está em Efes 5:25.” Vós maridos, amai as vossas mulheres como
também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Cristo é seu exemplo, porque é a sua
cabeça, com vemos em I Cor 11:3 “que Cristo é a cabeça de todo o varão e
o varão o cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo”.
O homem que sabe liderar, sabe porque ama
a sua mulher e o seu amor vem de Cristo.
Marido ama - > mulher feliz
< -
mulher devolve
+ feliz (se sentindo seguro e capaz na sua
função de homem)
Em Efés. 5:28 vemos que “assim
devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.”
O marido que ama a esposa lidera com amor,
porque em Efes. 5:31 “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se
unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne, ou seja, ele quer o bem dele
mesmo.
Agora se por algum motivo ele não quer o
bem de si mesmo, por traumas de infância, baixa autoestima e falta de amor
(porque nunca recebeu), por achar que não merece ser amado, pode não querer o
seu próprio bem e sabotar o seu relacionamento.
O marido pode pensar: se não amo, como
amar? Deus é amor então vá a fonte, porque amar é uma escolha, paixão é sensação,
mas amar é escolher amar e caminhar nesta direção, senão Jesus não nos pediria
para amar, se fosse um sentimento que simplesmente brotava dentro de nós por
alguém.
Jesus sabe que é preciso escolher amar e
ele vai dar esta capacidade e nos promete que qualquer que pede, recebe, como
está em I João 5:15- “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos,
sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” e ainda promete em I
Tim. 6:17 “...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para
dela gozarmos”.
Amar é simples, então porque não amamos?
O homem pode ter dificuldade de amar porque
tem medo, mas é esse treino de amar a esposa que ensinará amar o restante, é
por isso que o casal é tão importante para Deus e porque o inimigo quer
degenerar.
Quando amamos entramos em sintonia com Deus,
porque “o amor é de Deus e qualquer que ama é nascido de Deus e
conhece à Deus e aquele que não ama, não conhece à Deus porque Deus é amor” 1
S João 4:7,8
O lar é a grande escola do cristão, é onde
Jesus quer atuar para termos uma igreja melhor, uma sociedade melhor e
principalmente porque Jesus quer nos ver felizes.
Aprendemos no lar a crescer. Os
companheiros sofrem com nossos defeitos, mas é o companheiro que nos ajuda a
crescer, ele é nosso remédio.
Se escolhemos amar e crescer; não será um
processo fácil, vai exigir esforço, luta e podemos sentir dor, mas alguém já
disse que todo crescimento é doloroso.
Temos que limpar, raspar, tocar locais que
estão travados a anos, mas é necessário que voltem a funcionar suavemente.
Podemos usar os defeitos do outro contra ou a favor do casamento, se escolhermos
a favor, vai dar trabalho, mas o resultado vai ser bom e gostoso.
Quem recebeu pouco amor na infância, vai
se mostrar vazio e carente e não adianta ficar pedindo, vai levar tempo para ir
abastecendo. Jesus não muda ninguém pela mágica, de repente, e as mudanças
também não ocorrem de repente como mágica, as mudanças vão sendo solidificadas.
Existe os que trancaram o depósito. A
abertura também vai ser lenta como já disseram, como uma ostra, não adianta vir
com o pé de cabra, mas com muito carinho e paciência.
Existirá tensão e problemas, o deposito
que vai se fazendo no banco do amor, renderá juros e dividendos.
Herói
“No suor do teu rosto, comerás o seu pão,
até que tornes à terra, porque dela foste formado” Gen 3:19
Liderança com amor, o herói, porque então
muitas vezes o homem deixa de ser?
Se a mulher tem o reconhecimento pela sua
beleza, o homem é pelo seu trabalho, não que isto seja certo, mas é o que acontece.
Ao homem compete trabalhar e suar para ter
reconhecimento, valor e sustentar a família. Quem tem que dar este
reconhecimento, portanto é a sua família.
O homem precisa de elogios, é a resposta
que ele está conseguindo cumprir sua missão, o elogio é também uma forma de
descobrir como agradar, ele sabe que o caminho é este.
Quando o homem não consegue um trabalho
para manter sua família, ou dar aquilo que ele gostaria de dar, ele começa a se
sentir fracassado e isto vai minando suas energias fazendo com que vá se
introvertendo cada vez mais ou até mesmo chegando a uma depressão.
Esta é a forma de lidar com a vergonha
perante os outros, de não estar sendo competente e como dizem, não estar sendo
homem suficiente para sustentar sua família.
Os homens detestam se sentirem
vulneráveis, porque isto pode gerar rejeição ou inferioridade. A forma de lidar
com este sentimento é isolando-se, sempre está na evasiva ou entra num processo
de mentira, até para ele mesmo, querendo se auto promover, aparecer, para que
as pessoas não percebam a vergonha que está escondendo.
Como o valor do homem está ligado ao
trabalho, aos bens, se não consegue, ou pelo menos, não o que queria, ele se
culpa, achando que é mesmo incapaz, ineficiente, mesmo que ponha a culpa na
economia, no governo, no patrão, no fundo está tentando se justificar pela sua
culpa de não conseguir.
Como é uma situação muito dolorosa para
ele, é muito difícil se conseguir conversar sobre ela, cabe a mulher uma
abordagem indireta, por meio de elogios e realçando os pontos positivos.
Infelizmente muita mulher faz justamente o
contrário, diz que ele é incompetente mesmo, reclama o tempo todo, se queixa
constantemente da falta de dinheiro e o que é pior ainda o compara a outro
homem (pai, irmão, vizinho).
Isto vai acabando, derrubando o marido
devagarzinho e fazendo com que consiga cada vez menos, pois não confia em si,
ou então se vê tão assustado e infeliz que acaba caindo fora do casamento.
Quando se fala ao homem que ele ainda é o
herói com quem ela se casou, ele vai acreditando mais em si mesmo, melhora a
sua autoconfiança, disposição e principalmente tem que deixar claro que o
provedor do lar é Jesus, e se juntos confiarem Nele, irão em frente, em paz.
O mais importante, porém, é o homem começar
a ver que o seu senso de valor não vem do seu trabalho ou bens, mas de que é
filho de Deus e que Jesus o ama e se entregou por ele e está cuidando dele.
Sua validação vem da ligação com Cristo,
independe do outro. Se costuma dizer que homem que é homem, é aquele que não
tem que provar nada a ninguém, nem a ele mesmo. Sabe que é.
Seu exemplo é Jesus, que viveu nesta terra
de cabeça erguida, sabia quem era, tinha senso de valor e as pessoas não
moldavam seu viver, pelo contrário, Ele moldava o viver das pessoas, não tinha
que provar nada a ninguém, mesmo que as pessoas vivessem pedindo isto, Jesus
era, como Deus que disse a respeito de si mesmo: Eu Sou.
Talvez Deus tenha deixado na bíblia estes
versos especialmente aos homens, para que não vivam preocupados e acabem
causando sofrimento à sua família, em vez de ver que a sua força vem de Jesus.
Buscai primeiro o reino de Deus e toda sua
justiça e estas coisas vos serão acrescentadas. “Não vos inquieteis pelo dia de
amanhã”. Mat. 6:33 e 34
“Vinde à Mim todos os que estais cansados
e oprimidos e eu vos aliviarei”. Mat 11:28
HOMEM É BRAVO, OU É UM BRAVO
“Vós maridos amais as vossas mulheres e
não vos irriteis contra elas” Col. 3:19
Muitos homens confundem a sua
masculinidade com ser um bravo, é estar bravo, é uma diferença principalmente
de verbo.
Ser um bravo é algo inerente do verbo ser,
que quer dizer um lutador, um homem que vai na frente, que faz, mas
absolutamente não quer dizer que para ser um bravo é preciso se estar bravo
constantemente ou frente as ameaças.
Quando se está bravo, pode mostrar
exatamente o oposto, a ira frente a uma ameaça, ou fracasso, ou contrariedade,
mostra exatamente que não se é um bravo.
O homem fica irado para mostrar que é
forte; quem manda, porque não se sente assim, se sente fraco, ameaçado, com vergonha
e para não verem o seu real sentimento se esconde atrás da ira e o que é pior,
tenta direcionar o seu fracasso a outra pessoa, geralmente a esposa. É isto que
o verso diz, ao falar que não se deve se irar contra a sua esposa.
O verso quer dizer, se enxergue, assuma a
sua situação, se sente vergonha fale com Jesus e peça força, mas não culpe
ninguém, principalmente a esposa como fez Adão, ao ser interpelado por Deus:
Esta mulher que me deste..., ela é a culpada. Deus não tirou a culpa de Adão,
pelo contrário fez com que assumisse as consequências.
A ira também pode aparecer devido a experiências
da infância, que de alguma forma se sentia ameaçado e era necessário se
defender, é bom que se veja que se cresceu e a situação mudou.
Como a ira é uma hemoção (ação do sangue),
é física, pode também ter causas como o cansaço, falta de sono e alimentação
inadequada (irritante do sistema nervoso, como estimulantes, picantes, frituras,
aditivos químicos e outros), ou até o mal funcionamento intestinal, onde uma pessoa
enfezada é aquela cheia de fezes.
Às vezes como a manifestação é física, é
necessário, como houve uma carga, tem que haver também uma descarga, sendo
importante que a mulher deixe o marido dar vazão ao sentimento, sem se sentir
que será destruída ou agredida, simplesmente deixe a descarga acontecer.
Ao
homem compete ter a descarga, mas não a direcionar a ninguém, seja esposa ou
filhos ou outros, isto é o que na bíblia está como “ira-vos, mas não pequeis,
não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efe. 4:26
Não
pequeis é vai sentir a ira, mas não agredir a ninguém, que o homem aprenda
expressar o sentimento, mas não a agressão e que vá aprendendo com a ajuda de
Cristo a ser tardio em irar-se.
Não se ponha o sol sobre vossa ira, é não
vá dormir com ela, remoendo-a, pois pode gerar uma úlcera gástrica, tente
resolver, compreender, ore e descarregue.
Essa descarga pode ser um exercício, um
banho, lavar o quintal, uma corrida, ou se for possível com antigamente, vá
cortar lenha.
HOMEM VALENTE
“E chamou Deus a Adão e disse: Onde estás?
“E ele disse: Ouvi a tua voz, tive medo
porque estava nu e me escondi” Gen.3:10
Talvez uma das passagens que mais retrate
o homem é esta, o primeiro homem já não soube lidar com o medo e se escondeu.
Onde está? Aonde o homem vai quando está
com medo, ele foge da situação, dá evasiva, evita o comentário, finge que não é
importante, ele vai parar em algum lugar, porque ele não está nele mesmo,
centrado.
Ele pode se irar, como já vimos para
disfarçar e mostrar que é forte, esconder o medo.
Existem os que paralisam, simplesmente
param na vida, se retraem, dão voltas, inventam desculpas para não terem que se
movimentar, afinal não vai adiantar nada mesmo, é sempre assim, não adianta é o
destino e o que é pior dizem alguns que é a vontade de Deus. Deus não quer
ninguém paralisado, mas que aja.
Porque estava nu, ou seja, me senti sem
proteção, criticado, humilhado (se quer acabar com um homem é humilhá-lo),
exposto sua fraqueza, se sentiu rejeitado. Tudo isto gera no homem muito medo e
aí se inventou mil mecanismos de defesa para lidar com este medo e para o homem
sempre a melhor defesa é o ataque.
Às vezes a simples insistência da mulher
em falar, falar, apontar, o homem já se sente sitiado e quer o socorro.
Não é permitido ao homem na sociedade
dizer que tem medo, aliás, é por aí que começam as piores e perigosas brincadeiras
de moleques e adolescentes, só para provar para o outro ou para o grupo que não
se tem medo.
Que fardo pesado, é impossível não se
sentir medo neste mundo, principalmente nesta época, então o admita e leve a
Jesus o seu medo. Super homem não existe, é o medo que nos dá o limite
necessário, faz parte da humanidade, desde Adão. O problema não é sentir medo,
mas o que fazer com ele.
Primeira coisa assuma o sentimento, estou
com medo e o que eu posso fazer com ele, isto vai evitar o pânico, que é quando
o medo toma conta e assume o controle.
Enfrentá-lo se for possível, com o poder
de Deus.
Recuar se preciso para não correr risco
desnecessário.
Aguardar, planejar uma forma de vencê-lo
ou eliminá-lo.
Muitas vezes o medo vem de situações da
infância ou da adolescência, quando se faz necessário descobrir o que houve
para poder superá-lo.
A
grande solução é dada por Deus, ele sabe que o homem tem medo, mas acredita
nele e vai ajudar se este confiar.
Isto está claro na história de Gideão.
Gideão estava escondido, malhando trigo no
largar, porque havia o perigo do ataque dos midianitas, Gideão estava com medo
e o anjo do Senhor aparece a ele e diz que ele era um varão valente Juízes
6:12, ao que Gideão começa a reclamar, iniciando um “Aí meu Senhor, se o
Senhor é conosco. Porque tudo isto nos aconteceu”?
Novamente o anjo do Senhor, em vez de se
justificar ou menosprezar Gideão, ali escondido, reclamando diz no verso 14 “-
Vai nesta tua força e livra a Israel porventura não te enviei Eu”.
Gideão deve ter pensado, acho que ele não
entendeu, eu estou com medo, escondido e ele me mandam ir, enfrentar o medo e
se justifica.
Verso 15 “Aí, meu Senhor, com que livrarei
Israel? Eis que a minha casa é a mais pobre de Manasses e eu o menor da casa de
meu pai?”.
Como vou sair do meu medo, como vou
enfrentar, eu sou o menor dos menores, me deixa continuar escondido no meu
canto, mas o anjo lhe dá uma certeza.
Verso 16 “Porquanto Eu hei de ser contigo,
tu ferirás aos midianitas como a um só homem”. Quem sabe a história sabe que
Gideão, relutou, pediu provas, mas foi e venceu.
Cada um tem o seu midianita, às vezes
somos nós mesmos, mas Jesus nos dá a certeza de vencer e não mais fugir, se
esconder, e sim assumir o seu medo e vencer porque ter medo não faz de nenhum
homem menos homem, mas mostra sim a direção para superação e vitória.
Isto é ser homem ter a coragem de se ver,
assumir o seu sentimento e buscar ajuda para crescer.
Cabem às mulheres agirem como o anjo,
incentivando, acreditando, dizendo eu estou com você, não acabando com o que já
está em baixa.
A Validação Masculina é um dos aspectos
mais importantes para entendê-los. O menino espera do seu pai o elogio, aceitação,
incentivo. Precisa ouvir você é bom e dará certo na vida, esta é a grande
benção paterna, eu acredito em você.
Acontece que a grande maioria dos pais não
deu isso aos seus filhos e eles saem pela vida tentando provar que são bons,
são homens, através de atos corajosos e até insanos as vezes, através do
trabalho, querem ouvir e sentir isso da esposa. Isto porque devem ter ouvido
dos pais, você não presta para nada, menino burro, não vai ser ninguém na vida
e assim foi, infelizmente, ou então sentia uma rejeição paterna, não aceitação.
Deus validou Jesus no início da sua obra,
quando disse: Este é meu filho amado que me dá muito prazer. Mat 3:17
CAVALEIRO SOLITÁRIO
“Não é bom que o homem esteja só” Gen
2:18
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” Gen 2:24
Deus sempre soube que não era bom que o homem
estivesse só e ainda hoje não quer.
O só hoje em dia é muitas vezes estar só
sobre o mesmo teto, estar sozinho ao lado da esposa.
A mulher por sua natureza, tem necessidade
de falar, se emocionar, se não tem isto com o marido, vai procurar ter com a filha,
com a mãe, com a amiga e assim vai, o homem se fecha em si mesmo, se tornando
um cavaleiro solitário a guerrear com os seus moinhos de vento internos.
Poderia se dizer é simples, é só falar, se
abrir, mas isto para a maioria dos homens é muito difícil, principalmente que
como vimos ele vai se sentir vulnerável ou fracassado e vai continuar na ostra
elaborando perolas preciosas que jamais serão vistas.
O homem tem mais dificuldade de ter
relacionamentos íntimos, muitos nem sabem como, para isso é preciso uma coisa.
A NECESSIDADE DE UM CASTELO
O lar para o homem tem que ser o seu
castelo, não onde ele vive feliz para sempre, mas onde descansa das batalhas.
Não é fácil para o homem sair todo dia,
batalhar com o suor do seu rosto, enfrentar o leão do dinheiro, o dragão da
competição e vencer. Para isso precisa de força que vem de Jesus como vimos,
mas também é necessário um local para o seu reabastecimento.
Quando ele está retornado ao lar, espera
encontrar aquela que o ama muito, bela (arrumada), aquela que não é sua
inimiga, mas que cuida dele e quer o seu bem.
Ao chegar o recebe com um beijo, e
pergunta como foi o seu dia e compreende e lhe dá ânimo, se a esposa procede
assim ele depois vai perguntar como foi o dia dela e ouvi-la com atenção, pois
mostrou interesse por ele, ele é importante, é bom saber como ela vai e a
esposa por sua vez ao ouvir o marido vai ver que ele também tem problemas e vai
falar dos seus com mais lucidez.
Os filhos se alegram com a chegada do pai
e não tem medo como alguns.
Ele sabe que no seu castelo ele pode tirar
sua armadura e ser ele simplesmente. Não tem que usar sua espada, pois não será
atacado, nem o escudo para se defender de tantas acusações e cobranças e assim
no outro dia ele vai se sentir revigorado para sair novamente e principalmente
vai ter mais força para lutar, defender e suprir o seu castelo porque o ama
muito.
Bonito. Podemos não ter lares assim, mas
podemos caminhar nesta direção com a ajuda do Espírito Santo, sob a orientação
de Jesus.
É uma questão de escolha, porque imagine
este cavaleiro vendo a hora de ter que ir para o castelo e o mundo lá fora
apesar de ruim é melhor que a sua casa. Vai fazer hora extra, ficar com os amigos
no bar, atrasar, inventar outras atividades porque sabe que ao chegar sua esposa
nem vai notar sua presença.
A esposa pode também derramar as
reclamações, lamentos e cobranças que ele nem vai ouvir, porque imediatamente
vai se colocar na defensiva e continuar com a armadura, segurando o escudo.
Não encontra um lugar calmo para descansar,
ou comida para comer, começa a achar que o inimigo está dentro do castelo e
pega sua espada e parte para o ataque. Dorme e no outro dia acha ótimo sair do
castelo, ficar longe da esposa que ainda fica cobrando carinho e atenção.
Mulheres: só se conquista o amor dos
homens ouvindo-os, valorizando-os com carinho e atenção e principalmente
acreditando que ele é o seu herói para que não saiam por este mundo com
cavaleiros solitários sem ter em quem confiar, sedentos de amor e famintos de
compreensão.
Aqui é importante parar para pensar que
hoje a maioria das mulheres trabalha fora, mesmo assim é necessário se ter
consciência que o seu lar deve ser um castelo de refúgio e segurança para os
dois e para os filhos também. Um lugar que o homem consiga quietude, a mulher
possa descansar e os filhos se sintam acolhidos.
10 - Uma Só Carne
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua
mãe e apegar-se-á sua mulher e serão ambos uma só carne.” Gen 2:24
Todos têm um vínculo de carne com a mãe,
ela nos gerou dentro dela e vínculo de carne com o pai ele também forneceu
material genético para que fossemos formados, por isto a ligação tão forte
entre pais e filhos.
Quando homem e mulher crescem, atingem a
idade em que estão maduros para romperem esta ligação, deixam o pai e a mãe
para constituírem uma relação de carne entre homem e mulher, tornando-se um.
A relação de carne é a relação sexual, e
na Bíblia o casamento é o próprio ato sexual, é a partir do momento em que ele
se dá, que se considera casados, portanto, uma relação criada e abençoada por
Deus.
Quem são estes dois seres diferentes que
formaram uma unidade.
O homem criado por Deus antes do pecado,
era gentil, carinhoso, sensível, que ia devagar, apreciando cada passo do caminho,
antes da chegada.
Mas o pecado veio, e com ele a dor (com
dor comeras todos os dias), os espinhos, o suor, o cansaço, a tensão de manter
o lar e a necessidade de mostrar que é homem o tempo todo, onde o simples fato
de ser, já não basta, é necessário fazer para provar.
Um homem que entendeu que o domínio,
queria dizer opressão, servidão, superioridade em relação à mulher, alguém que
fora criada para apenas satisfazer suas necessidades.
Um homem que não entendeu que domínio quer
dizer responsabilidade, cuidado e respeito.
Como consequência do pecado este homem
quando vem para uma relação sexual, vem como apenas um território a ser
conquistado, como mais uma marca que ele deixa, dizendo que é propriedade sua.
Com a sensibilidade diminuída pelas lutas
da vida e onde homem que é homem não chora, não sente, que tem só que alcançar
o seu objetivo e portanto, o necessário passa a ser apenas as caricias, que
preparam para o ato, que é seu objetivo e não o carinho, demonstração de
sentimento.
Este homem perdeu a capacidade de curtir o
caminho, só quer chegar rápido ao topo, para dizer que é capaz. Tem medo de se
demorar no caminho e ser incapaz de prosseguir e se sentir um fracassado, sua
fêmea jamais o perdoará, é o que ele pensa, mas é ele que não se perdoaria, em
uma sociedade em que se tem que provar que é homem o tempo todo, quanto antes
gozar melhor, missão cumprida. Por isto talvez um grande problema dos homens
atualmente seja a ejaculação precoce, ele começa o caminho e já chega no topo.
O problema de se chegar rápido ao topo é
que não se vê o caminho, passa-se por ele, pisa e nada enxerga das coisas e
prazeres que este caminho tem a oferecer.
Deus criou um homem que se encantava com o
caminho, mais que com a chegada, pena que o homem ficou prisioneiro da chegada.
Talvez porque o homem não confie mais no
seu corpo, no seu pênis, naquilo que acontece naturalmente é só deixar, tem
medo de não ser potente, de não ter um corpo viril, bonito, acredita, como só
vê a chegada, que o tamanho do pênis é que vai determinar a potência, como se
ele funcionasse independente do resto do corpo e que a simples ejaculação
mostra que ele é capaz, não importa se não sentiu com o resto do corpo, ou a
mulher não se satisfez, o problema está nela, o seu pênis é potente.
A mulher sentindo como o homem a tratava,
só pode ter a sua autoestima lá embaixo, onde qualquer diferença sua do padrão
corporal pregado, se sente rebaixada, feia, não digna de ser desejada e
querida.
É muito importante então que como filhas
do Rei, portanto princesas, se cuidem, se arrumem e se valorizem.
Agora principalmente gostem do seu corpo,
se a mulher não gosta do seu corpo, como ela vai querer que o homem goste de
uma coisa que ela mesmo menospreza.
Cuide do seu corpo, lembre é templo do
Espírito Santo, mas de maneira nenhuma, em momento algum o compare com a diva
do sexo, uma modelo ou até com a vizinha. Você é você e isto é o que a torna
mais bela, se todas fossem iguais, perderia a beleza, a graça e é isto que a
mídia quer, tornar todas iguais. Não acredite nela, acredite em quem fez o seu
corpo, no seu criador, Jesus e Ele a acha maravilhosa, com certeza.
A mulher tem que gostar de si e mostrar o
seu corpo, a sua graça, o seu encanto ao seu marido, isto é sedução. Não fique
com vergonha, mostre o que você é, e o que você tem de bom, o seu marido vai
gostar também, vá para cama como a mais linda das mulheres.
Tem mulheres que vão para cama agradecendo
o favor do marido, por se sentirem feias, gordas ou magras. O sexo começa na
mente, é lá que você deve acreditar que o seu marido vai sentir o que você passar
para ele.
Comece se cuidando, erga o olhar, olhe nos
olhos dele, não tenha medo nem vergonha, fique ereta, abra os ombros, levante
os seios, isto é ser sexy.
Os cinco sentidos são necessários no sexo.
Primeiro o homem é levado pela visão seja atraente (faça-se bonita), eles são
levados pelo odor, perfume-se e não esqueça do paladar, como já dizia a avó
peguei-o pelo estomago, ainda funciona, faça uma comidinha especial.
Depois de tudo isto as mulheres ouvirão o
que gostam e serão tocadas como esperam. Aqui vale lembrar novamente que o
homem não adivinha, é necessário falar o que se gosta, bem como o que não se
gosta.
Muitas mulheres, assim como alguns homens
acham que cabe aos homens se encarregar de tudo, a mulher se deita e fica
esperando, se as mulheres gostam de companheiros sensíveis, carinhosos,
românticos, é claro que os homens também querem o mesmo, portanto mulheres
aprendam a fazer o mesmo e a levantar o ego de seus homens, valorizando-os
sempre.
Ao mesmo tempo não exija muito de você mesma,
ninguém é perfeita ou perfeito e não se está bem todos os dias.
A Bíblia nos dá estas orientações de duas
coisas, primeiro, ser bonita é um estado do ser “O coração alegre aformoseia o
rosto” Prov 15:13 e “Como imaginou na sua alma, assim é” Prov 23:7.
Em Rute 3:3 e 4, Noemi ensina à
Rute o que é sedução, ela diz: “Lava-te, unge-te e veste teus vestidos ... e
então quando ele se deitar, entra, descobre-lhe os pés e te deitaras”. Trazendo
para o nosso tempo é toma um banho, se perfuma, põe uma roupa bonita e tome uma
atitude.
Nesta história, Boaz ainda não podia ter
relação com ela naquele momento e ele foi um cavalheiro, um homem realmente, ao
se segurar antes de saber se seria seu marido, cuida dela, dando-lhe cevada e
ainda se preocupa com a sua reputação.
Ao contar a história para Noemi, esta lhe
diz: “Aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” verso 18,
ou seja ele foi seduzido e vai fazer de tudo para ficar com você ainda hoje.
O ato sexual criado por Deus é bom, e Ele
deseja que seja bom para os casais, em Prov 5:18 e 19 temos “Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como serva
amorosa e gazela graciosa, saciem-te os teus seios em todo o tempo e pelo seu
amor sê atraído perpetuamente”.
Jesus quer que tenhamos uma boa relação
sexual, ele vê o ato, seus anjos não se retiram do quarto, e Ele está disposto
a nos ajudar neste aspecto do casamento também, porque ele quer famílias
felizes, portanto se tiver problema Ore, antes, durante ou depois.
O ato sexual tem quatro momentos – desejo,
excitação, orgasmo, resolução. Apesar de serem estas as etapas cada casal a faz
de um jeito, de acordo com o seu momento e até pode variar de acordo com a faze
da vida em que estão vivendo.
DESEJO – “O seu falar é suave, ele é totalmente
desejável” Cant. 5:16
O desejo é intelectual, ou seja, ele se dá
mentalmente, no pensamento da pessoa.
Por isto é que se diz que a relação começa
de manhã, já começa o clima.
Pensar durante o dia, imaginar o
companheiro, por isto é bom de repente dar um telefonema, uma insinuação.
Quando se diz que não se tem desejo é
porque não se pensa a respeito por algum motivo, ou por sentimentos que o
impedem, não se tem o hábito de pensar ou até falta de tempo nesta vida
corrida.
É necessário se pensar e se organizar para
isto, criar uma rotina que não é de toda má, pois que organiza a vida. A rotina
sexual é separar um tempo para se estar junto, fazer disto um hábito e prioridade.
Agora dentro desta rotina pode-se variar uma forma de jantar, uma caminhada
namorando antes etc.
Porque se deixar para ver o que acontece,
vão para a relação no fim do dia, já cansados, onde a sexualidade é a última
coisa do dia.
Às vezes mesmo que se durante o dia, se
pense, à noite já se está acabado, é necessário se preparar para isto.
EXCITAÇÃO - “Beije-me ele com os beijos da sua
boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho “ Cant 1:2 .
“Desvia de mim os teus olhos, porque eles
me perturbam” Cant 6:5.
O homem se excita com a visão e o olfato,
já a mulher com a audição e o tato.
A mulher quando se arruma, toma um banho,
se perfuma, o homem pensa: Ela se arrumou para mim.
Já o homem precisa fazer elogio, a mulher
se sente valorizada. Quando o homem não elogia a mulher, ela começa a descer a
qualidade de tudo, porque já que ele não vê mesmo, qualquer coisa serve.
Existem variações do apetite sexual, por
vários motivos, desde stress, trabalho, preocupação, climatério, doença e até
pela pílula anticoncepcional incorreta, por isto a necessidade de um
acompanhamento médico.
Pode-se ocorrer de um não querer, aí é
necessário se respeitar ou como ouvi certa vez uma mulher dizer: Se ele for
convincente (nas caricias e carinho) pode-se mudar de ideia. O importante é se
conhecer os pontos de excitação do outro, conhecer o seu corpo e o do outro,
por isto que o ato sexual tende a melhorar a qualidade com o tempo, porque se
vai conhecendo o outro e a si mesmo. Procure fazer de cada ato uma descoberta.
ORGASMO –
“Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada...
Ah se viesse o meu amado para o seu jardim e comesse os seus frutos excelentes”
Cant 4:12 e 16
Quando se vai para uma relação sexual, é
bom saber que vão 6 para a cama. É porque a mulher leva com ela introjetado o
modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo de homem do seu pai, o homem
no caso o companheiro leva o modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo
de homem que seu pai foi, além de todos os valores culturais da sociedade em
que vive, logo um ato sexual, um ato natural, já não é tão natural assim, por
isto as complicações que surgem.
O orgasmo pode ser um furacão ou uma
brisa, dependendo do momento do casal os dois tipos serão satisfatórios.
Porque orgasmo pode ser definido desde um
simples gozo clitoriano, uma contração vaginal intensa para a mulher ou simples
ejaculação para o homem.
Wilheilm Reich, entretanto define orgasmo
como algo mais, ele é total e intenso, se sente com o corpo todo, como uma
onda, com movimentos involuntários, podendo se perder a consciência por alguns segundos.
O importante não é querer chegar a uma definição de algum estudioso do assunto,
mas chegar ao seu orgasmo.
Não usar a referência da sexualidade dos
outros, mas montar a sua sexualidade dentro dos seus limites.
Também não é ir para o ato sexual querendo
que o outro lhe dê prazer, mas não sabe como, é preciso olhar para o outro, o
que ele quer dizer com isto (movimentos, gemidos, palavras). Muitas vezes a
mulher não sabe como, deixa a responsabilidade para o homem, ele não sabe, vai
tateando, se ela não dá a dica vai logo para a penetração que é o que ele sabe
fazer. O Homem Não Adivinha Pensamentos!
É necessário se falar, com jeito,
sussurrando ou com humor, que é o grande jeito de se falar verdades sem se magoar
o outro, isto serve não só para a cama, mas para o casamento todo.
No falar a mulher deve tomar o cuidado,
não dá para esperar que o homem fique falando ou respondendo, porque como foi visto
ele é mais focado, digamos que o homem se tiver que ficar falando ele desfoca,
portanto, não gosta disto, já a mulher com os seus sentidos ligados, é preciso
compreender porque qualquer barulho ou movimento atrapalha; principalmente se
vierem dos filhos. A mulher precisa de privacidade total para se concentrar no
ato.
Agora o grande orgasmo é o que está no
versículo citado, a palavra amado e amada, se ambos se sentirem amados e
amando, o ato sexual virá naturalmente com toda a força, já que é nele que o
ser humano experimenta a sensação total do que é uma entrega, e é por isto que
Deus a compara entre a relação de Cristo e a Igreja, quando existiu a entrega
total, por este motivo que o inimigo de Deus tem tanto desejo de deturpá-lo,
para que o ser humano não aprenda a se entregar, principalmente à Cristo, pois
a entrega é amor, é no ato sexual que amamos o próximo como a nós mesmos e aprenderemos a amar Deus sobre todas as
coisas.
Na verdade, no orgasmo existe a grande
questão para a mulher, eu quero realmente deixar ele entrar, entrar mesmo
dentro de mim, ou magoas, medos, raiva impedem que isto aconteça, que eu o
receba não só na vagina, mas no coração.
Para o homem, ele quer realmente entrar na
mulher, conhecer ela, sua beleza, ou apenas satisfazer seu desejo de território
e descarga de tensão.
Os dois querem realmente serem uma só
carne ou apenas sentir um prazer egoísta, desprovido do coração.
RESOLUÇAO – “Eis que é gentil e agradável, ó amado
meu; o nosso leito é viçoso” Cant 1:16
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão,
mas um só quem aquentará?” Ecles 4:11
A resolução é um momento de intensa
intimidade, e é muito importante em um casamento. É um momento onde é possível
a comunicação sexual mais aberta. O momento de fazer o que as mulheres gostam
tanto, discutir a relação, porque o marido estará mais apto a ouvir. As
mulheres geralmente fazem o contrário, querem discutir a relação antes da
relação, sexual no caso, resolver os nós antes do ato, nada mais brochante,
nenhum homem quer fazer isto neste momento, geralmente não querem em momento
algum, mas nesta hora nem pensar, portanto deixem para depois, com ele calmo e
relaxado.
O
calmo e relaxado, principalmente se for tarde da noite, também gera o sono e
não dá para reclamar se ele dormir, afinal gastou muita energia. Se quiser
conversar depois do ato, ache um horário melhor para se ter a relação sexual.
Mas ache não só o momento melhor para se
ter a relação, mas o melhor momento para tudo no casamento, que como disse
Salomão, há tempo para tudo.
Se a sua relação sexual não é aquela coisa
que você imagina, caminhe para lá, mas sem ansiedade, há momento para tudo
debaixo do sol.
Todo casamento também tem
diversos momentos, altos e baixos, é preciso aprender com eles, mas sempre
caminhar em frente, crendo no casamento como instituição criada por Deus. É
principalmente dentro dele que Deus nos prepara para sermos cidadão do céu, é a
nossa grande escola e creia se ele não vai bem, Jesus te ajudará, entregue o
casamento cada dia à Ele e se lembre sempre: Ora que melhOra.
Agora na verdade a síntese do que deveria
ser a questão sexual pode estar em Gen 1:27, “E criou Deus o homem a sua
imagem, a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou... e Deus os abençoou
e disse: Frutificai, multiplicai...””
Deus criou a sua imagem macho e fêmea,
abençoou e disse frutificai, ou seja, numa relação sexual entre macho e fêmea.
O que é ser macho e fêmea a imagem de
Deus?
E serão uma só carne, quando? No momento
do frutificai, momento tão completo e pleno que pode até gerar um novo ser.
Macho e fêmea se tornam um. Um corpo
penetra no outro de tal forma que se torna um, e esse momento deve proporcionar
um ápice de emoção e sensação, só conseguido se houver amor.
Essa é a imagem de Deus do macho e fêmea,
o amor que une.
O amor do macho pela fêmea é tanto que
quer penetrá-la, senti-la ao máximo quem ela é, num misto de admiração e
carinho, sentir a sua suavidade.
Assim como a fêmea quer ser penetrada pelo
seu macho para sentir o seu calor, amor, força, quem ele é.
Ser macho a imagem de Deus é penetrar com
cuidado e devagar. Com respeito de estar adentrando no templo sagrado de um
corpo feito por Deus e onde Ele habita.
É ir conhecendo extasiado o corpo inteiro,
mas principalmente a recamara da alma feminina, levando no seu pênis, não a espada,
como tantos fazem, com a vitória de um território conquistado, mas levar sua vida
e energia pulsante que irá acender a tocha da fêmea, explodindo a mulher,
exalado por todos os poros.
Um pênis aceso de amor é capaz de acender e
ascender uma vagina, mesmo que ela esteja até fria e escondida.
Assim como uma vagina pulsante de amor é capaz
de atrair um pênis inseguro e fazer um pênis frio, conhecer o amor e a luz.
Pênis e vagina se encaixam para desfrutar
do amor pleno que o Criador queria que conhecessem.
11- PARE, OLHE, ESCUTE
Parar, pensar no nosso casamento, enxergar
realmente quem dorme ao meu lado e vive comigo, quais suas necessidades, quais são
seus sonhos e frustrações?
Como ele me vê?
Para isso é preciso parar para ouvir,
mesmo que doa ou eu não goste, mas é o caminho para melhorar, o caminho do
amor.
É difícil, parece impossível. Cristo está
aqui para ajudar e guiar.
Leve seu casamento à Ele.
Para Cristo o casamento é tão importante
porque Ele que criou e começou os seus milagres em um casamento, a fim de
mostrar que o começo do milagre, das mudanças começa no casal, na família.
Não havia mais vinho. Jesus então manda
encherem talhas de água e transforma em um excelente vinho. João 2.1-11
É assim chegamos para Cristo e dizemos: não
tem mais amor, não tem mais compreensão, não tem mais carinho, não tem mais
admiração, não tem mais alegria e Cristo diz coloque todas estas coisas aqui e
Eu vou transformar seu casamento no que Eu quero que você viva. Basta ver,
querer mudar, me entregar, então escute a minha vontade e a faça com o meu poder,
através do Espírito Santo.
Cristo quer que o seu lar, a sua família,
reflitam o seu reino ao mundo.
Sobre os autores:
Augusto Maia é Psicólogo, Terapeuta de Casais,
Palestrante para Famílias e Casais
Escreveu 2 livros sendo um Relacionamento
Familiar editado pela CPB.
Marli Cres é Enfermeira de Saude da Família,
Mestre em Promoção da Saude, Palestrante sobre Saude/Vitalidade e Palestras
sobre Mulher/ Homem.
Escreveu 5 Ebooks que podem ser encontrados
na livrariaraiz.com.
Casados há 39 anos. Tem dois filhos, Jabs e
Jemima.
Ministraram inúmeros Encontros de Casais por
todo Brasil.
Contato - marlicres@gmail.com
Família – Criação de Deus
O bebê quando está no útero, está
protegido, com temperatura ideal, alimento e aconchego, mas precisa perder tudo
isto para poder nascer. Depois que nasce A Bíblia começa com uma grande criação
de Deus, que foi a criação da Terra enquanto planeta com vida e como essa vida
foi brotando neste planeta ao longo de seis dias, com quatro referencias de que
“isso era bom”. (Gen 1)
No sexto dia, o ápice da sua criação, foi
“macho e fêmea os criou” e Deus os abençoou dizendo: “Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”, ou seja, macho, fêmea e filhos,
e no versículo três diz “e viu Deus tudo que tinha sido feito e que era muito
bom”. A criação da família era muito boa, era formada de seres humanos dotados
de livre arbítrio, inteligência e sentimento, portanto quem transformaria a criação
da família por Deus, em realidade.
O que havia sido criado, estava
caminhando, acontecendo e sendo discutido todo dia, na virada do dia, com as
devidas instruções, impressões, assimilada.
Porém, havia um inimigo da criação, que
queria não destruir à princípio, pois ao deturpar, desfigurar, para que não
fosse muito bom, acreditou este inimigo que ela se autodestruiria, mostrando
assim a ineficiência e injustiça de Deus. Então em um belo dia, aconteceu de
Eva se afastar um pouquinho do marido e decidir algo importante sozinha,
contrariando um dos princípios básicos do projeto que era: “Portanto deixará o
varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á a sua mulher e serão ambos uma só carne,”
decidindo juntos o seu presente e o seu futuro. Gen 2:24
O fato é que a mulher começa a dialogar
com algo que tinha uma bela aparência, uma serpente bonita que falava e que lhe
oferece “uma árvore que era boa para se
comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento” (Gen 3:6), esta então, fascinada, toma o fruto, come e também dá ao seu
marido, e o marido que ainda estava na criação original por amor a ela, aceita comer.
É neste momento que o projeto original começa o seu longo caminho de
desfiguração, por que logo em seguida, quando Deus fala com Adão, “Você comeu da árvore que ordenei que não
comesse?” (Gen 3:11) Adão não
assumiu a sua ação, mas põe a culpa na mulher, “A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi” (Gen 3:12) ou seja eu não tenho culpa
pelo que faço, é essa esposa que me atrapalha, que faz com que eu vá pelo
caminho errado, essa mulher que o Senhor arrumou para mim é a culpada. Não se
assume como responsável daquele lar.
Por sua vez a mulher não assume o que fez,
mas põe a culpa na serpente, a mulher era uma vítima de quem tinha oferecido
para ela o fruto: “ela me enganou e eu
comi” (Gen 3:13), começando
assim o vitimismo, não assumindo a responsabilidade de uma ação tomada sozinha,
autossuficiente, tendo um resultado extremamente negativo.
Foi assim que uma criação “que era muito boa” mudou. Deus sabia no
que poderia se tornar e então diz o que iria acontecer.
Para a mulher, ter um filho do homem que a
maltratava, que lhe causava raiva, que a magoava, que não a amava, tornava o
parto muito dolorido e ainda, esse macho que Deus criou, vai se tornar um
machista e “ele te dominará”.
Viver de uma terra que iria começar a
degenerar e produzir cardos, espinhos e bestas feras, cuidar da família ficaria
muito mais difícil, dolorido, iria necessitar de muito suor do seu rosto e esse
homem que à princípio amava tanto a mulher a ponto de morrer por ela comendo o
fruto no projeto original, agora teria que carregar o fardo de manter a família
e em vez de ver a mulher como sua companheira ajudadora iria ver a mulher como
culpada de tamanho sacrifício.
Ele cuidaria da família, que eram sua mulher
e filhos, porém com um amor muito longe do original, amaria, mas isto iria
requerer uma abnegação, esforço, um trabalho muito grande para esse homem que
agora tinha perdido a sua força (a glória de Deus). Um homem que agora tinha
medo e se escondia, e que para ter uma simples veste, teria que matar animais e
costurar suas peles.
Na criação original, o homem que tinha
como moradia o paraíso, na criação que foi deturpada, teve que ser expulso do
paraíso e lavrar a Terra, da qual foi formado.
Apesar de ser a primeira família, já teve
em seu seio uma tragédia de um irmão matar o outro. Não havia mais instrutor toda
tardinha para ensinar como criar os filhos, teriam que aprender na vida, teriam
que aprender como se relacionar se relacionando e conseqüentemente, cometendo
muitos erros.
1-
Casamento, é preciso acreditar nessa idéia
Apesar da família ser uma criação de Deus
e essa criação ter sido deturpada, Deus ainda é autor da idéia e tem oferecido
àqueles que querem, a restauração progressiva da família, o mais próximo
possível do original.
Ele não vem mais, infelizmente, sempre na
viração do dia para nos orientar, mas nos deu a Bíblia como seu manual, a
oração como comunicação, e Jesus está sempre online para nos socorrer,
orientar, ouvir e resolver.
Deus sempre insistiu na sua criação, e
quando a corrupção do gênero humano estava aumentado, como está em Gen 6:5, “em que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração (do homem) era má continuamente”, Deus se arrepende
de ter criado o homem, “e pesou-lhe em
seu coração” (Gen 6:6) ver as
famílias sofrendo tanto, resolve então destruir a terra com um dilúvio e
começar de novo, não com um homem ou algumas pessoas, mas com uma família, a
família de Noé. Uma família seria responsável pela segunda chance da terra.
Só que em vez dessas famílias descendentes
de Noé colocarem a sua fé em Deus, resolveram confiar em uma torre, e Deus
novamente teve que intervir, confundindo a linguagem entre eles, o que gerou as
grandes famílias, que são os povos. Foi em um desses povos que Deus encontrou
uma familia que acreditava Nele e seguia suas orientações, o que possibilitava,
abria o canal para derramar suas benções sobre ela, a família de Abraão.
Família de Abraão
Deus chama a familia de Abraão e diz que
os abençoaria (Gen 12:3) e que lhes
daria um lar, Abraão então sai da sua terra e da sua parentela e vai para o seu
lar, Canaã.
A familia de Abraão era abençoada por
Deus, mas isto não quer dizer que eles não tinham problemas. Diz Gen 12:10, que houve fome naquela
terra, houve problemas financeiros graves e eles tiveram que se mudar e isto
gerou uma crise na familia.
Quando chegaram no Egito, Abraão chega
para Sara e diz:
“Ora
bem sei que és mulher formosa a vista” (Gen 12:11). Até aí, Sara deve ter ficado feliz com a declaração de
Abraão, porém na segunda parte é que ele, marido revela sua intenção, “será que
quando os egípcios te virem, me matarão e te guardarão com vida. Diz, te peço
que é minha irmã, para que viva minha alma por tua causa”. Gen 12:13
Nesta hora de crise, Sara deixa de ser
esposa para ser irmã. O marido é responsável pela esposa, tem que cuidar dela,
mas não pela irmã e na Bíblia na linguagem de hoje ainda diz que me tratarão
bem por tua causa, ou seja, ainda queria usufruir da mentira.
O que Sara poderia responder, o marido
machista decidiu por ela e ainda coloca a situação de um jeito que, se ele
morresse iria ser por causa dela, porque ela era bonita, ao que Sara então
concorda com a mentira frente a chantagem emocional.
Como se sente uma esposa num momento
desses? Diz tenha fé Abraão, Deus vai cuidar de nós. Se disse Abraão não ouviu,
ele estava com medo, se sentindo ameaçado, então usa a esposa como escudo, põe
ela na frente, a deixa exposta, tanto que ela foi parar na casa de Faraó e este
trata muito bem a Abraão, dá muitos presentes à ele por amor à Sara. Gen12:16
Abraão pensa só nele e a esposa que se
virasse lá no palácio de Faraó. Como Sara deve ter ficado magoada, se sentindo
não amada, o seu herói em vez de enfrentar os inimigos, a entrega a eles para
se proteger.
Mas Deus amava essa familia com problemas
e intervem salvando Sara do palácio de Faraó. Abraão volta então a sua terra,
inclusive com mais riquezas. Apesar do erro Deus ainda os amava e os ajudou a
passar por toda aquela crise.
Bom depois desta crise viveram felizes
para sempre, sabemos que não, houve outras, mas poderíamos pensar esta ele
aprendeu, não, as famílias podem passar pelos mesmos problemas e levar tempo
para aprender. Em Gen 20:1-2 diz que
Abraão foi peregrinar em Gerar e novamente disse que Sara era sua irmã e o rei
Abimeleque a tomou e a levou para seu palácio. Sara deve ter pensado de novo
não, será que Abraão não aprendeu a confiar em Deus totalmente, mas não houve
jeito, teve que obedecer. Novamente Deus que amava muito esta família, vem em
sonho falar com Abimeleque para que restituísse Sara ao seu marido para não
acontecer nada a ele, nem a seu reino.
Abimeleque então, pega a Ficol como
testemunha e vai pensando como ele iria chegar a Abraão, que Deus havia dito
que era profeta, (Gen 20:7) um servo
de Deus e falar sobre a besteira que ele estava fazendo.
Primeiro ele chega com um elogio sincero,
“Deus é contigo em tudo que fazes, ou
seja, eu sei que Deus está com você, que você segue a Deus, mas agora me jura
que não mentirás mais a mim, a meu filho, nem a meu neto, pela bondade que te
fiz, farás a mim e Abraão jurou. Gen 21:23
Abimeleque falou você é um seguidor de
Deus, Deus está com você, mas você aqui está pisando na bola, por favor não me
faça mais isto, nem a mim, nem a meu filho, nem a meu neto (minha família).
Abraão deve ter entendido o recado, a
repreensão e então jura que não vai fazer mais isto. Entende finalmente que se
Deus é capaz de mandar uma praga para Faraó e aparecer em sonho para a Abimeleque,
era capaz de cuidar dele e da sua família.
Abraão entendeu, porém o exemplo ficou a
seu filho e Isaque fez a mesma coisa.
2-
Identidade do Casal
E
havia fome na terra... e foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar (Gen. 26:1). Novamente uma crise
econômica e a necessidade de mudança.
Isaque em vez de ver como Deus havia
livrado a Abraão nas crises, segue o exemplo de seu pai, vai para Gerar e diz à
Rebeca como ela era muito bonita, devia dizer que era sua irmã (Gen.26:7) para que porventura os
varões não o matassem por amor a ela. Rebeca obedece ao marido, mas felizmente
não tem o mesmo destino da sua sogra que teve que ir para o palácio, ela
permanece com Isaque.
Como toda a mentira é descoberta, no
versículo oito lemos que o rei Abimeleque olhando por uma janela, vê Isaque que
estava brincando com sua mulher, outras traduções dizem acariciando Rebeca.
Abimeleque então chama a Isaque e diz: ”Que
é isto que nos fizeste?” (Gen 26:8-10) Isaque então, conta a mesma
história de seu pai ao que Abimeleque deve ter pensado: Que família! Toda vez
que vir aqui algum descendente de Abraão, acho que terei que ficar esperto”.
O fato é que as boas coisas passam de
geração a geração, mas os maus costumes também, sempre é tempo de meditar como
queremos que ajam as famílias de nossos filhos e pedir ajuda a Jesus para mudar
os nossos maus hábitos enquanto ainda é tempo.
Voltando a Abimeleque, diz que ele olhou pela
janela e viu que Isaque e Rebeca eram um casal. Havia em seus atos algo que os
identificava como casal, algo bom, carinhoso, porque se fosse briga ou discussão,
e alguém só ver de longe e não ouvir, não identificaria como casal, porque
pode-se brigar ou discutir com qualquer pessoa. O que identifica o casal é a
proximidade, a intimidade.
Experimente ver na igreja ou noutro lugar,
quando estão todos assentados quem se identifica como casal. Quais os casais
que andam juntos? Existem aqueles que um vai lá na frente ou que num ambiente
social dificilmente se vêem os dois juntos, assim como o rei olhou pela janela
e viu que Isaque e Rebeca eram um casal, que Cristo possa olhar pela janela do
céu e ver que você e seu cônjuge formam um casal, andam juntos, de mãos dadas,
abraçados, conversam olhando nos olhos do outro, tem os rostos próximos, isso
indica proximidade, intimidade de um casal.
3-
Autoestima no casamento
Jacó era irmão gêmeo de Esaú, filhos de
Isaque, porém eram gêmeos bivitelinos, aqueles gêmeos bem diferentes um do
outro e diz a Bíblia (Gen 25:27) que
Esaú era um homem de caça e Jacó era simples e habitava em tendas.
Por causa destas características diferentes
diz no versículo 28, que Isaque amava mais a Esaú e Rebeca à Jacó.
Jacó apesar de ser amado por Receba em uma
sociedade machista e patriarcal, não ser amado pelo pai, ou menos amado, era um
trauma, e na sociedade atual ainda seria por que Jacó era homem e o seu modelo
de homem que era Isaque, o rejeitava, logo a sua auto-estima e a sua
auto-imagem de homem estavam comprometidas e quando ele se apaixona por Raquel,
que era muito bonita, logo pensa como ela poderia gostar dele, simples, pacato,
ou seja não era aquele modelo de homem pelo qual as mulheres suspiram; forte,
caçador (agressivo, esportista, seguro) e quando Labão pergunta: O que você
quer ganhar para trabalhar para mim? (Gen
29:15) Jacó pensa, eis a minha chance de impressionar a Raquel, quem sabe
assim ela irá gostar de mim e responde que não queria ganhar nada, por sete
anos o serviria, pela mão de Raquel.
Esta atitude certamente deve ter impressionado
a Raquel, afinal que homem é este capaz de trabalhar sete anos por amor a mim, e
que mulher não iria gostar de ouvir isto, e assim Jacó, que não acreditava que
Raquel era capaz de amá-lo simplesmente por ele, consegue o seu objetivo.
Quantos casamentos não começaram assim em que
um não acreditava que podia ser simplesmente amado pelo que ele era e fez tudo
para impressionar o outro, com coisas materiais, estórias, para conseguir ser
aceito e amado.
Labão era esperto e logo percebeu que Jacó
tinha baixa autoestima e que pessoas com esta característica são facilmente
manipuladas e em vez de dar Raquel, lhe dá Lia sua irmã mais velha na noite do
casamento.
Imagine a decepção de Jacó ao ver que não
era a sua amada Raquel. Podemos pensar neste fato não como uma outra mulher,
mas a mesma. A pessoa se esforça, fez de tudo para conquistar, e acaba se casando,
só que no casamento ele descobre que ainda não era a pessoa amada, ela não o
amava como ele imaginava, sonhava, queria, devido a sua baixa estima.
Labão exige mais sete anos por Raquel,
Jacó aceita, ou seja, não era o que ele queria no casamento, mas ele iria
trabalhar, investir, impressionar para se sentir amado, poderia ser mais sete
anos, dez, vinte, a vida inteira.
Outra pessoa de baixa estima nesta historia
é Lia, numa época que praticamente a única virtude da mulher era ser bonita, não
que isto não aconteça ainda hoje, mas Lia não foi amada, casou-se num casamento
arranjado, seu amado marido amava a outra (essa outra pode ser aquela pessoa
que se amou muito e por algum motivo ou infortúnio não se casa com ela, mas se
carrega a vida inteira e não se dá muitas vezes espaço e oportunidade para que
aquele que de fato está ao nosso lado nos conquiste, ou tentemos amá-lo, e no
intimo ainda de vez em quando nos pegamos pensando; “Se eu tivesse casado com
aquela pessoa como seria diferente”.
Diz a Bíblia (Gen 29:32) “Porque o Senhor atendeu a minha aflição por isso me
amará meu marido”. Lia vivia em aflição, era uma mulher casada e não amada, e
Deus a ouviu e deu filhos. Aqui vemos que Deus sempre está atento as esposas
aflitas, seja qual for sua aflição, Jesus pode lhe conceder o que deseja o seu
coração, que naquela época era ter filhos, apesar de muitas mulheres hoje em
dia ainda pensarem assim, que se tiver um filho seu marido vai amá-la e seu
casamento será diferente, o que nem sempre acontece, porque novamente ela quer
que seu marido ame não a ela, como ela é, mas porque lhe deu um filho.
A história de Raquel também é interessante
quantas mulheres bonitas, ricas e amadas, tem inveja, como Raquel teve da irmã,
mas podia ser da cunhada, da vizinha, da amiga, não estão contentes com o que
tem e querem mais. Chegam para o marido e como Raquel dizem: “Dá-me, senão eu morro”. (Gen 30:1) o que gera no marido a
reação de Jacó. “Então se acendeu a ira
de Jacó contra Raquel” (Gen 30:2)
esta ira é compreensível, pois Jacó a amava, era a preferida, era rica, era
linda, mas não estava contente. Jacó tinha dado tudo, mas Raquel queria mais,
talvez porque Jacó a acostumou assim, a fazer tudo por Raquel, para ser amado,
devido a sua baixa estima.
Como é duro não acreditar que somos dignos
e merecedores de ser amado e fazemos tudo para conseguir este amor e nos
submetemos a tudo no casamento por migalhas de carinho e atenção.
Talvez tenha chegado o momento de vermos
que somos merecedores, porque somos filhos do Rei, portanto príncipes e
princesas. O Rei que nos amou a ponto de morrer por nós e ainda nos ama, está
atento as nossas aflições. Se procurarmos colocar em primeiro lugar a Ele, se
pusermos o seu Reino em primeiro lugar, todas as coisas vos serão acrescentadas.
Mat 6:33
4 - Macho e Fêmea
“E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou o fôlego da vida”. Gen
2:7
Em toda a criação disse Deus: Haja e surgia, tudo foi formado pela sua
palavra, mas na criação do homem, Deus pega o barro com as mãos, molda a sua
imagem, se aproxima, sopra em seu nariz e ele se torna alma vivente.
Isto nos mostra a proximidade e o carinho
com o qual fomos formados e o valor que Deus nos dá. Somos a sua obra de arte e
carregamos dentro de nós o seu espírito.
Na formação da mulher “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem
esteja só, farei uma companheira que com ele esteja”. Gen 2:18
Deus faz cair um pesado sono sobre Adão,
toma uma das suas costelas e forma a mulher.
Adão então faz a primeira declaração de amor para a mulher: “esta é agora osso dos meus ossos, carne da
minha carne.” Gen 2:23
Adão expressou o seu sentimento quando viu
Eva e ela por sua vez ao ver Adão e receber a declaração, a expressão do sentimento
de Adão, amou-o, porque se sentiu amada.
Deus deve ter dito a Adão: Está vendo esta
mulher linda que Eu criei, então Eu criei para você. Adão deve ter ficado muito
feliz, uma mulher linda, a obra prima da criação, pois se Deus criou das coisas
mais simples para as mais complexas e a mulher foi a vítima a ser criada, então
ela é a obra prima.
Mas Deus deve ter continuado: Para que Eu
a criasse você teve de se doar, doar a sua costela. Eu criei a mulher para
você, mas você deve se dar para a mulher, para que ela fique assim sempre
bonita, companheira e esteja bem.
A função do macho, portanto é dar e da
mulher, receber, é assim até fisicamente o homem dá para a mulher, que recebe,
processa por nove meses e devolve.
O homem dá. Dá atenção, carinho, proteção,
a mulher recebendo este amor, cuidado, companheirismo, devolve o mesmo cuidado,
atenção e carinho.
O problema é que como vimos, com o pecado
o homem deixa de ser macho para ser machista e só quer receber, a mulher como não
recebe, também não devolve.
Quando a mulher começa a não cuidar da
comida, da casa e das suas roupas o homem deve começar a pensar realmente no
que está acontecendo com a sua mulher.
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Relação = dar receber devolver
Essa troca é a dinâmica do casamento, caso
haja algum problema em uma das partes, toda a dinâmica fica alterada.
Um homem que não quer dar ou uma mulher
que não quer receber, porque este receber as vezes é de algo ruim, doe, não
presta, não se quer e portanto, quando ela for devolver vai ser da mesma
maneira. Pode também acontecer que haja mulheres que não conseguem receber até
coisas boas, devido a uma baixa estima, medo, desconfiança e outras só querem
dar também pela baixa estima, medo de perder a pessoa amada ou simplesmente
foram ensinadas assim.
O machista precisa voltar a aprender o que
seja ser macho e amar, ser carinhoso expressar seus sentimentos e a mulher a
receber tudo isso, no começo ainda meio desajeitado, porque ele está
aprendendo, porque se a mulher não receber, menosprezar ou ridicularizar, não tenha
dúvida de que o homem voltará a se fechar e aí vai ser muito difícil ele tentar
novamente.
5 - Casal no divã de Deus
Divã é uma espécie de cama onde se deita
quando se vai a um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. Procuramos este tipo de
profissional quando se tem a sensação de que algo está errado e é preciso
mudar.
No divã de Deus é a mesma coisa, a
sensação ou certeza de que algo está errado e se precisa de ajuda para mudar.
Como sentir isto? Primeiro é uma obra do
Espírito Santo, o impressionar nosso coração para que nos vejamos realmente,
que tipo de casal é o nosso:
Existem 3 tipos de casais:
1. Artificial
– Parece que é, mas não é.
É o casal que mostra para os que estão de
fora, que está tudo bem, na frente dos outros não brigam, não discutem, não se
colocam e não se aproximam muito dos outros casais, porque já diziam que de
perto ninguém é normal. Às vezes até eles mesmos acham que está tudo bem, são
os casos mais graves, os casais fariseus que como o fariseu diz a Deus: “Ó Deus graças te dou, por que não somos
como os demais” (Luc 18:11). Dizem aos outros e até um ao outro que tudo
está bem, ficam mostrando, olha como nós somos um casal legal, mas quando ficam
a sós, é que sabem o que vai dentro da alma.
2. O
segundo casal é o casal doente que mostra que não estão bem, que sabe como são
e vão vivendo sobre o mesmo teto assim mesmo.
3. O
terceiro casal é o casal doente em recuperação, ou seja, tem noção da sua
situação, que estão doentes e procuram um médico, uma ajuda.
É o casal publicano “Deus tem misericórdia de mim, pecador” (Luc 18:13)
Este casal é aquele que usa aquela placa:
Estamos em
reforma, desculpe os transtornos, estamos melhorando para melhor servir.
Como saber qual
dos três se está? É tendo a coragem para
se olhar realmente. Se estiver aberto o Espírito Santo mostra.
Alguns exemplos para ajudar a se ver:
· Um
casal em que um é perfeccionista, quer tudo certo (do jeito dele) o outro vai
ser sufocado, porque o perfeccionista não dá oportunidade para ele crescer
porque não permite o erro, portanto vive tenso para não errar, se sente
sufocado.
· O
casal onde um é orgulhoso. Cabe aqui uma explicação que orgulhoso não é aquele
que se sente maior que os outros, ele se coloca assim porque foi muito
humilhado na vida e então com medo se ser humilhado novamente, ele se coloca
por cima. Quando um é orgulhoso, geralmente o outro faz justamente o que não
devia, humilha para mostrar os seus defeitos e aí como mecanismo de defesa,
mais ele se fecha e fica mais orgulhoso.
· O
casal em que um é egoísta, só pensa nele, nas suas coisas, nos seus problemas,
é incapaz de enxergar o outro como ele está. Este para se defender então, deixa
ele no seu mundo e vai se distanciando, ficando indiferente ao companheiro e consequentemente
sozinho também.
· O
casal em que um é muito ciumento (ciumento é uma pessoa insegura, de baixa
estima) o outro por sua vez vai tentar manter seu espaço, sua opinião através
de briga, discussões o que vai gerar mais insegurança.
· O
casal em que um é violento. Essa violência pode não ser física o que necessitaria
de uma intervenção mais urgente. Pode ser violência verbal, ameaças, gritos,
atitudes vingativas em que o outro se sente oprimido, com medo e o medo é o
contrário do amor como está escrito em I
João 4:18 – “No amor não há temor,
antes o perfeito amor lança fora o temor...” O outro não vai amar o opressor, que por sua
vez se sentindo não amado, oprime mais.
Teríamos vários exemplos, exemplo de como
o processo do casamento pode estar doente, basta querer achar os seus
respectivos defeitos.
Muitos não querem ver, porque acham que
não vão saber o que fazer, mas Jesus dá a resposta.
Oséias
14: 1 “Tu, porém converte
ao teu Deus...”
O que é conversão? É estar indo em uma
direção e ver que não é o melhor caminho, o destino não é aquele e é preciso voltar,
pegar outra estrada. A conversão é um momento difícil, quando se entra em
contato com a sua realidade e tem que se mudar, é um momento triste, mas necessário,
como vemos em Joel 2:12, “Agora mesmo diz o Senhor... convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, isso com jejum, e com choro e com pranto” É
uma conversão genuína, aquela que vem do coração e só esta pode gerar mudanças.
Para esta conversão é necessário se ouvir
o terapeuta, o que ele tem a nos mostrar e é necessário falar dos nossos
defeitos e dificuldades.
Na terapia com psicólogo, geralmente é a
mulher que procura, o homem sempre diz que não sabe por que ele está ali ou eu
vim para ajudar, é ela que precisa de ajuda.
O homem não vê que na relação, ele é
responsável, é uma questão de
ação <–> reação. Ele age de determinada
maneira e a mulher reage em cima desta maneira.
Na terapia com Jesus, funciona assim
também. É necessário se aproximar de Jesus e ver que se o outro tem falhas eu também
tenho e preciso de ajuda. É preciso ouvir o que Jesus nos diz através de sua
palavra, sermões, outras pessoas, ou situações vividas e falar de uma forma
sincera para Jesus dos nossos defeitos e dificuldades e pedir ajuda.
Nos três casais do início vemos que:
A diferença é Cristo
· Fariseu
– não acha que precisa de ajuda, está bem.
· Doente
– não está bem, mas não quer ajuda
· Publicano
– se vê doente e pede ajuda à Cristo.
É necessário irmos com o coração, que quer dizer c/oração - com oração.
6 - Maturidade no Casamento
“Goza
a vida com a mulher que amas todos os dias da vida da tua vaidade, os quais
Deus te deu debaixo do sol” Ecles
9:9
O casamento é uma benção, uma fonte de
gozo, pelo menos deveria ser, porém tantas coisas têm interferido nesta benção
que as vezes pode se tomar um enfado, e é isso que o inimigo de Deus quer. Nós,
como filhos de Deus, precisamos recuperar esta benção acreditando que este é um
propósito divino e portanto, teremos ajuda para isto.
Não que o nosso casamento vai ser um mar
de rosas, sem dificuldades, mas que estas dificuldades serão um jeito de
trabalhar o nosso caráter e nos preparar para o lar eterno, teremos maus
momentos, mas também teremos os bons momentos.
Como está em Ecles 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para
todo o propósito debaixo do céu”.
Há
tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de se arrancar o
que se plantou ... Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de
saltar...
O casamento não é linear e aqui entra o
conceito de maturidade.
Parafraseando Salomão poderíamos dizer que
há tempo de ganhar e tempo de perder. Este é o conceito de maturidade: O
equilíbrio entre perdas e ganhos. Saber ganhar, mas também saber perder.
Como em uma lagoa que para se manter, não
pode haver uma grande entrada de água, pois ela se rompe ou se houver uma
pequena entrada, ela se seca. A nossa vida requer maturidade desde que
nascemos, é um processo.
precisa perder o colo para aprender a
andar; criança que fica muito no colo demora a andar.
Quando vai para escola, precisa aprender a
perder o aconchego do lar a sua proteção para poder ganhar o conhecimento, o
relacionamento. É neste momento que as crianças mais imaturas choram.
Ao chegar na adolescência, a natureza é
dura, vai fazer com que perca o corpo de criança, a voz de criança e comece
adquirir o corpo de jovem. Há os que querem ser para sempre adolescentes.
O jovem tem que perder a sua juventude
para ganhar o casamento. Aqui vemos a imaturidade de nossos dias quando as
pessoas não querem casar, por que querem ter uma vida sempre de jovem, só
ganho. Querem jogar bola a hora que quiserem, comprar um carro sem dar satisfação,
usar o seu dinheiro como quiser, ficar com outras mulheres e no casamento irão perder
a sua “liberdade”.
Aprender a perder, para poder ganhar. A
nossa sociedade atual não estimula esta maturidade, mostra que você tem que ser
sempre um ganhador e na primeira frustração entra em pânico.
É preciso ensinar os nossos filhos a lidar
com a frustração, a perda, porque senão quando forem para um jogo de bola e
perderem, vão querer brigar, perdeu o cargo na igreja, sai da igreja, perdeu o
namorado, entra em depressão e se for a falência, se suicida. Este é o retrato
de pessoas imaturas.
Esta forma de educação é passada
principalmente para os homens. É a imagem da TV, um homem que ganha sempre. É
executivo, tem uma mansão, um super carro, uma mulher lindíssima. Esta imagem
não é cristã, não é isto que Cristo disse do homem bem sucedido. Temos que dar
aos homens o direito de perder também, e mostrar que isto não os desqualifica
como homens.
Para as mulheres, perder já é mais
tolerável. Tem algumas mães que antigamente, até diziam para suas filhas:
mulher é assim mesmo vai se acostumando (uma perdedora) o que também não é
verdade. Uma mulher cristã não é uma perdedora, há situações em que é preciso
perder, mas em muitas são ganhadoras com Cristo.
Porque é tão importante para o cristão
saber ganhar, mas também saber perder, porque só é capaz de perdoar, quem é
capaz de perder.
Perdão = perda grande
Perdoar não é esquecer, é assumir a perda,
é ficar com o prejuízo.
Jesus nos perdoou porque assumiu a nossa dívida,
ficou com o prejuízo. Perdoar é quando ele me magoou, me fez algo e eu assumo
que eu perdi. Aqui é importante separar a pessoa e a ação. A ação dessa pessoa
me magoou, esta ação, não a pessoa. Essa pessoa também faz outras ações que me
fazem bem. A pessoa não é só esta ação, nesta ação eu perdi, fico com o
prejuízo.
É preciso ficar com o prejuízo para poder
se relacionar, porque se eu quiser sempre ganhar (elogios, carinhos, atenção)
sem que haja perda (crítica, desatenção, mágoa) eu nunca vou conseguir me
relacionar. Perdoar é reatar a relação ficando com a perda (aquela ação ruim).
Claro que devemos conversar com o cônjuge
sobre a ação que nos fez mal, mas às vezes isto não é possível, ou porque o
outro não assume, ou não quer conversar, então é necessário ficar com a perda.
Mesmo quando o outro assumiu a ação, para perdoar é necessário assumir a perda
e não ficar jogando na cara, sempre que houver oportunidade, isto não é
perdoar.
Quando perdoamos não carregamos mais
aquela ação ou a pessoa, do contrário aquela ação está sempre se repetindo,
pois estamos pensando nela, em vez de uma vez, ela ocorre várias e várias vezes
dentro de nós, até que cansados a lançamos no porão do pensamento, mas ela
ainda está lá, por isso é necessário jogá-la para fora. Perdi, foi ruim mesmo,
aliás, ressentimento quer dizer re-sentimento, repetir o sentimento, muitas e
muitas vezes em vez de vivê-lo uma vez só, já que foi ruim.
Muitas pessoas carregam a pessoa que lhes
fez algo pelo resto da vida, dizem eu não perdoou e ficam carregando a pessoa
nas costas, seria muito mais fácil perdoá-la e deixá-la no caminho.
É necessário perdoar o esposo, a esposa e
os filhos, é assim que eles aprenderão a perdoar, sendo perdoados pelos pais,
inclusive pedindo perdão ao filho quando erramos, esta será uma lição que seu
filho levará para o resto da vida.
Aquele que perdoa, ama e o que foi
perdoado amará mais, que é a nossa relação com Jesus. Esta relação fica mais
clara quando lemos Lucas 7:41a 43.
Jesus estava no jantar da casa de Simão,
Maria Madalena chega e unge os pés de Jesus com unguento e beija-lhes os pés,
enquanto Simão fica pensando em quem era ela, que se Jesus soubesse não deixaria
que fizesse isto. Só que Jesus sabendo os pensamentos de Simão lhe propõe uma
parábola, porque ele sabia muito bem quem era aquela mulher.
E disse Jesus: “Havia certo credor que tinha dois devedores, um devia quinhentos e o
outro cinquenta e não tendo eles com que pagar, perdoa a ambos”. (assume o
prejuízo). Jesus pergunta então a Simão: “Qual
deles o amará mais” (o credor) ao que Simão responde: “Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou” e Jesus lhe
responde: “Julgaste bem”.
Quando os devedores foram perdoados, eles
se sentiram amados pelo credor, mas mais que isto, passaram a amar o credor
também, e quanto maior a dívida perdoada, maior o amor que lhe devotaram.
Em um casamento aquele que perdoa, ama,
mas aquele que é verdadeiramente perdoado amará mais, pois se sentiu amado,
compreendido e valorizado, pois a pessoa era mais importante que a dívida.
Podemos escolher valoriza a dívida (ação, ofensa)
e ficamos sem a pessoa ou valorizar a pessoa, reatar a relação e ficar com a dívida.
“Tudo é uma questão de amor”
Você sabe que perdoou quando é capaz de
dizer à Cristo para que apague aquele ato do livro, isto é amor.
7 - Você Ama quando ...
“Melhor
é serem dois do que um...porque se um cair; outro levanta o seu companheiro,
mas aí do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois
dormirem juntos, eles se esquentarão, mas um só, como se esquentará? E se
alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” Ecles 4:9 a 12
Será que já paramos para pensar como é bom
sermos dois? Agradecer a Jesus por isso, ou será que nos lastimamos e pensamos:
como seria bom se eu estivesse sozinho.
Talvez você ache que não o ama mais, pois
então saiba que o Amor é uma escolha. Escolhemos amar, escolhemos continuar
amando, para isso temos a fonte do amor a nossa disposição – JESUS. Jesus não faz
mágica, não vem com uma varinha e diz pirinrim – pororom e começamos amar. Ele
nos ensina, nos capacita e nos abençoa com o amor. Só que tudo isto é um
processo, um aprendizado cristão, pois a nossa natureza pós-pecado não quer
amar, mas os cidadãos do céu vão contra esta determinação do mundo pecaminoso e
diz que é preciso amar.
Jesus vai nos mostrando o caminho, dando o
seu Espírito Santo e vamos aprendendo com Ele.
Um momento de muito amor é o ato da
Redenção, mas existe um outro momento que também é de muito amor, que é o
momento da Criação.
Na criação vemos como Deus começou este
mundo com muito amor.
Quem ama:
- Cuida
Deus ao criar o homem pega o barro, e o
molda com todo amor e carinho. Pega com as próprias mãos, sopra-lhe nas
narinas, com proximidade e faz a sua maior obra.
Pega essa obra prima e a coloca no paraíso
para viver, juntamente com todas as outras obras suas para que cuide delas.
Deus providenciou um belo lugar para Adão morar, os melhores alimentos para ele
comer e a orientação do que não comer. Quem ama, cuida e orienta.
Deus deu o que tinha de melhor.
Será que estamos cuidando do nosso esposo,
da nossa esposa? Será que damos o que temos de melhor?
Muitos maridos dão o que tem de melhor no
seu trabalho, conversam, riem, dão o seu potencial, mas quando chegam em casa,
mal abrem a boca, ficam sérios, e dizem que estão muito cansados para qualquer
coisa. Acham que isto é cuidar da família, pode ser no plano material, mas e o
resto como fica? O afetivo, o social, a convivência, até o espiritual?
Tem maridos que cuidam de outras coisas,
como da igreja, por exemplo. Vão a todas as reuniões, participam e estão sempre
prontos se lhe pedem algo, os membros comentam com a esposa como ele é
prestativo e a esposa pensa há quanto tempo ela pediu para ele trocar um lustre
quebrado que ainda está lá, ou como é calmo, ponderado, e a esposa, que ouve
estes comentários, pensa: Ah se em casa ele fosse assim, qualquer coisa já
briga, grita.
Maridos que cuidam de tudo, menos da
família. Cuidam até do carro, lavam, ficam polindo, tem uns que até dão um
beijinho e a esposa: Ah se ele cuidasse de mim assim.
Também existem muitas mulheres que cuidam
da casa. Limpam, lavam, trazem tudo brilhando, os filhos mal podem se mexer,
para não tirar nada do lugar, não sujarem nada. Quando o marido entra, já ouve:
Olha o pé, ou tire o sapato, olha a mão suja, não senta no sofá novo e a família lamenta: Ah se
minha mãe cuidasse da gente como cuida desse sofá.
O que acontece é que o marido não tem
prazer em casa e começa a ficar mais tempo fora e vai se distanciando do lar.
Mulheres que cuidam das coisas, não das
pessoas, principalmente das pessoas que lhe são próximas e queridas. Põe a casa
em primeiro lugar em vez da família.
Não tem tempo para ficar com o marido,
está sempre atarefada, não tem tempo de brincar com os filhos, contar estórias,
sempre tem muito que fazer. Tudo tem que estar arrumado do seu jeito.
É a síndrome de Marta que Jesus advertiu:
- Marta, Marta o que você está fazendo?
Olha Maria escolheu a melhor parte que é ficar com Jesus, com as pessoas.
- Responsável
Ser responsável é suprir as necessidades.
Deus fez a Adão e o colocou no paraíso, mas Adão começou a ficar cabisbaixo,
meio triste. Deus não disse a Adão que lhe havia dado tudo do bom e do melhor e
ele que fosse procurar o que fazer.
Deus viu Adão, conversou com ele, viu a
sua necessidade e a supriu.
Deus cria então a companheira, aquela
mulher lindíssima, que Adão se apaixona à primeira vista.
Deus supre a necessidade de Adão e lhe dá
a mulher e como vimos anteriormente, a mulher foi criada para suprir a
necessidade do homem, mas primeiro o homem precisa suprir a necessidade da
mulher. Muitos maridos não vêm a necessidade da mulher.
Uma mulher chega ao consultório deprimida
e o terapeuta então interroga o marido para entender o que está acontecendo:
-
Não sei por que minha mulher está deprimida, ela tem tudo do bom e do melhor.
Uma bela casa, carro, eletrodoméstica modernos.
- Você diz a sua mulher que a ama?
- Tudo isto é uma demonstração de amor.
- Você diz que a ama?
- Ela sabe, não preciso ficar dizendo.
- Precisa, para mulher precisa. A mulher
tem necessidade de ouvir, elas são assim e você escolheu casar com uma mulher,
aliás, boa escolha. Agora quando foi a última vez que você disse que a amava?
- No dia do nosso casamento.
Outra dificuldade masculina é que a mulher
tem necessidade de namorar e chega para o marido dizendo que quer namorar, mas
ele já pensa: Oba hoje tem!
O que? Sexo. Namoro não tem sexo, aliás, é
uma ideia que temos que passamos para os nossos filhos. Eles precisam ver o
exemplo.
Namoro é carinho, não caricias. É
conversa. Esta conversa é sobre os dois, a vida, não para falar de problemas,
por que isto o marido sabe fazer, já chega dizendo: Hoje nós temos que
conversar, temos um problema.
A
mulher será que vê a necessidade do marido, como por exemplo, chegar em casa e
ver uma esposa arrumada.
Arrumada aqui, é não desleixada, de roupa
larga, rasgada, cabelo despenteado, ou de pijama.
A necessidade de ser recebido com um
sorriso de bem vindo ao lar, sentir que chegou no seu castelo e deixou a batalha
lá fora, ou de ter uma comidinha gostosa e quentinha esperando ele, de dizer
que ele ainda é o seu herói.
Amar é ser responsável, quem é responsável
supre as necessidades, mas para isto é necessário estar atento ao outro, olhar
para o outro, conversar para saber quais suas reais necessidades.
- Respeita
Respeitar é aceitar o outro como ele é e
está. Deus respeitou quando chama a Adão, mostra-lhe todos os animais que havia
criado e pede para colocar o nome. Adão então vê aquele animal enorme como
pescoção e diz: Vai chamar girafa. Deus deve ter exclamado: muito bom, como um
pai que acreditando potencial do filho e se regozija em ver sua criatividade
aflorando.
Porém muito pai diria:
- Girafa, que nome, mas você é muito
burro, nem para por um nome serve.
Ou então:
- Girafa, mas foi você mesmo que criou?
Fala a verdade. Você não copiou de algum lugar?
Esses pais ficam se comparando aos seus
filhos, como se estes tivessem que dizer e ser o que eles queriam e esperavam.
Deus poderia ter posto um nome muito melhor,
mas aceitou, gostou e deve ter falado vamos para o próximo. Esta é uma relação
de pai e filho, mas pode ser de marido e mulher.
Principalmente entre os homens há uma
tendência a desvalorizar a mulher, com comentários do tipo:
-Tinha que ser mulher.
-Mulher no volante, perigo constante.
São brincadeiras, mas é brincando que se
vai desvalorizando o outro, criticando, abaixando até o outro ficar totalmente
sufocado.
Tem muito marido que possui o hábito da
criticar a esposa, ou porque é um machista e mulher para ele não tem valor, ou
porque desvaloriza a sua mulher em relação as outras, que são sempre melhores,
mais bonitas, o que no fundo revela uma baixa autoestima, pois como uma mulher
que tem valor poderia ficar com ele e para confirmar a sua autoimagem, quer
provar que sua mulher não tem valor mesmo. O marido não é capaz de aceitar como
sua esposa é ou está e exige mais ou que ela seja diferente.
- Que comida horrorosa.
- Esta casa está uma sujeira.
- Olha o estado destas crianças, o que
você fez o dia inteiro.
- Você vai sair assim, comigo não.
Ou então aquela que acaba de vez:
- Como você está gorda!
Se pedir para a esposa fazer alguma coisa,
logo vem o comentário:
- Não posso confiar em você.
- Você nunca consegue fazer nada direito
mesmo.
- Eu tenho que fazer tudo nesta casa.
- Como você me diz uma besteira destas.
- Não me fale mais isto, não quero mais
ouvir abobrinha.
E a esposa vai se sentindo cada vez mais
apertada, até ficar doente. Tem aquele marido também que quer que ela fique
loira, use roupa do jeito dele, faça os programas dele, goste de esporte e
outras coisas.
É preciso ressaltar aqui uma coisa que
sempre surge nos encontros de casais, uma queixa frequente das mulheres, é como
as mulheres que são donas de casa, fizeram a opção de cuidar do lar, dos
filhos, do marido são menosprezadas, desqualificadas.
Esta profissão foi criada por Deus e
houvesse mais mulheres que fizessem essa opção, a sociedade teria um grande
ganho.
Apesar que a própria sociedade, que é
machista, já desqualifica, quando nem nome tem definido como profissão; dona de
casa, prendas domésticas, sem profissão.
Mulheres quando perguntarem, qual a sua
profissão, não responda nenhuma, como muitas respondem de cabeça baixa, ou o
que você faz? e você responde: Nada.
Ergam a cabeça, tenham orgulho de cuidar
de seu lar, de seus filhos e respondam:
-
Eu sou Gerente do Lar, (entendo muito de um monte de coisas para poder administrar
o meu lar)
Claro que as mulheres que trabalham fora
nem sempre são reconhecidas profissionalmente e o que é pior tem que dar conta
do trabalho, do lar e dos filhos, coisa que dificilmente os homens fazem ou
colaboram.
Esse é um ponto chave nos casamentos
modernos, onde ambos trabalham, a divisão das tarefas do lar. Isto é o centro de
muito dos conflitos, é necessário uma conversa franca, na tentativa de se
elaborar uma rotina onde os dois e até os filhos devem participar para que essa
família tenha seus dias rodando suavemente, com a colaboração de todos e as
insatisfações e frustações possam ser eliminadas com a direção do Espirito
Santo.
Voltando ao respeitar, existem mulheres
que não aceitam os maridos, não respeitam, aliás, muitas pensam que quando
casar vão mudá-los e o casamento já começa errado.
Tem muitas mulheres que humilham os
maridos:
- Você podia ganhar mais.
- Você podia fazer algo melhor na vida,
outra profissão.
- Você não presta para nada
E quando o marido chega com o pagamento, então:
- Só isto?
Tem comentários também em relação ao tipo
físico:
- Você está ficando velho.
- Você está cada dia mais careca.
E existem as que só reclamam mesmo, não
aceitam os maridos, ou porque elas é que estão mal, com baixa estima, ou
queriam mais, ou queriam ter casado com o outro, que achava que amava
profundamente e por circunstâncias acabou se casando com este e atravancou a
sua vida e a do marido, como um castigo.
Estas mulheres que são as mulheres rixosas
que Salomão, sabiamente retrata, pois transformam a vida do marido num inferno,
sempre reclamando e criticando.
Salomão fala que é melhor morar no deserto
do que com esta mulher, ou é melhor morar num canto, do que num palácio com ela
e depois a compara a uma goteira.
Prov
21:19, 25:24 e 27:15
Realmente ninguém merece!
Claro que também existem homens que não
respeitam suas mulheres, se fazendo autoritários, exigindo que sua vontade seja
cumprida, chegando até atos de abuso, que aliás não devem ser tolerados, mas se
buscar ajuda e muita oração.
Respeitar é aceitar o outro, acreditar no
outro, no potencial do outro, podemos não concordar, mas aceitamos a
individualidade, a situação do outro, afinal “Não julgueis, para não serdes julgados” Mat 7:1
- Conhece
Deus criou ao homem e a mulher e não os
deixou, continuou com eles, orientando-os, gozando da sua companhia. De vez em
quando? Não, “mas na viração do dia”.
Deus o executivo do Universo, o governador
dos planetas, estava lá, com filhos que estavam começando a viver.
Devia haver muitas perguntas, descobertas
que eles queriam compartilhar com o seu criador. Deus dava esse tempo a eles,
separava um tempo para eles.
Como podemos conhecer se não estamos
junto, compartilhando o mesmo tempo e espaço? Como conhecer se não conversamos,
vemos, tocamos?
Para
amar é preciso conhecer, por isso existe o namoro. O tempo de começar a
conhecer o outro e depois o casamento, onde cada dia é uma descoberta se
estamos juntos, agora, se só nos encontramos na hora de dormir fica difícil
conhecer “quem dorme ao meu lado”.
Em I
João 4:8 temos que: “Aquele que não
ama, não conhece à Deus, porque Deus é amor.” Ou seja, aquele que não ama,
não conhece, porque se conhecesse amaria.
Conhecer é compartilhar o mesmo tempo e o
mesmo espaço. Se um está na frente do computador e o outro na cozinha, ou um na
frente da TV, ou só com celular, ou no quarto, não dá para se conhecer.
Além do mesmo espaço e tempo é preciso
ouvir o outro, ver como ele está.
Infelizmente tem esposo que gosta de ver o
computador em vez da esposa e muita esposa que gosta de ouvir a TV em vez do
marido, como esse casamento pode subsistir desse jeito, se já não somos o mais
importante para o outro e o celular assumiu a direção de nossas vidas.
Hoje em dia é até status dizer que não se
tem tempo. Talvez essa frase devesse mudar, pois não se tem tempo para as
pessoas é porque canalizamos o nosso tempo para as coisas.
Que troca há com as coisas? Nenhuma, por
isso “o amor de muitos esfriará”, porque as coisas não nos devolvem
sentimentos, simplesmente porque não sentem, não tem vida portanto, nada para
doar. Só doa, só troca o que é vivo, que tem vida.
Triste escolha esta nossa, não é atoa que
andamos deprimidos, tristes, irritados, doentes, tudo isso é sinal de que não
estamos recebendo vida, amor, sentimentos.
Pode ter alguém que pense que é melhor não
receber vida, do que receber sentimentos que nos ferem, nos machucam, mas mesmo
esses sentimentos ainda mostram que estamos vivos. Quando existe a troca é
possível se melhorar e até mudar os sentimentos.
Por que amar é a arte de conhecer aquilo
que o outro possui de mais precioso, conhecer profundamente a vida do outro, as
suas alegrias e as suas tristezas, os seus medos e interesses, todas as suas
expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital.
Nada melhor para conhecer o outro do que
se colocar no lugar do outro.
Faça este exercício para começar a se ver
no lugar do outro, mas para isso é necessário fazer um item de cada vez,
tampando os de baixo.
1- Apresente
o seu marido ou esposa falando o nome de um animal que você daria para ele.
2- Porque ele/a é esse animal?
3-
Como você se sente sendo este animal.
4-
No que este animal pode te ajudar, por ele ser como ele é?
8 - Ideal de homem e mulher
Toda mulher sonha em ser feliz, realizada,
isto é bom e é o que Jesus quer para nós, o problema é o foco.
Foco é onde colocamos nossa fonte geradora
de felicidade. Jesus disse que temos que pensar em amar ao próximo como a mim
mesmo, onde eu sou o ponto de partida. Quando Jesus nos fala, ele não diz que
seremos bons cristãos a partir do outro, se as condições externas nos ajudarem,
ele fala que nós (Eu) é quem decido e escolho a direção.
Muitas mulheres põem o seu foco da
felicidade no outro. Ela sonha com o Se casaram e foram felizes para sempre.
A felicidade virá assim que um príncipe:
encantado, bonito, amável, cavalheiro, rico, a liberte da torre (isolamento,
solidão) ou da ameaça de um dragão (pai violento) ou de uma bruxa (mãe
manipuladora) ou da madrasta que me fazia trabalhar (pobreza) ou ainda do sono
com um beijo (apatia). Então esse príncipe a coloca no seu cavalo e a leva para
seu castelo (distante do mundo que eu vivo) e lá serei feliz para sempre.
Pode-se pensar, mas hoje em dia não se acredita
mais nisto. Será que não? Será que ainda não carregamos culturalmente, esse
sentimento interno, será que de alguma forma isto não nos é passado com
roupagem moderna? Veladamente, não é assumido, mas os filmes e as novelas ainda
trazem este príncipe, mocinhos bonitos que lutam, são vencedores e acabam
salvando a mocinha e ficam juntos no fim. Basta ver os modelos dos vestidos de
noivas, compridos, armados, coroas e véus na cabeça. Isto não é um vestido de
princesa?
No século vinte e um, ainda se espera o
príncipe. Este príncipe é uma projeção que se faz do homem que se espera que
ele seja.
Quando nos casamos é com a nossa projeção
do que achamos que ele é, ou do que será (a mulher sempre pensa que poderá
mudá-lo)
Aí ela se casa com o príncipe e logo depois
da lua-de-mel começa a ver que ele não é um príncipe, ele arrota, solta gases,
tem mau hálito, príncipe não tem essas coisas, começa a decepção: Me enganaram,
em vez do príncipe, me casei com o sapo!
Quem foi que disse que era príncipe? Você.
Quem projetou o príncipe? Você.
Como cobrar que ele seja o príncipe. Ele
era o sapo, você não queria ver. Nesta terra não existem príncipes, são todos
sapos, porque o príncipe é perfeito, advinha até pensamentos. O príncipe faz
aquilo que ela espera que ele faça. Ele dá o que ela gostaria de ter sem dizer
e o sapinho coitadinho não tem este poder de adivinhação e a mulher cobra: Como
você não me fez esta surpresa, como você não me trouxe aquele presente que eu
esperava.
Triste realidade, ele não saberá se não
dissermos, porque os príncipes estão no castelo no alto do monte, ou seja,
acima dos mortais, da realidade e nós no brejo deste mundo, sem superpoderes. O
que fazer com o sapo? A estória melhor é aquela que a princesa se casa com o
sapo, beija ele e ele então se transforma em um príncipe.
Beijar o sapo é aceitar o sapo como ele é
e está, ser capaz de deixar a repugnância da sua aparência de lado e gostar
dele, dar-lhe um beijo. Ter saúde mental é quanto mais contato temos com a
realidade, mais saudáveis somos emocionalmente.
Não temos superpoderes, mas temos o poder
de Jesus que pode ajudar a aceitar e amar o sapo como ele é, quando então ele
vai começar a aparecer diferente frente aos nossos olhos, pois se começa a ver
não o que ele não faz, mas o que ele faz e é bom e por amor, muitas vezes ele
muda. Este é o método de Cristo.
Primeiro Ele me ama como eu sou, me aceita
do jeito que eu venho. Nós nos sentindo amados, por amor vamos sendo
transformados, realmente começamos a nos tornar nobres, não nobres de título desta
terra, mas nobres de alma, nobreza que sai do coração e muda nosso
comportamento.
O foco é eu mudo, não o outro. Não é o
outro culpado pela minha infelicidade, que por ser assim ou assado, deixa a
minha vida infeliz. O foco é eu sou do brejo também e por isso preciso mudar,
eu é quem escolho ser feliz ou infeliz, eu é que preciso ter coragem de me
enxergar no espelho mágico e ver que eu não sou a rainha, mas a bruxa também.
Toda mulher sonha que depois do casamento
irá mudar o marido e o homem sonha que a mulher será sempre a mesma.
Bem aqui entramos na parte do homem, que
sonha que a mulher será sempre a mesma, que ela será sempre a princesa, bonita
de rosto, com o corpo certo e os cabelos maravilhosos, como era quando ela se
arrumava no namoro para encontrá-lo.
Só que ele começa a ver que a sua princesa
levanta sem escova no cabelo, o corpo vai mudando, principalmente depois da
gravidez, ela não está sempre de bom humor, tem TPM, e não consegue ser sempre
meiga no meio daquelas crianças, um chorando, outro derrubando leite no tapete.
Ele começa a perceber que se casou não com a princesa, mas com a bruxa, tem alguns
que chegam a verbalizar: A bruxa da minha mulher...
A culpa é da mulher que prometeu que iria
ser sempre a mesma? Não, a mulher não prometeu porque é impossível, a vida é
assim, mudamos a cada dia. Ele é quem achou que ela seria sempre a mesma. Projeção
dele e não dela. Cabe a ele começar a ver a mulher que tem ao lado e como essa
mulher com carinho e compreensão pode ir deixando de ser uma bruxa e ir se
tornando a sua princesa, não a princesa dos contos de fada, mas a sua princesa
com a beleza dela e com aquilo que ela pode dar.
Podemos pensar que esta estória de
príncipes e princesas é estória da carochinha e é, mas somos príncipes e princesas
de verdade.
Em I
João 3:1 temos: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fossemos chamados filhos de Deus”.
Se somos filhos de Deus, o Rei do
Universo, logo somos filhos do Rei, portanto príncipes e princesas do Reino de
Deus e então deveríamos nos comportar como tal, não como os príncipes das
estórias aqui da terra, mas príncipes do Reino Celestial, teremos a nobreza do
nosso irmão que esteve aqui na terra, o Príncipe da Paz, para nos mostrar como
é ser um membro da família de Deus.
O nosso lar é um castelo do Reino de Deus?
Somos como Jesus, o Príncipe da paz?
Amamos o nosso companheiro(a) como ele
está, seguimos a regra áurea deste Reino que é: Amar ao outro como nós mesmos, ou ainda estamos no reino da terra,
cujo príncipe quis ser igual a Deus e nós repetimos isto ao exigirmos, no nosso
egoísmo, que o nosso companheiro(a) seja a nossa imagem e semelhança, ou seja,
aquilo que queremos que ele seja e não o que ele é, como Deus o fez.
Ele tem defeitos, com certeza, pois ainda
estamos neste mundo, mas Jesus nos amou assim e dá o poder a quem quiser mudar
e ser um príncipe do reino celeste, aí sim príncipes de verdade, não como os
dos contos da carochinha.
O poder que nos é dado é o de amar, quando
somos cidadãos do reino de Deus, amamos, como o que está escrito em I João 4:7 “Amados, amemo-nos uns aos
outros (um ao outro), porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é
nascido de Deus (filho do Rei) e conhece a Deus”.
Ouvimos a vida inteira que é preciso amar,
mas quem consegue, ou então alguém pode dizer: Venha amar no meu lugar. O amor
é uma escolha, se quero o reino de Deus, que é amor, eu escolho amar e Deus que
é a fonte, e Ele vai me dar este poder.
Amar é preciso, porque é isto que vai nos
diferenciar no reino deste mundo, não é fácil, mas o poder não é meu, a decisão
é minha, mas não o amor, ele vai fluir através de mim e então conheceremos o
prazer de amar verdadeiramente.
Neste mundo amamos por motivos egoístas,
eu sou o foco, então eu amo porque o outro me faz bem, me dá segurança, não
sinto solidão, porque recebo, porque é conveniente, me dá carinho, ou seja,
tenho uma recompensa, espero algo, ganho alguma coisa e quando o que eu espero
ou queria receber não vem, eu me frustro e decido não amar mais. Eu amo porque, eu amo se, o problema é que Jesus ama por amar e é isto que é o amor, o
outro sentimento ainda é uma troca egoísta.
Quando conhecemos uma pessoa achamos que
naquela pessoa vai caber a nossa capa de ideal de amor. Colocamos a capa e
passamos a amar a capa e nos momentos em que ela abre a capa e a vemos como ela
realmente é, ficamos irritados e frustrados com a pessoa.
A capa é nossa, não dela a não ser que ela
se anule totalmente e se concordamos com isso, é porque não a amamos de
verdade, mas somos tremendamente egoístas.
Já pensou você amar por amar, sentir e
poder fluir de você esse amor, como seria maravilhoso. Então amar é preciso,
amar é uma escolha. Qual é a sua decisão?
9 - Homem e Mulher, Diferenças
que se Complementam
As diferenças existem, foi Deus que as
criou, porém quando se enfatiza muito estas diferenças, muitas vezes se usa
isso como desculpa para não se ver o que realmente está acontecendo e se
justifica o fracasso devido as diferenças. O motivo real não é a diferença, é
quando se perdeu o respeito e usa-se estas diferenças para depreciar o outro,
aumentando a distância entre o casal e consequentemente o sofrimento. As
diferenças não são uma maldição, mas sim uma benção de Deus.
Primeiro porque nos levam a uma
aproximação e pedido de ajuda a Deus para aprendemos a nos relacionar com o
diferente.
Segundo porque os diferentes se
complementam, o outro me dá aquilo que não tenho, a busca disto aproxima mais,
seja pela necessidade, seja pela curiosidade. O que eu receberia se fosse igual
e porque procuraria se já sei como é? Diz uma lei da física que os opostos se
atraem e os iguais se repelem.
Tem também a benção das combinações
possíveis que tenderiam ao infinito, uma vez que somos
bio-psico-socio-espiritual, os quatro aspectos humanos, sempre tenderemos a
ligações diferentes e mais profundas, gerando a intimidade. Se em um casamento
há o problema do tédio e da rotina é porque os dois estão ficando muito iguais
ou estão se negando a tentar as combinações possíveis.
Como somos diferentes, com tendência a
aproximação, é necessário se conhecer um pouco do outro, porque ele age daquela
forma, a fim de atingirmos a meta do casamento que Jesus nos deixou neste
mundo, que é conseguimos ser verdadeiramente uma só carne, apesar de, como
estamos em pecado temos a nossa doença, a nossa síndrome.
Síndrome de Eva
Toda síndrome tem uma causa e os sintomas,
às vezes na medicina a causa não é conhecida, mas existe.
A causa da Síndrome de Eva, foi se afastar
do marido e dar ouvidos à serpente. Gênesis
3:1
Os sintomas são aqueles que as mulheres
apresentam até hoje.
Primeira coisa foi a promessa que “Sereis
como Deus”. Quando alguém nos promete alguma coisa, eu só o escuto se aquilo
que está sendo dito me interessa, porque se não me interessa, eu não tenho desejo
de obter, não vale nada.
Eva se interessou pela promessa, ou seja,
o desejo de ser igual à Deus, e este tem sido o desejo transmitido às mulheres
da sua descendência, o que se verá em seguida, antes porém, vamos ver duas
coisas importantes:
“E vendo que era boa para se comer” – ou
seja, dava prazer e “agradável aos olhos”,
era bonita, “Tomou e comeu”. Gen
3:6
O desejo da mulher está associado àquilo
que é bom, que dá prazer e ao que é belo, é ligado à emoção, sensação.
“E deu também ao seu marido e este comeu” a
mulher quer repartir, compartilhar o seu prazer e as suas descobertas, se bem
que nem sempre essas sejam boas como no caso de Eva.
Adão comeu, racionalmente, ele sabia que
não devia, mas não conseguiu dizer não por amor à Eva, mais adiante vamos ver
os fatos relativos à Adão.
Qual a resposta de Eva? “A serpente que
criaste”. A serpente me seduziu, encantou e eu fui e ainda levei meu marido
junto. A mulher se deixa levar pelo bom, agradável, gostoso e também pelo
bonito e belo é o tal de bom, bonito e barato.
É sabendo disto que o mercado da
publicidade é voltado para as mulheres, as propagandas, as vitrines oferecendo
bom, bonito, gostoso, e elas continuam até hoje levando o marido junto e
compartilhando com as amigas.
- Você já experimentou? Nossa é uma delícia.
- Você já viu? É lindíssimo.
As mulheres têm que andar mais junto com
os maridos e ouvi-los para não serem seduzidas pelo consumismo.
A mulher tem também uma outra
característica que é “Ela me enganou e eu comi”, falando da serpente. A mulher
se faz de vítima, do tipo: Me enganaram, no preço, na promoção, na escolha. Não
assume que errou, e quando não se assume, mas se justifica, fica impossível
aprender com o erro.
Bom, e o “Sereis igual a Deus”, este
sintoma pode-se observar através da história, lá traz.
Deus prometeu um filho a Sara, ela se riu (Gen 18:12) nunca acreditou muito,
afinal estava ficando cada vez mais velha e nada do filho aparecer, foi quando
resolveu tomar uma atitude, ajudar à Deus, que estava demorando muito, então
Sara (Gen 16:2) ofereceu sua criada
a Abraão e este que deveria dizer não, até achou uma boa ideia, afinal Hagar
devia ser uma bela mulher e nós sabemos a conseqüência já que dura até hoje a
guerra entre Isaque (Israel) e Ismael (Ismaelitas, mulçumanos).
Rebeca teve dois filhos e Deus prometera
primogenitura ao mais novo e de fato Esaú já havia a vendido à Jacó, mas Rebeca
não soube esperar.
Isaque estava velho e Rebeca achou que ele
morreria logo, e como ficaria a benção de Jacó, Isaque iria dá-la a Esaú? Rebeca
resolveu dar uma ajuda à Deus, toma uma atitude, foi impaciente, e resolveu o
que fazer, não dava mais para esperar por Deus, tinha que ajudá-lo, afinal
estava fazendo o que Ele prometera.
Chama Jacó e lhe diz: (Gen 27:8) que ela iria fazer um prato
especial e que então ele levaria à Isaque para receber a benção ao que Jacó,
não concorda, as vezes os filhos tentam alertar as mães sobre o que estão
fazendo, mas estas não ouvem e Rebeca diz que assumiria as consequências, que
todos sabemos qual foi, que apesar de Jacó conseguir a benção, teve que fugir e
Rebeca nunca mais viu o seu filho querido.
Raquel que era amada, bonita, rica, mas
não tinha filhos (Gen 30:1). Não
soube pedir e esperar em Deus e dá a serva a seu marido, que a ouve e tem
filhos com a serva.
Isto gerou uma competição até que Raquel
tem filhos, mas morre no segundo parto. Deus sabia o porque não, mas Raquel não
acreditou que Deus sabia o que era melhor e aceitar o seu tempo, mas resolveu
agir por si mesma.
O fato é que a mulher quer resolver tudo, no
tempo dela, do jeito dela e o pior acha que consegue... E depois reclama que se
sente sobrecarregada.
A mulher precisa ter consciência de si
mesma, das suas possibilidades e limites.
Nos cruzamentos com as linhas férreas
existia este sinal.
Para as mulheres não passarem como um trem:
pare, olhe, escute.
Vamos ver porque há necessidade de parar,
olhar e escutar devido as suas características femininas.
Impaciência
Na Bíblia existe muito a
expressão, plenitude dos tempos, que quer dizer no momento adequado, no melhor
momento, quando a fruta estiver madura, para que não se colha verde e ela seja
ruim.
As pessoas têm seu tempo, o marido tem seu
tempo, os filhos têm seu tempo, as coisas têm seu tempo. É preciso saber
esperar, isto é respeitar.
Deus respeita o ser humano, ele espera o
tempo de cada um. Se Deus espera, quem somos nós para adiantar as coisas.
É preciso ter fé e aguardar nas mãos de
Jesus. Fé conforme Hebreus 11:1 é o firme firmamento das coisas que se esperam,
se não se espera, não se tem fé.
Deus criou a lebre e a tartaruga e esta
vai devagar, mas faz tudo que tem que fazer e detalhe, vive mais de 100 anos,
ou seja, quem vai mais devagar vive mais, com certeza não será pego por um infarte.
Espere em Jesus. Não queira resolver tudo você
mesma.
Impulsividade
É quando se age pela hemoção (esta palavra
deveria ser escrita desta maneira) que quer dizer hemo = sangue + ação, ou
seja, ação do sangue, é através dele que corre os hormônios que dão as sensações, os
sentimentos. A mulher age muito pela ação destes hormônios.
Agem primeiro, pensam depois. Existe uma
linha direta coração-boca, se fala sem passar pelo cérebro, quando vai ver, já
foi. Já disseram o segredo da amiga, ofenderam, deram um fora e por aí vai. A
hemoção é importante, mas não se pode deixar que ela domine, tem-se que dominá-la.
O homem usa mais a razão, a lógica e quando elas começam a desaguar os
sentimentos, eles deixam a mulher sozinha e saem, porque para eles não tem
lógica, não tem como conversar logicamente. O homem diz “depois que você se
acalmar, nós conversamos” só que as mulheres não querem conversar depois, querem
o agora, quando estão cheias de
hormônios circulando, o que fazer com eles?
Resposta lavar, esfregar, amassar, ouvir
uma música e chorar, chorar. Só não espere compreensão do homem, ele não
entenderia. É necessário controlar os sentimentos para ter os pensamentos mais
claros e depois agir.
Iniciativa
Aparentemente é uma qualidade, o problema
é que neste caso a iniciativa é fazer por. A mulher quer que o marido e os
filhos a ajudem; só que se eles demoram, ou não fazem bem feito, faz por eles.
Por exemplo, em um dia de graça o marido
resolve lavar o banheiro, do jeito dele, no tempo dele.
A mulher pergunta:
- Mas já lavou, tão depressa?
E após a supervisão do serviço dá a
sentença:
- Se é para lavar assim eu lavo, não
preciso de ajuda.
Como vai aprender, se a mulher não deixa
exercitar, faz por ele.
Com os filhos é a mesma coisa: se eles
demoram em fazer, se enrolam, se fazem mal feito, se é necessário mandar muitas
vezes, ela pensa:
- Isto dá mais trabalho, deixa que eu
mesma faço, vai mais rápido.
Os filhos que são espertos, pegam o sinal
e sabem que se agirem assim, numa mais vão fazer.
Como irão aprender, se não se deixar
fazer?
No muro das lamentações a mulher fica,
ninguém me ajuda, ninguém faz nada direito, tudo sobra para eu fazer, só não
percebe que é ela que faz com que seja assim, já que tem que ser do jeito e no
tempo dela, faz pelas pessoas e o que é pior ainda diz que os filhos não têm
iniciativa. Com o marido é pior, quantas mulheres reclamam que seus maridos não
têm iniciativa, não tem porque ela tirou ou não o incentivou.
Querendo fazer tudo e “ajudar” o marido
acaba assumindo tudo, por dó as vezes de achar que o marido vai se machucar, se
chatear, tenta segurar todas, é preciso confiar na capacidade das pessoas
principalmente do marido.
Tem marido que tudo tem que perguntar para
a esposa, esta vive reclamando que ele não tem iniciativa, pudera, ela não
deixa.
Síndrome da Marta
Jesus está dizendo: ‘Marta, Marta, te aquieta.
Maria escolheu a melhor parte”.
Aqui estão as mulheres que estão sempre fazendo alguma coisa, tem sempre
que estar limpando, cozinhando, lavando, parece que não tem o direito de se
sentar um pouco, se pararem, se sentem culpadas e então não param nunca,
principalmente se estiverem em casa, para onde ela olhar vai escutar: O fogão,
me limpe; o chão, me lave; o armário, você não vai me arrumar, a roupa, me arrume.
A casa fala e se torna a patroa dizendo a todo momento o que se tem que fazer,
a “dona de casa” é a sua escrava.
Porque isto, porque se põe as coisas
materiais em primeiro lugar.
Jesus disse: Vinde aqui e repousai um
pouco. Pare para pensar, meditar, ler, e simplesmente descansar, de um tempo
para você. Você merece.
Jesus diz: Não se sinta culpada.
Um tempo para si e um tempo para os
outros. Imagine Jesus, Ele estava na sala e Marta em vez de estar falando com
ele, estava arrumando, preparando, até era para Ele, mas o mais importante, era
gozar de sua companhia.
Quantas vezes se coloca a casa em primeiro
lugar, e quando um filho pede um tempo para gozar da sua companhia, não tem e
quando ele cresce se arrependem tanto de não ter ficado mais com ele, curtindo
a companhia de criança, mas é tarde.
Com o marido é pior se não se tem tempo
para ele, correm o risco de ficar sem ele, não que vá arrumar outra, o que pode
até acontecer, mas do marido ir ficando distante, perdendo o companheirismo, o
estar juntos. Se torna tão intima da casa e o marido se torna quase um estranho.
Deixe a casa, o serviço, sente um pouco no
sofá com seu marido, no quintal com seus filhos e no pôr-do-sol com Jesus.
Ordem
Antes de entrar neste item é necessário
mencionar algumas coisas.
O casal Allan e Bárbara Pease, no seu livro, tratam das diferenças anatômicas
do homem e da mulher, para entendermos um pouco mais o comportamento de ambos é
necessário conhecer um pouco mais estas diferenças.
As
mulheres usam muito mais o hemisfério direito do cérebro, que os homens, este
hemisfério tem um papel muito importante nas emoções e no uso da linguagem. Possuem
também o corpo caloso maior que nos homens, é ele que faz a união entre os dois
hemisférios, fazendo consequentemente mais conexões.
A visão da mulher é mais abrangente, 180
graus, enquanto o homem tem uma visão mais de túnel, mais focada.
As mulheres vêm uma variedade maior de
cores que os homens, a audição mais aguçada e o olfato é mais sensível,
principalmente na ovulação.
Em relação a pele as mulheres têm uma
sensibilidade maior, mais fina que com o hormônio ocitocina provoca a vontade
maior de ser tocada.
Já a pele do homem é mais grossa o que
diminui a sensibilidade, desconforto, o que auxilia o homem nos tipos de
trabalho a que geralmente estão expostos. Frente a estas características, a
mulher está recebendo uma infinidade de informações a todo instante.
A
mulher pensa sobre tudo o tempo todo, graças as conexões como já vimos no
cérebro, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Pode-se dizer que no cérebro da mulher não
tem muitas estradas principais, mas está cheia de vicinais.
Ela consegue tranquilamente cozinhar,
assistir à televisão e ainda ouvir o filho que cai ou está choramingando, ou
então está vendo televisão e o telefone toca e ela simplesmente atende; já um
homem, abaixa a TV e ainda pede silêncio.
Diante de tantas informações e vivencias,
elas não têm tempo para arrumá-las, resta somente ir jogando para dentro, como
em um armário abarrotado.
A mulher tem uma desordem interna, por
isso às vezes tem tanta necessidade de arrumar o guarda-roupa ou armário, e se
sente bem após a tarefa, é como se estivesse arrumando as suas ideias.
Só que as mulheres lidam muito bem com
isto, o problema é quando precisam de uma resposta.
Elas pensam assim: Eu sei que ela existe,
está em algum lugar.
Como vimos às mulheres têm a área da linguagem
bem desenvolvida no cérebro, e é através dela que elas encontram a resposta.
Quando se tem um armário abarrotado e queremos encontrar algo, vamos pondo tudo
para fora. É assim com as mulheres, seu raciocínio é falando, é se expressando
através da fala que encontram as respostas, fazem as conexões, vão descobrindo
e se descobrindo.
Para sentir que (elas) viveram alguma
coisa, elas precisam se comunicar. O que faz uma mulher quando viveu alguma
coisa, sai correndo para contar para a amiga, a mãe, depois que ela conta várias
vezes sente que viveu realmente, pode ser pessoalmente, por telefone, mas é
necessário compartilhar, falar sobre o assunto.
Quando a mulher tem um problema no casamento
ela quer falar com o marido, só que quanto mais envolvida, mais ela despeja uma
avalanche de palavras e isto assusta os homens, que não entendem nada, não
acham que é assim que resolve, se vir com emoção então, o homem sai rapidinho,
dá uma desculpa qualquer, que vai conversar depois, que tudo isto é besteira,
diz que não tem tempo, porque para eles isto as vezes parece loucura.
O homem tem um modo de pensar focal. Ele
foca o problema, e a procura da solução é interna, da mulher é externa.
Bom, homens escutem suas esposas, não
precisam dar respostas, as vezes elas nem querem, pois falando vão encontrar,
apenas escutem e digam que compreendem mesmo achando tudo aquilo desnecessário.
Mulheres por sua vez, quando quiserem
discutir um problema com seus maridos, levem o problema mais elaborado,
apresentem de uma forma mais lógica que conseguirem e não esperem resposta na
hora, e principalmente não falem se ele estiver distraído ou ocupado é porque
eles elaboram de outra forma, uma coisa de cada vez.
A mulher não consegue conviver com a
desordem, a bagunça externa, porque internamente as prateleiras não são
arrumadas e os homens convivem com a bagunça externa, porque internamente estão
arrumados.
Cabe lembrar aqui um problema muito comum
entre os casais que é a hora de fazer compra.
A mulher com sua característica de visão
global, sentidos mais aguçados, quer ver tudo, experimentar, mesmo que leve só
um par de meia, ou porque as vezes não sabe exatamente nem o que vai comprar,
vai depender das ofertas.
Já o homem com sua visão focal, inclusive
de vida, vai comprar determinada coisa entra na loja, compra e vai embora, a
mulher entra em umas dez e demora.
Homens entendam que as mulheres vão
demorar e olhar tudo, mesmo que não possam levar, apenas pelo sentido de ver,
tocar, portanto, marque um horário e depois a encontre para ir embora, tolere
ainda um pequeno atraso, isto vai eliminar muitas brigas.
Outro fato importante é que as mulheres
presumem que o homem deve saber o que ela quer, ou que adivinhe.
Mulheres, triste notícia, os homens não
adivinham. Não adivinham os seus desejos, as suas vontades, não adivinham
aquelas palavras que você quer ouvir, nem o presente que quer receber.
É preciso falar, pedir.
Muitas esposas ficam bravas, choram, ficam
chateadas porque o marido não adivinhou o que ela queria. Isto é totalmente
ilógico na cabeça deles.
Eles também não adivinham os pensamentos,
quantas vezes a mulher já que não tem com quem conversar, conversa sozinha e
vai dialogando em pensamentos com o marido e fica até brava com ele em
pensamento, e quando ele chega perto com agrado, recebe uma bronca e ele
simplesmente não tem a menor ideia do que está acontecendo e ainda a mulher
pergunta:
- Você não sabe?
Bem ele não sabe, e vai continuar não
sabendo se não disser.
E o teu coração será para o teu marido, e
ele te dominará “(Gen 3;16)
Seria isto um castigo? Castigaria Deus
alguém apenas porque estava com raiva?
Aqueles que conhecem a Deus sabem que não,
pois Deus é amor e quer ajudar o outro a crescer e ser melhor.
Este foi o objetivo de Deus para com a
mulher, porque como vimos anteriormente o desejo dela querer resolver tudo e fazer
as coisas do seu jeito e no seu tempo e ainda mais agir por impulso teria que
ter um limite. Deus soube disto quando Eva pecou, porque o fruto era bom para
se comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, ela comeu e deu
ao marido.
A mulher não foi levada por uma
necessidade, mas pelo desejo, fez o que queria imediatamente e ainda convenceu
o outro a fazer.
Haveria necessidade de ter alguém para ela
se reportar antes de agir, alguém para respeitar e ouvir, alguém para discutir
sobre suas ideias e intenções antes de fazer.
Este alguém foi o homem.
Quando a bíblia diz dominará não quer
dizer que será escrava, um ser sem vontade própria, como alguns homens querem,
mas é estar sob o domínio, sob a influência. A gravidade não nos escraviza, mas
estamos sob o domínio dela.
Jesus não era escravo de Deus, mas estava
sob seu domínio, seu Filho que agia por amor nos diz em João 8;29, “E aquele
que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque faço sempre o
que lhe agrada”.
Estar sob o domínio é agradar aquele que
se ama.
Precisamos entender a hierarquia do amor “Vós
mulheres estais sujeitas aos seus maridos como ao Senhor”, continuando vamos
ver que as mulheres estão sob o domínio do marido, mas este está sob o domínio
de Jesus que está sob o domínio de Deus.
Bunny Wilson no seu livro fala sobre o que
é estar sob a influência do marido, diz ela que estar sob o domínio do marido é
melhor, já que o marido que tem que prestar contas à Deus, é uma
responsabilidade muito maior, que foi o que aconteceu no Éden quando Deus pergunta à Adão o que aconteceu e
não a Eva e em I Ped 3;7 vemos que “Maridos coabitais com elas com
entendimento, dando honra a mulher, como
vaso mais fraco, como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida, para que
não sejam impedidas as vossas orações”.
O homem tem que prestar contas a Jesus,
ele é o responsável pela sua família, e se de alguma forma ele não está honrando-a,
tratando-a de forma digna, as suas orações podem estar sendo impedidas, porque
são um só carne e fazendo alguma coisa contra a esposa, está fazendo contra si
mesmo, como pode Jesus atender uma oração dividida, contraditória, quem sabe
até confusa.
Quando a mulher entrega a liderança ao
marido, o peso que quer carregar de controlar tudo diminui, ela vai se sentir
mais leve.
Mas as mulheres podem pensar e se der
errado, e se acontecer alguma coisa, e se...
Bem primeiro quem garante que a mulher está
certa, segundo quem sustenta a casa não é o marido como pensam, mas é Cristo.
A solução está em conversar e não
convencer o marido, mostrar, mas a decisão é dele, porque a mulher vai entregar
tudo nas mãos de Jesus, inclusive o marido.
Quando se entrega a decisão nas mãos de
Jesus se deixa o caminho aberto para Cristo agir e o poder de Deus ser derramado.
Ser submissa ao homem é um exercício de
fé, como disse Bunny, é acreditar que Jesus vai agir no lar, é acreditar que
Deus vai dirigir o marido e lhe dar sabedoria.
O homem é o líder do lar, nas empresas
hoje a definição de líder é aquele que serve, isto está baseado no maior líder
que foi Cristo, então quando o homem começa a se sentir o líder do lar, vai
aprendendo de Jesus, que líder é o que seve e a mulher por sua vez vai
descobrindo que servir não é depreciativo, mas é uma qualidade daquele que ama
e está preocupado com o bem estar do outro e da família.
Quando o homem sente que a esposa é capaz
de deixá-lo decidir, mostra que acredita nele, o homem tem seu senso de valor,
validação masculina, revigorada, se sente mais seguro e amado, sente que a esposa
está contribuindo para sua edificação e não a sua destruição.
A oração pelo companheiro é de suma
importância e funciona como um diagnóstico do casamento. Claro que a mulher vai
levar todas as suas lamentações e sentimentos à Jesus, mas quando acabar é necessário
ouvir o que Cristo tem a dizer.
É necessário se orar pelo marido e não
contra o marido. Muitas esposas quando
são magoadas e vão à Jesus se lamentam, desabafam e depois dizem a Jesus tudo
que Ele tem que fazer com o marido, qual o tipo de castigo e assim vai. Olha a
mulher querendo ser mais que Deus novamente.
Com certeza esta oração não vai ser
atendida, principalmente porque Jesus ama tanto o homem como a mulher e é Ele
quem sabe o que é melhor para ambos.
Então orar é entregar a situação, a si mesma
e ao marido nas mãos de Cristo. Quando a mulher começa a fazer isto, começa a
enxergar o seu companheiro realmente, como ele é, o que está passando, como
está se sentindo, muda o foco só de si mesma para o homem e começa e vê-lo como
Jesus, a pessoa que ele pode vir a ser pela transformação do Espírito Santo.
À medida que ela conversa com Cristo sobre
o companheiro em oração vai descobrindo que a transformação começa nela e que é
esta transformação que pode efetivamente transformar o marido, e não as brigas,
farão com que ele mude.
Tem maridos difíceis? Tem, mas é
necessário lembrar que para Deus nada é impossível, principalmente quando se
ora pelo marido e não contra ele.
Esta atitude também vai abaixando a guarda
da mulher, derrubando as suas defesas, fazendo com que ela vá se aproximando
mais do companheiro, não se justifique tanto e entregando o lar para a sua
liderança, mostra uma coisa que é vital a todo marido: Ele ainda continua sendo
o herói da esposa.
Toda mulher sonha com um homem seguro, que
tome decisões, que faça. Então mulheres colaborem para que seus sonhos se
tornem realidade e siga a orientação de Cristo!
SÍNDROME DE ADÃO
E disse Deus: “não é bom que o homem
esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele”.
Diante aqui com certeza significa ao lado,
junto, mas diante foi exatamente o que aconteceu. A mulher muito mais curiosa
foi à frente do seu marido, descobrir o Jardim do Éden e descobriu que uma
serpente falava e ficou encantada.
A mulher gosta de ir a frente descobrindo
e fica encantada pelas coisas que vê, mas os resultados podem não ser bons,
como no caso de Eva, que guiada pelo seu desejo, “comeu
e deu também ao seu marido”.
Deus então ao falar as consequências deste
ato diz em Gen. 3:16: O seu desejo será para o seu marido e ele te
dominara” que como vimos anteriormente iria dirigir o ritmo do andar de Eva, quando
deveriam andar juntos.
O que vamos ver agora é Adão, que como
está em Gen 3:9, “E chamou Deus à Adão”.
Deus não foi direto a Eva, mas procurou
Adão, porque ele deveria ser o líder do casal e responsável por ambos, quando
se tornam “osso dos meus ossos e carne da minha carne” Gen 2:23
O líder é aquele que cuida, aquele que é
responsável; que supre as necessidades.
Adão como líder talvez tenha falhado no
cuidado, na necessidade de Eva de descobrir as coisas, estar ao lado dela.
Adão como muito homem deve ter ficado na
dele, deixando a mulher ir, como ainda hoje em dia, os filhos vivem soltos,
fazendo as coisas, sem dar trabalho a ele. Cuidar dá trabalho, mas ao homem
compete dirigir o seu lar, não autoritariamente, maneira usada por muitos
porque dá menos trabalho também, é mais fácil. Não é isto que Deus quer do
homem.
Quer que o homem cuide da família, supra
as suas necessidades e necessidades não só econômicas, tem muito homem se
escondendo atrás do trabalho para não ter que liderar o lar. Homens que nem
sabem o que acontece com a esposa, com os filhos porque não tem tempo,
escondidos que estão da família.
E chamou Deus a você homem e perguntou:
Onde está a sua família?
Cabe ao homem liderança, assumir o seu
papel, infelizmente por comodidade ou outros motivos passa esta responsabilidade
à mulher.
O homem é a cabeça, mas a cabeça em amor,
como está em Efes 5:25.” Vós maridos, amai as vossas mulheres como
também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Cristo é seu exemplo, porque é a sua
cabeça, com vemos em I Cor 11:3 “que Cristo é a cabeça de todo o varão e
o varão o cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo”.
O homem que sabe liderar, sabe porque ama
a sua mulher e o seu amor vem de Cristo.
Marido ama - > mulher feliz
< -
mulher devolve
+ feliz (se sentindo seguro e capaz na sua
função de homem)
Em Efés. 5:28 vemos que “assim
devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.”
O marido que ama a esposa lidera com amor,
porque em Efes. 5:31 “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se
unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne, ou seja, ele quer o bem dele
mesmo.
Agora se por algum motivo ele não quer o
bem de si mesmo, por traumas de infância, baixa autoestima e falta de amor
(porque nunca recebeu), por achar que não merece ser amado, pode não querer o
seu próprio bem e sabotar o seu relacionamento.
O marido pode pensar: se não amo, como
amar? Deus é amor então vá a fonte, porque amar é uma escolha, paixão é sensação,
mas amar é escolher amar e caminhar nesta direção, senão Jesus não nos pediria
para amar, se fosse um sentimento que simplesmente brotava dentro de nós por
alguém.
Jesus sabe que é preciso escolher amar e
ele vai dar esta capacidade e nos promete que qualquer que pede, recebe, como
está em I João 5:15- “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos,
sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” e ainda promete em I
Tim. 6:17 “...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para
dela gozarmos”.
Amar é simples, então porque não amamos?
O homem pode ter dificuldade de amar porque
tem medo, mas é esse treino de amar a esposa que ensinará amar o restante, é
por isso que o casal é tão importante para Deus e porque o inimigo quer
degenerar.
Quando amamos entramos em sintonia com Deus,
porque “o amor é de Deus e qualquer que ama é nascido de Deus e
conhece à Deus e aquele que não ama, não conhece à Deus porque Deus é amor” 1
S João 4:7,8
O lar é a grande escola do cristão, é onde
Jesus quer atuar para termos uma igreja melhor, uma sociedade melhor e
principalmente porque Jesus quer nos ver felizes.
Aprendemos no lar a crescer. Os
companheiros sofrem com nossos defeitos, mas é o companheiro que nos ajuda a
crescer, ele é nosso remédio.
Se escolhemos amar e crescer; não será um
processo fácil, vai exigir esforço, luta e podemos sentir dor, mas alguém já
disse que todo crescimento é doloroso.
Temos que limpar, raspar, tocar locais que
estão travados a anos, mas é necessário que voltem a funcionar suavemente.
Podemos usar os defeitos do outro contra ou a favor do casamento, se escolhermos
a favor, vai dar trabalho, mas o resultado vai ser bom e gostoso.
Quem recebeu pouco amor na infância, vai
se mostrar vazio e carente e não adianta ficar pedindo, vai levar tempo para ir
abastecendo. Jesus não muda ninguém pela mágica, de repente, e as mudanças
também não ocorrem de repente como mágica, as mudanças vão sendo solidificadas.
Existe os que trancaram o depósito. A
abertura também vai ser lenta como já disseram, como uma ostra, não adianta vir
com o pé de cabra, mas com muito carinho e paciência.
Existirá tensão e problemas, o deposito
que vai se fazendo no banco do amor, renderá juros e dividendos.
Herói
“No suor do teu rosto, comerás o seu pão,
até que tornes à terra, porque dela foste formado” Gen 3:19
Liderança com amor, o herói, porque então
muitas vezes o homem deixa de ser?
Se a mulher tem o reconhecimento pela sua
beleza, o homem é pelo seu trabalho, não que isto seja certo, mas é o que acontece.
Ao homem compete trabalhar e suar para ter
reconhecimento, valor e sustentar a família. Quem tem que dar este
reconhecimento, portanto é a sua família.
O homem precisa de elogios, é a resposta
que ele está conseguindo cumprir sua missão, o elogio é também uma forma de
descobrir como agradar, ele sabe que o caminho é este.
Quando o homem não consegue um trabalho
para manter sua família, ou dar aquilo que ele gostaria de dar, ele começa a se
sentir fracassado e isto vai minando suas energias fazendo com que vá se
introvertendo cada vez mais ou até mesmo chegando a uma depressão.
Esta é a forma de lidar com a vergonha
perante os outros, de não estar sendo competente e como dizem, não estar sendo
homem suficiente para sustentar sua família.
Os homens detestam se sentirem
vulneráveis, porque isto pode gerar rejeição ou inferioridade. A forma de lidar
com este sentimento é isolando-se, sempre está na evasiva ou entra num processo
de mentira, até para ele mesmo, querendo se auto promover, aparecer, para que
as pessoas não percebam a vergonha que está escondendo.
Como o valor do homem está ligado ao
trabalho, aos bens, se não consegue, ou pelo menos, não o que queria, ele se
culpa, achando que é mesmo incapaz, ineficiente, mesmo que ponha a culpa na
economia, no governo, no patrão, no fundo está tentando se justificar pela sua
culpa de não conseguir.
Como é uma situação muito dolorosa para
ele, é muito difícil se conseguir conversar sobre ela, cabe a mulher uma
abordagem indireta, por meio de elogios e realçando os pontos positivos.
Infelizmente muita mulher faz justamente o
contrário, diz que ele é incompetente mesmo, reclama o tempo todo, se queixa
constantemente da falta de dinheiro e o que é pior ainda o compara a outro
homem (pai, irmão, vizinho).
Isto vai acabando, derrubando o marido
devagarzinho e fazendo com que consiga cada vez menos, pois não confia em si,
ou então se vê tão assustado e infeliz que acaba caindo fora do casamento.
Quando se fala ao homem que ele ainda é o
herói com quem ela se casou, ele vai acreditando mais em si mesmo, melhora a
sua autoconfiança, disposição e principalmente tem que deixar claro que o
provedor do lar é Jesus, e se juntos confiarem Nele, irão em frente, em paz.
O mais importante, porém, é o homem começar
a ver que o seu senso de valor não vem do seu trabalho ou bens, mas de que é
filho de Deus e que Jesus o ama e se entregou por ele e está cuidando dele.
Sua validação vem da ligação com Cristo,
independe do outro. Se costuma dizer que homem que é homem, é aquele que não
tem que provar nada a ninguém, nem a ele mesmo. Sabe que é.
Seu exemplo é Jesus, que viveu nesta terra
de cabeça erguida, sabia quem era, tinha senso de valor e as pessoas não
moldavam seu viver, pelo contrário, Ele moldava o viver das pessoas, não tinha
que provar nada a ninguém, mesmo que as pessoas vivessem pedindo isto, Jesus
era, como Deus que disse a respeito de si mesmo: Eu Sou.
Talvez Deus tenha deixado na bíblia estes
versos especialmente aos homens, para que não vivam preocupados e acabem
causando sofrimento à sua família, em vez de ver que a sua força vem de Jesus.
Buscai primeiro o reino de Deus e toda sua
justiça e estas coisas vos serão acrescentadas. “Não vos inquieteis pelo dia de
amanhã”. Mat. 6:33 e 34
“Vinde à Mim todos os que estais cansados
e oprimidos e eu vos aliviarei”. Mat 11:28
HOMEM É BRAVO, OU É UM BRAVO
“Vós maridos amais as vossas mulheres e
não vos irriteis contra elas” Col. 3:19
Muitos homens confundem a sua
masculinidade com ser um bravo, é estar bravo, é uma diferença principalmente
de verbo.
Ser um bravo é algo inerente do verbo ser,
que quer dizer um lutador, um homem que vai na frente, que faz, mas
absolutamente não quer dizer que para ser um bravo é preciso se estar bravo
constantemente ou frente as ameaças.
Quando se está bravo, pode mostrar
exatamente o oposto, a ira frente a uma ameaça, ou fracasso, ou contrariedade,
mostra exatamente que não se é um bravo.
O homem fica irado para mostrar que é
forte; quem manda, porque não se sente assim, se sente fraco, ameaçado, com vergonha
e para não verem o seu real sentimento se esconde atrás da ira e o que é pior,
tenta direcionar o seu fracasso a outra pessoa, geralmente a esposa. É isto que
o verso diz, ao falar que não se deve se irar contra a sua esposa.
O verso quer dizer, se enxergue, assuma a
sua situação, se sente vergonha fale com Jesus e peça força, mas não culpe
ninguém, principalmente a esposa como fez Adão, ao ser interpelado por Deus:
Esta mulher que me deste..., ela é a culpada. Deus não tirou a culpa de Adão,
pelo contrário fez com que assumisse as consequências.
A ira também pode aparecer devido a experiências
da infância, que de alguma forma se sentia ameaçado e era necessário se
defender, é bom que se veja que se cresceu e a situação mudou.
Como a ira é uma hemoção (ação do sangue),
é física, pode também ter causas como o cansaço, falta de sono e alimentação
inadequada (irritante do sistema nervoso, como estimulantes, picantes, frituras,
aditivos químicos e outros), ou até o mal funcionamento intestinal, onde uma pessoa
enfezada é aquela cheia de fezes.
Às vezes como a manifestação é física, é
necessário, como houve uma carga, tem que haver também uma descarga, sendo
importante que a mulher deixe o marido dar vazão ao sentimento, sem se sentir
que será destruída ou agredida, simplesmente deixe a descarga acontecer.
Ao
homem compete ter a descarga, mas não a direcionar a ninguém, seja esposa ou
filhos ou outros, isto é o que na bíblia está como “ira-vos, mas não pequeis,
não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efe. 4:26
Não
pequeis é vai sentir a ira, mas não agredir a ninguém, que o homem aprenda
expressar o sentimento, mas não a agressão e que vá aprendendo com a ajuda de
Cristo a ser tardio em irar-se.
Não se ponha o sol sobre vossa ira, é não
vá dormir com ela, remoendo-a, pois pode gerar uma úlcera gástrica, tente
resolver, compreender, ore e descarregue.
Essa descarga pode ser um exercício, um
banho, lavar o quintal, uma corrida, ou se for possível com antigamente, vá
cortar lenha.
HOMEM VALENTE
“E chamou Deus a Adão e disse: Onde estás?
“E ele disse: Ouvi a tua voz, tive medo
porque estava nu e me escondi” Gen.3:10
Talvez uma das passagens que mais retrate
o homem é esta, o primeiro homem já não soube lidar com o medo e se escondeu.
Onde está? Aonde o homem vai quando está
com medo, ele foge da situação, dá evasiva, evita o comentário, finge que não é
importante, ele vai parar em algum lugar, porque ele não está nele mesmo,
centrado.
Ele pode se irar, como já vimos para
disfarçar e mostrar que é forte, esconder o medo.
Existem os que paralisam, simplesmente
param na vida, se retraem, dão voltas, inventam desculpas para não terem que se
movimentar, afinal não vai adiantar nada mesmo, é sempre assim, não adianta é o
destino e o que é pior dizem alguns que é a vontade de Deus. Deus não quer
ninguém paralisado, mas que aja.
Porque estava nu, ou seja, me senti sem
proteção, criticado, humilhado (se quer acabar com um homem é humilhá-lo),
exposto sua fraqueza, se sentiu rejeitado. Tudo isto gera no homem muito medo e
aí se inventou mil mecanismos de defesa para lidar com este medo e para o homem
sempre a melhor defesa é o ataque.
Às vezes a simples insistência da mulher
em falar, falar, apontar, o homem já se sente sitiado e quer o socorro.
Não é permitido ao homem na sociedade
dizer que tem medo, aliás, é por aí que começam as piores e perigosas brincadeiras
de moleques e adolescentes, só para provar para o outro ou para o grupo que não
se tem medo.
Que fardo pesado, é impossível não se
sentir medo neste mundo, principalmente nesta época, então o admita e leve a
Jesus o seu medo. Super homem não existe, é o medo que nos dá o limite
necessário, faz parte da humanidade, desde Adão. O problema não é sentir medo,
mas o que fazer com ele.
Primeira coisa assuma o sentimento, estou
com medo e o que eu posso fazer com ele, isto vai evitar o pânico, que é quando
o medo toma conta e assume o controle.
Enfrentá-lo se for possível, com o poder
de Deus.
Recuar se preciso para não correr risco
desnecessário.
Aguardar, planejar uma forma de vencê-lo
ou eliminá-lo.
Muitas vezes o medo vem de situações da
infância ou da adolescência, quando se faz necessário descobrir o que houve
para poder superá-lo.
A
grande solução é dada por Deus, ele sabe que o homem tem medo, mas acredita
nele e vai ajudar se este confiar.
Isto está claro na história de Gideão.
Gideão estava escondido, malhando trigo no
largar, porque havia o perigo do ataque dos midianitas, Gideão estava com medo
e o anjo do Senhor aparece a ele e diz que ele era um varão valente Juízes
6:12, ao que Gideão começa a reclamar, iniciando um “Aí meu Senhor, se o
Senhor é conosco. Porque tudo isto nos aconteceu”?
Novamente o anjo do Senhor, em vez de se
justificar ou menosprezar Gideão, ali escondido, reclamando diz no verso 14 “-
Vai nesta tua força e livra a Israel porventura não te enviei Eu”.
Gideão deve ter pensado, acho que ele não
entendeu, eu estou com medo, escondido e ele me mandam ir, enfrentar o medo e
se justifica.
Verso 15 “Aí, meu Senhor, com que livrarei
Israel? Eis que a minha casa é a mais pobre de Manasses e eu o menor da casa de
meu pai?”.
Como vou sair do meu medo, como vou
enfrentar, eu sou o menor dos menores, me deixa continuar escondido no meu
canto, mas o anjo lhe dá uma certeza.
Verso 16 “Porquanto Eu hei de ser contigo,
tu ferirás aos midianitas como a um só homem”. Quem sabe a história sabe que
Gideão, relutou, pediu provas, mas foi e venceu.
Cada um tem o seu midianita, às vezes
somos nós mesmos, mas Jesus nos dá a certeza de vencer e não mais fugir, se
esconder, e sim assumir o seu medo e vencer porque ter medo não faz de nenhum
homem menos homem, mas mostra sim a direção para superação e vitória.
Isto é ser homem ter a coragem de se ver,
assumir o seu sentimento e buscar ajuda para crescer.
Cabem às mulheres agirem como o anjo,
incentivando, acreditando, dizendo eu estou com você, não acabando com o que já
está em baixa.
A Validação Masculina é um dos aspectos
mais importantes para entendê-los. O menino espera do seu pai o elogio, aceitação,
incentivo. Precisa ouvir você é bom e dará certo na vida, esta é a grande
benção paterna, eu acredito em você.
Acontece que a grande maioria dos pais não
deu isso aos seus filhos e eles saem pela vida tentando provar que são bons,
são homens, através de atos corajosos e até insanos as vezes, através do
trabalho, querem ouvir e sentir isso da esposa. Isto porque devem ter ouvido
dos pais, você não presta para nada, menino burro, não vai ser ninguém na vida
e assim foi, infelizmente, ou então sentia uma rejeição paterna, não aceitação.
Deus validou Jesus no início da sua obra,
quando disse: Este é meu filho amado que me dá muito prazer. Mat 3:17
CAVALEIRO SOLITÁRIO
“Não é bom que o homem esteja só” Gen
2:18
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” Gen 2:24
Deus sempre soube que não era bom que o homem
estivesse só e ainda hoje não quer.
O só hoje em dia é muitas vezes estar só
sobre o mesmo teto, estar sozinho ao lado da esposa.
A mulher por sua natureza, tem necessidade
de falar, se emocionar, se não tem isto com o marido, vai procurar ter com a filha,
com a mãe, com a amiga e assim vai, o homem se fecha em si mesmo, se tornando
um cavaleiro solitário a guerrear com os seus moinhos de vento internos.
Poderia se dizer é simples, é só falar, se
abrir, mas isto para a maioria dos homens é muito difícil, principalmente que
como vimos ele vai se sentir vulnerável ou fracassado e vai continuar na ostra
elaborando perolas preciosas que jamais serão vistas.
O homem tem mais dificuldade de ter
relacionamentos íntimos, muitos nem sabem como, para isso é preciso uma coisa.
A NECESSIDADE DE UM CASTELO
O lar para o homem tem que ser o seu
castelo, não onde ele vive feliz para sempre, mas onde descansa das batalhas.
Não é fácil para o homem sair todo dia,
batalhar com o suor do seu rosto, enfrentar o leão do dinheiro, o dragão da
competição e vencer. Para isso precisa de força que vem de Jesus como vimos,
mas também é necessário um local para o seu reabastecimento.
Quando ele está retornado ao lar, espera
encontrar aquela que o ama muito, bela (arrumada), aquela que não é sua
inimiga, mas que cuida dele e quer o seu bem.
Ao chegar o recebe com um beijo, e
pergunta como foi o seu dia e compreende e lhe dá ânimo, se a esposa procede
assim ele depois vai perguntar como foi o dia dela e ouvi-la com atenção, pois
mostrou interesse por ele, ele é importante, é bom saber como ela vai e a
esposa por sua vez ao ouvir o marido vai ver que ele também tem problemas e vai
falar dos seus com mais lucidez.
Os filhos se alegram com a chegada do pai
e não tem medo como alguns.
Ele sabe que no seu castelo ele pode tirar
sua armadura e ser ele simplesmente. Não tem que usar sua espada, pois não será
atacado, nem o escudo para se defender de tantas acusações e cobranças e assim
no outro dia ele vai se sentir revigorado para sair novamente e principalmente
vai ter mais força para lutar, defender e suprir o seu castelo porque o ama
muito.
Bonito. Podemos não ter lares assim, mas
podemos caminhar nesta direção com a ajuda do Espírito Santo, sob a orientação
de Jesus.
É uma questão de escolha, porque imagine
este cavaleiro vendo a hora de ter que ir para o castelo e o mundo lá fora
apesar de ruim é melhor que a sua casa. Vai fazer hora extra, ficar com os amigos
no bar, atrasar, inventar outras atividades porque sabe que ao chegar sua esposa
nem vai notar sua presença.
A esposa pode também derramar as
reclamações, lamentos e cobranças que ele nem vai ouvir, porque imediatamente
vai se colocar na defensiva e continuar com a armadura, segurando o escudo.
Não encontra um lugar calmo para descansar,
ou comida para comer, começa a achar que o inimigo está dentro do castelo e
pega sua espada e parte para o ataque. Dorme e no outro dia acha ótimo sair do
castelo, ficar longe da esposa que ainda fica cobrando carinho e atenção.
Mulheres: só se conquista o amor dos
homens ouvindo-os, valorizando-os com carinho e atenção e principalmente
acreditando que ele é o seu herói para que não saiam por este mundo com
cavaleiros solitários sem ter em quem confiar, sedentos de amor e famintos de
compreensão.
Aqui é importante parar para pensar que
hoje a maioria das mulheres trabalha fora, mesmo assim é necessário se ter
consciência que o seu lar deve ser um castelo de refúgio e segurança para os
dois e para os filhos também. Um lugar que o homem consiga quietude, a mulher
possa descansar e os filhos se sintam acolhidos.
10 - Uma Só Carne
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua
mãe e apegar-se-á sua mulher e serão ambos uma só carne.” Gen 2:24
Todos têm um vínculo de carne com a mãe,
ela nos gerou dentro dela e vínculo de carne com o pai ele também forneceu
material genético para que fossemos formados, por isto a ligação tão forte
entre pais e filhos.
Quando homem e mulher crescem, atingem a
idade em que estão maduros para romperem esta ligação, deixam o pai e a mãe
para constituírem uma relação de carne entre homem e mulher, tornando-se um.
A relação de carne é a relação sexual, e
na Bíblia o casamento é o próprio ato sexual, é a partir do momento em que ele
se dá, que se considera casados, portanto, uma relação criada e abençoada por
Deus.
Quem são estes dois seres diferentes que
formaram uma unidade.
O homem criado por Deus antes do pecado,
era gentil, carinhoso, sensível, que ia devagar, apreciando cada passo do caminho,
antes da chegada.
Mas o pecado veio, e com ele a dor (com
dor comeras todos os dias), os espinhos, o suor, o cansaço, a tensão de manter
o lar e a necessidade de mostrar que é homem o tempo todo, onde o simples fato
de ser, já não basta, é necessário fazer para provar.
Um homem que entendeu que o domínio,
queria dizer opressão, servidão, superioridade em relação à mulher, alguém que
fora criada para apenas satisfazer suas necessidades.
Um homem que não entendeu que domínio quer
dizer responsabilidade, cuidado e respeito.
Como consequência do pecado este homem
quando vem para uma relação sexual, vem como apenas um território a ser
conquistado, como mais uma marca que ele deixa, dizendo que é propriedade sua.
Com a sensibilidade diminuída pelas lutas
da vida e onde homem que é homem não chora, não sente, que tem só que alcançar
o seu objetivo e portanto, o necessário passa a ser apenas as caricias, que
preparam para o ato, que é seu objetivo e não o carinho, demonstração de
sentimento.
Este homem perdeu a capacidade de curtir o
caminho, só quer chegar rápido ao topo, para dizer que é capaz. Tem medo de se
demorar no caminho e ser incapaz de prosseguir e se sentir um fracassado, sua
fêmea jamais o perdoará, é o que ele pensa, mas é ele que não se perdoaria, em
uma sociedade em que se tem que provar que é homem o tempo todo, quanto antes
gozar melhor, missão cumprida. Por isto talvez um grande problema dos homens
atualmente seja a ejaculação precoce, ele começa o caminho e já chega no topo.
O problema de se chegar rápido ao topo é
que não se vê o caminho, passa-se por ele, pisa e nada enxerga das coisas e
prazeres que este caminho tem a oferecer.
Deus criou um homem que se encantava com o
caminho, mais que com a chegada, pena que o homem ficou prisioneiro da chegada.
Talvez porque o homem não confie mais no
seu corpo, no seu pênis, naquilo que acontece naturalmente é só deixar, tem
medo de não ser potente, de não ter um corpo viril, bonito, acredita, como só
vê a chegada, que o tamanho do pênis é que vai determinar a potência, como se
ele funcionasse independente do resto do corpo e que a simples ejaculação
mostra que ele é capaz, não importa se não sentiu com o resto do corpo, ou a
mulher não se satisfez, o problema está nela, o seu pênis é potente.
A mulher sentindo como o homem a tratava,
só pode ter a sua autoestima lá embaixo, onde qualquer diferença sua do padrão
corporal pregado, se sente rebaixada, feia, não digna de ser desejada e
querida.
É muito importante então que como filhas
do Rei, portanto princesas, se cuidem, se arrumem e se valorizem.
Agora principalmente gostem do seu corpo,
se a mulher não gosta do seu corpo, como ela vai querer que o homem goste de
uma coisa que ela mesmo menospreza.
Cuide do seu corpo, lembre é templo do
Espírito Santo, mas de maneira nenhuma, em momento algum o compare com a diva
do sexo, uma modelo ou até com a vizinha. Você é você e isto é o que a torna
mais bela, se todas fossem iguais, perderia a beleza, a graça e é isto que a
mídia quer, tornar todas iguais. Não acredite nela, acredite em quem fez o seu
corpo, no seu criador, Jesus e Ele a acha maravilhosa, com certeza.
A mulher tem que gostar de si e mostrar o
seu corpo, a sua graça, o seu encanto ao seu marido, isto é sedução. Não fique
com vergonha, mostre o que você é, e o que você tem de bom, o seu marido vai
gostar também, vá para cama como a mais linda das mulheres.
Tem mulheres que vão para cama agradecendo
o favor do marido, por se sentirem feias, gordas ou magras. O sexo começa na
mente, é lá que você deve acreditar que o seu marido vai sentir o que você passar
para ele.
Comece se cuidando, erga o olhar, olhe nos
olhos dele, não tenha medo nem vergonha, fique ereta, abra os ombros, levante
os seios, isto é ser sexy.
Os cinco sentidos são necessários no sexo.
Primeiro o homem é levado pela visão seja atraente (faça-se bonita), eles são
levados pelo odor, perfume-se e não esqueça do paladar, como já dizia a avó
peguei-o pelo estomago, ainda funciona, faça uma comidinha especial.
Depois de tudo isto as mulheres ouvirão o
que gostam e serão tocadas como esperam. Aqui vale lembrar novamente que o
homem não adivinha, é necessário falar o que se gosta, bem como o que não se
gosta.
Muitas mulheres, assim como alguns homens
acham que cabe aos homens se encarregar de tudo, a mulher se deita e fica
esperando, se as mulheres gostam de companheiros sensíveis, carinhosos,
românticos, é claro que os homens também querem o mesmo, portanto mulheres
aprendam a fazer o mesmo e a levantar o ego de seus homens, valorizando-os
sempre.
Ao mesmo tempo não exija muito de você mesma,
ninguém é perfeita ou perfeito e não se está bem todos os dias.
A Bíblia nos dá estas orientações de duas
coisas, primeiro, ser bonita é um estado do ser “O coração alegre aformoseia o
rosto” Prov 15:13 e “Como imaginou na sua alma, assim é” Prov 23:7.
Em Rute 3:3 e 4, Noemi ensina à
Rute o que é sedução, ela diz: “Lava-te, unge-te e veste teus vestidos ... e
então quando ele se deitar, entra, descobre-lhe os pés e te deitaras”. Trazendo
para o nosso tempo é toma um banho, se perfuma, põe uma roupa bonita e tome uma
atitude.
Nesta história, Boaz ainda não podia ter
relação com ela naquele momento e ele foi um cavalheiro, um homem realmente, ao
se segurar antes de saber se seria seu marido, cuida dela, dando-lhe cevada e
ainda se preocupa com a sua reputação.
Ao contar a história para Noemi, esta lhe
diz: “Aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” verso 18,
ou seja ele foi seduzido e vai fazer de tudo para ficar com você ainda hoje.
O ato sexual criado por Deus é bom, e Ele
deseja que seja bom para os casais, em Prov 5:18 e 19 temos “Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como serva
amorosa e gazela graciosa, saciem-te os teus seios em todo o tempo e pelo seu
amor sê atraído perpetuamente”.
Jesus quer que tenhamos uma boa relação
sexual, ele vê o ato, seus anjos não se retiram do quarto, e Ele está disposto
a nos ajudar neste aspecto do casamento também, porque ele quer famílias
felizes, portanto se tiver problema Ore, antes, durante ou depois.
O ato sexual tem quatro momentos – desejo,
excitação, orgasmo, resolução. Apesar de serem estas as etapas cada casal a faz
de um jeito, de acordo com o seu momento e até pode variar de acordo com a faze
da vida em que estão vivendo.
DESEJO – “O seu falar é suave, ele é totalmente
desejável” Cant. 5:16
O desejo é intelectual, ou seja, ele se dá
mentalmente, no pensamento da pessoa.
Por isto é que se diz que a relação começa
de manhã, já começa o clima.
Pensar durante o dia, imaginar o
companheiro, por isto é bom de repente dar um telefonema, uma insinuação.
Quando se diz que não se tem desejo é
porque não se pensa a respeito por algum motivo, ou por sentimentos que o
impedem, não se tem o hábito de pensar ou até falta de tempo nesta vida
corrida.
É necessário se pensar e se organizar para
isto, criar uma rotina que não é de toda má, pois que organiza a vida. A rotina
sexual é separar um tempo para se estar junto, fazer disto um hábito e prioridade.
Agora dentro desta rotina pode-se variar uma forma de jantar, uma caminhada
namorando antes etc.
Porque se deixar para ver o que acontece,
vão para a relação no fim do dia, já cansados, onde a sexualidade é a última
coisa do dia.
Às vezes mesmo que se durante o dia, se
pense, à noite já se está acabado, é necessário se preparar para isto.
EXCITAÇÃO - “Beije-me ele com os beijos da sua
boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho “ Cant 1:2 .
“Desvia de mim os teus olhos, porque eles
me perturbam” Cant 6:5.
O homem se excita com a visão e o olfato,
já a mulher com a audição e o tato.
A mulher quando se arruma, toma um banho,
se perfuma, o homem pensa: Ela se arrumou para mim.
Já o homem precisa fazer elogio, a mulher
se sente valorizada. Quando o homem não elogia a mulher, ela começa a descer a
qualidade de tudo, porque já que ele não vê mesmo, qualquer coisa serve.
Existem variações do apetite sexual, por
vários motivos, desde stress, trabalho, preocupação, climatério, doença e até
pela pílula anticoncepcional incorreta, por isto a necessidade de um
acompanhamento médico.
Pode-se ocorrer de um não querer, aí é
necessário se respeitar ou como ouvi certa vez uma mulher dizer: Se ele for
convincente (nas caricias e carinho) pode-se mudar de ideia. O importante é se
conhecer os pontos de excitação do outro, conhecer o seu corpo e o do outro,
por isto que o ato sexual tende a melhorar a qualidade com o tempo, porque se
vai conhecendo o outro e a si mesmo. Procure fazer de cada ato uma descoberta.
ORGASMO –
“Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada...
Ah se viesse o meu amado para o seu jardim e comesse os seus frutos excelentes”
Cant 4:12 e 16
Quando se vai para uma relação sexual, é
bom saber que vão 6 para a cama. É porque a mulher leva com ela introjetado o
modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo de homem do seu pai, o homem
no caso o companheiro leva o modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo
de homem que seu pai foi, além de todos os valores culturais da sociedade em
que vive, logo um ato sexual, um ato natural, já não é tão natural assim, por
isto as complicações que surgem.
O orgasmo pode ser um furacão ou uma
brisa, dependendo do momento do casal os dois tipos serão satisfatórios.
Porque orgasmo pode ser definido desde um
simples gozo clitoriano, uma contração vaginal intensa para a mulher ou simples
ejaculação para o homem.
Wilheilm Reich, entretanto define orgasmo
como algo mais, ele é total e intenso, se sente com o corpo todo, como uma
onda, com movimentos involuntários, podendo se perder a consciência por alguns segundos.
O importante não é querer chegar a uma definição de algum estudioso do assunto,
mas chegar ao seu orgasmo.
Não usar a referência da sexualidade dos
outros, mas montar a sua sexualidade dentro dos seus limites.
Também não é ir para o ato sexual querendo
que o outro lhe dê prazer, mas não sabe como, é preciso olhar para o outro, o
que ele quer dizer com isto (movimentos, gemidos, palavras). Muitas vezes a
mulher não sabe como, deixa a responsabilidade para o homem, ele não sabe, vai
tateando, se ela não dá a dica vai logo para a penetração que é o que ele sabe
fazer. O Homem Não Adivinha Pensamentos!
É necessário se falar, com jeito,
sussurrando ou com humor, que é o grande jeito de se falar verdades sem se magoar
o outro, isto serve não só para a cama, mas para o casamento todo.
No falar a mulher deve tomar o cuidado,
não dá para esperar que o homem fique falando ou respondendo, porque como foi visto
ele é mais focado, digamos que o homem se tiver que ficar falando ele desfoca,
portanto, não gosta disto, já a mulher com os seus sentidos ligados, é preciso
compreender porque qualquer barulho ou movimento atrapalha; principalmente se
vierem dos filhos. A mulher precisa de privacidade total para se concentrar no
ato.
Agora o grande orgasmo é o que está no
versículo citado, a palavra amado e amada, se ambos se sentirem amados e
amando, o ato sexual virá naturalmente com toda a força, já que é nele que o
ser humano experimenta a sensação total do que é uma entrega, e é por isto que
Deus a compara entre a relação de Cristo e a Igreja, quando existiu a entrega
total, por este motivo que o inimigo de Deus tem tanto desejo de deturpá-lo,
para que o ser humano não aprenda a se entregar, principalmente à Cristo, pois
a entrega é amor, é no ato sexual que amamos o próximo como a nós mesmos e aprenderemos a amar Deus sobre todas as
coisas.
Na verdade, no orgasmo existe a grande
questão para a mulher, eu quero realmente deixar ele entrar, entrar mesmo
dentro de mim, ou magoas, medos, raiva impedem que isto aconteça, que eu o
receba não só na vagina, mas no coração.
Para o homem, ele quer realmente entrar na
mulher, conhecer ela, sua beleza, ou apenas satisfazer seu desejo de território
e descarga de tensão.
Os dois querem realmente serem uma só
carne ou apenas sentir um prazer egoísta, desprovido do coração.
RESOLUÇAO – “Eis que é gentil e agradável, ó amado
meu; o nosso leito é viçoso” Cant 1:16
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão,
mas um só quem aquentará?” Ecles 4:11
A resolução é um momento de intensa
intimidade, e é muito importante em um casamento. É um momento onde é possível
a comunicação sexual mais aberta. O momento de fazer o que as mulheres gostam
tanto, discutir a relação, porque o marido estará mais apto a ouvir. As
mulheres geralmente fazem o contrário, querem discutir a relação antes da
relação, sexual no caso, resolver os nós antes do ato, nada mais brochante,
nenhum homem quer fazer isto neste momento, geralmente não querem em momento
algum, mas nesta hora nem pensar, portanto deixem para depois, com ele calmo e
relaxado.
O
calmo e relaxado, principalmente se for tarde da noite, também gera o sono e
não dá para reclamar se ele dormir, afinal gastou muita energia. Se quiser
conversar depois do ato, ache um horário melhor para se ter a relação sexual.
Mas ache não só o momento melhor para se
ter a relação, mas o melhor momento para tudo no casamento, que como disse
Salomão, há tempo para tudo.
Se a sua relação sexual não é aquela coisa
que você imagina, caminhe para lá, mas sem ansiedade, há momento para tudo
debaixo do sol.
Todo casamento também tem
diversos momentos, altos e baixos, é preciso aprender com eles, mas sempre
caminhar em frente, crendo no casamento como instituição criada por Deus. É
principalmente dentro dele que Deus nos prepara para sermos cidadão do céu, é a
nossa grande escola e creia se ele não vai bem, Jesus te ajudará, entregue o
casamento cada dia à Ele e se lembre sempre: Ora que melhOra.
Agora na verdade a síntese do que deveria
ser a questão sexual pode estar em Gen 1:27, “E criou Deus o homem a sua
imagem, a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou... e Deus os abençoou
e disse: Frutificai, multiplicai...””
Deus criou a sua imagem macho e fêmea,
abençoou e disse frutificai, ou seja, numa relação sexual entre macho e fêmea.
O que é ser macho e fêmea a imagem de
Deus?
E serão uma só carne, quando? No momento
do frutificai, momento tão completo e pleno que pode até gerar um novo ser.
Macho e fêmea se tornam um. Um corpo
penetra no outro de tal forma que se torna um, e esse momento deve proporcionar
um ápice de emoção e sensação, só conseguido se houver amor.
Essa é a imagem de Deus do macho e fêmea,
o amor que une.
O amor do macho pela fêmea é tanto que
quer penetrá-la, senti-la ao máximo quem ela é, num misto de admiração e
carinho, sentir a sua suavidade.
Assim como a fêmea quer ser penetrada pelo
seu macho para sentir o seu calor, amor, força, quem ele é.
Ser macho a imagem de Deus é penetrar com
cuidado e devagar. Com respeito de estar adentrando no templo sagrado de um
corpo feito por Deus e onde Ele habita.
É ir conhecendo extasiado o corpo inteiro,
mas principalmente a recamara da alma feminina, levando no seu pênis, não a espada,
como tantos fazem, com a vitória de um território conquistado, mas levar sua vida
e energia pulsante que irá acender a tocha da fêmea, explodindo a mulher,
exalado por todos os poros.
Um pênis aceso de amor é capaz de acender e
ascender uma vagina, mesmo que ela esteja até fria e escondida.
Assim como uma vagina pulsante de amor é capaz
de atrair um pênis inseguro e fazer um pênis frio, conhecer o amor e a luz.
Pênis e vagina se encaixam para desfrutar
do amor pleno que o Criador queria que conhecessem.
11- PARE, OLHE, ESCUTE
Parar, pensar no nosso casamento, enxergar
realmente quem dorme ao meu lado e vive comigo, quais suas necessidades, quais são
seus sonhos e frustrações?
Como ele me vê?
Para isso é preciso parar para ouvir,
mesmo que doa ou eu não goste, mas é o caminho para melhorar, o caminho do
amor.
É difícil, parece impossível. Cristo está
aqui para ajudar e guiar.
Leve seu casamento à Ele.
Para Cristo o casamento é tão importante
porque Ele que criou e começou os seus milagres em um casamento, a fim de
mostrar que o começo do milagre, das mudanças começa no casal, na família.
Não havia mais vinho. Jesus então manda
encherem talhas de água e transforma em um excelente vinho. João 2.1-11
É assim chegamos para Cristo e dizemos: não
tem mais amor, não tem mais compreensão, não tem mais carinho, não tem mais
admiração, não tem mais alegria e Cristo diz coloque todas estas coisas aqui e
Eu vou transformar seu casamento no que Eu quero que você viva. Basta ver,
querer mudar, me entregar, então escute a minha vontade e a faça com o meu poder,
através do Espírito Santo.
Cristo quer que o seu lar, a sua família,
reflitam o seu reino ao mundo.
Sobre os autores:
Augusto Maia é Psicólogo, Terapeuta de Casais,
Palestrante para Famílias e Casais
Escreveu 2 livros sendo um Relacionamento
Familiar editado pela CPB.
Marli Cres é Enfermeira de Saude da Família,
Mestre em Promoção da Saude, Palestrante sobre Saude/Vitalidade e Palestras
sobre Mulher/ Homem.
Escreveu 5 Ebooks que podem ser encontrados
na livrariaraiz.com.
Casados há 39 anos. Tem dois filhos, Jabs e
Jemima.
Ministraram inúmeros Encontros de Casais por
todo Brasil.
Contato - marlicres@gmail.com
Família – Criação de Deus
O bebê quando está no útero, está
protegido, com temperatura ideal, alimento e aconchego, mas precisa perder tudo
isto para poder nascer. Depois que nasce A Bíblia começa com uma grande criação
de Deus, que foi a criação da Terra enquanto planeta com vida e como essa vida
foi brotando neste planeta ao longo de seis dias, com quatro referencias de que
“isso era bom”. (Gen 1)
No sexto dia, o ápice da sua criação, foi
“macho e fêmea os criou” e Deus os abençoou dizendo: “Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”, ou seja, macho, fêmea e filhos,
e no versículo três diz “e viu Deus tudo que tinha sido feito e que era muito
bom”. A criação da família era muito boa, era formada de seres humanos dotados
de livre arbítrio, inteligência e sentimento, portanto quem transformaria a criação
da família por Deus, em realidade.
O que havia sido criado, estava
caminhando, acontecendo e sendo discutido todo dia, na virada do dia, com as
devidas instruções, impressões, assimilada.
Porém, havia um inimigo da criação, que
queria não destruir à princípio, pois ao deturpar, desfigurar, para que não
fosse muito bom, acreditou este inimigo que ela se autodestruiria, mostrando
assim a ineficiência e injustiça de Deus. Então em um belo dia, aconteceu de
Eva se afastar um pouquinho do marido e decidir algo importante sozinha,
contrariando um dos princípios básicos do projeto que era: “Portanto deixará o
varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á a sua mulher e serão ambos uma só carne,”
decidindo juntos o seu presente e o seu futuro. Gen 2:24
O fato é que a mulher começa a dialogar
com algo que tinha uma bela aparência, uma serpente bonita que falava e que lhe
oferece “uma árvore que era boa para se
comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento” (Gen 3:6), esta então, fascinada, toma o fruto, come e também dá ao seu
marido, e o marido que ainda estava na criação original por amor a ela, aceita comer.
É neste momento que o projeto original começa o seu longo caminho de
desfiguração, por que logo em seguida, quando Deus fala com Adão, “Você comeu da árvore que ordenei que não
comesse?” (Gen 3:11) Adão não
assumiu a sua ação, mas põe a culpa na mulher, “A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi” (Gen 3:12) ou seja eu não tenho culpa
pelo que faço, é essa esposa que me atrapalha, que faz com que eu vá pelo
caminho errado, essa mulher que o Senhor arrumou para mim é a culpada. Não se
assume como responsável daquele lar.
Por sua vez a mulher não assume o que fez,
mas põe a culpa na serpente, a mulher era uma vítima de quem tinha oferecido
para ela o fruto: “ela me enganou e eu
comi” (Gen 3:13), começando
assim o vitimismo, não assumindo a responsabilidade de uma ação tomada sozinha,
autossuficiente, tendo um resultado extremamente negativo.
Foi assim que uma criação “que era muito boa” mudou. Deus sabia no
que poderia se tornar e então diz o que iria acontecer.
Para a mulher, ter um filho do homem que a
maltratava, que lhe causava raiva, que a magoava, que não a amava, tornava o
parto muito dolorido e ainda, esse macho que Deus criou, vai se tornar um
machista e “ele te dominará”.
Viver de uma terra que iria começar a
degenerar e produzir cardos, espinhos e bestas feras, cuidar da família ficaria
muito mais difícil, dolorido, iria necessitar de muito suor do seu rosto e esse
homem que à princípio amava tanto a mulher a ponto de morrer por ela comendo o
fruto no projeto original, agora teria que carregar o fardo de manter a família
e em vez de ver a mulher como sua companheira ajudadora iria ver a mulher como
culpada de tamanho sacrifício.
Ele cuidaria da família, que eram sua mulher
e filhos, porém com um amor muito longe do original, amaria, mas isto iria
requerer uma abnegação, esforço, um trabalho muito grande para esse homem que
agora tinha perdido a sua força (a glória de Deus). Um homem que agora tinha
medo e se escondia, e que para ter uma simples veste, teria que matar animais e
costurar suas peles.
Na criação original, o homem que tinha
como moradia o paraíso, na criação que foi deturpada, teve que ser expulso do
paraíso e lavrar a Terra, da qual foi formado.
Apesar de ser a primeira família, já teve
em seu seio uma tragédia de um irmão matar o outro. Não havia mais instrutor toda
tardinha para ensinar como criar os filhos, teriam que aprender na vida, teriam
que aprender como se relacionar se relacionando e conseqüentemente, cometendo
muitos erros.
1-
Casamento, é preciso acreditar nessa idéia
Apesar da família ser uma criação de Deus
e essa criação ter sido deturpada, Deus ainda é autor da idéia e tem oferecido
àqueles que querem, a restauração progressiva da família, o mais próximo
possível do original.
Ele não vem mais, infelizmente, sempre na
viração do dia para nos orientar, mas nos deu a Bíblia como seu manual, a
oração como comunicação, e Jesus está sempre online para nos socorrer,
orientar, ouvir e resolver.
Deus sempre insistiu na sua criação, e
quando a corrupção do gênero humano estava aumentado, como está em Gen 6:5, “em que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração (do homem) era má continuamente”, Deus se arrepende
de ter criado o homem, “e pesou-lhe em
seu coração” (Gen 6:6) ver as
famílias sofrendo tanto, resolve então destruir a terra com um dilúvio e
começar de novo, não com um homem ou algumas pessoas, mas com uma família, a
família de Noé. Uma família seria responsável pela segunda chance da terra.
Só que em vez dessas famílias descendentes
de Noé colocarem a sua fé em Deus, resolveram confiar em uma torre, e Deus
novamente teve que intervir, confundindo a linguagem entre eles, o que gerou as
grandes famílias, que são os povos. Foi em um desses povos que Deus encontrou
uma familia que acreditava Nele e seguia suas orientações, o que possibilitava,
abria o canal para derramar suas benções sobre ela, a família de Abraão.
Família de Abraão
Deus chama a familia de Abraão e diz que
os abençoaria (Gen 12:3) e que lhes
daria um lar, Abraão então sai da sua terra e da sua parentela e vai para o seu
lar, Canaã.
A familia de Abraão era abençoada por
Deus, mas isto não quer dizer que eles não tinham problemas. Diz Gen 12:10, que houve fome naquela
terra, houve problemas financeiros graves e eles tiveram que se mudar e isto
gerou uma crise na familia.
Quando chegaram no Egito, Abraão chega
para Sara e diz:
“Ora
bem sei que és mulher formosa a vista” (Gen 12:11). Até aí, Sara deve ter ficado feliz com a declaração de
Abraão, porém na segunda parte é que ele, marido revela sua intenção, “será que
quando os egípcios te virem, me matarão e te guardarão com vida. Diz, te peço
que é minha irmã, para que viva minha alma por tua causa”. Gen 12:13
Nesta hora de crise, Sara deixa de ser
esposa para ser irmã. O marido é responsável pela esposa, tem que cuidar dela,
mas não pela irmã e na Bíblia na linguagem de hoje ainda diz que me tratarão
bem por tua causa, ou seja, ainda queria usufruir da mentira.
O que Sara poderia responder, o marido
machista decidiu por ela e ainda coloca a situação de um jeito que, se ele
morresse iria ser por causa dela, porque ela era bonita, ao que Sara então
concorda com a mentira frente a chantagem emocional.
Como se sente uma esposa num momento
desses? Diz tenha fé Abraão, Deus vai cuidar de nós. Se disse Abraão não ouviu,
ele estava com medo, se sentindo ameaçado, então usa a esposa como escudo, põe
ela na frente, a deixa exposta, tanto que ela foi parar na casa de Faraó e este
trata muito bem a Abraão, dá muitos presentes à ele por amor à Sara. Gen12:16
Abraão pensa só nele e a esposa que se
virasse lá no palácio de Faraó. Como Sara deve ter ficado magoada, se sentindo
não amada, o seu herói em vez de enfrentar os inimigos, a entrega a eles para
se proteger.
Mas Deus amava essa familia com problemas
e intervem salvando Sara do palácio de Faraó. Abraão volta então a sua terra,
inclusive com mais riquezas. Apesar do erro Deus ainda os amava e os ajudou a
passar por toda aquela crise.
Bom depois desta crise viveram felizes
para sempre, sabemos que não, houve outras, mas poderíamos pensar esta ele
aprendeu, não, as famílias podem passar pelos mesmos problemas e levar tempo
para aprender. Em Gen 20:1-2 diz que
Abraão foi peregrinar em Gerar e novamente disse que Sara era sua irmã e o rei
Abimeleque a tomou e a levou para seu palácio. Sara deve ter pensado de novo
não, será que Abraão não aprendeu a confiar em Deus totalmente, mas não houve
jeito, teve que obedecer. Novamente Deus que amava muito esta família, vem em
sonho falar com Abimeleque para que restituísse Sara ao seu marido para não
acontecer nada a ele, nem a seu reino.
Abimeleque então, pega a Ficol como
testemunha e vai pensando como ele iria chegar a Abraão, que Deus havia dito
que era profeta, (Gen 20:7) um servo
de Deus e falar sobre a besteira que ele estava fazendo.
Primeiro ele chega com um elogio sincero,
“Deus é contigo em tudo que fazes, ou
seja, eu sei que Deus está com você, que você segue a Deus, mas agora me jura
que não mentirás mais a mim, a meu filho, nem a meu neto, pela bondade que te
fiz, farás a mim e Abraão jurou. Gen 21:23
Abimeleque falou você é um seguidor de
Deus, Deus está com você, mas você aqui está pisando na bola, por favor não me
faça mais isto, nem a mim, nem a meu filho, nem a meu neto (minha família).
Abraão deve ter entendido o recado, a
repreensão e então jura que não vai fazer mais isto. Entende finalmente que se
Deus é capaz de mandar uma praga para Faraó e aparecer em sonho para a Abimeleque,
era capaz de cuidar dele e da sua família.
Abraão entendeu, porém o exemplo ficou a
seu filho e Isaque fez a mesma coisa.
2-
Identidade do Casal
E
havia fome na terra... e foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar (Gen. 26:1). Novamente uma crise
econômica e a necessidade de mudança.
Isaque em vez de ver como Deus havia
livrado a Abraão nas crises, segue o exemplo de seu pai, vai para Gerar e diz à
Rebeca como ela era muito bonita, devia dizer que era sua irmã (Gen.26:7) para que porventura os
varões não o matassem por amor a ela. Rebeca obedece ao marido, mas felizmente
não tem o mesmo destino da sua sogra que teve que ir para o palácio, ela
permanece com Isaque.
Como toda a mentira é descoberta, no
versículo oito lemos que o rei Abimeleque olhando por uma janela, vê Isaque que
estava brincando com sua mulher, outras traduções dizem acariciando Rebeca.
Abimeleque então chama a Isaque e diz: ”Que
é isto que nos fizeste?” (Gen 26:8-10) Isaque então, conta a mesma
história de seu pai ao que Abimeleque deve ter pensado: Que família! Toda vez
que vir aqui algum descendente de Abraão, acho que terei que ficar esperto”.
O fato é que as boas coisas passam de
geração a geração, mas os maus costumes também, sempre é tempo de meditar como
queremos que ajam as famílias de nossos filhos e pedir ajuda a Jesus para mudar
os nossos maus hábitos enquanto ainda é tempo.
Voltando a Abimeleque, diz que ele olhou pela
janela e viu que Isaque e Rebeca eram um casal. Havia em seus atos algo que os
identificava como casal, algo bom, carinhoso, porque se fosse briga ou discussão,
e alguém só ver de longe e não ouvir, não identificaria como casal, porque
pode-se brigar ou discutir com qualquer pessoa. O que identifica o casal é a
proximidade, a intimidade.
Experimente ver na igreja ou noutro lugar,
quando estão todos assentados quem se identifica como casal. Quais os casais
que andam juntos? Existem aqueles que um vai lá na frente ou que num ambiente
social dificilmente se vêem os dois juntos, assim como o rei olhou pela janela
e viu que Isaque e Rebeca eram um casal, que Cristo possa olhar pela janela do
céu e ver que você e seu cônjuge formam um casal, andam juntos, de mãos dadas,
abraçados, conversam olhando nos olhos do outro, tem os rostos próximos, isso
indica proximidade, intimidade de um casal.
3-
Autoestima no casamento
Jacó era irmão gêmeo de Esaú, filhos de
Isaque, porém eram gêmeos bivitelinos, aqueles gêmeos bem diferentes um do
outro e diz a Bíblia (Gen 25:27) que
Esaú era um homem de caça e Jacó era simples e habitava em tendas.
Por causa destas características diferentes
diz no versículo 28, que Isaque amava mais a Esaú e Rebeca à Jacó.
Jacó apesar de ser amado por Receba em uma
sociedade machista e patriarcal, não ser amado pelo pai, ou menos amado, era um
trauma, e na sociedade atual ainda seria por que Jacó era homem e o seu modelo
de homem que era Isaque, o rejeitava, logo a sua auto-estima e a sua
auto-imagem de homem estavam comprometidas e quando ele se apaixona por Raquel,
que era muito bonita, logo pensa como ela poderia gostar dele, simples, pacato,
ou seja não era aquele modelo de homem pelo qual as mulheres suspiram; forte,
caçador (agressivo, esportista, seguro) e quando Labão pergunta: O que você
quer ganhar para trabalhar para mim? (Gen
29:15) Jacó pensa, eis a minha chance de impressionar a Raquel, quem sabe
assim ela irá gostar de mim e responde que não queria ganhar nada, por sete
anos o serviria, pela mão de Raquel.
Esta atitude certamente deve ter impressionado
a Raquel, afinal que homem é este capaz de trabalhar sete anos por amor a mim, e
que mulher não iria gostar de ouvir isto, e assim Jacó, que não acreditava que
Raquel era capaz de amá-lo simplesmente por ele, consegue o seu objetivo.
Quantos casamentos não começaram assim em que
um não acreditava que podia ser simplesmente amado pelo que ele era e fez tudo
para impressionar o outro, com coisas materiais, estórias, para conseguir ser
aceito e amado.
Labão era esperto e logo percebeu que Jacó
tinha baixa autoestima e que pessoas com esta característica são facilmente
manipuladas e em vez de dar Raquel, lhe dá Lia sua irmã mais velha na noite do
casamento.
Imagine a decepção de Jacó ao ver que não
era a sua amada Raquel. Podemos pensar neste fato não como uma outra mulher,
mas a mesma. A pessoa se esforça, fez de tudo para conquistar, e acaba se casando,
só que no casamento ele descobre que ainda não era a pessoa amada, ela não o
amava como ele imaginava, sonhava, queria, devido a sua baixa estima.
Labão exige mais sete anos por Raquel,
Jacó aceita, ou seja, não era o que ele queria no casamento, mas ele iria
trabalhar, investir, impressionar para se sentir amado, poderia ser mais sete
anos, dez, vinte, a vida inteira.
Outra pessoa de baixa estima nesta historia
é Lia, numa época que praticamente a única virtude da mulher era ser bonita, não
que isto não aconteça ainda hoje, mas Lia não foi amada, casou-se num casamento
arranjado, seu amado marido amava a outra (essa outra pode ser aquela pessoa
que se amou muito e por algum motivo ou infortúnio não se casa com ela, mas se
carrega a vida inteira e não se dá muitas vezes espaço e oportunidade para que
aquele que de fato está ao nosso lado nos conquiste, ou tentemos amá-lo, e no
intimo ainda de vez em quando nos pegamos pensando; “Se eu tivesse casado com
aquela pessoa como seria diferente”.
Diz a Bíblia (Gen 29:32) “Porque o Senhor atendeu a minha aflição por isso me
amará meu marido”. Lia vivia em aflição, era uma mulher casada e não amada, e
Deus a ouviu e deu filhos. Aqui vemos que Deus sempre está atento as esposas
aflitas, seja qual for sua aflição, Jesus pode lhe conceder o que deseja o seu
coração, que naquela época era ter filhos, apesar de muitas mulheres hoje em
dia ainda pensarem assim, que se tiver um filho seu marido vai amá-la e seu
casamento será diferente, o que nem sempre acontece, porque novamente ela quer
que seu marido ame não a ela, como ela é, mas porque lhe deu um filho.
A história de Raquel também é interessante
quantas mulheres bonitas, ricas e amadas, tem inveja, como Raquel teve da irmã,
mas podia ser da cunhada, da vizinha, da amiga, não estão contentes com o que
tem e querem mais. Chegam para o marido e como Raquel dizem: “Dá-me, senão eu morro”. (Gen 30:1) o que gera no marido a
reação de Jacó. “Então se acendeu a ira
de Jacó contra Raquel” (Gen 30:2)
esta ira é compreensível, pois Jacó a amava, era a preferida, era rica, era
linda, mas não estava contente. Jacó tinha dado tudo, mas Raquel queria mais,
talvez porque Jacó a acostumou assim, a fazer tudo por Raquel, para ser amado,
devido a sua baixa estima.
Como é duro não acreditar que somos dignos
e merecedores de ser amado e fazemos tudo para conseguir este amor e nos
submetemos a tudo no casamento por migalhas de carinho e atenção.
Talvez tenha chegado o momento de vermos
que somos merecedores, porque somos filhos do Rei, portanto príncipes e
princesas. O Rei que nos amou a ponto de morrer por nós e ainda nos ama, está
atento as nossas aflições. Se procurarmos colocar em primeiro lugar a Ele, se
pusermos o seu Reino em primeiro lugar, todas as coisas vos serão acrescentadas.
Mat 6:33
4 - Macho e Fêmea
“E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou o fôlego da vida”. Gen
2:7
Em toda a criação disse Deus: Haja e surgia, tudo foi formado pela sua
palavra, mas na criação do homem, Deus pega o barro com as mãos, molda a sua
imagem, se aproxima, sopra em seu nariz e ele se torna alma vivente.
Isto nos mostra a proximidade e o carinho
com o qual fomos formados e o valor que Deus nos dá. Somos a sua obra de arte e
carregamos dentro de nós o seu espírito.
Na formação da mulher “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem
esteja só, farei uma companheira que com ele esteja”. Gen 2:18
Deus faz cair um pesado sono sobre Adão,
toma uma das suas costelas e forma a mulher.
Adão então faz a primeira declaração de amor para a mulher: “esta é agora osso dos meus ossos, carne da
minha carne.” Gen 2:23
Adão expressou o seu sentimento quando viu
Eva e ela por sua vez ao ver Adão e receber a declaração, a expressão do sentimento
de Adão, amou-o, porque se sentiu amada.
Deus deve ter dito a Adão: Está vendo esta
mulher linda que Eu criei, então Eu criei para você. Adão deve ter ficado muito
feliz, uma mulher linda, a obra prima da criação, pois se Deus criou das coisas
mais simples para as mais complexas e a mulher foi a vítima a ser criada, então
ela é a obra prima.
Mas Deus deve ter continuado: Para que Eu
a criasse você teve de se doar, doar a sua costela. Eu criei a mulher para
você, mas você deve se dar para a mulher, para que ela fique assim sempre
bonita, companheira e esteja bem.
A função do macho, portanto é dar e da
mulher, receber, é assim até fisicamente o homem dá para a mulher, que recebe,
processa por nove meses e devolve.
O homem dá. Dá atenção, carinho, proteção,
a mulher recebendo este amor, cuidado, companheirismo, devolve o mesmo cuidado,
atenção e carinho.
O problema é que como vimos, com o pecado
o homem deixa de ser macho para ser machista e só quer receber, a mulher como não
recebe, também não devolve.
Quando a mulher começa a não cuidar da
comida, da casa e das suas roupas o homem deve começar a pensar realmente no
que está acontecendo com a sua mulher.
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Relação = dar receber devolver
Essa troca é a dinâmica do casamento, caso
haja algum problema em uma das partes, toda a dinâmica fica alterada.
Um homem que não quer dar ou uma mulher
que não quer receber, porque este receber as vezes é de algo ruim, doe, não
presta, não se quer e portanto, quando ela for devolver vai ser da mesma
maneira. Pode também acontecer que haja mulheres que não conseguem receber até
coisas boas, devido a uma baixa estima, medo, desconfiança e outras só querem
dar também pela baixa estima, medo de perder a pessoa amada ou simplesmente
foram ensinadas assim.
O machista precisa voltar a aprender o que
seja ser macho e amar, ser carinhoso expressar seus sentimentos e a mulher a
receber tudo isso, no começo ainda meio desajeitado, porque ele está
aprendendo, porque se a mulher não receber, menosprezar ou ridicularizar, não tenha
dúvida de que o homem voltará a se fechar e aí vai ser muito difícil ele tentar
novamente.
5 - Casal no divã de Deus
Divã é uma espécie de cama onde se deita
quando se vai a um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. Procuramos este tipo de
profissional quando se tem a sensação de que algo está errado e é preciso
mudar.
No divã de Deus é a mesma coisa, a
sensação ou certeza de que algo está errado e se precisa de ajuda para mudar.
Como sentir isto? Primeiro é uma obra do
Espírito Santo, o impressionar nosso coração para que nos vejamos realmente,
que tipo de casal é o nosso:
Existem 3 tipos de casais:
1. Artificial
– Parece que é, mas não é.
É o casal que mostra para os que estão de
fora, que está tudo bem, na frente dos outros não brigam, não discutem, não se
colocam e não se aproximam muito dos outros casais, porque já diziam que de
perto ninguém é normal. Às vezes até eles mesmos acham que está tudo bem, são
os casos mais graves, os casais fariseus que como o fariseu diz a Deus: “Ó Deus graças te dou, por que não somos
como os demais” (Luc 18:11). Dizem aos outros e até um ao outro que tudo
está bem, ficam mostrando, olha como nós somos um casal legal, mas quando ficam
a sós, é que sabem o que vai dentro da alma.
2. O
segundo casal é o casal doente que mostra que não estão bem, que sabe como são
e vão vivendo sobre o mesmo teto assim mesmo.
3. O
terceiro casal é o casal doente em recuperação, ou seja, tem noção da sua
situação, que estão doentes e procuram um médico, uma ajuda.
É o casal publicano “Deus tem misericórdia de mim, pecador” (Luc 18:13)
Este casal é aquele que usa aquela placa:
Estamos em
reforma, desculpe os transtornos, estamos melhorando para melhor servir.
Como saber qual
dos três se está? É tendo a coragem para
se olhar realmente. Se estiver aberto o Espírito Santo mostra.
Alguns exemplos para ajudar a se ver:
· Um
casal em que um é perfeccionista, quer tudo certo (do jeito dele) o outro vai
ser sufocado, porque o perfeccionista não dá oportunidade para ele crescer
porque não permite o erro, portanto vive tenso para não errar, se sente
sufocado.
· O
casal onde um é orgulhoso. Cabe aqui uma explicação que orgulhoso não é aquele
que se sente maior que os outros, ele se coloca assim porque foi muito
humilhado na vida e então com medo se ser humilhado novamente, ele se coloca
por cima. Quando um é orgulhoso, geralmente o outro faz justamente o que não
devia, humilha para mostrar os seus defeitos e aí como mecanismo de defesa,
mais ele se fecha e fica mais orgulhoso.
· O
casal em que um é egoísta, só pensa nele, nas suas coisas, nos seus problemas,
é incapaz de enxergar o outro como ele está. Este para se defender então, deixa
ele no seu mundo e vai se distanciando, ficando indiferente ao companheiro e consequentemente
sozinho também.
· O
casal em que um é muito ciumento (ciumento é uma pessoa insegura, de baixa
estima) o outro por sua vez vai tentar manter seu espaço, sua opinião através
de briga, discussões o que vai gerar mais insegurança.
· O
casal em que um é violento. Essa violência pode não ser física o que necessitaria
de uma intervenção mais urgente. Pode ser violência verbal, ameaças, gritos,
atitudes vingativas em que o outro se sente oprimido, com medo e o medo é o
contrário do amor como está escrito em I
João 4:18 – “No amor não há temor,
antes o perfeito amor lança fora o temor...” O outro não vai amar o opressor, que por sua
vez se sentindo não amado, oprime mais.
Teríamos vários exemplos, exemplo de como
o processo do casamento pode estar doente, basta querer achar os seus
respectivos defeitos.
Muitos não querem ver, porque acham que
não vão saber o que fazer, mas Jesus dá a resposta.
Oséias
14: 1 “Tu, porém converte
ao teu Deus...”
O que é conversão? É estar indo em uma
direção e ver que não é o melhor caminho, o destino não é aquele e é preciso voltar,
pegar outra estrada. A conversão é um momento difícil, quando se entra em
contato com a sua realidade e tem que se mudar, é um momento triste, mas necessário,
como vemos em Joel 2:12, “Agora mesmo diz o Senhor... convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, isso com jejum, e com choro e com pranto” É
uma conversão genuína, aquela que vem do coração e só esta pode gerar mudanças.
Para esta conversão é necessário se ouvir
o terapeuta, o que ele tem a nos mostrar e é necessário falar dos nossos
defeitos e dificuldades.
Na terapia com psicólogo, geralmente é a
mulher que procura, o homem sempre diz que não sabe por que ele está ali ou eu
vim para ajudar, é ela que precisa de ajuda.
O homem não vê que na relação, ele é
responsável, é uma questão de
ação <–> reação. Ele age de determinada
maneira e a mulher reage em cima desta maneira.
Na terapia com Jesus, funciona assim
também. É necessário se aproximar de Jesus e ver que se o outro tem falhas eu também
tenho e preciso de ajuda. É preciso ouvir o que Jesus nos diz através de sua
palavra, sermões, outras pessoas, ou situações vividas e falar de uma forma
sincera para Jesus dos nossos defeitos e dificuldades e pedir ajuda.
Nos três casais do início vemos que:
A diferença é Cristo
· Fariseu
– não acha que precisa de ajuda, está bem.
· Doente
– não está bem, mas não quer ajuda
· Publicano
– se vê doente e pede ajuda à Cristo.
É necessário irmos com o coração, que quer dizer c/oração - com oração.
6 - Maturidade no Casamento
“Goza
a vida com a mulher que amas todos os dias da vida da tua vaidade, os quais
Deus te deu debaixo do sol” Ecles
9:9
O casamento é uma benção, uma fonte de
gozo, pelo menos deveria ser, porém tantas coisas têm interferido nesta benção
que as vezes pode se tomar um enfado, e é isso que o inimigo de Deus quer. Nós,
como filhos de Deus, precisamos recuperar esta benção acreditando que este é um
propósito divino e portanto, teremos ajuda para isto.
Não que o nosso casamento vai ser um mar
de rosas, sem dificuldades, mas que estas dificuldades serão um jeito de
trabalhar o nosso caráter e nos preparar para o lar eterno, teremos maus
momentos, mas também teremos os bons momentos.
Como está em Ecles 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para
todo o propósito debaixo do céu”.
Há
tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de se arrancar o
que se plantou ... Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de
saltar...
O casamento não é linear e aqui entra o
conceito de maturidade.
Parafraseando Salomão poderíamos dizer que
há tempo de ganhar e tempo de perder. Este é o conceito de maturidade: O
equilíbrio entre perdas e ganhos. Saber ganhar, mas também saber perder.
Como em uma lagoa que para se manter, não
pode haver uma grande entrada de água, pois ela se rompe ou se houver uma
pequena entrada, ela se seca. A nossa vida requer maturidade desde que
nascemos, é um processo.
precisa perder o colo para aprender a
andar; criança que fica muito no colo demora a andar.
Quando vai para escola, precisa aprender a
perder o aconchego do lar a sua proteção para poder ganhar o conhecimento, o
relacionamento. É neste momento que as crianças mais imaturas choram.
Ao chegar na adolescência, a natureza é
dura, vai fazer com que perca o corpo de criança, a voz de criança e comece
adquirir o corpo de jovem. Há os que querem ser para sempre adolescentes.
O jovem tem que perder a sua juventude
para ganhar o casamento. Aqui vemos a imaturidade de nossos dias quando as
pessoas não querem casar, por que querem ter uma vida sempre de jovem, só
ganho. Querem jogar bola a hora que quiserem, comprar um carro sem dar satisfação,
usar o seu dinheiro como quiser, ficar com outras mulheres e no casamento irão perder
a sua “liberdade”.
Aprender a perder, para poder ganhar. A
nossa sociedade atual não estimula esta maturidade, mostra que você tem que ser
sempre um ganhador e na primeira frustração entra em pânico.
É preciso ensinar os nossos filhos a lidar
com a frustração, a perda, porque senão quando forem para um jogo de bola e
perderem, vão querer brigar, perdeu o cargo na igreja, sai da igreja, perdeu o
namorado, entra em depressão e se for a falência, se suicida. Este é o retrato
de pessoas imaturas.
Esta forma de educação é passada
principalmente para os homens. É a imagem da TV, um homem que ganha sempre. É
executivo, tem uma mansão, um super carro, uma mulher lindíssima. Esta imagem
não é cristã, não é isto que Cristo disse do homem bem sucedido. Temos que dar
aos homens o direito de perder também, e mostrar que isto não os desqualifica
como homens.
Para as mulheres, perder já é mais
tolerável. Tem algumas mães que antigamente, até diziam para suas filhas:
mulher é assim mesmo vai se acostumando (uma perdedora) o que também não é
verdade. Uma mulher cristã não é uma perdedora, há situações em que é preciso
perder, mas em muitas são ganhadoras com Cristo.
Porque é tão importante para o cristão
saber ganhar, mas também saber perder, porque só é capaz de perdoar, quem é
capaz de perder.
Perdão = perda grande
Perdoar não é esquecer, é assumir a perda,
é ficar com o prejuízo.
Jesus nos perdoou porque assumiu a nossa dívida,
ficou com o prejuízo. Perdoar é quando ele me magoou, me fez algo e eu assumo
que eu perdi. Aqui é importante separar a pessoa e a ação. A ação dessa pessoa
me magoou, esta ação, não a pessoa. Essa pessoa também faz outras ações que me
fazem bem. A pessoa não é só esta ação, nesta ação eu perdi, fico com o
prejuízo.
É preciso ficar com o prejuízo para poder
se relacionar, porque se eu quiser sempre ganhar (elogios, carinhos, atenção)
sem que haja perda (crítica, desatenção, mágoa) eu nunca vou conseguir me
relacionar. Perdoar é reatar a relação ficando com a perda (aquela ação ruim).
Claro que devemos conversar com o cônjuge
sobre a ação que nos fez mal, mas às vezes isto não é possível, ou porque o
outro não assume, ou não quer conversar, então é necessário ficar com a perda.
Mesmo quando o outro assumiu a ação, para perdoar é necessário assumir a perda
e não ficar jogando na cara, sempre que houver oportunidade, isto não é
perdoar.
Quando perdoamos não carregamos mais
aquela ação ou a pessoa, do contrário aquela ação está sempre se repetindo,
pois estamos pensando nela, em vez de uma vez, ela ocorre várias e várias vezes
dentro de nós, até que cansados a lançamos no porão do pensamento, mas ela
ainda está lá, por isso é necessário jogá-la para fora. Perdi, foi ruim mesmo,
aliás, ressentimento quer dizer re-sentimento, repetir o sentimento, muitas e
muitas vezes em vez de vivê-lo uma vez só, já que foi ruim.
Muitas pessoas carregam a pessoa que lhes
fez algo pelo resto da vida, dizem eu não perdoou e ficam carregando a pessoa
nas costas, seria muito mais fácil perdoá-la e deixá-la no caminho.
É necessário perdoar o esposo, a esposa e
os filhos, é assim que eles aprenderão a perdoar, sendo perdoados pelos pais,
inclusive pedindo perdão ao filho quando erramos, esta será uma lição que seu
filho levará para o resto da vida.
Aquele que perdoa, ama e o que foi
perdoado amará mais, que é a nossa relação com Jesus. Esta relação fica mais
clara quando lemos Lucas 7:41a 43.
Jesus estava no jantar da casa de Simão,
Maria Madalena chega e unge os pés de Jesus com unguento e beija-lhes os pés,
enquanto Simão fica pensando em quem era ela, que se Jesus soubesse não deixaria
que fizesse isto. Só que Jesus sabendo os pensamentos de Simão lhe propõe uma
parábola, porque ele sabia muito bem quem era aquela mulher.
E disse Jesus: “Havia certo credor que tinha dois devedores, um devia quinhentos e o
outro cinquenta e não tendo eles com que pagar, perdoa a ambos”. (assume o
prejuízo). Jesus pergunta então a Simão: “Qual
deles o amará mais” (o credor) ao que Simão responde: “Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou” e Jesus lhe
responde: “Julgaste bem”.
Quando os devedores foram perdoados, eles
se sentiram amados pelo credor, mas mais que isto, passaram a amar o credor
também, e quanto maior a dívida perdoada, maior o amor que lhe devotaram.
Em um casamento aquele que perdoa, ama,
mas aquele que é verdadeiramente perdoado amará mais, pois se sentiu amado,
compreendido e valorizado, pois a pessoa era mais importante que a dívida.
Podemos escolher valoriza a dívida (ação, ofensa)
e ficamos sem a pessoa ou valorizar a pessoa, reatar a relação e ficar com a dívida.
“Tudo é uma questão de amor”
Você sabe que perdoou quando é capaz de
dizer à Cristo para que apague aquele ato do livro, isto é amor.
7 - Você Ama quando ...
“Melhor
é serem dois do que um...porque se um cair; outro levanta o seu companheiro,
mas aí do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois
dormirem juntos, eles se esquentarão, mas um só, como se esquentará? E se
alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” Ecles 4:9 a 12
Será que já paramos para pensar como é bom
sermos dois? Agradecer a Jesus por isso, ou será que nos lastimamos e pensamos:
como seria bom se eu estivesse sozinho.
Talvez você ache que não o ama mais, pois
então saiba que o Amor é uma escolha. Escolhemos amar, escolhemos continuar
amando, para isso temos a fonte do amor a nossa disposição – JESUS. Jesus não faz
mágica, não vem com uma varinha e diz pirinrim – pororom e começamos amar. Ele
nos ensina, nos capacita e nos abençoa com o amor. Só que tudo isto é um
processo, um aprendizado cristão, pois a nossa natureza pós-pecado não quer
amar, mas os cidadãos do céu vão contra esta determinação do mundo pecaminoso e
diz que é preciso amar.
Jesus vai nos mostrando o caminho, dando o
seu Espírito Santo e vamos aprendendo com Ele.
Um momento de muito amor é o ato da
Redenção, mas existe um outro momento que também é de muito amor, que é o
momento da Criação.
Na criação vemos como Deus começou este
mundo com muito amor.
Quem ama:
- Cuida
Deus ao criar o homem pega o barro, e o
molda com todo amor e carinho. Pega com as próprias mãos, sopra-lhe nas
narinas, com proximidade e faz a sua maior obra.
Pega essa obra prima e a coloca no paraíso
para viver, juntamente com todas as outras obras suas para que cuide delas.
Deus providenciou um belo lugar para Adão morar, os melhores alimentos para ele
comer e a orientação do que não comer. Quem ama, cuida e orienta.
Deus deu o que tinha de melhor.
Será que estamos cuidando do nosso esposo,
da nossa esposa? Será que damos o que temos de melhor?
Muitos maridos dão o que tem de melhor no
seu trabalho, conversam, riem, dão o seu potencial, mas quando chegam em casa,
mal abrem a boca, ficam sérios, e dizem que estão muito cansados para qualquer
coisa. Acham que isto é cuidar da família, pode ser no plano material, mas e o
resto como fica? O afetivo, o social, a convivência, até o espiritual?
Tem maridos que cuidam de outras coisas,
como da igreja, por exemplo. Vão a todas as reuniões, participam e estão sempre
prontos se lhe pedem algo, os membros comentam com a esposa como ele é
prestativo e a esposa pensa há quanto tempo ela pediu para ele trocar um lustre
quebrado que ainda está lá, ou como é calmo, ponderado, e a esposa, que ouve
estes comentários, pensa: Ah se em casa ele fosse assim, qualquer coisa já
briga, grita.
Maridos que cuidam de tudo, menos da
família. Cuidam até do carro, lavam, ficam polindo, tem uns que até dão um
beijinho e a esposa: Ah se ele cuidasse de mim assim.
Também existem muitas mulheres que cuidam
da casa. Limpam, lavam, trazem tudo brilhando, os filhos mal podem se mexer,
para não tirar nada do lugar, não sujarem nada. Quando o marido entra, já ouve:
Olha o pé, ou tire o sapato, olha a mão suja, não senta no sofá novo e a família lamenta: Ah se
minha mãe cuidasse da gente como cuida desse sofá.
O que acontece é que o marido não tem
prazer em casa e começa a ficar mais tempo fora e vai se distanciando do lar.
Mulheres que cuidam das coisas, não das
pessoas, principalmente das pessoas que lhe são próximas e queridas. Põe a casa
em primeiro lugar em vez da família.
Não tem tempo para ficar com o marido,
está sempre atarefada, não tem tempo de brincar com os filhos, contar estórias,
sempre tem muito que fazer. Tudo tem que estar arrumado do seu jeito.
É a síndrome de Marta que Jesus advertiu:
- Marta, Marta o que você está fazendo?
Olha Maria escolheu a melhor parte que é ficar com Jesus, com as pessoas.
- Responsável
Ser responsável é suprir as necessidades.
Deus fez a Adão e o colocou no paraíso, mas Adão começou a ficar cabisbaixo,
meio triste. Deus não disse a Adão que lhe havia dado tudo do bom e do melhor e
ele que fosse procurar o que fazer.
Deus viu Adão, conversou com ele, viu a
sua necessidade e a supriu.
Deus cria então a companheira, aquela
mulher lindíssima, que Adão se apaixona à primeira vista.
Deus supre a necessidade de Adão e lhe dá
a mulher e como vimos anteriormente, a mulher foi criada para suprir a
necessidade do homem, mas primeiro o homem precisa suprir a necessidade da
mulher. Muitos maridos não vêm a necessidade da mulher.
Uma mulher chega ao consultório deprimida
e o terapeuta então interroga o marido para entender o que está acontecendo:
-
Não sei por que minha mulher está deprimida, ela tem tudo do bom e do melhor.
Uma bela casa, carro, eletrodoméstica modernos.
- Você diz a sua mulher que a ama?
- Tudo isto é uma demonstração de amor.
- Você diz que a ama?
- Ela sabe, não preciso ficar dizendo.
- Precisa, para mulher precisa. A mulher
tem necessidade de ouvir, elas são assim e você escolheu casar com uma mulher,
aliás, boa escolha. Agora quando foi a última vez que você disse que a amava?
- No dia do nosso casamento.
Outra dificuldade masculina é que a mulher
tem necessidade de namorar e chega para o marido dizendo que quer namorar, mas
ele já pensa: Oba hoje tem!
O que? Sexo. Namoro não tem sexo, aliás, é
uma ideia que temos que passamos para os nossos filhos. Eles precisam ver o
exemplo.
Namoro é carinho, não caricias. É
conversa. Esta conversa é sobre os dois, a vida, não para falar de problemas,
por que isto o marido sabe fazer, já chega dizendo: Hoje nós temos que
conversar, temos um problema.
A
mulher será que vê a necessidade do marido, como por exemplo, chegar em casa e
ver uma esposa arrumada.
Arrumada aqui, é não desleixada, de roupa
larga, rasgada, cabelo despenteado, ou de pijama.
A necessidade de ser recebido com um
sorriso de bem vindo ao lar, sentir que chegou no seu castelo e deixou a batalha
lá fora, ou de ter uma comidinha gostosa e quentinha esperando ele, de dizer
que ele ainda é o seu herói.
Amar é ser responsável, quem é responsável
supre as necessidades, mas para isto é necessário estar atento ao outro, olhar
para o outro, conversar para saber quais suas reais necessidades.
- Respeita
Respeitar é aceitar o outro como ele é e
está. Deus respeitou quando chama a Adão, mostra-lhe todos os animais que havia
criado e pede para colocar o nome. Adão então vê aquele animal enorme como
pescoção e diz: Vai chamar girafa. Deus deve ter exclamado: muito bom, como um
pai que acreditando potencial do filho e se regozija em ver sua criatividade
aflorando.
Porém muito pai diria:
- Girafa, que nome, mas você é muito
burro, nem para por um nome serve.
Ou então:
- Girafa, mas foi você mesmo que criou?
Fala a verdade. Você não copiou de algum lugar?
Esses pais ficam se comparando aos seus
filhos, como se estes tivessem que dizer e ser o que eles queriam e esperavam.
Deus poderia ter posto um nome muito melhor,
mas aceitou, gostou e deve ter falado vamos para o próximo. Esta é uma relação
de pai e filho, mas pode ser de marido e mulher.
Principalmente entre os homens há uma
tendência a desvalorizar a mulher, com comentários do tipo:
-Tinha que ser mulher.
-Mulher no volante, perigo constante.
São brincadeiras, mas é brincando que se
vai desvalorizando o outro, criticando, abaixando até o outro ficar totalmente
sufocado.
Tem muito marido que possui o hábito da
criticar a esposa, ou porque é um machista e mulher para ele não tem valor, ou
porque desvaloriza a sua mulher em relação as outras, que são sempre melhores,
mais bonitas, o que no fundo revela uma baixa autoestima, pois como uma mulher
que tem valor poderia ficar com ele e para confirmar a sua autoimagem, quer
provar que sua mulher não tem valor mesmo. O marido não é capaz de aceitar como
sua esposa é ou está e exige mais ou que ela seja diferente.
- Que comida horrorosa.
- Esta casa está uma sujeira.
- Olha o estado destas crianças, o que
você fez o dia inteiro.
- Você vai sair assim, comigo não.
Ou então aquela que acaba de vez:
- Como você está gorda!
Se pedir para a esposa fazer alguma coisa,
logo vem o comentário:
- Não posso confiar em você.
- Você nunca consegue fazer nada direito
mesmo.
- Eu tenho que fazer tudo nesta casa.
- Como você me diz uma besteira destas.
- Não me fale mais isto, não quero mais
ouvir abobrinha.
E a esposa vai se sentindo cada vez mais
apertada, até ficar doente. Tem aquele marido também que quer que ela fique
loira, use roupa do jeito dele, faça os programas dele, goste de esporte e
outras coisas.
É preciso ressaltar aqui uma coisa que
sempre surge nos encontros de casais, uma queixa frequente das mulheres, é como
as mulheres que são donas de casa, fizeram a opção de cuidar do lar, dos
filhos, do marido são menosprezadas, desqualificadas.
Esta profissão foi criada por Deus e
houvesse mais mulheres que fizessem essa opção, a sociedade teria um grande
ganho.
Apesar que a própria sociedade, que é
machista, já desqualifica, quando nem nome tem definido como profissão; dona de
casa, prendas domésticas, sem profissão.
Mulheres quando perguntarem, qual a sua
profissão, não responda nenhuma, como muitas respondem de cabeça baixa, ou o
que você faz? e você responde: Nada.
Ergam a cabeça, tenham orgulho de cuidar
de seu lar, de seus filhos e respondam:
-
Eu sou Gerente do Lar, (entendo muito de um monte de coisas para poder administrar
o meu lar)
Claro que as mulheres que trabalham fora
nem sempre são reconhecidas profissionalmente e o que é pior tem que dar conta
do trabalho, do lar e dos filhos, coisa que dificilmente os homens fazem ou
colaboram.
Esse é um ponto chave nos casamentos
modernos, onde ambos trabalham, a divisão das tarefas do lar. Isto é o centro de
muito dos conflitos, é necessário uma conversa franca, na tentativa de se
elaborar uma rotina onde os dois e até os filhos devem participar para que essa
família tenha seus dias rodando suavemente, com a colaboração de todos e as
insatisfações e frustações possam ser eliminadas com a direção do Espirito
Santo.
Voltando ao respeitar, existem mulheres
que não aceitam os maridos, não respeitam, aliás, muitas pensam que quando
casar vão mudá-los e o casamento já começa errado.
Tem muitas mulheres que humilham os
maridos:
- Você podia ganhar mais.
- Você podia fazer algo melhor na vida,
outra profissão.
- Você não presta para nada
E quando o marido chega com o pagamento, então:
- Só isto?
Tem comentários também em relação ao tipo
físico:
- Você está ficando velho.
- Você está cada dia mais careca.
E existem as que só reclamam mesmo, não
aceitam os maridos, ou porque elas é que estão mal, com baixa estima, ou
queriam mais, ou queriam ter casado com o outro, que achava que amava
profundamente e por circunstâncias acabou se casando com este e atravancou a
sua vida e a do marido, como um castigo.
Estas mulheres que são as mulheres rixosas
que Salomão, sabiamente retrata, pois transformam a vida do marido num inferno,
sempre reclamando e criticando.
Salomão fala que é melhor morar no deserto
do que com esta mulher, ou é melhor morar num canto, do que num palácio com ela
e depois a compara a uma goteira.
Prov
21:19, 25:24 e 27:15
Realmente ninguém merece!
Claro que também existem homens que não
respeitam suas mulheres, se fazendo autoritários, exigindo que sua vontade seja
cumprida, chegando até atos de abuso, que aliás não devem ser tolerados, mas se
buscar ajuda e muita oração.
Respeitar é aceitar o outro, acreditar no
outro, no potencial do outro, podemos não concordar, mas aceitamos a
individualidade, a situação do outro, afinal “Não julgueis, para não serdes julgados” Mat 7:1
- Conhece
Deus criou ao homem e a mulher e não os
deixou, continuou com eles, orientando-os, gozando da sua companhia. De vez em
quando? Não, “mas na viração do dia”.
Deus o executivo do Universo, o governador
dos planetas, estava lá, com filhos que estavam começando a viver.
Devia haver muitas perguntas, descobertas
que eles queriam compartilhar com o seu criador. Deus dava esse tempo a eles,
separava um tempo para eles.
Como podemos conhecer se não estamos
junto, compartilhando o mesmo tempo e espaço? Como conhecer se não conversamos,
vemos, tocamos?
Para
amar é preciso conhecer, por isso existe o namoro. O tempo de começar a
conhecer o outro e depois o casamento, onde cada dia é uma descoberta se
estamos juntos, agora, se só nos encontramos na hora de dormir fica difícil
conhecer “quem dorme ao meu lado”.
Em I
João 4:8 temos que: “Aquele que não
ama, não conhece à Deus, porque Deus é amor.” Ou seja, aquele que não ama,
não conhece, porque se conhecesse amaria.
Conhecer é compartilhar o mesmo tempo e o
mesmo espaço. Se um está na frente do computador e o outro na cozinha, ou um na
frente da TV, ou só com celular, ou no quarto, não dá para se conhecer.
Além do mesmo espaço e tempo é preciso
ouvir o outro, ver como ele está.
Infelizmente tem esposo que gosta de ver o
computador em vez da esposa e muita esposa que gosta de ouvir a TV em vez do
marido, como esse casamento pode subsistir desse jeito, se já não somos o mais
importante para o outro e o celular assumiu a direção de nossas vidas.
Hoje em dia é até status dizer que não se
tem tempo. Talvez essa frase devesse mudar, pois não se tem tempo para as
pessoas é porque canalizamos o nosso tempo para as coisas.
Que troca há com as coisas? Nenhuma, por
isso “o amor de muitos esfriará”, porque as coisas não nos devolvem
sentimentos, simplesmente porque não sentem, não tem vida portanto, nada para
doar. Só doa, só troca o que é vivo, que tem vida.
Triste escolha esta nossa, não é atoa que
andamos deprimidos, tristes, irritados, doentes, tudo isso é sinal de que não
estamos recebendo vida, amor, sentimentos.
Pode ter alguém que pense que é melhor não
receber vida, do que receber sentimentos que nos ferem, nos machucam, mas mesmo
esses sentimentos ainda mostram que estamos vivos. Quando existe a troca é
possível se melhorar e até mudar os sentimentos.
Por que amar é a arte de conhecer aquilo
que o outro possui de mais precioso, conhecer profundamente a vida do outro, as
suas alegrias e as suas tristezas, os seus medos e interesses, todas as suas
expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital.
Nada melhor para conhecer o outro do que
se colocar no lugar do outro.
Faça este exercício para começar a se ver
no lugar do outro, mas para isso é necessário fazer um item de cada vez,
tampando os de baixo.
1- Apresente
o seu marido ou esposa falando o nome de um animal que você daria para ele.
2- Porque ele/a é esse animal?
3-
Como você se sente sendo este animal.
4-
No que este animal pode te ajudar, por ele ser como ele é?
8 - Ideal de homem e mulher
Toda mulher sonha em ser feliz, realizada,
isto é bom e é o que Jesus quer para nós, o problema é o foco.
Foco é onde colocamos nossa fonte geradora
de felicidade. Jesus disse que temos que pensar em amar ao próximo como a mim
mesmo, onde eu sou o ponto de partida. Quando Jesus nos fala, ele não diz que
seremos bons cristãos a partir do outro, se as condições externas nos ajudarem,
ele fala que nós (Eu) é quem decido e escolho a direção.
Muitas mulheres põem o seu foco da
felicidade no outro. Ela sonha com o Se casaram e foram felizes para sempre.
A felicidade virá assim que um príncipe:
encantado, bonito, amável, cavalheiro, rico, a liberte da torre (isolamento,
solidão) ou da ameaça de um dragão (pai violento) ou de uma bruxa (mãe
manipuladora) ou da madrasta que me fazia trabalhar (pobreza) ou ainda do sono
com um beijo (apatia). Então esse príncipe a coloca no seu cavalo e a leva para
seu castelo (distante do mundo que eu vivo) e lá serei feliz para sempre.
Pode-se pensar, mas hoje em dia não se acredita
mais nisto. Será que não? Será que ainda não carregamos culturalmente, esse
sentimento interno, será que de alguma forma isto não nos é passado com
roupagem moderna? Veladamente, não é assumido, mas os filmes e as novelas ainda
trazem este príncipe, mocinhos bonitos que lutam, são vencedores e acabam
salvando a mocinha e ficam juntos no fim. Basta ver os modelos dos vestidos de
noivas, compridos, armados, coroas e véus na cabeça. Isto não é um vestido de
princesa?
No século vinte e um, ainda se espera o
príncipe. Este príncipe é uma projeção que se faz do homem que se espera que
ele seja.
Quando nos casamos é com a nossa projeção
do que achamos que ele é, ou do que será (a mulher sempre pensa que poderá
mudá-lo)
Aí ela se casa com o príncipe e logo depois
da lua-de-mel começa a ver que ele não é um príncipe, ele arrota, solta gases,
tem mau hálito, príncipe não tem essas coisas, começa a decepção: Me enganaram,
em vez do príncipe, me casei com o sapo!
Quem foi que disse que era príncipe? Você.
Quem projetou o príncipe? Você.
Como cobrar que ele seja o príncipe. Ele
era o sapo, você não queria ver. Nesta terra não existem príncipes, são todos
sapos, porque o príncipe é perfeito, advinha até pensamentos. O príncipe faz
aquilo que ela espera que ele faça. Ele dá o que ela gostaria de ter sem dizer
e o sapinho coitadinho não tem este poder de adivinhação e a mulher cobra: Como
você não me fez esta surpresa, como você não me trouxe aquele presente que eu
esperava.
Triste realidade, ele não saberá se não
dissermos, porque os príncipes estão no castelo no alto do monte, ou seja,
acima dos mortais, da realidade e nós no brejo deste mundo, sem superpoderes. O
que fazer com o sapo? A estória melhor é aquela que a princesa se casa com o
sapo, beija ele e ele então se transforma em um príncipe.
Beijar o sapo é aceitar o sapo como ele é
e está, ser capaz de deixar a repugnância da sua aparência de lado e gostar
dele, dar-lhe um beijo. Ter saúde mental é quanto mais contato temos com a
realidade, mais saudáveis somos emocionalmente.
Não temos superpoderes, mas temos o poder
de Jesus que pode ajudar a aceitar e amar o sapo como ele é, quando então ele
vai começar a aparecer diferente frente aos nossos olhos, pois se começa a ver
não o que ele não faz, mas o que ele faz e é bom e por amor, muitas vezes ele
muda. Este é o método de Cristo.
Primeiro Ele me ama como eu sou, me aceita
do jeito que eu venho. Nós nos sentindo amados, por amor vamos sendo
transformados, realmente começamos a nos tornar nobres, não nobres de título desta
terra, mas nobres de alma, nobreza que sai do coração e muda nosso
comportamento.
O foco é eu mudo, não o outro. Não é o
outro culpado pela minha infelicidade, que por ser assim ou assado, deixa a
minha vida infeliz. O foco é eu sou do brejo também e por isso preciso mudar,
eu é quem escolho ser feliz ou infeliz, eu é que preciso ter coragem de me
enxergar no espelho mágico e ver que eu não sou a rainha, mas a bruxa também.
Toda mulher sonha que depois do casamento
irá mudar o marido e o homem sonha que a mulher será sempre a mesma.
Bem aqui entramos na parte do homem, que
sonha que a mulher será sempre a mesma, que ela será sempre a princesa, bonita
de rosto, com o corpo certo e os cabelos maravilhosos, como era quando ela se
arrumava no namoro para encontrá-lo.
Só que ele começa a ver que a sua princesa
levanta sem escova no cabelo, o corpo vai mudando, principalmente depois da
gravidez, ela não está sempre de bom humor, tem TPM, e não consegue ser sempre
meiga no meio daquelas crianças, um chorando, outro derrubando leite no tapete.
Ele começa a perceber que se casou não com a princesa, mas com a bruxa, tem alguns
que chegam a verbalizar: A bruxa da minha mulher...
A culpa é da mulher que prometeu que iria
ser sempre a mesma? Não, a mulher não prometeu porque é impossível, a vida é
assim, mudamos a cada dia. Ele é quem achou que ela seria sempre a mesma. Projeção
dele e não dela. Cabe a ele começar a ver a mulher que tem ao lado e como essa
mulher com carinho e compreensão pode ir deixando de ser uma bruxa e ir se
tornando a sua princesa, não a princesa dos contos de fada, mas a sua princesa
com a beleza dela e com aquilo que ela pode dar.
Podemos pensar que esta estória de
príncipes e princesas é estória da carochinha e é, mas somos príncipes e princesas
de verdade.
Em I
João 3:1 temos: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fossemos chamados filhos de Deus”.
Se somos filhos de Deus, o Rei do
Universo, logo somos filhos do Rei, portanto príncipes e princesas do Reino de
Deus e então deveríamos nos comportar como tal, não como os príncipes das
estórias aqui da terra, mas príncipes do Reino Celestial, teremos a nobreza do
nosso irmão que esteve aqui na terra, o Príncipe da Paz, para nos mostrar como
é ser um membro da família de Deus.
O nosso lar é um castelo do Reino de Deus?
Somos como Jesus, o Príncipe da paz?
Amamos o nosso companheiro(a) como ele
está, seguimos a regra áurea deste Reino que é: Amar ao outro como nós mesmos, ou ainda estamos no reino da terra,
cujo príncipe quis ser igual a Deus e nós repetimos isto ao exigirmos, no nosso
egoísmo, que o nosso companheiro(a) seja a nossa imagem e semelhança, ou seja,
aquilo que queremos que ele seja e não o que ele é, como Deus o fez.
Ele tem defeitos, com certeza, pois ainda
estamos neste mundo, mas Jesus nos amou assim e dá o poder a quem quiser mudar
e ser um príncipe do reino celeste, aí sim príncipes de verdade, não como os
dos contos da carochinha.
O poder que nos é dado é o de amar, quando
somos cidadãos do reino de Deus, amamos, como o que está escrito em I João 4:7 “Amados, amemo-nos uns aos
outros (um ao outro), porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é
nascido de Deus (filho do Rei) e conhece a Deus”.
Ouvimos a vida inteira que é preciso amar,
mas quem consegue, ou então alguém pode dizer: Venha amar no meu lugar. O amor
é uma escolha, se quero o reino de Deus, que é amor, eu escolho amar e Deus que
é a fonte, e Ele vai me dar este poder.
Amar é preciso, porque é isto que vai nos
diferenciar no reino deste mundo, não é fácil, mas o poder não é meu, a decisão
é minha, mas não o amor, ele vai fluir através de mim e então conheceremos o
prazer de amar verdadeiramente.
Neste mundo amamos por motivos egoístas,
eu sou o foco, então eu amo porque o outro me faz bem, me dá segurança, não
sinto solidão, porque recebo, porque é conveniente, me dá carinho, ou seja,
tenho uma recompensa, espero algo, ganho alguma coisa e quando o que eu espero
ou queria receber não vem, eu me frustro e decido não amar mais. Eu amo porque, eu amo se, o problema é que Jesus ama por amar e é isto que é o amor, o
outro sentimento ainda é uma troca egoísta.
Quando conhecemos uma pessoa achamos que
naquela pessoa vai caber a nossa capa de ideal de amor. Colocamos a capa e
passamos a amar a capa e nos momentos em que ela abre a capa e a vemos como ela
realmente é, ficamos irritados e frustrados com a pessoa.
A capa é nossa, não dela a não ser que ela
se anule totalmente e se concordamos com isso, é porque não a amamos de
verdade, mas somos tremendamente egoístas.
Já pensou você amar por amar, sentir e
poder fluir de você esse amor, como seria maravilhoso. Então amar é preciso,
amar é uma escolha. Qual é a sua decisão?
9 - Homem e Mulher, Diferenças
que se Complementam
As diferenças existem, foi Deus que as
criou, porém quando se enfatiza muito estas diferenças, muitas vezes se usa
isso como desculpa para não se ver o que realmente está acontecendo e se
justifica o fracasso devido as diferenças. O motivo real não é a diferença, é
quando se perdeu o respeito e usa-se estas diferenças para depreciar o outro,
aumentando a distância entre o casal e consequentemente o sofrimento. As
diferenças não são uma maldição, mas sim uma benção de Deus.
Primeiro porque nos levam a uma
aproximação e pedido de ajuda a Deus para aprendemos a nos relacionar com o
diferente.
Segundo porque os diferentes se
complementam, o outro me dá aquilo que não tenho, a busca disto aproxima mais,
seja pela necessidade, seja pela curiosidade. O que eu receberia se fosse igual
e porque procuraria se já sei como é? Diz uma lei da física que os opostos se
atraem e os iguais se repelem.
Tem também a benção das combinações
possíveis que tenderiam ao infinito, uma vez que somos
bio-psico-socio-espiritual, os quatro aspectos humanos, sempre tenderemos a
ligações diferentes e mais profundas, gerando a intimidade. Se em um casamento
há o problema do tédio e da rotina é porque os dois estão ficando muito iguais
ou estão se negando a tentar as combinações possíveis.
Como somos diferentes, com tendência a
aproximação, é necessário se conhecer um pouco do outro, porque ele age daquela
forma, a fim de atingirmos a meta do casamento que Jesus nos deixou neste
mundo, que é conseguimos ser verdadeiramente uma só carne, apesar de, como
estamos em pecado temos a nossa doença, a nossa síndrome.
Síndrome de Eva
Toda síndrome tem uma causa e os sintomas,
às vezes na medicina a causa não é conhecida, mas existe.
A causa da Síndrome de Eva, foi se afastar
do marido e dar ouvidos à serpente. Gênesis
3:1
Os sintomas são aqueles que as mulheres
apresentam até hoje.
Primeira coisa foi a promessa que “Sereis
como Deus”. Quando alguém nos promete alguma coisa, eu só o escuto se aquilo
que está sendo dito me interessa, porque se não me interessa, eu não tenho desejo
de obter, não vale nada.
Eva se interessou pela promessa, ou seja,
o desejo de ser igual à Deus, e este tem sido o desejo transmitido às mulheres
da sua descendência, o que se verá em seguida, antes porém, vamos ver duas
coisas importantes:
“E vendo que era boa para se comer” – ou
seja, dava prazer e “agradável aos olhos”,
era bonita, “Tomou e comeu”. Gen
3:6
O desejo da mulher está associado àquilo
que é bom, que dá prazer e ao que é belo, é ligado à emoção, sensação.
“E deu também ao seu marido e este comeu” a
mulher quer repartir, compartilhar o seu prazer e as suas descobertas, se bem
que nem sempre essas sejam boas como no caso de Eva.
Adão comeu, racionalmente, ele sabia que
não devia, mas não conseguiu dizer não por amor à Eva, mais adiante vamos ver
os fatos relativos à Adão.
Qual a resposta de Eva? “A serpente que
criaste”. A serpente me seduziu, encantou e eu fui e ainda levei meu marido
junto. A mulher se deixa levar pelo bom, agradável, gostoso e também pelo
bonito e belo é o tal de bom, bonito e barato.
É sabendo disto que o mercado da
publicidade é voltado para as mulheres, as propagandas, as vitrines oferecendo
bom, bonito, gostoso, e elas continuam até hoje levando o marido junto e
compartilhando com as amigas.
- Você já experimentou? Nossa é uma delícia.
- Você já viu? É lindíssimo.
As mulheres têm que andar mais junto com
os maridos e ouvi-los para não serem seduzidas pelo consumismo.
A mulher tem também uma outra
característica que é “Ela me enganou e eu comi”, falando da serpente. A mulher
se faz de vítima, do tipo: Me enganaram, no preço, na promoção, na escolha. Não
assume que errou, e quando não se assume, mas se justifica, fica impossível
aprender com o erro.
Bom, e o “Sereis igual a Deus”, este
sintoma pode-se observar através da história, lá traz.
Deus prometeu um filho a Sara, ela se riu (Gen 18:12) nunca acreditou muito,
afinal estava ficando cada vez mais velha e nada do filho aparecer, foi quando
resolveu tomar uma atitude, ajudar à Deus, que estava demorando muito, então
Sara (Gen 16:2) ofereceu sua criada
a Abraão e este que deveria dizer não, até achou uma boa ideia, afinal Hagar
devia ser uma bela mulher e nós sabemos a conseqüência já que dura até hoje a
guerra entre Isaque (Israel) e Ismael (Ismaelitas, mulçumanos).
Rebeca teve dois filhos e Deus prometera
primogenitura ao mais novo e de fato Esaú já havia a vendido à Jacó, mas Rebeca
não soube esperar.
Isaque estava velho e Rebeca achou que ele
morreria logo, e como ficaria a benção de Jacó, Isaque iria dá-la a Esaú? Rebeca
resolveu dar uma ajuda à Deus, toma uma atitude, foi impaciente, e resolveu o
que fazer, não dava mais para esperar por Deus, tinha que ajudá-lo, afinal
estava fazendo o que Ele prometera.
Chama Jacó e lhe diz: (Gen 27:8) que ela iria fazer um prato
especial e que então ele levaria à Isaque para receber a benção ao que Jacó,
não concorda, as vezes os filhos tentam alertar as mães sobre o que estão
fazendo, mas estas não ouvem e Rebeca diz que assumiria as consequências, que
todos sabemos qual foi, que apesar de Jacó conseguir a benção, teve que fugir e
Rebeca nunca mais viu o seu filho querido.
Raquel que era amada, bonita, rica, mas
não tinha filhos (Gen 30:1). Não
soube pedir e esperar em Deus e dá a serva a seu marido, que a ouve e tem
filhos com a serva.
Isto gerou uma competição até que Raquel
tem filhos, mas morre no segundo parto. Deus sabia o porque não, mas Raquel não
acreditou que Deus sabia o que era melhor e aceitar o seu tempo, mas resolveu
agir por si mesma.
O fato é que a mulher quer resolver tudo, no
tempo dela, do jeito dela e o pior acha que consegue... E depois reclama que se
sente sobrecarregada.
A mulher precisa ter consciência de si
mesma, das suas possibilidades e limites.
Nos cruzamentos com as linhas férreas
existia este sinal.
Para as mulheres não passarem como um trem:
pare, olhe, escute.
Vamos ver porque há necessidade de parar,
olhar e escutar devido as suas características femininas.
Impaciência
Na Bíblia existe muito a
expressão, plenitude dos tempos, que quer dizer no momento adequado, no melhor
momento, quando a fruta estiver madura, para que não se colha verde e ela seja
ruim.
As pessoas têm seu tempo, o marido tem seu
tempo, os filhos têm seu tempo, as coisas têm seu tempo. É preciso saber
esperar, isto é respeitar.
Deus respeita o ser humano, ele espera o
tempo de cada um. Se Deus espera, quem somos nós para adiantar as coisas.
É preciso ter fé e aguardar nas mãos de
Jesus. Fé conforme Hebreus 11:1 é o firme firmamento das coisas que se esperam,
se não se espera, não se tem fé.
Deus criou a lebre e a tartaruga e esta
vai devagar, mas faz tudo que tem que fazer e detalhe, vive mais de 100 anos,
ou seja, quem vai mais devagar vive mais, com certeza não será pego por um infarte.
Espere em Jesus. Não queira resolver tudo você
mesma.
Impulsividade
É quando se age pela hemoção (esta palavra
deveria ser escrita desta maneira) que quer dizer hemo = sangue + ação, ou
seja, ação do sangue, é através dele que corre os hormônios que dão as sensações, os
sentimentos. A mulher age muito pela ação destes hormônios.
Agem primeiro, pensam depois. Existe uma
linha direta coração-boca, se fala sem passar pelo cérebro, quando vai ver, já
foi. Já disseram o segredo da amiga, ofenderam, deram um fora e por aí vai. A
hemoção é importante, mas não se pode deixar que ela domine, tem-se que dominá-la.
O homem usa mais a razão, a lógica e quando elas começam a desaguar os
sentimentos, eles deixam a mulher sozinha e saem, porque para eles não tem
lógica, não tem como conversar logicamente. O homem diz “depois que você se
acalmar, nós conversamos” só que as mulheres não querem conversar depois, querem
o agora, quando estão cheias de
hormônios circulando, o que fazer com eles?
Resposta lavar, esfregar, amassar, ouvir
uma música e chorar, chorar. Só não espere compreensão do homem, ele não
entenderia. É necessário controlar os sentimentos para ter os pensamentos mais
claros e depois agir.
Iniciativa
Aparentemente é uma qualidade, o problema
é que neste caso a iniciativa é fazer por. A mulher quer que o marido e os
filhos a ajudem; só que se eles demoram, ou não fazem bem feito, faz por eles.
Por exemplo, em um dia de graça o marido
resolve lavar o banheiro, do jeito dele, no tempo dele.
A mulher pergunta:
- Mas já lavou, tão depressa?
E após a supervisão do serviço dá a
sentença:
- Se é para lavar assim eu lavo, não
preciso de ajuda.
Como vai aprender, se a mulher não deixa
exercitar, faz por ele.
Com os filhos é a mesma coisa: se eles
demoram em fazer, se enrolam, se fazem mal feito, se é necessário mandar muitas
vezes, ela pensa:
- Isto dá mais trabalho, deixa que eu
mesma faço, vai mais rápido.
Os filhos que são espertos, pegam o sinal
e sabem que se agirem assim, numa mais vão fazer.
Como irão aprender, se não se deixar
fazer?
No muro das lamentações a mulher fica,
ninguém me ajuda, ninguém faz nada direito, tudo sobra para eu fazer, só não
percebe que é ela que faz com que seja assim, já que tem que ser do jeito e no
tempo dela, faz pelas pessoas e o que é pior ainda diz que os filhos não têm
iniciativa. Com o marido é pior, quantas mulheres reclamam que seus maridos não
têm iniciativa, não tem porque ela tirou ou não o incentivou.
Querendo fazer tudo e “ajudar” o marido
acaba assumindo tudo, por dó as vezes de achar que o marido vai se machucar, se
chatear, tenta segurar todas, é preciso confiar na capacidade das pessoas
principalmente do marido.
Tem marido que tudo tem que perguntar para
a esposa, esta vive reclamando que ele não tem iniciativa, pudera, ela não
deixa.
Síndrome da Marta
Jesus está dizendo: ‘Marta, Marta, te aquieta.
Maria escolheu a melhor parte”.
Aqui estão as mulheres que estão sempre fazendo alguma coisa, tem sempre
que estar limpando, cozinhando, lavando, parece que não tem o direito de se
sentar um pouco, se pararem, se sentem culpadas e então não param nunca,
principalmente se estiverem em casa, para onde ela olhar vai escutar: O fogão,
me limpe; o chão, me lave; o armário, você não vai me arrumar, a roupa, me arrume.
A casa fala e se torna a patroa dizendo a todo momento o que se tem que fazer,
a “dona de casa” é a sua escrava.
Porque isto, porque se põe as coisas
materiais em primeiro lugar.
Jesus disse: Vinde aqui e repousai um
pouco. Pare para pensar, meditar, ler, e simplesmente descansar, de um tempo
para você. Você merece.
Jesus diz: Não se sinta culpada.
Um tempo para si e um tempo para os
outros. Imagine Jesus, Ele estava na sala e Marta em vez de estar falando com
ele, estava arrumando, preparando, até era para Ele, mas o mais importante, era
gozar de sua companhia.
Quantas vezes se coloca a casa em primeiro
lugar, e quando um filho pede um tempo para gozar da sua companhia, não tem e
quando ele cresce se arrependem tanto de não ter ficado mais com ele, curtindo
a companhia de criança, mas é tarde.
Com o marido é pior se não se tem tempo
para ele, correm o risco de ficar sem ele, não que vá arrumar outra, o que pode
até acontecer, mas do marido ir ficando distante, perdendo o companheirismo, o
estar juntos. Se torna tão intima da casa e o marido se torna quase um estranho.
Deixe a casa, o serviço, sente um pouco no
sofá com seu marido, no quintal com seus filhos e no pôr-do-sol com Jesus.
Ordem
Antes de entrar neste item é necessário
mencionar algumas coisas.
O casal Allan e Bárbara Pease, no seu livro, tratam das diferenças anatômicas
do homem e da mulher, para entendermos um pouco mais o comportamento de ambos é
necessário conhecer um pouco mais estas diferenças.
As
mulheres usam muito mais o hemisfério direito do cérebro, que os homens, este
hemisfério tem um papel muito importante nas emoções e no uso da linguagem. Possuem
também o corpo caloso maior que nos homens, é ele que faz a união entre os dois
hemisférios, fazendo consequentemente mais conexões.
A visão da mulher é mais abrangente, 180
graus, enquanto o homem tem uma visão mais de túnel, mais focada.
As mulheres vêm uma variedade maior de
cores que os homens, a audição mais aguçada e o olfato é mais sensível,
principalmente na ovulação.
Em relação a pele as mulheres têm uma
sensibilidade maior, mais fina que com o hormônio ocitocina provoca a vontade
maior de ser tocada.
Já a pele do homem é mais grossa o que
diminui a sensibilidade, desconforto, o que auxilia o homem nos tipos de
trabalho a que geralmente estão expostos. Frente a estas características, a
mulher está recebendo uma infinidade de informações a todo instante.
A
mulher pensa sobre tudo o tempo todo, graças as conexões como já vimos no
cérebro, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Pode-se dizer que no cérebro da mulher não
tem muitas estradas principais, mas está cheia de vicinais.
Ela consegue tranquilamente cozinhar,
assistir à televisão e ainda ouvir o filho que cai ou está choramingando, ou
então está vendo televisão e o telefone toca e ela simplesmente atende; já um
homem, abaixa a TV e ainda pede silêncio.
Diante de tantas informações e vivencias,
elas não têm tempo para arrumá-las, resta somente ir jogando para dentro, como
em um armário abarrotado.
A mulher tem uma desordem interna, por
isso às vezes tem tanta necessidade de arrumar o guarda-roupa ou armário, e se
sente bem após a tarefa, é como se estivesse arrumando as suas ideias.
Só que as mulheres lidam muito bem com
isto, o problema é quando precisam de uma resposta.
Elas pensam assim: Eu sei que ela existe,
está em algum lugar.
Como vimos às mulheres têm a área da linguagem
bem desenvolvida no cérebro, e é através dela que elas encontram a resposta.
Quando se tem um armário abarrotado e queremos encontrar algo, vamos pondo tudo
para fora. É assim com as mulheres, seu raciocínio é falando, é se expressando
através da fala que encontram as respostas, fazem as conexões, vão descobrindo
e se descobrindo.
Para sentir que (elas) viveram alguma
coisa, elas precisam se comunicar. O que faz uma mulher quando viveu alguma
coisa, sai correndo para contar para a amiga, a mãe, depois que ela conta várias
vezes sente que viveu realmente, pode ser pessoalmente, por telefone, mas é
necessário compartilhar, falar sobre o assunto.
Quando a mulher tem um problema no casamento
ela quer falar com o marido, só que quanto mais envolvida, mais ela despeja uma
avalanche de palavras e isto assusta os homens, que não entendem nada, não
acham que é assim que resolve, se vir com emoção então, o homem sai rapidinho,
dá uma desculpa qualquer, que vai conversar depois, que tudo isto é besteira,
diz que não tem tempo, porque para eles isto as vezes parece loucura.
O homem tem um modo de pensar focal. Ele
foca o problema, e a procura da solução é interna, da mulher é externa.
Bom, homens escutem suas esposas, não
precisam dar respostas, as vezes elas nem querem, pois falando vão encontrar,
apenas escutem e digam que compreendem mesmo achando tudo aquilo desnecessário.
Mulheres por sua vez, quando quiserem
discutir um problema com seus maridos, levem o problema mais elaborado,
apresentem de uma forma mais lógica que conseguirem e não esperem resposta na
hora, e principalmente não falem se ele estiver distraído ou ocupado é porque
eles elaboram de outra forma, uma coisa de cada vez.
A mulher não consegue conviver com a
desordem, a bagunça externa, porque internamente as prateleiras não são
arrumadas e os homens convivem com a bagunça externa, porque internamente estão
arrumados.
Cabe lembrar aqui um problema muito comum
entre os casais que é a hora de fazer compra.
A mulher com sua característica de visão
global, sentidos mais aguçados, quer ver tudo, experimentar, mesmo que leve só
um par de meia, ou porque as vezes não sabe exatamente nem o que vai comprar,
vai depender das ofertas.
Já o homem com sua visão focal, inclusive
de vida, vai comprar determinada coisa entra na loja, compra e vai embora, a
mulher entra em umas dez e demora.
Homens entendam que as mulheres vão
demorar e olhar tudo, mesmo que não possam levar, apenas pelo sentido de ver,
tocar, portanto, marque um horário e depois a encontre para ir embora, tolere
ainda um pequeno atraso, isto vai eliminar muitas brigas.
Outro fato importante é que as mulheres
presumem que o homem deve saber o que ela quer, ou que adivinhe.
Mulheres, triste notícia, os homens não
adivinham. Não adivinham os seus desejos, as suas vontades, não adivinham
aquelas palavras que você quer ouvir, nem o presente que quer receber.
É preciso falar, pedir.
Muitas esposas ficam bravas, choram, ficam
chateadas porque o marido não adivinhou o que ela queria. Isto é totalmente
ilógico na cabeça deles.
Eles também não adivinham os pensamentos,
quantas vezes a mulher já que não tem com quem conversar, conversa sozinha e
vai dialogando em pensamentos com o marido e fica até brava com ele em
pensamento, e quando ele chega perto com agrado, recebe uma bronca e ele
simplesmente não tem a menor ideia do que está acontecendo e ainda a mulher
pergunta:
- Você não sabe?
Bem ele não sabe, e vai continuar não
sabendo se não disser.
E o teu coração será para o teu marido, e
ele te dominará “(Gen 3;16)
Seria isto um castigo? Castigaria Deus
alguém apenas porque estava com raiva?
Aqueles que conhecem a Deus sabem que não,
pois Deus é amor e quer ajudar o outro a crescer e ser melhor.
Este foi o objetivo de Deus para com a
mulher, porque como vimos anteriormente o desejo dela querer resolver tudo e fazer
as coisas do seu jeito e no seu tempo e ainda mais agir por impulso teria que
ter um limite. Deus soube disto quando Eva pecou, porque o fruto era bom para
se comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, ela comeu e deu
ao marido.
A mulher não foi levada por uma
necessidade, mas pelo desejo, fez o que queria imediatamente e ainda convenceu
o outro a fazer.
Haveria necessidade de ter alguém para ela
se reportar antes de agir, alguém para respeitar e ouvir, alguém para discutir
sobre suas ideias e intenções antes de fazer.
Este alguém foi o homem.
Quando a bíblia diz dominará não quer
dizer que será escrava, um ser sem vontade própria, como alguns homens querem,
mas é estar sob o domínio, sob a influência. A gravidade não nos escraviza, mas
estamos sob o domínio dela.
Jesus não era escravo de Deus, mas estava
sob seu domínio, seu Filho que agia por amor nos diz em João 8;29, “E aquele
que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque faço sempre o
que lhe agrada”.
Estar sob o domínio é agradar aquele que
se ama.
Precisamos entender a hierarquia do amor “Vós
mulheres estais sujeitas aos seus maridos como ao Senhor”, continuando vamos
ver que as mulheres estão sob o domínio do marido, mas este está sob o domínio
de Jesus que está sob o domínio de Deus.
Bunny Wilson no seu livro fala sobre o que
é estar sob a influência do marido, diz ela que estar sob o domínio do marido é
melhor, já que o marido que tem que prestar contas à Deus, é uma
responsabilidade muito maior, que foi o que aconteceu no Éden quando Deus pergunta à Adão o que aconteceu e
não a Eva e em I Ped 3;7 vemos que “Maridos coabitais com elas com
entendimento, dando honra a mulher, como
vaso mais fraco, como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida, para que
não sejam impedidas as vossas orações”.
O homem tem que prestar contas a Jesus,
ele é o responsável pela sua família, e se de alguma forma ele não está honrando-a,
tratando-a de forma digna, as suas orações podem estar sendo impedidas, porque
são um só carne e fazendo alguma coisa contra a esposa, está fazendo contra si
mesmo, como pode Jesus atender uma oração dividida, contraditória, quem sabe
até confusa.
Quando a mulher entrega a liderança ao
marido, o peso que quer carregar de controlar tudo diminui, ela vai se sentir
mais leve.
Mas as mulheres podem pensar e se der
errado, e se acontecer alguma coisa, e se...
Bem primeiro quem garante que a mulher está
certa, segundo quem sustenta a casa não é o marido como pensam, mas é Cristo.
A solução está em conversar e não
convencer o marido, mostrar, mas a decisão é dele, porque a mulher vai entregar
tudo nas mãos de Jesus, inclusive o marido.
Quando se entrega a decisão nas mãos de
Jesus se deixa o caminho aberto para Cristo agir e o poder de Deus ser derramado.
Ser submissa ao homem é um exercício de
fé, como disse Bunny, é acreditar que Jesus vai agir no lar, é acreditar que
Deus vai dirigir o marido e lhe dar sabedoria.
O homem é o líder do lar, nas empresas
hoje a definição de líder é aquele que serve, isto está baseado no maior líder
que foi Cristo, então quando o homem começa a se sentir o líder do lar, vai
aprendendo de Jesus, que líder é o que seve e a mulher por sua vez vai
descobrindo que servir não é depreciativo, mas é uma qualidade daquele que ama
e está preocupado com o bem estar do outro e da família.
Quando o homem sente que a esposa é capaz
de deixá-lo decidir, mostra que acredita nele, o homem tem seu senso de valor,
validação masculina, revigorada, se sente mais seguro e amado, sente que a esposa
está contribuindo para sua edificação e não a sua destruição.
A oração pelo companheiro é de suma
importância e funciona como um diagnóstico do casamento. Claro que a mulher vai
levar todas as suas lamentações e sentimentos à Jesus, mas quando acabar é necessário
ouvir o que Cristo tem a dizer.
É necessário se orar pelo marido e não
contra o marido. Muitas esposas quando
são magoadas e vão à Jesus se lamentam, desabafam e depois dizem a Jesus tudo
que Ele tem que fazer com o marido, qual o tipo de castigo e assim vai. Olha a
mulher querendo ser mais que Deus novamente.
Com certeza esta oração não vai ser
atendida, principalmente porque Jesus ama tanto o homem como a mulher e é Ele
quem sabe o que é melhor para ambos.
Então orar é entregar a situação, a si mesma
e ao marido nas mãos de Cristo. Quando a mulher começa a fazer isto, começa a
enxergar o seu companheiro realmente, como ele é, o que está passando, como
está se sentindo, muda o foco só de si mesma para o homem e começa e vê-lo como
Jesus, a pessoa que ele pode vir a ser pela transformação do Espírito Santo.
À medida que ela conversa com Cristo sobre
o companheiro em oração vai descobrindo que a transformação começa nela e que é
esta transformação que pode efetivamente transformar o marido, e não as brigas,
farão com que ele mude.
Tem maridos difíceis? Tem, mas é
necessário lembrar que para Deus nada é impossível, principalmente quando se
ora pelo marido e não contra ele.
Esta atitude também vai abaixando a guarda
da mulher, derrubando as suas defesas, fazendo com que ela vá se aproximando
mais do companheiro, não se justifique tanto e entregando o lar para a sua
liderança, mostra uma coisa que é vital a todo marido: Ele ainda continua sendo
o herói da esposa.
Toda mulher sonha com um homem seguro, que
tome decisões, que faça. Então mulheres colaborem para que seus sonhos se
tornem realidade e siga a orientação de Cristo!
SÍNDROME DE ADÃO
E disse Deus: “não é bom que o homem
esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele”.
Diante aqui com certeza significa ao lado,
junto, mas diante foi exatamente o que aconteceu. A mulher muito mais curiosa
foi à frente do seu marido, descobrir o Jardim do Éden e descobriu que uma
serpente falava e ficou encantada.
A mulher gosta de ir a frente descobrindo
e fica encantada pelas coisas que vê, mas os resultados podem não ser bons,
como no caso de Eva, que guiada pelo seu desejo, “comeu
e deu também ao seu marido”.
Deus então ao falar as consequências deste
ato diz em Gen. 3:16: O seu desejo será para o seu marido e ele te
dominara” que como vimos anteriormente iria dirigir o ritmo do andar de Eva, quando
deveriam andar juntos.
O que vamos ver agora é Adão, que como
está em Gen 3:9, “E chamou Deus à Adão”.
Deus não foi direto a Eva, mas procurou
Adão, porque ele deveria ser o líder do casal e responsável por ambos, quando
se tornam “osso dos meus ossos e carne da minha carne” Gen 2:23
O líder é aquele que cuida, aquele que é
responsável; que supre as necessidades.
Adão como líder talvez tenha falhado no
cuidado, na necessidade de Eva de descobrir as coisas, estar ao lado dela.
Adão como muito homem deve ter ficado na
dele, deixando a mulher ir, como ainda hoje em dia, os filhos vivem soltos,
fazendo as coisas, sem dar trabalho a ele. Cuidar dá trabalho, mas ao homem
compete dirigir o seu lar, não autoritariamente, maneira usada por muitos
porque dá menos trabalho também, é mais fácil. Não é isto que Deus quer do
homem.
Quer que o homem cuide da família, supra
as suas necessidades e necessidades não só econômicas, tem muito homem se
escondendo atrás do trabalho para não ter que liderar o lar. Homens que nem
sabem o que acontece com a esposa, com os filhos porque não tem tempo,
escondidos que estão da família.
E chamou Deus a você homem e perguntou:
Onde está a sua família?
Cabe ao homem liderança, assumir o seu
papel, infelizmente por comodidade ou outros motivos passa esta responsabilidade
à mulher.
O homem é a cabeça, mas a cabeça em amor,
como está em Efes 5:25.” Vós maridos, amai as vossas mulheres como
também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Cristo é seu exemplo, porque é a sua
cabeça, com vemos em I Cor 11:3 “que Cristo é a cabeça de todo o varão e
o varão o cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo”.
O homem que sabe liderar, sabe porque ama
a sua mulher e o seu amor vem de Cristo.
Marido ama - > mulher feliz
< -
mulher devolve
+ feliz (se sentindo seguro e capaz na sua
função de homem)
Em Efés. 5:28 vemos que “assim
devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.”
O marido que ama a esposa lidera com amor,
porque em Efes. 5:31 “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se
unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne, ou seja, ele quer o bem dele
mesmo.
Agora se por algum motivo ele não quer o
bem de si mesmo, por traumas de infância, baixa autoestima e falta de amor
(porque nunca recebeu), por achar que não merece ser amado, pode não querer o
seu próprio bem e sabotar o seu relacionamento.
O marido pode pensar: se não amo, como
amar? Deus é amor então vá a fonte, porque amar é uma escolha, paixão é sensação,
mas amar é escolher amar e caminhar nesta direção, senão Jesus não nos pediria
para amar, se fosse um sentimento que simplesmente brotava dentro de nós por
alguém.
Jesus sabe que é preciso escolher amar e
ele vai dar esta capacidade e nos promete que qualquer que pede, recebe, como
está em I João 5:15- “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos,
sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” e ainda promete em I
Tim. 6:17 “...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para
dela gozarmos”.
Amar é simples, então porque não amamos?
O homem pode ter dificuldade de amar porque
tem medo, mas é esse treino de amar a esposa que ensinará amar o restante, é
por isso que o casal é tão importante para Deus e porque o inimigo quer
degenerar.
Quando amamos entramos em sintonia com Deus,
porque “o amor é de Deus e qualquer que ama é nascido de Deus e
conhece à Deus e aquele que não ama, não conhece à Deus porque Deus é amor” 1
S João 4:7,8
O lar é a grande escola do cristão, é onde
Jesus quer atuar para termos uma igreja melhor, uma sociedade melhor e
principalmente porque Jesus quer nos ver felizes.
Aprendemos no lar a crescer. Os
companheiros sofrem com nossos defeitos, mas é o companheiro que nos ajuda a
crescer, ele é nosso remédio.
Se escolhemos amar e crescer; não será um
processo fácil, vai exigir esforço, luta e podemos sentir dor, mas alguém já
disse que todo crescimento é doloroso.
Temos que limpar, raspar, tocar locais que
estão travados a anos, mas é necessário que voltem a funcionar suavemente.
Podemos usar os defeitos do outro contra ou a favor do casamento, se escolhermos
a favor, vai dar trabalho, mas o resultado vai ser bom e gostoso.
Quem recebeu pouco amor na infância, vai
se mostrar vazio e carente e não adianta ficar pedindo, vai levar tempo para ir
abastecendo. Jesus não muda ninguém pela mágica, de repente, e as mudanças
também não ocorrem de repente como mágica, as mudanças vão sendo solidificadas.
Existe os que trancaram o depósito. A
abertura também vai ser lenta como já disseram, como uma ostra, não adianta vir
com o pé de cabra, mas com muito carinho e paciência.
Existirá tensão e problemas, o deposito
que vai se fazendo no banco do amor, renderá juros e dividendos.
Herói
“No suor do teu rosto, comerás o seu pão,
até que tornes à terra, porque dela foste formado” Gen 3:19
Liderança com amor, o herói, porque então
muitas vezes o homem deixa de ser?
Se a mulher tem o reconhecimento pela sua
beleza, o homem é pelo seu trabalho, não que isto seja certo, mas é o que acontece.
Ao homem compete trabalhar e suar para ter
reconhecimento, valor e sustentar a família. Quem tem que dar este
reconhecimento, portanto é a sua família.
O homem precisa de elogios, é a resposta
que ele está conseguindo cumprir sua missão, o elogio é também uma forma de
descobrir como agradar, ele sabe que o caminho é este.
Quando o homem não consegue um trabalho
para manter sua família, ou dar aquilo que ele gostaria de dar, ele começa a se
sentir fracassado e isto vai minando suas energias fazendo com que vá se
introvertendo cada vez mais ou até mesmo chegando a uma depressão.
Esta é a forma de lidar com a vergonha
perante os outros, de não estar sendo competente e como dizem, não estar sendo
homem suficiente para sustentar sua família.
Os homens detestam se sentirem
vulneráveis, porque isto pode gerar rejeição ou inferioridade. A forma de lidar
com este sentimento é isolando-se, sempre está na evasiva ou entra num processo
de mentira, até para ele mesmo, querendo se auto promover, aparecer, para que
as pessoas não percebam a vergonha que está escondendo.
Como o valor do homem está ligado ao
trabalho, aos bens, se não consegue, ou pelo menos, não o que queria, ele se
culpa, achando que é mesmo incapaz, ineficiente, mesmo que ponha a culpa na
economia, no governo, no patrão, no fundo está tentando se justificar pela sua
culpa de não conseguir.
Como é uma situação muito dolorosa para
ele, é muito difícil se conseguir conversar sobre ela, cabe a mulher uma
abordagem indireta, por meio de elogios e realçando os pontos positivos.
Infelizmente muita mulher faz justamente o
contrário, diz que ele é incompetente mesmo, reclama o tempo todo, se queixa
constantemente da falta de dinheiro e o que é pior ainda o compara a outro
homem (pai, irmão, vizinho).
Isto vai acabando, derrubando o marido
devagarzinho e fazendo com que consiga cada vez menos, pois não confia em si,
ou então se vê tão assustado e infeliz que acaba caindo fora do casamento.
Quando se fala ao homem que ele ainda é o
herói com quem ela se casou, ele vai acreditando mais em si mesmo, melhora a
sua autoconfiança, disposição e principalmente tem que deixar claro que o
provedor do lar é Jesus, e se juntos confiarem Nele, irão em frente, em paz.
O mais importante, porém, é o homem começar
a ver que o seu senso de valor não vem do seu trabalho ou bens, mas de que é
filho de Deus e que Jesus o ama e se entregou por ele e está cuidando dele.
Sua validação vem da ligação com Cristo,
independe do outro. Se costuma dizer que homem que é homem, é aquele que não
tem que provar nada a ninguém, nem a ele mesmo. Sabe que é.
Seu exemplo é Jesus, que viveu nesta terra
de cabeça erguida, sabia quem era, tinha senso de valor e as pessoas não
moldavam seu viver, pelo contrário, Ele moldava o viver das pessoas, não tinha
que provar nada a ninguém, mesmo que as pessoas vivessem pedindo isto, Jesus
era, como Deus que disse a respeito de si mesmo: Eu Sou.
Talvez Deus tenha deixado na bíblia estes
versos especialmente aos homens, para que não vivam preocupados e acabem
causando sofrimento à sua família, em vez de ver que a sua força vem de Jesus.
Buscai primeiro o reino de Deus e toda sua
justiça e estas coisas vos serão acrescentadas. “Não vos inquieteis pelo dia de
amanhã”. Mat. 6:33 e 34
“Vinde à Mim todos os que estais cansados
e oprimidos e eu vos aliviarei”. Mat 11:28
HOMEM É BRAVO, OU É UM BRAVO
“Vós maridos amais as vossas mulheres e
não vos irriteis contra elas” Col. 3:19
Muitos homens confundem a sua
masculinidade com ser um bravo, é estar bravo, é uma diferença principalmente
de verbo.
Ser um bravo é algo inerente do verbo ser,
que quer dizer um lutador, um homem que vai na frente, que faz, mas
absolutamente não quer dizer que para ser um bravo é preciso se estar bravo
constantemente ou frente as ameaças.
Quando se está bravo, pode mostrar
exatamente o oposto, a ira frente a uma ameaça, ou fracasso, ou contrariedade,
mostra exatamente que não se é um bravo.
O homem fica irado para mostrar que é
forte; quem manda, porque não se sente assim, se sente fraco, ameaçado, com vergonha
e para não verem o seu real sentimento se esconde atrás da ira e o que é pior,
tenta direcionar o seu fracasso a outra pessoa, geralmente a esposa. É isto que
o verso diz, ao falar que não se deve se irar contra a sua esposa.
O verso quer dizer, se enxergue, assuma a
sua situação, se sente vergonha fale com Jesus e peça força, mas não culpe
ninguém, principalmente a esposa como fez Adão, ao ser interpelado por Deus:
Esta mulher que me deste..., ela é a culpada. Deus não tirou a culpa de Adão,
pelo contrário fez com que assumisse as consequências.
A ira também pode aparecer devido a experiências
da infância, que de alguma forma se sentia ameaçado e era necessário se
defender, é bom que se veja que se cresceu e a situação mudou.
Como a ira é uma hemoção (ação do sangue),
é física, pode também ter causas como o cansaço, falta de sono e alimentação
inadequada (irritante do sistema nervoso, como estimulantes, picantes, frituras,
aditivos químicos e outros), ou até o mal funcionamento intestinal, onde uma pessoa
enfezada é aquela cheia de fezes.
Às vezes como a manifestação é física, é
necessário, como houve uma carga, tem que haver também uma descarga, sendo
importante que a mulher deixe o marido dar vazão ao sentimento, sem se sentir
que será destruída ou agredida, simplesmente deixe a descarga acontecer.
Ao
homem compete ter a descarga, mas não a direcionar a ninguém, seja esposa ou
filhos ou outros, isto é o que na bíblia está como “ira-vos, mas não pequeis,
não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efe. 4:26
Não
pequeis é vai sentir a ira, mas não agredir a ninguém, que o homem aprenda
expressar o sentimento, mas não a agressão e que vá aprendendo com a ajuda de
Cristo a ser tardio em irar-se.
Não se ponha o sol sobre vossa ira, é não
vá dormir com ela, remoendo-a, pois pode gerar uma úlcera gástrica, tente
resolver, compreender, ore e descarregue.
Essa descarga pode ser um exercício, um
banho, lavar o quintal, uma corrida, ou se for possível com antigamente, vá
cortar lenha.
HOMEM VALENTE
“E chamou Deus a Adão e disse: Onde estás?
“E ele disse: Ouvi a tua voz, tive medo
porque estava nu e me escondi” Gen.3:10
Talvez uma das passagens que mais retrate
o homem é esta, o primeiro homem já não soube lidar com o medo e se escondeu.
Onde está? Aonde o homem vai quando está
com medo, ele foge da situação, dá evasiva, evita o comentário, finge que não é
importante, ele vai parar em algum lugar, porque ele não está nele mesmo,
centrado.
Ele pode se irar, como já vimos para
disfarçar e mostrar que é forte, esconder o medo.
Existem os que paralisam, simplesmente
param na vida, se retraem, dão voltas, inventam desculpas para não terem que se
movimentar, afinal não vai adiantar nada mesmo, é sempre assim, não adianta é o
destino e o que é pior dizem alguns que é a vontade de Deus. Deus não quer
ninguém paralisado, mas que aja.
Porque estava nu, ou seja, me senti sem
proteção, criticado, humilhado (se quer acabar com um homem é humilhá-lo),
exposto sua fraqueza, se sentiu rejeitado. Tudo isto gera no homem muito medo e
aí se inventou mil mecanismos de defesa para lidar com este medo e para o homem
sempre a melhor defesa é o ataque.
Às vezes a simples insistência da mulher
em falar, falar, apontar, o homem já se sente sitiado e quer o socorro.
Não é permitido ao homem na sociedade
dizer que tem medo, aliás, é por aí que começam as piores e perigosas brincadeiras
de moleques e adolescentes, só para provar para o outro ou para o grupo que não
se tem medo.
Que fardo pesado, é impossível não se
sentir medo neste mundo, principalmente nesta época, então o admita e leve a
Jesus o seu medo. Super homem não existe, é o medo que nos dá o limite
necessário, faz parte da humanidade, desde Adão. O problema não é sentir medo,
mas o que fazer com ele.
Primeira coisa assuma o sentimento, estou
com medo e o que eu posso fazer com ele, isto vai evitar o pânico, que é quando
o medo toma conta e assume o controle.
Enfrentá-lo se for possível, com o poder
de Deus.
Recuar se preciso para não correr risco
desnecessário.
Aguardar, planejar uma forma de vencê-lo
ou eliminá-lo.
Muitas vezes o medo vem de situações da
infância ou da adolescência, quando se faz necessário descobrir o que houve
para poder superá-lo.
A
grande solução é dada por Deus, ele sabe que o homem tem medo, mas acredita
nele e vai ajudar se este confiar.
Isto está claro na história de Gideão.
Gideão estava escondido, malhando trigo no
largar, porque havia o perigo do ataque dos midianitas, Gideão estava com medo
e o anjo do Senhor aparece a ele e diz que ele era um varão valente Juízes
6:12, ao que Gideão começa a reclamar, iniciando um “Aí meu Senhor, se o
Senhor é conosco. Porque tudo isto nos aconteceu”?
Novamente o anjo do Senhor, em vez de se
justificar ou menosprezar Gideão, ali escondido, reclamando diz no verso 14 “-
Vai nesta tua força e livra a Israel porventura não te enviei Eu”.
Gideão deve ter pensado, acho que ele não
entendeu, eu estou com medo, escondido e ele me mandam ir, enfrentar o medo e
se justifica.
Verso 15 “Aí, meu Senhor, com que livrarei
Israel? Eis que a minha casa é a mais pobre de Manasses e eu o menor da casa de
meu pai?”.
Como vou sair do meu medo, como vou
enfrentar, eu sou o menor dos menores, me deixa continuar escondido no meu
canto, mas o anjo lhe dá uma certeza.
Verso 16 “Porquanto Eu hei de ser contigo,
tu ferirás aos midianitas como a um só homem”. Quem sabe a história sabe que
Gideão, relutou, pediu provas, mas foi e venceu.
Cada um tem o seu midianita, às vezes
somos nós mesmos, mas Jesus nos dá a certeza de vencer e não mais fugir, se
esconder, e sim assumir o seu medo e vencer porque ter medo não faz de nenhum
homem menos homem, mas mostra sim a direção para superação e vitória.
Isto é ser homem ter a coragem de se ver,
assumir o seu sentimento e buscar ajuda para crescer.
Cabem às mulheres agirem como o anjo,
incentivando, acreditando, dizendo eu estou com você, não acabando com o que já
está em baixa.
A Validação Masculina é um dos aspectos
mais importantes para entendê-los. O menino espera do seu pai o elogio, aceitação,
incentivo. Precisa ouvir você é bom e dará certo na vida, esta é a grande
benção paterna, eu acredito em você.
Acontece que a grande maioria dos pais não
deu isso aos seus filhos e eles saem pela vida tentando provar que são bons,
são homens, através de atos corajosos e até insanos as vezes, através do
trabalho, querem ouvir e sentir isso da esposa. Isto porque devem ter ouvido
dos pais, você não presta para nada, menino burro, não vai ser ninguém na vida
e assim foi, infelizmente, ou então sentia uma rejeição paterna, não aceitação.
Deus validou Jesus no início da sua obra,
quando disse: Este é meu filho amado que me dá muito prazer. Mat 3:17
CAVALEIRO SOLITÁRIO
“Não é bom que o homem esteja só” Gen
2:18
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” Gen 2:24
Deus sempre soube que não era bom que o homem
estivesse só e ainda hoje não quer.
O só hoje em dia é muitas vezes estar só
sobre o mesmo teto, estar sozinho ao lado da esposa.
A mulher por sua natureza, tem necessidade
de falar, se emocionar, se não tem isto com o marido, vai procurar ter com a filha,
com a mãe, com a amiga e assim vai, o homem se fecha em si mesmo, se tornando
um cavaleiro solitário a guerrear com os seus moinhos de vento internos.
Poderia se dizer é simples, é só falar, se
abrir, mas isto para a maioria dos homens é muito difícil, principalmente que
como vimos ele vai se sentir vulnerável ou fracassado e vai continuar na ostra
elaborando perolas preciosas que jamais serão vistas.
O homem tem mais dificuldade de ter
relacionamentos íntimos, muitos nem sabem como, para isso é preciso uma coisa.
A NECESSIDADE DE UM CASTELO
O lar para o homem tem que ser o seu
castelo, não onde ele vive feliz para sempre, mas onde descansa das batalhas.
Não é fácil para o homem sair todo dia,
batalhar com o suor do seu rosto, enfrentar o leão do dinheiro, o dragão da
competição e vencer. Para isso precisa de força que vem de Jesus como vimos,
mas também é necessário um local para o seu reabastecimento.
Quando ele está retornado ao lar, espera
encontrar aquela que o ama muito, bela (arrumada), aquela que não é sua
inimiga, mas que cuida dele e quer o seu bem.
Ao chegar o recebe com um beijo, e
pergunta como foi o seu dia e compreende e lhe dá ânimo, se a esposa procede
assim ele depois vai perguntar como foi o dia dela e ouvi-la com atenção, pois
mostrou interesse por ele, ele é importante, é bom saber como ela vai e a
esposa por sua vez ao ouvir o marido vai ver que ele também tem problemas e vai
falar dos seus com mais lucidez.
Os filhos se alegram com a chegada do pai
e não tem medo como alguns.
Ele sabe que no seu castelo ele pode tirar
sua armadura e ser ele simplesmente. Não tem que usar sua espada, pois não será
atacado, nem o escudo para se defender de tantas acusações e cobranças e assim
no outro dia ele vai se sentir revigorado para sair novamente e principalmente
vai ter mais força para lutar, defender e suprir o seu castelo porque o ama
muito.
Bonito. Podemos não ter lares assim, mas
podemos caminhar nesta direção com a ajuda do Espírito Santo, sob a orientação
de Jesus.
É uma questão de escolha, porque imagine
este cavaleiro vendo a hora de ter que ir para o castelo e o mundo lá fora
apesar de ruim é melhor que a sua casa. Vai fazer hora extra, ficar com os amigos
no bar, atrasar, inventar outras atividades porque sabe que ao chegar sua esposa
nem vai notar sua presença.
A esposa pode também derramar as
reclamações, lamentos e cobranças que ele nem vai ouvir, porque imediatamente
vai se colocar na defensiva e continuar com a armadura, segurando o escudo.
Não encontra um lugar calmo para descansar,
ou comida para comer, começa a achar que o inimigo está dentro do castelo e
pega sua espada e parte para o ataque. Dorme e no outro dia acha ótimo sair do
castelo, ficar longe da esposa que ainda fica cobrando carinho e atenção.
Mulheres: só se conquista o amor dos
homens ouvindo-os, valorizando-os com carinho e atenção e principalmente
acreditando que ele é o seu herói para que não saiam por este mundo com
cavaleiros solitários sem ter em quem confiar, sedentos de amor e famintos de
compreensão.
Aqui é importante parar para pensar que
hoje a maioria das mulheres trabalha fora, mesmo assim é necessário se ter
consciência que o seu lar deve ser um castelo de refúgio e segurança para os
dois e para os filhos também. Um lugar que o homem consiga quietude, a mulher
possa descansar e os filhos se sintam acolhidos.
10 - Uma Só Carne
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua
mãe e apegar-se-á sua mulher e serão ambos uma só carne.” Gen 2:24
Todos têm um vínculo de carne com a mãe,
ela nos gerou dentro dela e vínculo de carne com o pai ele também forneceu
material genético para que fossemos formados, por isto a ligação tão forte
entre pais e filhos.
Quando homem e mulher crescem, atingem a
idade em que estão maduros para romperem esta ligação, deixam o pai e a mãe
para constituírem uma relação de carne entre homem e mulher, tornando-se um.
A relação de carne é a relação sexual, e
na Bíblia o casamento é o próprio ato sexual, é a partir do momento em que ele
se dá, que se considera casados, portanto, uma relação criada e abençoada por
Deus.
Quem são estes dois seres diferentes que
formaram uma unidade.
O homem criado por Deus antes do pecado,
era gentil, carinhoso, sensível, que ia devagar, apreciando cada passo do caminho,
antes da chegada.
Mas o pecado veio, e com ele a dor (com
dor comeras todos os dias), os espinhos, o suor, o cansaço, a tensão de manter
o lar e a necessidade de mostrar que é homem o tempo todo, onde o simples fato
de ser, já não basta, é necessário fazer para provar.
Um homem que entendeu que o domínio,
queria dizer opressão, servidão, superioridade em relação à mulher, alguém que
fora criada para apenas satisfazer suas necessidades.
Um homem que não entendeu que domínio quer
dizer responsabilidade, cuidado e respeito.
Como consequência do pecado este homem
quando vem para uma relação sexual, vem como apenas um território a ser
conquistado, como mais uma marca que ele deixa, dizendo que é propriedade sua.
Com a sensibilidade diminuída pelas lutas
da vida e onde homem que é homem não chora, não sente, que tem só que alcançar
o seu objetivo e portanto, o necessário passa a ser apenas as caricias, que
preparam para o ato, que é seu objetivo e não o carinho, demonstração de
sentimento.
Este homem perdeu a capacidade de curtir o
caminho, só quer chegar rápido ao topo, para dizer que é capaz. Tem medo de se
demorar no caminho e ser incapaz de prosseguir e se sentir um fracassado, sua
fêmea jamais o perdoará, é o que ele pensa, mas é ele que não se perdoaria, em
uma sociedade em que se tem que provar que é homem o tempo todo, quanto antes
gozar melhor, missão cumprida. Por isto talvez um grande problema dos homens
atualmente seja a ejaculação precoce, ele começa o caminho e já chega no topo.
O problema de se chegar rápido ao topo é
que não se vê o caminho, passa-se por ele, pisa e nada enxerga das coisas e
prazeres que este caminho tem a oferecer.
Deus criou um homem que se encantava com o
caminho, mais que com a chegada, pena que o homem ficou prisioneiro da chegada.
Talvez porque o homem não confie mais no
seu corpo, no seu pênis, naquilo que acontece naturalmente é só deixar, tem
medo de não ser potente, de não ter um corpo viril, bonito, acredita, como só
vê a chegada, que o tamanho do pênis é que vai determinar a potência, como se
ele funcionasse independente do resto do corpo e que a simples ejaculação
mostra que ele é capaz, não importa se não sentiu com o resto do corpo, ou a
mulher não se satisfez, o problema está nela, o seu pênis é potente.
A mulher sentindo como o homem a tratava,
só pode ter a sua autoestima lá embaixo, onde qualquer diferença sua do padrão
corporal pregado, se sente rebaixada, feia, não digna de ser desejada e
querida.
É muito importante então que como filhas
do Rei, portanto princesas, se cuidem, se arrumem e se valorizem.
Agora principalmente gostem do seu corpo,
se a mulher não gosta do seu corpo, como ela vai querer que o homem goste de
uma coisa que ela mesmo menospreza.
Cuide do seu corpo, lembre é templo do
Espírito Santo, mas de maneira nenhuma, em momento algum o compare com a diva
do sexo, uma modelo ou até com a vizinha. Você é você e isto é o que a torna
mais bela, se todas fossem iguais, perderia a beleza, a graça e é isto que a
mídia quer, tornar todas iguais. Não acredite nela, acredite em quem fez o seu
corpo, no seu criador, Jesus e Ele a acha maravilhosa, com certeza.
A mulher tem que gostar de si e mostrar o
seu corpo, a sua graça, o seu encanto ao seu marido, isto é sedução. Não fique
com vergonha, mostre o que você é, e o que você tem de bom, o seu marido vai
gostar também, vá para cama como a mais linda das mulheres.
Tem mulheres que vão para cama agradecendo
o favor do marido, por se sentirem feias, gordas ou magras. O sexo começa na
mente, é lá que você deve acreditar que o seu marido vai sentir o que você passar
para ele.
Comece se cuidando, erga o olhar, olhe nos
olhos dele, não tenha medo nem vergonha, fique ereta, abra os ombros, levante
os seios, isto é ser sexy.
Os cinco sentidos são necessários no sexo.
Primeiro o homem é levado pela visão seja atraente (faça-se bonita), eles são
levados pelo odor, perfume-se e não esqueça do paladar, como já dizia a avó
peguei-o pelo estomago, ainda funciona, faça uma comidinha especial.
Depois de tudo isto as mulheres ouvirão o
que gostam e serão tocadas como esperam. Aqui vale lembrar novamente que o
homem não adivinha, é necessário falar o que se gosta, bem como o que não se
gosta.
Muitas mulheres, assim como alguns homens
acham que cabe aos homens se encarregar de tudo, a mulher se deita e fica
esperando, se as mulheres gostam de companheiros sensíveis, carinhosos,
românticos, é claro que os homens também querem o mesmo, portanto mulheres
aprendam a fazer o mesmo e a levantar o ego de seus homens, valorizando-os
sempre.
Ao mesmo tempo não exija muito de você mesma,
ninguém é perfeita ou perfeito e não se está bem todos os dias.
A Bíblia nos dá estas orientações de duas
coisas, primeiro, ser bonita é um estado do ser “O coração alegre aformoseia o
rosto” Prov 15:13 e “Como imaginou na sua alma, assim é” Prov 23:7.
Em Rute 3:3 e 4, Noemi ensina à
Rute o que é sedução, ela diz: “Lava-te, unge-te e veste teus vestidos ... e
então quando ele se deitar, entra, descobre-lhe os pés e te deitaras”. Trazendo
para o nosso tempo é toma um banho, se perfuma, põe uma roupa bonita e tome uma
atitude.
Nesta história, Boaz ainda não podia ter
relação com ela naquele momento e ele foi um cavalheiro, um homem realmente, ao
se segurar antes de saber se seria seu marido, cuida dela, dando-lhe cevada e
ainda se preocupa com a sua reputação.
Ao contar a história para Noemi, esta lhe
diz: “Aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” verso 18,
ou seja ele foi seduzido e vai fazer de tudo para ficar com você ainda hoje.
O ato sexual criado por Deus é bom, e Ele
deseja que seja bom para os casais, em Prov 5:18 e 19 temos “Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como serva
amorosa e gazela graciosa, saciem-te os teus seios em todo o tempo e pelo seu
amor sê atraído perpetuamente”.
Jesus quer que tenhamos uma boa relação
sexual, ele vê o ato, seus anjos não se retiram do quarto, e Ele está disposto
a nos ajudar neste aspecto do casamento também, porque ele quer famílias
felizes, portanto se tiver problema Ore, antes, durante ou depois.
O ato sexual tem quatro momentos – desejo,
excitação, orgasmo, resolução. Apesar de serem estas as etapas cada casal a faz
de um jeito, de acordo com o seu momento e até pode variar de acordo com a faze
da vida em que estão vivendo.
DESEJO – “O seu falar é suave, ele é totalmente
desejável” Cant. 5:16
O desejo é intelectual, ou seja, ele se dá
mentalmente, no pensamento da pessoa.
Por isto é que se diz que a relação começa
de manhã, já começa o clima.
Pensar durante o dia, imaginar o
companheiro, por isto é bom de repente dar um telefonema, uma insinuação.
Quando se diz que não se tem desejo é
porque não se pensa a respeito por algum motivo, ou por sentimentos que o
impedem, não se tem o hábito de pensar ou até falta de tempo nesta vida
corrida.
É necessário se pensar e se organizar para
isto, criar uma rotina que não é de toda má, pois que organiza a vida. A rotina
sexual é separar um tempo para se estar junto, fazer disto um hábito e prioridade.
Agora dentro desta rotina pode-se variar uma forma de jantar, uma caminhada
namorando antes etc.
Porque se deixar para ver o que acontece,
vão para a relação no fim do dia, já cansados, onde a sexualidade é a última
coisa do dia.
Às vezes mesmo que se durante o dia, se
pense, à noite já se está acabado, é necessário se preparar para isto.
EXCITAÇÃO - “Beije-me ele com os beijos da sua
boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho “ Cant 1:2 .
“Desvia de mim os teus olhos, porque eles
me perturbam” Cant 6:5.
O homem se excita com a visão e o olfato,
já a mulher com a audição e o tato.
A mulher quando se arruma, toma um banho,
se perfuma, o homem pensa: Ela se arrumou para mim.
Já o homem precisa fazer elogio, a mulher
se sente valorizada. Quando o homem não elogia a mulher, ela começa a descer a
qualidade de tudo, porque já que ele não vê mesmo, qualquer coisa serve.
Existem variações do apetite sexual, por
vários motivos, desde stress, trabalho, preocupação, climatério, doença e até
pela pílula anticoncepcional incorreta, por isto a necessidade de um
acompanhamento médico.
Pode-se ocorrer de um não querer, aí é
necessário se respeitar ou como ouvi certa vez uma mulher dizer: Se ele for
convincente (nas caricias e carinho) pode-se mudar de ideia. O importante é se
conhecer os pontos de excitação do outro, conhecer o seu corpo e o do outro,
por isto que o ato sexual tende a melhorar a qualidade com o tempo, porque se
vai conhecendo o outro e a si mesmo. Procure fazer de cada ato uma descoberta.
ORGASMO –
“Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada...
Ah se viesse o meu amado para o seu jardim e comesse os seus frutos excelentes”
Cant 4:12 e 16
Quando se vai para uma relação sexual, é
bom saber que vão 6 para a cama. É porque a mulher leva com ela introjetado o
modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo de homem do seu pai, o homem
no caso o companheiro leva o modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo
de homem que seu pai foi, além de todos os valores culturais da sociedade em
que vive, logo um ato sexual, um ato natural, já não é tão natural assim, por
isto as complicações que surgem.
O orgasmo pode ser um furacão ou uma
brisa, dependendo do momento do casal os dois tipos serão satisfatórios.
Porque orgasmo pode ser definido desde um
simples gozo clitoriano, uma contração vaginal intensa para a mulher ou simples
ejaculação para o homem.
Wilheilm Reich, entretanto define orgasmo
como algo mais, ele é total e intenso, se sente com o corpo todo, como uma
onda, com movimentos involuntários, podendo se perder a consciência por alguns segundos.
O importante não é querer chegar a uma definição de algum estudioso do assunto,
mas chegar ao seu orgasmo.
Não usar a referência da sexualidade dos
outros, mas montar a sua sexualidade dentro dos seus limites.
Também não é ir para o ato sexual querendo
que o outro lhe dê prazer, mas não sabe como, é preciso olhar para o outro, o
que ele quer dizer com isto (movimentos, gemidos, palavras). Muitas vezes a
mulher não sabe como, deixa a responsabilidade para o homem, ele não sabe, vai
tateando, se ela não dá a dica vai logo para a penetração que é o que ele sabe
fazer. O Homem Não Adivinha Pensamentos!
É necessário se falar, com jeito,
sussurrando ou com humor, que é o grande jeito de se falar verdades sem se magoar
o outro, isto serve não só para a cama, mas para o casamento todo.
No falar a mulher deve tomar o cuidado,
não dá para esperar que o homem fique falando ou respondendo, porque como foi visto
ele é mais focado, digamos que o homem se tiver que ficar falando ele desfoca,
portanto, não gosta disto, já a mulher com os seus sentidos ligados, é preciso
compreender porque qualquer barulho ou movimento atrapalha; principalmente se
vierem dos filhos. A mulher precisa de privacidade total para se concentrar no
ato.
Agora o grande orgasmo é o que está no
versículo citado, a palavra amado e amada, se ambos se sentirem amados e
amando, o ato sexual virá naturalmente com toda a força, já que é nele que o
ser humano experimenta a sensação total do que é uma entrega, e é por isto que
Deus a compara entre a relação de Cristo e a Igreja, quando existiu a entrega
total, por este motivo que o inimigo de Deus tem tanto desejo de deturpá-lo,
para que o ser humano não aprenda a se entregar, principalmente à Cristo, pois
a entrega é amor, é no ato sexual que amamos o próximo como a nós mesmos e aprenderemos a amar Deus sobre todas as
coisas.
Na verdade, no orgasmo existe a grande
questão para a mulher, eu quero realmente deixar ele entrar, entrar mesmo
dentro de mim, ou magoas, medos, raiva impedem que isto aconteça, que eu o
receba não só na vagina, mas no coração.
Para o homem, ele quer realmente entrar na
mulher, conhecer ela, sua beleza, ou apenas satisfazer seu desejo de território
e descarga de tensão.
Os dois querem realmente serem uma só
carne ou apenas sentir um prazer egoísta, desprovido do coração.
RESOLUÇAO – “Eis que é gentil e agradável, ó amado
meu; o nosso leito é viçoso” Cant 1:16
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão,
mas um só quem aquentará?” Ecles 4:11
A resolução é um momento de intensa
intimidade, e é muito importante em um casamento. É um momento onde é possível
a comunicação sexual mais aberta. O momento de fazer o que as mulheres gostam
tanto, discutir a relação, porque o marido estará mais apto a ouvir. As
mulheres geralmente fazem o contrário, querem discutir a relação antes da
relação, sexual no caso, resolver os nós antes do ato, nada mais brochante,
nenhum homem quer fazer isto neste momento, geralmente não querem em momento
algum, mas nesta hora nem pensar, portanto deixem para depois, com ele calmo e
relaxado.
O
calmo e relaxado, principalmente se for tarde da noite, também gera o sono e
não dá para reclamar se ele dormir, afinal gastou muita energia. Se quiser
conversar depois do ato, ache um horário melhor para se ter a relação sexual.
Mas ache não só o momento melhor para se
ter a relação, mas o melhor momento para tudo no casamento, que como disse
Salomão, há tempo para tudo.
Se a sua relação sexual não é aquela coisa
que você imagina, caminhe para lá, mas sem ansiedade, há momento para tudo
debaixo do sol.
Todo casamento também tem
diversos momentos, altos e baixos, é preciso aprender com eles, mas sempre
caminhar em frente, crendo no casamento como instituição criada por Deus. É
principalmente dentro dele que Deus nos prepara para sermos cidadão do céu, é a
nossa grande escola e creia se ele não vai bem, Jesus te ajudará, entregue o
casamento cada dia à Ele e se lembre sempre: Ora que melhOra.
Agora na verdade a síntese do que deveria
ser a questão sexual pode estar em Gen 1:27, “E criou Deus o homem a sua
imagem, a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou... e Deus os abençoou
e disse: Frutificai, multiplicai...””
Deus criou a sua imagem macho e fêmea,
abençoou e disse frutificai, ou seja, numa relação sexual entre macho e fêmea.
O que é ser macho e fêmea a imagem de
Deus?
E serão uma só carne, quando? No momento
do frutificai, momento tão completo e pleno que pode até gerar um novo ser.
Macho e fêmea se tornam um. Um corpo
penetra no outro de tal forma que se torna um, e esse momento deve proporcionar
um ápice de emoção e sensação, só conseguido se houver amor.
Essa é a imagem de Deus do macho e fêmea,
o amor que une.
O amor do macho pela fêmea é tanto que
quer penetrá-la, senti-la ao máximo quem ela é, num misto de admiração e
carinho, sentir a sua suavidade.
Assim como a fêmea quer ser penetrada pelo
seu macho para sentir o seu calor, amor, força, quem ele é.
Ser macho a imagem de Deus é penetrar com
cuidado e devagar. Com respeito de estar adentrando no templo sagrado de um
corpo feito por Deus e onde Ele habita.
É ir conhecendo extasiado o corpo inteiro,
mas principalmente a recamara da alma feminina, levando no seu pênis, não a espada,
como tantos fazem, com a vitória de um território conquistado, mas levar sua vida
e energia pulsante que irá acender a tocha da fêmea, explodindo a mulher,
exalado por todos os poros.
Um pênis aceso de amor é capaz de acender e
ascender uma vagina, mesmo que ela esteja até fria e escondida.
Assim como uma vagina pulsante de amor é capaz
de atrair um pênis inseguro e fazer um pênis frio, conhecer o amor e a luz.
Pênis e vagina se encaixam para desfrutar
do amor pleno que o Criador queria que conhecessem.
11- PARE, OLHE, ESCUTE
Parar, pensar no nosso casamento, enxergar
realmente quem dorme ao meu lado e vive comigo, quais suas necessidades, quais são
seus sonhos e frustrações?
Como ele me vê?
Para isso é preciso parar para ouvir,
mesmo que doa ou eu não goste, mas é o caminho para melhorar, o caminho do
amor.
É difícil, parece impossível. Cristo está
aqui para ajudar e guiar.
Leve seu casamento à Ele.
Para Cristo o casamento é tão importante
porque Ele que criou e começou os seus milagres em um casamento, a fim de
mostrar que o começo do milagre, das mudanças começa no casal, na família.
Não havia mais vinho. Jesus então manda
encherem talhas de água e transforma em um excelente vinho. João 2.1-11
É assim chegamos para Cristo e dizemos: não
tem mais amor, não tem mais compreensão, não tem mais carinho, não tem mais
admiração, não tem mais alegria e Cristo diz coloque todas estas coisas aqui e
Eu vou transformar seu casamento no que Eu quero que você viva. Basta ver,
querer mudar, me entregar, então escute a minha vontade e a faça com o meu poder,
através do Espírito Santo.
Cristo quer que o seu lar, a sua família,
reflitam o seu reino ao mundo.
Sobre os autores:
Augusto Maia é Psicólogo, Terapeuta de Casais,
Palestrante para Famílias e Casais
Escreveu 2 livros sendo um Relacionamento
Familiar editado pela CPB.
Marli Cres é Enfermeira de Saude da Família,
Mestre em Promoção da Saude, Palestrante sobre Saude/Vitalidade e Palestras
sobre Mulher/ Homem.
Escreveu 5 Ebooks que podem ser encontrados
na livrariaraiz.com.
Casados há 39 anos. Tem dois filhos, Jabs e
Jemima.
Ministraram inúmeros Encontros de Casais por
todo Brasil.
Contato - marlicres@gmail.com
Família – Criação de Deus
O bebê quando está no útero, está
protegido, com temperatura ideal, alimento e aconchego, mas precisa perder tudo
isto para poder nascer. Depois que nasce A Bíblia começa com uma grande criação
de Deus, que foi a criação da Terra enquanto planeta com vida e como essa vida
foi brotando neste planeta ao longo de seis dias, com quatro referencias de que
“isso era bom”. (Gen 1)
No sexto dia, o ápice da sua criação, foi
“macho e fêmea os criou” e Deus os abençoou dizendo: “Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”, ou seja, macho, fêmea e filhos,
e no versículo três diz “e viu Deus tudo que tinha sido feito e que era muito
bom”. A criação da família era muito boa, era formada de seres humanos dotados
de livre arbítrio, inteligência e sentimento, portanto quem transformaria a criação
da família por Deus, em realidade.
O que havia sido criado, estava
caminhando, acontecendo e sendo discutido todo dia, na virada do dia, com as
devidas instruções, impressões, assimilada.
Porém, havia um inimigo da criação, que
queria não destruir à princípio, pois ao deturpar, desfigurar, para que não
fosse muito bom, acreditou este inimigo que ela se autodestruiria, mostrando
assim a ineficiência e injustiça de Deus. Então em um belo dia, aconteceu de
Eva se afastar um pouquinho do marido e decidir algo importante sozinha,
contrariando um dos princípios básicos do projeto que era: “Portanto deixará o
varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-á a sua mulher e serão ambos uma só carne,”
decidindo juntos o seu presente e o seu futuro. Gen 2:24
O fato é que a mulher começa a dialogar
com algo que tinha uma bela aparência, uma serpente bonita que falava e que lhe
oferece “uma árvore que era boa para se
comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento” (Gen 3:6), esta então, fascinada, toma o fruto, come e também dá ao seu
marido, e o marido que ainda estava na criação original por amor a ela, aceita comer.
É neste momento que o projeto original começa o seu longo caminho de
desfiguração, por que logo em seguida, quando Deus fala com Adão, “Você comeu da árvore que ordenei que não
comesse?” (Gen 3:11) Adão não
assumiu a sua ação, mas põe a culpa na mulher, “A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi” (Gen 3:12) ou seja eu não tenho culpa
pelo que faço, é essa esposa que me atrapalha, que faz com que eu vá pelo
caminho errado, essa mulher que o Senhor arrumou para mim é a culpada. Não se
assume como responsável daquele lar.
Por sua vez a mulher não assume o que fez,
mas põe a culpa na serpente, a mulher era uma vítima de quem tinha oferecido
para ela o fruto: “ela me enganou e eu
comi” (Gen 3:13), começando
assim o vitimismo, não assumindo a responsabilidade de uma ação tomada sozinha,
autossuficiente, tendo um resultado extremamente negativo.
Foi assim que uma criação “que era muito boa” mudou. Deus sabia no
que poderia se tornar e então diz o que iria acontecer.
Para a mulher, ter um filho do homem que a
maltratava, que lhe causava raiva, que a magoava, que não a amava, tornava o
parto muito dolorido e ainda, esse macho que Deus criou, vai se tornar um
machista e “ele te dominará”.
Viver de uma terra que iria começar a
degenerar e produzir cardos, espinhos e bestas feras, cuidar da família ficaria
muito mais difícil, dolorido, iria necessitar de muito suor do seu rosto e esse
homem que à princípio amava tanto a mulher a ponto de morrer por ela comendo o
fruto no projeto original, agora teria que carregar o fardo de manter a família
e em vez de ver a mulher como sua companheira ajudadora iria ver a mulher como
culpada de tamanho sacrifício.
Ele cuidaria da família, que eram sua mulher
e filhos, porém com um amor muito longe do original, amaria, mas isto iria
requerer uma abnegação, esforço, um trabalho muito grande para esse homem que
agora tinha perdido a sua força (a glória de Deus). Um homem que agora tinha
medo e se escondia, e que para ter uma simples veste, teria que matar animais e
costurar suas peles.
Na criação original, o homem que tinha
como moradia o paraíso, na criação que foi deturpada, teve que ser expulso do
paraíso e lavrar a Terra, da qual foi formado.
Apesar de ser a primeira família, já teve
em seu seio uma tragédia de um irmão matar o outro. Não havia mais instrutor toda
tardinha para ensinar como criar os filhos, teriam que aprender na vida, teriam
que aprender como se relacionar se relacionando e conseqüentemente, cometendo
muitos erros.
1-
Casamento, é preciso acreditar nessa idéia
Apesar da família ser uma criação de Deus
e essa criação ter sido deturpada, Deus ainda é autor da idéia e tem oferecido
àqueles que querem, a restauração progressiva da família, o mais próximo
possível do original.
Ele não vem mais, infelizmente, sempre na
viração do dia para nos orientar, mas nos deu a Bíblia como seu manual, a
oração como comunicação, e Jesus está sempre online para nos socorrer,
orientar, ouvir e resolver.
Deus sempre insistiu na sua criação, e
quando a corrupção do gênero humano estava aumentado, como está em Gen 6:5, “em que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração (do homem) era má continuamente”, Deus se arrepende
de ter criado o homem, “e pesou-lhe em
seu coração” (Gen 6:6) ver as
famílias sofrendo tanto, resolve então destruir a terra com um dilúvio e
começar de novo, não com um homem ou algumas pessoas, mas com uma família, a
família de Noé. Uma família seria responsável pela segunda chance da terra.
Só que em vez dessas famílias descendentes
de Noé colocarem a sua fé em Deus, resolveram confiar em uma torre, e Deus
novamente teve que intervir, confundindo a linguagem entre eles, o que gerou as
grandes famílias, que são os povos. Foi em um desses povos que Deus encontrou
uma familia que acreditava Nele e seguia suas orientações, o que possibilitava,
abria o canal para derramar suas benções sobre ela, a família de Abraão.
Família de Abraão
Deus chama a familia de Abraão e diz que
os abençoaria (Gen 12:3) e que lhes
daria um lar, Abraão então sai da sua terra e da sua parentela e vai para o seu
lar, Canaã.
A familia de Abraão era abençoada por
Deus, mas isto não quer dizer que eles não tinham problemas. Diz Gen 12:10, que houve fome naquela
terra, houve problemas financeiros graves e eles tiveram que se mudar e isto
gerou uma crise na familia.
Quando chegaram no Egito, Abraão chega
para Sara e diz:
“Ora
bem sei que és mulher formosa a vista” (Gen 12:11). Até aí, Sara deve ter ficado feliz com a declaração de
Abraão, porém na segunda parte é que ele, marido revela sua intenção, “será que
quando os egípcios te virem, me matarão e te guardarão com vida. Diz, te peço
que é minha irmã, para que viva minha alma por tua causa”. Gen 12:13
Nesta hora de crise, Sara deixa de ser
esposa para ser irmã. O marido é responsável pela esposa, tem que cuidar dela,
mas não pela irmã e na Bíblia na linguagem de hoje ainda diz que me tratarão
bem por tua causa, ou seja, ainda queria usufruir da mentira.
O que Sara poderia responder, o marido
machista decidiu por ela e ainda coloca a situação de um jeito que, se ele
morresse iria ser por causa dela, porque ela era bonita, ao que Sara então
concorda com a mentira frente a chantagem emocional.
Como se sente uma esposa num momento
desses? Diz tenha fé Abraão, Deus vai cuidar de nós. Se disse Abraão não ouviu,
ele estava com medo, se sentindo ameaçado, então usa a esposa como escudo, põe
ela na frente, a deixa exposta, tanto que ela foi parar na casa de Faraó e este
trata muito bem a Abraão, dá muitos presentes à ele por amor à Sara. Gen12:16
Abraão pensa só nele e a esposa que se
virasse lá no palácio de Faraó. Como Sara deve ter ficado magoada, se sentindo
não amada, o seu herói em vez de enfrentar os inimigos, a entrega a eles para
se proteger.
Mas Deus amava essa familia com problemas
e intervem salvando Sara do palácio de Faraó. Abraão volta então a sua terra,
inclusive com mais riquezas. Apesar do erro Deus ainda os amava e os ajudou a
passar por toda aquela crise.
Bom depois desta crise viveram felizes
para sempre, sabemos que não, houve outras, mas poderíamos pensar esta ele
aprendeu, não, as famílias podem passar pelos mesmos problemas e levar tempo
para aprender. Em Gen 20:1-2 diz que
Abraão foi peregrinar em Gerar e novamente disse que Sara era sua irmã e o rei
Abimeleque a tomou e a levou para seu palácio. Sara deve ter pensado de novo
não, será que Abraão não aprendeu a confiar em Deus totalmente, mas não houve
jeito, teve que obedecer. Novamente Deus que amava muito esta família, vem em
sonho falar com Abimeleque para que restituísse Sara ao seu marido para não
acontecer nada a ele, nem a seu reino.
Abimeleque então, pega a Ficol como
testemunha e vai pensando como ele iria chegar a Abraão, que Deus havia dito
que era profeta, (Gen 20:7) um servo
de Deus e falar sobre a besteira que ele estava fazendo.
Primeiro ele chega com um elogio sincero,
“Deus é contigo em tudo que fazes, ou
seja, eu sei que Deus está com você, que você segue a Deus, mas agora me jura
que não mentirás mais a mim, a meu filho, nem a meu neto, pela bondade que te
fiz, farás a mim e Abraão jurou. Gen 21:23
Abimeleque falou você é um seguidor de
Deus, Deus está com você, mas você aqui está pisando na bola, por favor não me
faça mais isto, nem a mim, nem a meu filho, nem a meu neto (minha família).
Abraão deve ter entendido o recado, a
repreensão e então jura que não vai fazer mais isto. Entende finalmente que se
Deus é capaz de mandar uma praga para Faraó e aparecer em sonho para a Abimeleque,
era capaz de cuidar dele e da sua família.
Abraão entendeu, porém o exemplo ficou a
seu filho e Isaque fez a mesma coisa.
2-
Identidade do Casal
E
havia fome na terra... e foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus em Gerar (Gen. 26:1). Novamente uma crise
econômica e a necessidade de mudança.
Isaque em vez de ver como Deus havia
livrado a Abraão nas crises, segue o exemplo de seu pai, vai para Gerar e diz à
Rebeca como ela era muito bonita, devia dizer que era sua irmã (Gen.26:7) para que porventura os
varões não o matassem por amor a ela. Rebeca obedece ao marido, mas felizmente
não tem o mesmo destino da sua sogra que teve que ir para o palácio, ela
permanece com Isaque.
Como toda a mentira é descoberta, no
versículo oito lemos que o rei Abimeleque olhando por uma janela, vê Isaque que
estava brincando com sua mulher, outras traduções dizem acariciando Rebeca.
Abimeleque então chama a Isaque e diz: ”Que
é isto que nos fizeste?” (Gen 26:8-10) Isaque então, conta a mesma
história de seu pai ao que Abimeleque deve ter pensado: Que família! Toda vez
que vir aqui algum descendente de Abraão, acho que terei que ficar esperto”.
O fato é que as boas coisas passam de
geração a geração, mas os maus costumes também, sempre é tempo de meditar como
queremos que ajam as famílias de nossos filhos e pedir ajuda a Jesus para mudar
os nossos maus hábitos enquanto ainda é tempo.
Voltando a Abimeleque, diz que ele olhou pela
janela e viu que Isaque e Rebeca eram um casal. Havia em seus atos algo que os
identificava como casal, algo bom, carinhoso, porque se fosse briga ou discussão,
e alguém só ver de longe e não ouvir, não identificaria como casal, porque
pode-se brigar ou discutir com qualquer pessoa. O que identifica o casal é a
proximidade, a intimidade.
Experimente ver na igreja ou noutro lugar,
quando estão todos assentados quem se identifica como casal. Quais os casais
que andam juntos? Existem aqueles que um vai lá na frente ou que num ambiente
social dificilmente se vêem os dois juntos, assim como o rei olhou pela janela
e viu que Isaque e Rebeca eram um casal, que Cristo possa olhar pela janela do
céu e ver que você e seu cônjuge formam um casal, andam juntos, de mãos dadas,
abraçados, conversam olhando nos olhos do outro, tem os rostos próximos, isso
indica proximidade, intimidade de um casal.
3-
Autoestima no casamento
Jacó era irmão gêmeo de Esaú, filhos de
Isaque, porém eram gêmeos bivitelinos, aqueles gêmeos bem diferentes um do
outro e diz a Bíblia (Gen 25:27) que
Esaú era um homem de caça e Jacó era simples e habitava em tendas.
Por causa destas características diferentes
diz no versículo 28, que Isaque amava mais a Esaú e Rebeca à Jacó.
Jacó apesar de ser amado por Receba em uma
sociedade machista e patriarcal, não ser amado pelo pai, ou menos amado, era um
trauma, e na sociedade atual ainda seria por que Jacó era homem e o seu modelo
de homem que era Isaque, o rejeitava, logo a sua auto-estima e a sua
auto-imagem de homem estavam comprometidas e quando ele se apaixona por Raquel,
que era muito bonita, logo pensa como ela poderia gostar dele, simples, pacato,
ou seja não era aquele modelo de homem pelo qual as mulheres suspiram; forte,
caçador (agressivo, esportista, seguro) e quando Labão pergunta: O que você
quer ganhar para trabalhar para mim? (Gen
29:15) Jacó pensa, eis a minha chance de impressionar a Raquel, quem sabe
assim ela irá gostar de mim e responde que não queria ganhar nada, por sete
anos o serviria, pela mão de Raquel.
Esta atitude certamente deve ter impressionado
a Raquel, afinal que homem é este capaz de trabalhar sete anos por amor a mim, e
que mulher não iria gostar de ouvir isto, e assim Jacó, que não acreditava que
Raquel era capaz de amá-lo simplesmente por ele, consegue o seu objetivo.
Quantos casamentos não começaram assim em que
um não acreditava que podia ser simplesmente amado pelo que ele era e fez tudo
para impressionar o outro, com coisas materiais, estórias, para conseguir ser
aceito e amado.
Labão era esperto e logo percebeu que Jacó
tinha baixa autoestima e que pessoas com esta característica são facilmente
manipuladas e em vez de dar Raquel, lhe dá Lia sua irmã mais velha na noite do
casamento.
Imagine a decepção de Jacó ao ver que não
era a sua amada Raquel. Podemos pensar neste fato não como uma outra mulher,
mas a mesma. A pessoa se esforça, fez de tudo para conquistar, e acaba se casando,
só que no casamento ele descobre que ainda não era a pessoa amada, ela não o
amava como ele imaginava, sonhava, queria, devido a sua baixa estima.
Labão exige mais sete anos por Raquel,
Jacó aceita, ou seja, não era o que ele queria no casamento, mas ele iria
trabalhar, investir, impressionar para se sentir amado, poderia ser mais sete
anos, dez, vinte, a vida inteira.
Outra pessoa de baixa estima nesta historia
é Lia, numa época que praticamente a única virtude da mulher era ser bonita, não
que isto não aconteça ainda hoje, mas Lia não foi amada, casou-se num casamento
arranjado, seu amado marido amava a outra (essa outra pode ser aquela pessoa
que se amou muito e por algum motivo ou infortúnio não se casa com ela, mas se
carrega a vida inteira e não se dá muitas vezes espaço e oportunidade para que
aquele que de fato está ao nosso lado nos conquiste, ou tentemos amá-lo, e no
intimo ainda de vez em quando nos pegamos pensando; “Se eu tivesse casado com
aquela pessoa como seria diferente”.
Diz a Bíblia (Gen 29:32) “Porque o Senhor atendeu a minha aflição por isso me
amará meu marido”. Lia vivia em aflição, era uma mulher casada e não amada, e
Deus a ouviu e deu filhos. Aqui vemos que Deus sempre está atento as esposas
aflitas, seja qual for sua aflição, Jesus pode lhe conceder o que deseja o seu
coração, que naquela época era ter filhos, apesar de muitas mulheres hoje em
dia ainda pensarem assim, que se tiver um filho seu marido vai amá-la e seu
casamento será diferente, o que nem sempre acontece, porque novamente ela quer
que seu marido ame não a ela, como ela é, mas porque lhe deu um filho.
A história de Raquel também é interessante
quantas mulheres bonitas, ricas e amadas, tem inveja, como Raquel teve da irmã,
mas podia ser da cunhada, da vizinha, da amiga, não estão contentes com o que
tem e querem mais. Chegam para o marido e como Raquel dizem: “Dá-me, senão eu morro”. (Gen 30:1) o que gera no marido a
reação de Jacó. “Então se acendeu a ira
de Jacó contra Raquel” (Gen 30:2)
esta ira é compreensível, pois Jacó a amava, era a preferida, era rica, era
linda, mas não estava contente. Jacó tinha dado tudo, mas Raquel queria mais,
talvez porque Jacó a acostumou assim, a fazer tudo por Raquel, para ser amado,
devido a sua baixa estima.
Como é duro não acreditar que somos dignos
e merecedores de ser amado e fazemos tudo para conseguir este amor e nos
submetemos a tudo no casamento por migalhas de carinho e atenção.
Talvez tenha chegado o momento de vermos
que somos merecedores, porque somos filhos do Rei, portanto príncipes e
princesas. O Rei que nos amou a ponto de morrer por nós e ainda nos ama, está
atento as nossas aflições. Se procurarmos colocar em primeiro lugar a Ele, se
pusermos o seu Reino em primeiro lugar, todas as coisas vos serão acrescentadas.
Mat 6:33
4 - Macho e Fêmea
“E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou o fôlego da vida”. Gen
2:7
Em toda a criação disse Deus: Haja e surgia, tudo foi formado pela sua
palavra, mas na criação do homem, Deus pega o barro com as mãos, molda a sua
imagem, se aproxima, sopra em seu nariz e ele se torna alma vivente.
Isto nos mostra a proximidade e o carinho
com o qual fomos formados e o valor que Deus nos dá. Somos a sua obra de arte e
carregamos dentro de nós o seu espírito.
Na formação da mulher “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem
esteja só, farei uma companheira que com ele esteja”. Gen 2:18
Deus faz cair um pesado sono sobre Adão,
toma uma das suas costelas e forma a mulher.
Adão então faz a primeira declaração de amor para a mulher: “esta é agora osso dos meus ossos, carne da
minha carne.” Gen 2:23
Adão expressou o seu sentimento quando viu
Eva e ela por sua vez ao ver Adão e receber a declaração, a expressão do sentimento
de Adão, amou-o, porque se sentiu amada.
Deus deve ter dito a Adão: Está vendo esta
mulher linda que Eu criei, então Eu criei para você. Adão deve ter ficado muito
feliz, uma mulher linda, a obra prima da criação, pois se Deus criou das coisas
mais simples para as mais complexas e a mulher foi a vítima a ser criada, então
ela é a obra prima.
Mas Deus deve ter continuado: Para que Eu
a criasse você teve de se doar, doar a sua costela. Eu criei a mulher para
você, mas você deve se dar para a mulher, para que ela fique assim sempre
bonita, companheira e esteja bem.
A função do macho, portanto é dar e da
mulher, receber, é assim até fisicamente o homem dá para a mulher, que recebe,
processa por nove meses e devolve.
O homem dá. Dá atenção, carinho, proteção,
a mulher recebendo este amor, cuidado, companheirismo, devolve o mesmo cuidado,
atenção e carinho.
O problema é que como vimos, com o pecado
o homem deixa de ser macho para ser machista e só quer receber, a mulher como não
recebe, também não devolve.
Quando a mulher começa a não cuidar da
comida, da casa e das suas roupas o homem deve começar a pensar realmente no
que está acontecendo com a sua mulher.
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Relação = dar receber devolver
Essa troca é a dinâmica do casamento, caso
haja algum problema em uma das partes, toda a dinâmica fica alterada.
Um homem que não quer dar ou uma mulher
que não quer receber, porque este receber as vezes é de algo ruim, doe, não
presta, não se quer e portanto, quando ela for devolver vai ser da mesma
maneira. Pode também acontecer que haja mulheres que não conseguem receber até
coisas boas, devido a uma baixa estima, medo, desconfiança e outras só querem
dar também pela baixa estima, medo de perder a pessoa amada ou simplesmente
foram ensinadas assim.
O machista precisa voltar a aprender o que
seja ser macho e amar, ser carinhoso expressar seus sentimentos e a mulher a
receber tudo isso, no começo ainda meio desajeitado, porque ele está
aprendendo, porque se a mulher não receber, menosprezar ou ridicularizar, não tenha
dúvida de que o homem voltará a se fechar e aí vai ser muito difícil ele tentar
novamente.
5 - Casal no divã de Deus
Divã é uma espécie de cama onde se deita
quando se vai a um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. Procuramos este tipo de
profissional quando se tem a sensação de que algo está errado e é preciso
mudar.
No divã de Deus é a mesma coisa, a
sensação ou certeza de que algo está errado e se precisa de ajuda para mudar.
Como sentir isto? Primeiro é uma obra do
Espírito Santo, o impressionar nosso coração para que nos vejamos realmente,
que tipo de casal é o nosso:
Existem 3 tipos de casais:
1. Artificial
– Parece que é, mas não é.
É o casal que mostra para os que estão de
fora, que está tudo bem, na frente dos outros não brigam, não discutem, não se
colocam e não se aproximam muito dos outros casais, porque já diziam que de
perto ninguém é normal. Às vezes até eles mesmos acham que está tudo bem, são
os casos mais graves, os casais fariseus que como o fariseu diz a Deus: “Ó Deus graças te dou, por que não somos
como os demais” (Luc 18:11). Dizem aos outros e até um ao outro que tudo
está bem, ficam mostrando, olha como nós somos um casal legal, mas quando ficam
a sós, é que sabem o que vai dentro da alma.
2. O
segundo casal é o casal doente que mostra que não estão bem, que sabe como são
e vão vivendo sobre o mesmo teto assim mesmo.
3. O
terceiro casal é o casal doente em recuperação, ou seja, tem noção da sua
situação, que estão doentes e procuram um médico, uma ajuda.
É o casal publicano “Deus tem misericórdia de mim, pecador” (Luc 18:13)
Este casal é aquele que usa aquela placa:
Estamos em
reforma, desculpe os transtornos, estamos melhorando para melhor servir.
Como saber qual
dos três se está? É tendo a coragem para
se olhar realmente. Se estiver aberto o Espírito Santo mostra.
Alguns exemplos para ajudar a se ver:
· Um
casal em que um é perfeccionista, quer tudo certo (do jeito dele) o outro vai
ser sufocado, porque o perfeccionista não dá oportunidade para ele crescer
porque não permite o erro, portanto vive tenso para não errar, se sente
sufocado.
· O
casal onde um é orgulhoso. Cabe aqui uma explicação que orgulhoso não é aquele
que se sente maior que os outros, ele se coloca assim porque foi muito
humilhado na vida e então com medo se ser humilhado novamente, ele se coloca
por cima. Quando um é orgulhoso, geralmente o outro faz justamente o que não
devia, humilha para mostrar os seus defeitos e aí como mecanismo de defesa,
mais ele se fecha e fica mais orgulhoso.
· O
casal em que um é egoísta, só pensa nele, nas suas coisas, nos seus problemas,
é incapaz de enxergar o outro como ele está. Este para se defender então, deixa
ele no seu mundo e vai se distanciando, ficando indiferente ao companheiro e consequentemente
sozinho também.
· O
casal em que um é muito ciumento (ciumento é uma pessoa insegura, de baixa
estima) o outro por sua vez vai tentar manter seu espaço, sua opinião através
de briga, discussões o que vai gerar mais insegurança.
· O
casal em que um é violento. Essa violência pode não ser física o que necessitaria
de uma intervenção mais urgente. Pode ser violência verbal, ameaças, gritos,
atitudes vingativas em que o outro se sente oprimido, com medo e o medo é o
contrário do amor como está escrito em I
João 4:18 – “No amor não há temor,
antes o perfeito amor lança fora o temor...” O outro não vai amar o opressor, que por sua
vez se sentindo não amado, oprime mais.
Teríamos vários exemplos, exemplo de como
o processo do casamento pode estar doente, basta querer achar os seus
respectivos defeitos.
Muitos não querem ver, porque acham que
não vão saber o que fazer, mas Jesus dá a resposta.
Oséias
14: 1 “Tu, porém converte
ao teu Deus...”
O que é conversão? É estar indo em uma
direção e ver que não é o melhor caminho, o destino não é aquele e é preciso voltar,
pegar outra estrada. A conversão é um momento difícil, quando se entra em
contato com a sua realidade e tem que se mudar, é um momento triste, mas necessário,
como vemos em Joel 2:12, “Agora mesmo diz o Senhor... convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, isso com jejum, e com choro e com pranto” É
uma conversão genuína, aquela que vem do coração e só esta pode gerar mudanças.
Para esta conversão é necessário se ouvir
o terapeuta, o que ele tem a nos mostrar e é necessário falar dos nossos
defeitos e dificuldades.
Na terapia com psicólogo, geralmente é a
mulher que procura, o homem sempre diz que não sabe por que ele está ali ou eu
vim para ajudar, é ela que precisa de ajuda.
O homem não vê que na relação, ele é
responsável, é uma questão de
ação <–> reação. Ele age de determinada
maneira e a mulher reage em cima desta maneira.
Na terapia com Jesus, funciona assim
também. É necessário se aproximar de Jesus e ver que se o outro tem falhas eu também
tenho e preciso de ajuda. É preciso ouvir o que Jesus nos diz através de sua
palavra, sermões, outras pessoas, ou situações vividas e falar de uma forma
sincera para Jesus dos nossos defeitos e dificuldades e pedir ajuda.
Nos três casais do início vemos que:
A diferença é Cristo
· Fariseu
– não acha que precisa de ajuda, está bem.
· Doente
– não está bem, mas não quer ajuda
· Publicano
– se vê doente e pede ajuda à Cristo.
É necessário irmos com o coração, que quer dizer c/oração - com oração.
6 - Maturidade no Casamento
“Goza
a vida com a mulher que amas todos os dias da vida da tua vaidade, os quais
Deus te deu debaixo do sol” Ecles
9:9
O casamento é uma benção, uma fonte de
gozo, pelo menos deveria ser, porém tantas coisas têm interferido nesta benção
que as vezes pode se tomar um enfado, e é isso que o inimigo de Deus quer. Nós,
como filhos de Deus, precisamos recuperar esta benção acreditando que este é um
propósito divino e portanto, teremos ajuda para isto.
Não que o nosso casamento vai ser um mar
de rosas, sem dificuldades, mas que estas dificuldades serão um jeito de
trabalhar o nosso caráter e nos preparar para o lar eterno, teremos maus
momentos, mas também teremos os bons momentos.
Como está em Ecles 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para
todo o propósito debaixo do céu”.
Há
tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de se arrancar o
que se plantou ... Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de
saltar...
O casamento não é linear e aqui entra o
conceito de maturidade.
Parafraseando Salomão poderíamos dizer que
há tempo de ganhar e tempo de perder. Este é o conceito de maturidade: O
equilíbrio entre perdas e ganhos. Saber ganhar, mas também saber perder.
Como em uma lagoa que para se manter, não
pode haver uma grande entrada de água, pois ela se rompe ou se houver uma
pequena entrada, ela se seca. A nossa vida requer maturidade desde que
nascemos, é um processo.
precisa perder o colo para aprender a
andar; criança que fica muito no colo demora a andar.
Quando vai para escola, precisa aprender a
perder o aconchego do lar a sua proteção para poder ganhar o conhecimento, o
relacionamento. É neste momento que as crianças mais imaturas choram.
Ao chegar na adolescência, a natureza é
dura, vai fazer com que perca o corpo de criança, a voz de criança e comece
adquirir o corpo de jovem. Há os que querem ser para sempre adolescentes.
O jovem tem que perder a sua juventude
para ganhar o casamento. Aqui vemos a imaturidade de nossos dias quando as
pessoas não querem casar, por que querem ter uma vida sempre de jovem, só
ganho. Querem jogar bola a hora que quiserem, comprar um carro sem dar satisfação,
usar o seu dinheiro como quiser, ficar com outras mulheres e no casamento irão perder
a sua “liberdade”.
Aprender a perder, para poder ganhar. A
nossa sociedade atual não estimula esta maturidade, mostra que você tem que ser
sempre um ganhador e na primeira frustração entra em pânico.
É preciso ensinar os nossos filhos a lidar
com a frustração, a perda, porque senão quando forem para um jogo de bola e
perderem, vão querer brigar, perdeu o cargo na igreja, sai da igreja, perdeu o
namorado, entra em depressão e se for a falência, se suicida. Este é o retrato
de pessoas imaturas.
Esta forma de educação é passada
principalmente para os homens. É a imagem da TV, um homem que ganha sempre. É
executivo, tem uma mansão, um super carro, uma mulher lindíssima. Esta imagem
não é cristã, não é isto que Cristo disse do homem bem sucedido. Temos que dar
aos homens o direito de perder também, e mostrar que isto não os desqualifica
como homens.
Para as mulheres, perder já é mais
tolerável. Tem algumas mães que antigamente, até diziam para suas filhas:
mulher é assim mesmo vai se acostumando (uma perdedora) o que também não é
verdade. Uma mulher cristã não é uma perdedora, há situações em que é preciso
perder, mas em muitas são ganhadoras com Cristo.
Porque é tão importante para o cristão
saber ganhar, mas também saber perder, porque só é capaz de perdoar, quem é
capaz de perder.
Perdão = perda grande
Perdoar não é esquecer, é assumir a perda,
é ficar com o prejuízo.
Jesus nos perdoou porque assumiu a nossa dívida,
ficou com o prejuízo. Perdoar é quando ele me magoou, me fez algo e eu assumo
que eu perdi. Aqui é importante separar a pessoa e a ação. A ação dessa pessoa
me magoou, esta ação, não a pessoa. Essa pessoa também faz outras ações que me
fazem bem. A pessoa não é só esta ação, nesta ação eu perdi, fico com o
prejuízo.
É preciso ficar com o prejuízo para poder
se relacionar, porque se eu quiser sempre ganhar (elogios, carinhos, atenção)
sem que haja perda (crítica, desatenção, mágoa) eu nunca vou conseguir me
relacionar. Perdoar é reatar a relação ficando com a perda (aquela ação ruim).
Claro que devemos conversar com o cônjuge
sobre a ação que nos fez mal, mas às vezes isto não é possível, ou porque o
outro não assume, ou não quer conversar, então é necessário ficar com a perda.
Mesmo quando o outro assumiu a ação, para perdoar é necessário assumir a perda
e não ficar jogando na cara, sempre que houver oportunidade, isto não é
perdoar.
Quando perdoamos não carregamos mais
aquela ação ou a pessoa, do contrário aquela ação está sempre se repetindo,
pois estamos pensando nela, em vez de uma vez, ela ocorre várias e várias vezes
dentro de nós, até que cansados a lançamos no porão do pensamento, mas ela
ainda está lá, por isso é necessário jogá-la para fora. Perdi, foi ruim mesmo,
aliás, ressentimento quer dizer re-sentimento, repetir o sentimento, muitas e
muitas vezes em vez de vivê-lo uma vez só, já que foi ruim.
Muitas pessoas carregam a pessoa que lhes
fez algo pelo resto da vida, dizem eu não perdoou e ficam carregando a pessoa
nas costas, seria muito mais fácil perdoá-la e deixá-la no caminho.
É necessário perdoar o esposo, a esposa e
os filhos, é assim que eles aprenderão a perdoar, sendo perdoados pelos pais,
inclusive pedindo perdão ao filho quando erramos, esta será uma lição que seu
filho levará para o resto da vida.
Aquele que perdoa, ama e o que foi
perdoado amará mais, que é a nossa relação com Jesus. Esta relação fica mais
clara quando lemos Lucas 7:41a 43.
Jesus estava no jantar da casa de Simão,
Maria Madalena chega e unge os pés de Jesus com unguento e beija-lhes os pés,
enquanto Simão fica pensando em quem era ela, que se Jesus soubesse não deixaria
que fizesse isto. Só que Jesus sabendo os pensamentos de Simão lhe propõe uma
parábola, porque ele sabia muito bem quem era aquela mulher.
E disse Jesus: “Havia certo credor que tinha dois devedores, um devia quinhentos e o
outro cinquenta e não tendo eles com que pagar, perdoa a ambos”. (assume o
prejuízo). Jesus pergunta então a Simão: “Qual
deles o amará mais” (o credor) ao que Simão responde: “Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou” e Jesus lhe
responde: “Julgaste bem”.
Quando os devedores foram perdoados, eles
se sentiram amados pelo credor, mas mais que isto, passaram a amar o credor
também, e quanto maior a dívida perdoada, maior o amor que lhe devotaram.
Em um casamento aquele que perdoa, ama,
mas aquele que é verdadeiramente perdoado amará mais, pois se sentiu amado,
compreendido e valorizado, pois a pessoa era mais importante que a dívida.
Podemos escolher valoriza a dívida (ação, ofensa)
e ficamos sem a pessoa ou valorizar a pessoa, reatar a relação e ficar com a dívida.
“Tudo é uma questão de amor”
Você sabe que perdoou quando é capaz de
dizer à Cristo para que apague aquele ato do livro, isto é amor.
7 - Você Ama quando ...
“Melhor
é serem dois do que um...porque se um cair; outro levanta o seu companheiro,
mas aí do que estiver só, pois caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois
dormirem juntos, eles se esquentarão, mas um só, como se esquentará? E se
alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” Ecles 4:9 a 12
Será que já paramos para pensar como é bom
sermos dois? Agradecer a Jesus por isso, ou será que nos lastimamos e pensamos:
como seria bom se eu estivesse sozinho.
Talvez você ache que não o ama mais, pois
então saiba que o Amor é uma escolha. Escolhemos amar, escolhemos continuar
amando, para isso temos a fonte do amor a nossa disposição – JESUS. Jesus não faz
mágica, não vem com uma varinha e diz pirinrim – pororom e começamos amar. Ele
nos ensina, nos capacita e nos abençoa com o amor. Só que tudo isto é um
processo, um aprendizado cristão, pois a nossa natureza pós-pecado não quer
amar, mas os cidadãos do céu vão contra esta determinação do mundo pecaminoso e
diz que é preciso amar.
Jesus vai nos mostrando o caminho, dando o
seu Espírito Santo e vamos aprendendo com Ele.
Um momento de muito amor é o ato da
Redenção, mas existe um outro momento que também é de muito amor, que é o
momento da Criação.
Na criação vemos como Deus começou este
mundo com muito amor.
Quem ama:
- Cuida
Deus ao criar o homem pega o barro, e o
molda com todo amor e carinho. Pega com as próprias mãos, sopra-lhe nas
narinas, com proximidade e faz a sua maior obra.
Pega essa obra prima e a coloca no paraíso
para viver, juntamente com todas as outras obras suas para que cuide delas.
Deus providenciou um belo lugar para Adão morar, os melhores alimentos para ele
comer e a orientação do que não comer. Quem ama, cuida e orienta.
Deus deu o que tinha de melhor.
Será que estamos cuidando do nosso esposo,
da nossa esposa? Será que damos o que temos de melhor?
Muitos maridos dão o que tem de melhor no
seu trabalho, conversam, riem, dão o seu potencial, mas quando chegam em casa,
mal abrem a boca, ficam sérios, e dizem que estão muito cansados para qualquer
coisa. Acham que isto é cuidar da família, pode ser no plano material, mas e o
resto como fica? O afetivo, o social, a convivência, até o espiritual?
Tem maridos que cuidam de outras coisas,
como da igreja, por exemplo. Vão a todas as reuniões, participam e estão sempre
prontos se lhe pedem algo, os membros comentam com a esposa como ele é
prestativo e a esposa pensa há quanto tempo ela pediu para ele trocar um lustre
quebrado que ainda está lá, ou como é calmo, ponderado, e a esposa, que ouve
estes comentários, pensa: Ah se em casa ele fosse assim, qualquer coisa já
briga, grita.
Maridos que cuidam de tudo, menos da
família. Cuidam até do carro, lavam, ficam polindo, tem uns que até dão um
beijinho e a esposa: Ah se ele cuidasse de mim assim.
Também existem muitas mulheres que cuidam
da casa. Limpam, lavam, trazem tudo brilhando, os filhos mal podem se mexer,
para não tirar nada do lugar, não sujarem nada. Quando o marido entra, já ouve:
Olha o pé, ou tire o sapato, olha a mão suja, não senta no sofá novo e a família lamenta: Ah se
minha mãe cuidasse da gente como cuida desse sofá.
O que acontece é que o marido não tem
prazer em casa e começa a ficar mais tempo fora e vai se distanciando do lar.
Mulheres que cuidam das coisas, não das
pessoas, principalmente das pessoas que lhe são próximas e queridas. Põe a casa
em primeiro lugar em vez da família.
Não tem tempo para ficar com o marido,
está sempre atarefada, não tem tempo de brincar com os filhos, contar estórias,
sempre tem muito que fazer. Tudo tem que estar arrumado do seu jeito.
É a síndrome de Marta que Jesus advertiu:
- Marta, Marta o que você está fazendo?
Olha Maria escolheu a melhor parte que é ficar com Jesus, com as pessoas.
- Responsável
Ser responsável é suprir as necessidades.
Deus fez a Adão e o colocou no paraíso, mas Adão começou a ficar cabisbaixo,
meio triste. Deus não disse a Adão que lhe havia dado tudo do bom e do melhor e
ele que fosse procurar o que fazer.
Deus viu Adão, conversou com ele, viu a
sua necessidade e a supriu.
Deus cria então a companheira, aquela
mulher lindíssima, que Adão se apaixona à primeira vista.
Deus supre a necessidade de Adão e lhe dá
a mulher e como vimos anteriormente, a mulher foi criada para suprir a
necessidade do homem, mas primeiro o homem precisa suprir a necessidade da
mulher. Muitos maridos não vêm a necessidade da mulher.
Uma mulher chega ao consultório deprimida
e o terapeuta então interroga o marido para entender o que está acontecendo:
-
Não sei por que minha mulher está deprimida, ela tem tudo do bom e do melhor.
Uma bela casa, carro, eletrodoméstica modernos.
- Você diz a sua mulher que a ama?
- Tudo isto é uma demonstração de amor.
- Você diz que a ama?
- Ela sabe, não preciso ficar dizendo.
- Precisa, para mulher precisa. A mulher
tem necessidade de ouvir, elas são assim e você escolheu casar com uma mulher,
aliás, boa escolha. Agora quando foi a última vez que você disse que a amava?
- No dia do nosso casamento.
Outra dificuldade masculina é que a mulher
tem necessidade de namorar e chega para o marido dizendo que quer namorar, mas
ele já pensa: Oba hoje tem!
O que? Sexo. Namoro não tem sexo, aliás, é
uma ideia que temos que passamos para os nossos filhos. Eles precisam ver o
exemplo.
Namoro é carinho, não caricias. É
conversa. Esta conversa é sobre os dois, a vida, não para falar de problemas,
por que isto o marido sabe fazer, já chega dizendo: Hoje nós temos que
conversar, temos um problema.
A
mulher será que vê a necessidade do marido, como por exemplo, chegar em casa e
ver uma esposa arrumada.
Arrumada aqui, é não desleixada, de roupa
larga, rasgada, cabelo despenteado, ou de pijama.
A necessidade de ser recebido com um
sorriso de bem vindo ao lar, sentir que chegou no seu castelo e deixou a batalha
lá fora, ou de ter uma comidinha gostosa e quentinha esperando ele, de dizer
que ele ainda é o seu herói.
Amar é ser responsável, quem é responsável
supre as necessidades, mas para isto é necessário estar atento ao outro, olhar
para o outro, conversar para saber quais suas reais necessidades.
- Respeita
Respeitar é aceitar o outro como ele é e
está. Deus respeitou quando chama a Adão, mostra-lhe todos os animais que havia
criado e pede para colocar o nome. Adão então vê aquele animal enorme como
pescoção e diz: Vai chamar girafa. Deus deve ter exclamado: muito bom, como um
pai que acreditando potencial do filho e se regozija em ver sua criatividade
aflorando.
Porém muito pai diria:
- Girafa, que nome, mas você é muito
burro, nem para por um nome serve.
Ou então:
- Girafa, mas foi você mesmo que criou?
Fala a verdade. Você não copiou de algum lugar?
Esses pais ficam se comparando aos seus
filhos, como se estes tivessem que dizer e ser o que eles queriam e esperavam.
Deus poderia ter posto um nome muito melhor,
mas aceitou, gostou e deve ter falado vamos para o próximo. Esta é uma relação
de pai e filho, mas pode ser de marido e mulher.
Principalmente entre os homens há uma
tendência a desvalorizar a mulher, com comentários do tipo:
-Tinha que ser mulher.
-Mulher no volante, perigo constante.
São brincadeiras, mas é brincando que se
vai desvalorizando o outro, criticando, abaixando até o outro ficar totalmente
sufocado.
Tem muito marido que possui o hábito da
criticar a esposa, ou porque é um machista e mulher para ele não tem valor, ou
porque desvaloriza a sua mulher em relação as outras, que são sempre melhores,
mais bonitas, o que no fundo revela uma baixa autoestima, pois como uma mulher
que tem valor poderia ficar com ele e para confirmar a sua autoimagem, quer
provar que sua mulher não tem valor mesmo. O marido não é capaz de aceitar como
sua esposa é ou está e exige mais ou que ela seja diferente.
- Que comida horrorosa.
- Esta casa está uma sujeira.
- Olha o estado destas crianças, o que
você fez o dia inteiro.
- Você vai sair assim, comigo não.
Ou então aquela que acaba de vez:
- Como você está gorda!
Se pedir para a esposa fazer alguma coisa,
logo vem o comentário:
- Não posso confiar em você.
- Você nunca consegue fazer nada direito
mesmo.
- Eu tenho que fazer tudo nesta casa.
- Como você me diz uma besteira destas.
- Não me fale mais isto, não quero mais
ouvir abobrinha.
E a esposa vai se sentindo cada vez mais
apertada, até ficar doente. Tem aquele marido também que quer que ela fique
loira, use roupa do jeito dele, faça os programas dele, goste de esporte e
outras coisas.
É preciso ressaltar aqui uma coisa que
sempre surge nos encontros de casais, uma queixa frequente das mulheres, é como
as mulheres que são donas de casa, fizeram a opção de cuidar do lar, dos
filhos, do marido são menosprezadas, desqualificadas.
Esta profissão foi criada por Deus e
houvesse mais mulheres que fizessem essa opção, a sociedade teria um grande
ganho.
Apesar que a própria sociedade, que é
machista, já desqualifica, quando nem nome tem definido como profissão; dona de
casa, prendas domésticas, sem profissão.
Mulheres quando perguntarem, qual a sua
profissão, não responda nenhuma, como muitas respondem de cabeça baixa, ou o
que você faz? e você responde: Nada.
Ergam a cabeça, tenham orgulho de cuidar
de seu lar, de seus filhos e respondam:
-
Eu sou Gerente do Lar, (entendo muito de um monte de coisas para poder administrar
o meu lar)
Claro que as mulheres que trabalham fora
nem sempre são reconhecidas profissionalmente e o que é pior tem que dar conta
do trabalho, do lar e dos filhos, coisa que dificilmente os homens fazem ou
colaboram.
Esse é um ponto chave nos casamentos
modernos, onde ambos trabalham, a divisão das tarefas do lar. Isto é o centro de
muito dos conflitos, é necessário uma conversa franca, na tentativa de se
elaborar uma rotina onde os dois e até os filhos devem participar para que essa
família tenha seus dias rodando suavemente, com a colaboração de todos e as
insatisfações e frustações possam ser eliminadas com a direção do Espirito
Santo.
Voltando ao respeitar, existem mulheres
que não aceitam os maridos, não respeitam, aliás, muitas pensam que quando
casar vão mudá-los e o casamento já começa errado.
Tem muitas mulheres que humilham os
maridos:
- Você podia ganhar mais.
- Você podia fazer algo melhor na vida,
outra profissão.
- Você não presta para nada
E quando o marido chega com o pagamento, então:
- Só isto?
Tem comentários também em relação ao tipo
físico:
- Você está ficando velho.
- Você está cada dia mais careca.
E existem as que só reclamam mesmo, não
aceitam os maridos, ou porque elas é que estão mal, com baixa estima, ou
queriam mais, ou queriam ter casado com o outro, que achava que amava
profundamente e por circunstâncias acabou se casando com este e atravancou a
sua vida e a do marido, como um castigo.
Estas mulheres que são as mulheres rixosas
que Salomão, sabiamente retrata, pois transformam a vida do marido num inferno,
sempre reclamando e criticando.
Salomão fala que é melhor morar no deserto
do que com esta mulher, ou é melhor morar num canto, do que num palácio com ela
e depois a compara a uma goteira.
Prov
21:19, 25:24 e 27:15
Realmente ninguém merece!
Claro que também existem homens que não
respeitam suas mulheres, se fazendo autoritários, exigindo que sua vontade seja
cumprida, chegando até atos de abuso, que aliás não devem ser tolerados, mas se
buscar ajuda e muita oração.
Respeitar é aceitar o outro, acreditar no
outro, no potencial do outro, podemos não concordar, mas aceitamos a
individualidade, a situação do outro, afinal “Não julgueis, para não serdes julgados” Mat 7:1
- Conhece
Deus criou ao homem e a mulher e não os
deixou, continuou com eles, orientando-os, gozando da sua companhia. De vez em
quando? Não, “mas na viração do dia”.
Deus o executivo do Universo, o governador
dos planetas, estava lá, com filhos que estavam começando a viver.
Devia haver muitas perguntas, descobertas
que eles queriam compartilhar com o seu criador. Deus dava esse tempo a eles,
separava um tempo para eles.
Como podemos conhecer se não estamos
junto, compartilhando o mesmo tempo e espaço? Como conhecer se não conversamos,
vemos, tocamos?
Para
amar é preciso conhecer, por isso existe o namoro. O tempo de começar a
conhecer o outro e depois o casamento, onde cada dia é uma descoberta se
estamos juntos, agora, se só nos encontramos na hora de dormir fica difícil
conhecer “quem dorme ao meu lado”.
Em I
João 4:8 temos que: “Aquele que não
ama, não conhece à Deus, porque Deus é amor.” Ou seja, aquele que não ama,
não conhece, porque se conhecesse amaria.
Conhecer é compartilhar o mesmo tempo e o
mesmo espaço. Se um está na frente do computador e o outro na cozinha, ou um na
frente da TV, ou só com celular, ou no quarto, não dá para se conhecer.
Além do mesmo espaço e tempo é preciso
ouvir o outro, ver como ele está.
Infelizmente tem esposo que gosta de ver o
computador em vez da esposa e muita esposa que gosta de ouvir a TV em vez do
marido, como esse casamento pode subsistir desse jeito, se já não somos o mais
importante para o outro e o celular assumiu a direção de nossas vidas.
Hoje em dia é até status dizer que não se
tem tempo. Talvez essa frase devesse mudar, pois não se tem tempo para as
pessoas é porque canalizamos o nosso tempo para as coisas.
Que troca há com as coisas? Nenhuma, por
isso “o amor de muitos esfriará”, porque as coisas não nos devolvem
sentimentos, simplesmente porque não sentem, não tem vida portanto, nada para
doar. Só doa, só troca o que é vivo, que tem vida.
Triste escolha esta nossa, não é atoa que
andamos deprimidos, tristes, irritados, doentes, tudo isso é sinal de que não
estamos recebendo vida, amor, sentimentos.
Pode ter alguém que pense que é melhor não
receber vida, do que receber sentimentos que nos ferem, nos machucam, mas mesmo
esses sentimentos ainda mostram que estamos vivos. Quando existe a troca é
possível se melhorar e até mudar os sentimentos.
Por que amar é a arte de conhecer aquilo
que o outro possui de mais precioso, conhecer profundamente a vida do outro, as
suas alegrias e as suas tristezas, os seus medos e interesses, todas as suas
expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital.
Nada melhor para conhecer o outro do que
se colocar no lugar do outro.
Faça este exercício para começar a se ver
no lugar do outro, mas para isso é necessário fazer um item de cada vez,
tampando os de baixo.
1- Apresente
o seu marido ou esposa falando o nome de um animal que você daria para ele.
2- Porque ele/a é esse animal?
3-
Como você se sente sendo este animal.
4-
No que este animal pode te ajudar, por ele ser como ele é?
8 - Ideal de homem e mulher
Toda mulher sonha em ser feliz, realizada,
isto é bom e é o que Jesus quer para nós, o problema é o foco.
Foco é onde colocamos nossa fonte geradora
de felicidade. Jesus disse que temos que pensar em amar ao próximo como a mim
mesmo, onde eu sou o ponto de partida. Quando Jesus nos fala, ele não diz que
seremos bons cristãos a partir do outro, se as condições externas nos ajudarem,
ele fala que nós (Eu) é quem decido e escolho a direção.
Muitas mulheres põem o seu foco da
felicidade no outro. Ela sonha com o Se casaram e foram felizes para sempre.
A felicidade virá assim que um príncipe:
encantado, bonito, amável, cavalheiro, rico, a liberte da torre (isolamento,
solidão) ou da ameaça de um dragão (pai violento) ou de uma bruxa (mãe
manipuladora) ou da madrasta que me fazia trabalhar (pobreza) ou ainda do sono
com um beijo (apatia). Então esse príncipe a coloca no seu cavalo e a leva para
seu castelo (distante do mundo que eu vivo) e lá serei feliz para sempre.
Pode-se pensar, mas hoje em dia não se acredita
mais nisto. Será que não? Será que ainda não carregamos culturalmente, esse
sentimento interno, será que de alguma forma isto não nos é passado com
roupagem moderna? Veladamente, não é assumido, mas os filmes e as novelas ainda
trazem este príncipe, mocinhos bonitos que lutam, são vencedores e acabam
salvando a mocinha e ficam juntos no fim. Basta ver os modelos dos vestidos de
noivas, compridos, armados, coroas e véus na cabeça. Isto não é um vestido de
princesa?
No século vinte e um, ainda se espera o
príncipe. Este príncipe é uma projeção que se faz do homem que se espera que
ele seja.
Quando nos casamos é com a nossa projeção
do que achamos que ele é, ou do que será (a mulher sempre pensa que poderá
mudá-lo)
Aí ela se casa com o príncipe e logo depois
da lua-de-mel começa a ver que ele não é um príncipe, ele arrota, solta gases,
tem mau hálito, príncipe não tem essas coisas, começa a decepção: Me enganaram,
em vez do príncipe, me casei com o sapo!
Quem foi que disse que era príncipe? Você.
Quem projetou o príncipe? Você.
Como cobrar que ele seja o príncipe. Ele
era o sapo, você não queria ver. Nesta terra não existem príncipes, são todos
sapos, porque o príncipe é perfeito, advinha até pensamentos. O príncipe faz
aquilo que ela espera que ele faça. Ele dá o que ela gostaria de ter sem dizer
e o sapinho coitadinho não tem este poder de adivinhação e a mulher cobra: Como
você não me fez esta surpresa, como você não me trouxe aquele presente que eu
esperava.
Triste realidade, ele não saberá se não
dissermos, porque os príncipes estão no castelo no alto do monte, ou seja,
acima dos mortais, da realidade e nós no brejo deste mundo, sem superpoderes. O
que fazer com o sapo? A estória melhor é aquela que a princesa se casa com o
sapo, beija ele e ele então se transforma em um príncipe.
Beijar o sapo é aceitar o sapo como ele é
e está, ser capaz de deixar a repugnância da sua aparência de lado e gostar
dele, dar-lhe um beijo. Ter saúde mental é quanto mais contato temos com a
realidade, mais saudáveis somos emocionalmente.
Não temos superpoderes, mas temos o poder
de Jesus que pode ajudar a aceitar e amar o sapo como ele é, quando então ele
vai começar a aparecer diferente frente aos nossos olhos, pois se começa a ver
não o que ele não faz, mas o que ele faz e é bom e por amor, muitas vezes ele
muda. Este é o método de Cristo.
Primeiro Ele me ama como eu sou, me aceita
do jeito que eu venho. Nós nos sentindo amados, por amor vamos sendo
transformados, realmente começamos a nos tornar nobres, não nobres de título desta
terra, mas nobres de alma, nobreza que sai do coração e muda nosso
comportamento.
O foco é eu mudo, não o outro. Não é o
outro culpado pela minha infelicidade, que por ser assim ou assado, deixa a
minha vida infeliz. O foco é eu sou do brejo também e por isso preciso mudar,
eu é quem escolho ser feliz ou infeliz, eu é que preciso ter coragem de me
enxergar no espelho mágico e ver que eu não sou a rainha, mas a bruxa também.
Toda mulher sonha que depois do casamento
irá mudar o marido e o homem sonha que a mulher será sempre a mesma.
Bem aqui entramos na parte do homem, que
sonha que a mulher será sempre a mesma, que ela será sempre a princesa, bonita
de rosto, com o corpo certo e os cabelos maravilhosos, como era quando ela se
arrumava no namoro para encontrá-lo.
Só que ele começa a ver que a sua princesa
levanta sem escova no cabelo, o corpo vai mudando, principalmente depois da
gravidez, ela não está sempre de bom humor, tem TPM, e não consegue ser sempre
meiga no meio daquelas crianças, um chorando, outro derrubando leite no tapete.
Ele começa a perceber que se casou não com a princesa, mas com a bruxa, tem alguns
que chegam a verbalizar: A bruxa da minha mulher...
A culpa é da mulher que prometeu que iria
ser sempre a mesma? Não, a mulher não prometeu porque é impossível, a vida é
assim, mudamos a cada dia. Ele é quem achou que ela seria sempre a mesma. Projeção
dele e não dela. Cabe a ele começar a ver a mulher que tem ao lado e como essa
mulher com carinho e compreensão pode ir deixando de ser uma bruxa e ir se
tornando a sua princesa, não a princesa dos contos de fada, mas a sua princesa
com a beleza dela e com aquilo que ela pode dar.
Podemos pensar que esta estória de
príncipes e princesas é estória da carochinha e é, mas somos príncipes e princesas
de verdade.
Em I
João 3:1 temos: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que
fossemos chamados filhos de Deus”.
Se somos filhos de Deus, o Rei do
Universo, logo somos filhos do Rei, portanto príncipes e princesas do Reino de
Deus e então deveríamos nos comportar como tal, não como os príncipes das
estórias aqui da terra, mas príncipes do Reino Celestial, teremos a nobreza do
nosso irmão que esteve aqui na terra, o Príncipe da Paz, para nos mostrar como
é ser um membro da família de Deus.
O nosso lar é um castelo do Reino de Deus?
Somos como Jesus, o Príncipe da paz?
Amamos o nosso companheiro(a) como ele
está, seguimos a regra áurea deste Reino que é: Amar ao outro como nós mesmos, ou ainda estamos no reino da terra,
cujo príncipe quis ser igual a Deus e nós repetimos isto ao exigirmos, no nosso
egoísmo, que o nosso companheiro(a) seja a nossa imagem e semelhança, ou seja,
aquilo que queremos que ele seja e não o que ele é, como Deus o fez.
Ele tem defeitos, com certeza, pois ainda
estamos neste mundo, mas Jesus nos amou assim e dá o poder a quem quiser mudar
e ser um príncipe do reino celeste, aí sim príncipes de verdade, não como os
dos contos da carochinha.
O poder que nos é dado é o de amar, quando
somos cidadãos do reino de Deus, amamos, como o que está escrito em I João 4:7 “Amados, amemo-nos uns aos
outros (um ao outro), porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é
nascido de Deus (filho do Rei) e conhece a Deus”.
Ouvimos a vida inteira que é preciso amar,
mas quem consegue, ou então alguém pode dizer: Venha amar no meu lugar. O amor
é uma escolha, se quero o reino de Deus, que é amor, eu escolho amar e Deus que
é a fonte, e Ele vai me dar este poder.
Amar é preciso, porque é isto que vai nos
diferenciar no reino deste mundo, não é fácil, mas o poder não é meu, a decisão
é minha, mas não o amor, ele vai fluir através de mim e então conheceremos o
prazer de amar verdadeiramente.
Neste mundo amamos por motivos egoístas,
eu sou o foco, então eu amo porque o outro me faz bem, me dá segurança, não
sinto solidão, porque recebo, porque é conveniente, me dá carinho, ou seja,
tenho uma recompensa, espero algo, ganho alguma coisa e quando o que eu espero
ou queria receber não vem, eu me frustro e decido não amar mais. Eu amo porque, eu amo se, o problema é que Jesus ama por amar e é isto que é o amor, o
outro sentimento ainda é uma troca egoísta.
Quando conhecemos uma pessoa achamos que
naquela pessoa vai caber a nossa capa de ideal de amor. Colocamos a capa e
passamos a amar a capa e nos momentos em que ela abre a capa e a vemos como ela
realmente é, ficamos irritados e frustrados com a pessoa.
A capa é nossa, não dela a não ser que ela
se anule totalmente e se concordamos com isso, é porque não a amamos de
verdade, mas somos tremendamente egoístas.
Já pensou você amar por amar, sentir e
poder fluir de você esse amor, como seria maravilhoso. Então amar é preciso,
amar é uma escolha. Qual é a sua decisão?
9 - Homem e Mulher, Diferenças
que se Complementam
As diferenças existem, foi Deus que as
criou, porém quando se enfatiza muito estas diferenças, muitas vezes se usa
isso como desculpa para não se ver o que realmente está acontecendo e se
justifica o fracasso devido as diferenças. O motivo real não é a diferença, é
quando se perdeu o respeito e usa-se estas diferenças para depreciar o outro,
aumentando a distância entre o casal e consequentemente o sofrimento. As
diferenças não são uma maldição, mas sim uma benção de Deus.
Primeiro porque nos levam a uma
aproximação e pedido de ajuda a Deus para aprendemos a nos relacionar com o
diferente.
Segundo porque os diferentes se
complementam, o outro me dá aquilo que não tenho, a busca disto aproxima mais,
seja pela necessidade, seja pela curiosidade. O que eu receberia se fosse igual
e porque procuraria se já sei como é? Diz uma lei da física que os opostos se
atraem e os iguais se repelem.
Tem também a benção das combinações
possíveis que tenderiam ao infinito, uma vez que somos
bio-psico-socio-espiritual, os quatro aspectos humanos, sempre tenderemos a
ligações diferentes e mais profundas, gerando a intimidade. Se em um casamento
há o problema do tédio e da rotina é porque os dois estão ficando muito iguais
ou estão se negando a tentar as combinações possíveis.
Como somos diferentes, com tendência a
aproximação, é necessário se conhecer um pouco do outro, porque ele age daquela
forma, a fim de atingirmos a meta do casamento que Jesus nos deixou neste
mundo, que é conseguimos ser verdadeiramente uma só carne, apesar de, como
estamos em pecado temos a nossa doença, a nossa síndrome.
Síndrome de Eva
Toda síndrome tem uma causa e os sintomas,
às vezes na medicina a causa não é conhecida, mas existe.
A causa da Síndrome de Eva, foi se afastar
do marido e dar ouvidos à serpente. Gênesis
3:1
Os sintomas são aqueles que as mulheres
apresentam até hoje.
Primeira coisa foi a promessa que “Sereis
como Deus”. Quando alguém nos promete alguma coisa, eu só o escuto se aquilo
que está sendo dito me interessa, porque se não me interessa, eu não tenho desejo
de obter, não vale nada.
Eva se interessou pela promessa, ou seja,
o desejo de ser igual à Deus, e este tem sido o desejo transmitido às mulheres
da sua descendência, o que se verá em seguida, antes porém, vamos ver duas
coisas importantes:
“E vendo que era boa para se comer” – ou
seja, dava prazer e “agradável aos olhos”,
era bonita, “Tomou e comeu”. Gen
3:6
O desejo da mulher está associado àquilo
que é bom, que dá prazer e ao que é belo, é ligado à emoção, sensação.
“E deu também ao seu marido e este comeu” a
mulher quer repartir, compartilhar o seu prazer e as suas descobertas, se bem
que nem sempre essas sejam boas como no caso de Eva.
Adão comeu, racionalmente, ele sabia que
não devia, mas não conseguiu dizer não por amor à Eva, mais adiante vamos ver
os fatos relativos à Adão.
Qual a resposta de Eva? “A serpente que
criaste”. A serpente me seduziu, encantou e eu fui e ainda levei meu marido
junto. A mulher se deixa levar pelo bom, agradável, gostoso e também pelo
bonito e belo é o tal de bom, bonito e barato.
É sabendo disto que o mercado da
publicidade é voltado para as mulheres, as propagandas, as vitrines oferecendo
bom, bonito, gostoso, e elas continuam até hoje levando o marido junto e
compartilhando com as amigas.
- Você já experimentou? Nossa é uma delícia.
- Você já viu? É lindíssimo.
As mulheres têm que andar mais junto com
os maridos e ouvi-los para não serem seduzidas pelo consumismo.
A mulher tem também uma outra
característica que é “Ela me enganou e eu comi”, falando da serpente. A mulher
se faz de vítima, do tipo: Me enganaram, no preço, na promoção, na escolha. Não
assume que errou, e quando não se assume, mas se justifica, fica impossível
aprender com o erro.
Bom, e o “Sereis igual a Deus”, este
sintoma pode-se observar através da história, lá traz.
Deus prometeu um filho a Sara, ela se riu (Gen 18:12) nunca acreditou muito,
afinal estava ficando cada vez mais velha e nada do filho aparecer, foi quando
resolveu tomar uma atitude, ajudar à Deus, que estava demorando muito, então
Sara (Gen 16:2) ofereceu sua criada
a Abraão e este que deveria dizer não, até achou uma boa ideia, afinal Hagar
devia ser uma bela mulher e nós sabemos a conseqüência já que dura até hoje a
guerra entre Isaque (Israel) e Ismael (Ismaelitas, mulçumanos).
Rebeca teve dois filhos e Deus prometera
primogenitura ao mais novo e de fato Esaú já havia a vendido à Jacó, mas Rebeca
não soube esperar.
Isaque estava velho e Rebeca achou que ele
morreria logo, e como ficaria a benção de Jacó, Isaque iria dá-la a Esaú? Rebeca
resolveu dar uma ajuda à Deus, toma uma atitude, foi impaciente, e resolveu o
que fazer, não dava mais para esperar por Deus, tinha que ajudá-lo, afinal
estava fazendo o que Ele prometera.
Chama Jacó e lhe diz: (Gen 27:8) que ela iria fazer um prato
especial e que então ele levaria à Isaque para receber a benção ao que Jacó,
não concorda, as vezes os filhos tentam alertar as mães sobre o que estão
fazendo, mas estas não ouvem e Rebeca diz que assumiria as consequências, que
todos sabemos qual foi, que apesar de Jacó conseguir a benção, teve que fugir e
Rebeca nunca mais viu o seu filho querido.
Raquel que era amada, bonita, rica, mas
não tinha filhos (Gen 30:1). Não
soube pedir e esperar em Deus e dá a serva a seu marido, que a ouve e tem
filhos com a serva.
Isto gerou uma competição até que Raquel
tem filhos, mas morre no segundo parto. Deus sabia o porque não, mas Raquel não
acreditou que Deus sabia o que era melhor e aceitar o seu tempo, mas resolveu
agir por si mesma.
O fato é que a mulher quer resolver tudo, no
tempo dela, do jeito dela e o pior acha que consegue... E depois reclama que se
sente sobrecarregada.
A mulher precisa ter consciência de si
mesma, das suas possibilidades e limites.
Nos cruzamentos com as linhas férreas
existia este sinal.
Para as mulheres não passarem como um trem:
pare, olhe, escute.
Vamos ver porque há necessidade de parar,
olhar e escutar devido as suas características femininas.
Impaciência
Na Bíblia existe muito a
expressão, plenitude dos tempos, que quer dizer no momento adequado, no melhor
momento, quando a fruta estiver madura, para que não se colha verde e ela seja
ruim.
As pessoas têm seu tempo, o marido tem seu
tempo, os filhos têm seu tempo, as coisas têm seu tempo. É preciso saber
esperar, isto é respeitar.
Deus respeita o ser humano, ele espera o
tempo de cada um. Se Deus espera, quem somos nós para adiantar as coisas.
É preciso ter fé e aguardar nas mãos de
Jesus. Fé conforme Hebreus 11:1 é o firme firmamento das coisas que se esperam,
se não se espera, não se tem fé.
Deus criou a lebre e a tartaruga e esta
vai devagar, mas faz tudo que tem que fazer e detalhe, vive mais de 100 anos,
ou seja, quem vai mais devagar vive mais, com certeza não será pego por um infarte.
Espere em Jesus. Não queira resolver tudo você
mesma.
Impulsividade
É quando se age pela hemoção (esta palavra
deveria ser escrita desta maneira) que quer dizer hemo = sangue + ação, ou
seja, ação do sangue, é através dele que corre os hormônios que dão as sensações, os
sentimentos. A mulher age muito pela ação destes hormônios.
Agem primeiro, pensam depois. Existe uma
linha direta coração-boca, se fala sem passar pelo cérebro, quando vai ver, já
foi. Já disseram o segredo da amiga, ofenderam, deram um fora e por aí vai. A
hemoção é importante, mas não se pode deixar que ela domine, tem-se que dominá-la.
O homem usa mais a razão, a lógica e quando elas começam a desaguar os
sentimentos, eles deixam a mulher sozinha e saem, porque para eles não tem
lógica, não tem como conversar logicamente. O homem diz “depois que você se
acalmar, nós conversamos” só que as mulheres não querem conversar depois, querem
o agora, quando estão cheias de
hormônios circulando, o que fazer com eles?
Resposta lavar, esfregar, amassar, ouvir
uma música e chorar, chorar. Só não espere compreensão do homem, ele não
entenderia. É necessário controlar os sentimentos para ter os pensamentos mais
claros e depois agir.
Iniciativa
Aparentemente é uma qualidade, o problema
é que neste caso a iniciativa é fazer por. A mulher quer que o marido e os
filhos a ajudem; só que se eles demoram, ou não fazem bem feito, faz por eles.
Por exemplo, em um dia de graça o marido
resolve lavar o banheiro, do jeito dele, no tempo dele.
A mulher pergunta:
- Mas já lavou, tão depressa?
E após a supervisão do serviço dá a
sentença:
- Se é para lavar assim eu lavo, não
preciso de ajuda.
Como vai aprender, se a mulher não deixa
exercitar, faz por ele.
Com os filhos é a mesma coisa: se eles
demoram em fazer, se enrolam, se fazem mal feito, se é necessário mandar muitas
vezes, ela pensa:
- Isto dá mais trabalho, deixa que eu
mesma faço, vai mais rápido.
Os filhos que são espertos, pegam o sinal
e sabem que se agirem assim, numa mais vão fazer.
Como irão aprender, se não se deixar
fazer?
No muro das lamentações a mulher fica,
ninguém me ajuda, ninguém faz nada direito, tudo sobra para eu fazer, só não
percebe que é ela que faz com que seja assim, já que tem que ser do jeito e no
tempo dela, faz pelas pessoas e o que é pior ainda diz que os filhos não têm
iniciativa. Com o marido é pior, quantas mulheres reclamam que seus maridos não
têm iniciativa, não tem porque ela tirou ou não o incentivou.
Querendo fazer tudo e “ajudar” o marido
acaba assumindo tudo, por dó as vezes de achar que o marido vai se machucar, se
chatear, tenta segurar todas, é preciso confiar na capacidade das pessoas
principalmente do marido.
Tem marido que tudo tem que perguntar para
a esposa, esta vive reclamando que ele não tem iniciativa, pudera, ela não
deixa.
Síndrome da Marta
Jesus está dizendo: ‘Marta, Marta, te aquieta.
Maria escolheu a melhor parte”.
Aqui estão as mulheres que estão sempre fazendo alguma coisa, tem sempre
que estar limpando, cozinhando, lavando, parece que não tem o direito de se
sentar um pouco, se pararem, se sentem culpadas e então não param nunca,
principalmente se estiverem em casa, para onde ela olhar vai escutar: O fogão,
me limpe; o chão, me lave; o armário, você não vai me arrumar, a roupa, me arrume.
A casa fala e se torna a patroa dizendo a todo momento o que se tem que fazer,
a “dona de casa” é a sua escrava.
Porque isto, porque se põe as coisas
materiais em primeiro lugar.
Jesus disse: Vinde aqui e repousai um
pouco. Pare para pensar, meditar, ler, e simplesmente descansar, de um tempo
para você. Você merece.
Jesus diz: Não se sinta culpada.
Um tempo para si e um tempo para os
outros. Imagine Jesus, Ele estava na sala e Marta em vez de estar falando com
ele, estava arrumando, preparando, até era para Ele, mas o mais importante, era
gozar de sua companhia.
Quantas vezes se coloca a casa em primeiro
lugar, e quando um filho pede um tempo para gozar da sua companhia, não tem e
quando ele cresce se arrependem tanto de não ter ficado mais com ele, curtindo
a companhia de criança, mas é tarde.
Com o marido é pior se não se tem tempo
para ele, correm o risco de ficar sem ele, não que vá arrumar outra, o que pode
até acontecer, mas do marido ir ficando distante, perdendo o companheirismo, o
estar juntos. Se torna tão intima da casa e o marido se torna quase um estranho.
Deixe a casa, o serviço, sente um pouco no
sofá com seu marido, no quintal com seus filhos e no pôr-do-sol com Jesus.
Ordem
Antes de entrar neste item é necessário
mencionar algumas coisas.
O casal Allan e Bárbara Pease, no seu livro, tratam das diferenças anatômicas
do homem e da mulher, para entendermos um pouco mais o comportamento de ambos é
necessário conhecer um pouco mais estas diferenças.
As
mulheres usam muito mais o hemisfério direito do cérebro, que os homens, este
hemisfério tem um papel muito importante nas emoções e no uso da linguagem. Possuem
também o corpo caloso maior que nos homens, é ele que faz a união entre os dois
hemisférios, fazendo consequentemente mais conexões.
A visão da mulher é mais abrangente, 180
graus, enquanto o homem tem uma visão mais de túnel, mais focada.
As mulheres vêm uma variedade maior de
cores que os homens, a audição mais aguçada e o olfato é mais sensível,
principalmente na ovulação.
Em relação a pele as mulheres têm uma
sensibilidade maior, mais fina que com o hormônio ocitocina provoca a vontade
maior de ser tocada.
Já a pele do homem é mais grossa o que
diminui a sensibilidade, desconforto, o que auxilia o homem nos tipos de
trabalho a que geralmente estão expostos. Frente a estas características, a
mulher está recebendo uma infinidade de informações a todo instante.
A
mulher pensa sobre tudo o tempo todo, graças as conexões como já vimos no
cérebro, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Pode-se dizer que no cérebro da mulher não
tem muitas estradas principais, mas está cheia de vicinais.
Ela consegue tranquilamente cozinhar,
assistir à televisão e ainda ouvir o filho que cai ou está choramingando, ou
então está vendo televisão e o telefone toca e ela simplesmente atende; já um
homem, abaixa a TV e ainda pede silêncio.
Diante de tantas informações e vivencias,
elas não têm tempo para arrumá-las, resta somente ir jogando para dentro, como
em um armário abarrotado.
A mulher tem uma desordem interna, por
isso às vezes tem tanta necessidade de arrumar o guarda-roupa ou armário, e se
sente bem após a tarefa, é como se estivesse arrumando as suas ideias.
Só que as mulheres lidam muito bem com
isto, o problema é quando precisam de uma resposta.
Elas pensam assim: Eu sei que ela existe,
está em algum lugar.
Como vimos às mulheres têm a área da linguagem
bem desenvolvida no cérebro, e é através dela que elas encontram a resposta.
Quando se tem um armário abarrotado e queremos encontrar algo, vamos pondo tudo
para fora. É assim com as mulheres, seu raciocínio é falando, é se expressando
através da fala que encontram as respostas, fazem as conexões, vão descobrindo
e se descobrindo.
Para sentir que (elas) viveram alguma
coisa, elas precisam se comunicar. O que faz uma mulher quando viveu alguma
coisa, sai correndo para contar para a amiga, a mãe, depois que ela conta várias
vezes sente que viveu realmente, pode ser pessoalmente, por telefone, mas é
necessário compartilhar, falar sobre o assunto.
Quando a mulher tem um problema no casamento
ela quer falar com o marido, só que quanto mais envolvida, mais ela despeja uma
avalanche de palavras e isto assusta os homens, que não entendem nada, não
acham que é assim que resolve, se vir com emoção então, o homem sai rapidinho,
dá uma desculpa qualquer, que vai conversar depois, que tudo isto é besteira,
diz que não tem tempo, porque para eles isto as vezes parece loucura.
O homem tem um modo de pensar focal. Ele
foca o problema, e a procura da solução é interna, da mulher é externa.
Bom, homens escutem suas esposas, não
precisam dar respostas, as vezes elas nem querem, pois falando vão encontrar,
apenas escutem e digam que compreendem mesmo achando tudo aquilo desnecessário.
Mulheres por sua vez, quando quiserem
discutir um problema com seus maridos, levem o problema mais elaborado,
apresentem de uma forma mais lógica que conseguirem e não esperem resposta na
hora, e principalmente não falem se ele estiver distraído ou ocupado é porque
eles elaboram de outra forma, uma coisa de cada vez.
A mulher não consegue conviver com a
desordem, a bagunça externa, porque internamente as prateleiras não são
arrumadas e os homens convivem com a bagunça externa, porque internamente estão
arrumados.
Cabe lembrar aqui um problema muito comum
entre os casais que é a hora de fazer compra.
A mulher com sua característica de visão
global, sentidos mais aguçados, quer ver tudo, experimentar, mesmo que leve só
um par de meia, ou porque as vezes não sabe exatamente nem o que vai comprar,
vai depender das ofertas.
Já o homem com sua visão focal, inclusive
de vida, vai comprar determinada coisa entra na loja, compra e vai embora, a
mulher entra em umas dez e demora.
Homens entendam que as mulheres vão
demorar e olhar tudo, mesmo que não possam levar, apenas pelo sentido de ver,
tocar, portanto, marque um horário e depois a encontre para ir embora, tolere
ainda um pequeno atraso, isto vai eliminar muitas brigas.
Outro fato importante é que as mulheres
presumem que o homem deve saber o que ela quer, ou que adivinhe.
Mulheres, triste notícia, os homens não
adivinham. Não adivinham os seus desejos, as suas vontades, não adivinham
aquelas palavras que você quer ouvir, nem o presente que quer receber.
É preciso falar, pedir.
Muitas esposas ficam bravas, choram, ficam
chateadas porque o marido não adivinhou o que ela queria. Isto é totalmente
ilógico na cabeça deles.
Eles também não adivinham os pensamentos,
quantas vezes a mulher já que não tem com quem conversar, conversa sozinha e
vai dialogando em pensamentos com o marido e fica até brava com ele em
pensamento, e quando ele chega perto com agrado, recebe uma bronca e ele
simplesmente não tem a menor ideia do que está acontecendo e ainda a mulher
pergunta:
- Você não sabe?
Bem ele não sabe, e vai continuar não
sabendo se não disser.
E o teu coração será para o teu marido, e
ele te dominará “(Gen 3;16)
Seria isto um castigo? Castigaria Deus
alguém apenas porque estava com raiva?
Aqueles que conhecem a Deus sabem que não,
pois Deus é amor e quer ajudar o outro a crescer e ser melhor.
Este foi o objetivo de Deus para com a
mulher, porque como vimos anteriormente o desejo dela querer resolver tudo e fazer
as coisas do seu jeito e no seu tempo e ainda mais agir por impulso teria que
ter um limite. Deus soube disto quando Eva pecou, porque o fruto era bom para
se comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, ela comeu e deu
ao marido.
A mulher não foi levada por uma
necessidade, mas pelo desejo, fez o que queria imediatamente e ainda convenceu
o outro a fazer.
Haveria necessidade de ter alguém para ela
se reportar antes de agir, alguém para respeitar e ouvir, alguém para discutir
sobre suas ideias e intenções antes de fazer.
Este alguém foi o homem.
Quando a bíblia diz dominará não quer
dizer que será escrava, um ser sem vontade própria, como alguns homens querem,
mas é estar sob o domínio, sob a influência. A gravidade não nos escraviza, mas
estamos sob o domínio dela.
Jesus não era escravo de Deus, mas estava
sob seu domínio, seu Filho que agia por amor nos diz em João 8;29, “E aquele
que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque faço sempre o
que lhe agrada”.
Estar sob o domínio é agradar aquele que
se ama.
Precisamos entender a hierarquia do amor “Vós
mulheres estais sujeitas aos seus maridos como ao Senhor”, continuando vamos
ver que as mulheres estão sob o domínio do marido, mas este está sob o domínio
de Jesus que está sob o domínio de Deus.
Bunny Wilson no seu livro fala sobre o que
é estar sob a influência do marido, diz ela que estar sob o domínio do marido é
melhor, já que o marido que tem que prestar contas à Deus, é uma
responsabilidade muito maior, que foi o que aconteceu no Éden quando Deus pergunta à Adão o que aconteceu e
não a Eva e em I Ped 3;7 vemos que “Maridos coabitais com elas com
entendimento, dando honra a mulher, como
vaso mais fraco, como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida, para que
não sejam impedidas as vossas orações”.
O homem tem que prestar contas a Jesus,
ele é o responsável pela sua família, e se de alguma forma ele não está honrando-a,
tratando-a de forma digna, as suas orações podem estar sendo impedidas, porque
são um só carne e fazendo alguma coisa contra a esposa, está fazendo contra si
mesmo, como pode Jesus atender uma oração dividida, contraditória, quem sabe
até confusa.
Quando a mulher entrega a liderança ao
marido, o peso que quer carregar de controlar tudo diminui, ela vai se sentir
mais leve.
Mas as mulheres podem pensar e se der
errado, e se acontecer alguma coisa, e se...
Bem primeiro quem garante que a mulher está
certa, segundo quem sustenta a casa não é o marido como pensam, mas é Cristo.
A solução está em conversar e não
convencer o marido, mostrar, mas a decisão é dele, porque a mulher vai entregar
tudo nas mãos de Jesus, inclusive o marido.
Quando se entrega a decisão nas mãos de
Jesus se deixa o caminho aberto para Cristo agir e o poder de Deus ser derramado.
Ser submissa ao homem é um exercício de
fé, como disse Bunny, é acreditar que Jesus vai agir no lar, é acreditar que
Deus vai dirigir o marido e lhe dar sabedoria.
O homem é o líder do lar, nas empresas
hoje a definição de líder é aquele que serve, isto está baseado no maior líder
que foi Cristo, então quando o homem começa a se sentir o líder do lar, vai
aprendendo de Jesus, que líder é o que seve e a mulher por sua vez vai
descobrindo que servir não é depreciativo, mas é uma qualidade daquele que ama
e está preocupado com o bem estar do outro e da família.
Quando o homem sente que a esposa é capaz
de deixá-lo decidir, mostra que acredita nele, o homem tem seu senso de valor,
validação masculina, revigorada, se sente mais seguro e amado, sente que a esposa
está contribuindo para sua edificação e não a sua destruição.
A oração pelo companheiro é de suma
importância e funciona como um diagnóstico do casamento. Claro que a mulher vai
levar todas as suas lamentações e sentimentos à Jesus, mas quando acabar é necessário
ouvir o que Cristo tem a dizer.
É necessário se orar pelo marido e não
contra o marido. Muitas esposas quando
são magoadas e vão à Jesus se lamentam, desabafam e depois dizem a Jesus tudo
que Ele tem que fazer com o marido, qual o tipo de castigo e assim vai. Olha a
mulher querendo ser mais que Deus novamente.
Com certeza esta oração não vai ser
atendida, principalmente porque Jesus ama tanto o homem como a mulher e é Ele
quem sabe o que é melhor para ambos.
Então orar é entregar a situação, a si mesma
e ao marido nas mãos de Cristo. Quando a mulher começa a fazer isto, começa a
enxergar o seu companheiro realmente, como ele é, o que está passando, como
está se sentindo, muda o foco só de si mesma para o homem e começa e vê-lo como
Jesus, a pessoa que ele pode vir a ser pela transformação do Espírito Santo.
À medida que ela conversa com Cristo sobre
o companheiro em oração vai descobrindo que a transformação começa nela e que é
esta transformação que pode efetivamente transformar o marido, e não as brigas,
farão com que ele mude.
Tem maridos difíceis? Tem, mas é
necessário lembrar que para Deus nada é impossível, principalmente quando se
ora pelo marido e não contra ele.
Esta atitude também vai abaixando a guarda
da mulher, derrubando as suas defesas, fazendo com que ela vá se aproximando
mais do companheiro, não se justifique tanto e entregando o lar para a sua
liderança, mostra uma coisa que é vital a todo marido: Ele ainda continua sendo
o herói da esposa.
Toda mulher sonha com um homem seguro, que
tome decisões, que faça. Então mulheres colaborem para que seus sonhos se
tornem realidade e siga a orientação de Cristo!
SÍNDROME DE ADÃO
E disse Deus: “não é bom que o homem
esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele”.
Diante aqui com certeza significa ao lado,
junto, mas diante foi exatamente o que aconteceu. A mulher muito mais curiosa
foi à frente do seu marido, descobrir o Jardim do Éden e descobriu que uma
serpente falava e ficou encantada.
A mulher gosta de ir a frente descobrindo
e fica encantada pelas coisas que vê, mas os resultados podem não ser bons,
como no caso de Eva, que guiada pelo seu desejo, “comeu
e deu também ao seu marido”.
Deus então ao falar as consequências deste
ato diz em Gen. 3:16: O seu desejo será para o seu marido e ele te
dominara” que como vimos anteriormente iria dirigir o ritmo do andar de Eva, quando
deveriam andar juntos.
O que vamos ver agora é Adão, que como
está em Gen 3:9, “E chamou Deus à Adão”.
Deus não foi direto a Eva, mas procurou
Adão, porque ele deveria ser o líder do casal e responsável por ambos, quando
se tornam “osso dos meus ossos e carne da minha carne” Gen 2:23
O líder é aquele que cuida, aquele que é
responsável; que supre as necessidades.
Adão como líder talvez tenha falhado no
cuidado, na necessidade de Eva de descobrir as coisas, estar ao lado dela.
Adão como muito homem deve ter ficado na
dele, deixando a mulher ir, como ainda hoje em dia, os filhos vivem soltos,
fazendo as coisas, sem dar trabalho a ele. Cuidar dá trabalho, mas ao homem
compete dirigir o seu lar, não autoritariamente, maneira usada por muitos
porque dá menos trabalho também, é mais fácil. Não é isto que Deus quer do
homem.
Quer que o homem cuide da família, supra
as suas necessidades e necessidades não só econômicas, tem muito homem se
escondendo atrás do trabalho para não ter que liderar o lar. Homens que nem
sabem o que acontece com a esposa, com os filhos porque não tem tempo,
escondidos que estão da família.
E chamou Deus a você homem e perguntou:
Onde está a sua família?
Cabe ao homem liderança, assumir o seu
papel, infelizmente por comodidade ou outros motivos passa esta responsabilidade
à mulher.
O homem é a cabeça, mas a cabeça em amor,
como está em Efes 5:25.” Vós maridos, amai as vossas mulheres como
também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Cristo é seu exemplo, porque é a sua
cabeça, com vemos em I Cor 11:3 “que Cristo é a cabeça de todo o varão e
o varão o cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo”.
O homem que sabe liderar, sabe porque ama
a sua mulher e o seu amor vem de Cristo.
Marido ama - > mulher feliz
< -
mulher devolve
+ feliz (se sentindo seguro e capaz na sua
função de homem)
Em Efés. 5:28 vemos que “assim
devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.”
O marido que ama a esposa lidera com amor,
porque em Efes. 5:31 “por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se
unirá a sua mulher e serão os dois, uma só carne, ou seja, ele quer o bem dele
mesmo.
Agora se por algum motivo ele não quer o
bem de si mesmo, por traumas de infância, baixa autoestima e falta de amor
(porque nunca recebeu), por achar que não merece ser amado, pode não querer o
seu próprio bem e sabotar o seu relacionamento.
O marido pode pensar: se não amo, como
amar? Deus é amor então vá a fonte, porque amar é uma escolha, paixão é sensação,
mas amar é escolher amar e caminhar nesta direção, senão Jesus não nos pediria
para amar, se fosse um sentimento que simplesmente brotava dentro de nós por
alguém.
Jesus sabe que é preciso escolher amar e
ele vai dar esta capacidade e nos promete que qualquer que pede, recebe, como
está em I João 5:15- “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos,
sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” e ainda promete em I
Tim. 6:17 “...mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para
dela gozarmos”.
Amar é simples, então porque não amamos?
O homem pode ter dificuldade de amar porque
tem medo, mas é esse treino de amar a esposa que ensinará amar o restante, é
por isso que o casal é tão importante para Deus e porque o inimigo quer
degenerar.
Quando amamos entramos em sintonia com Deus,
porque “o amor é de Deus e qualquer que ama é nascido de Deus e
conhece à Deus e aquele que não ama, não conhece à Deus porque Deus é amor” 1
S João 4:7,8
O lar é a grande escola do cristão, é onde
Jesus quer atuar para termos uma igreja melhor, uma sociedade melhor e
principalmente porque Jesus quer nos ver felizes.
Aprendemos no lar a crescer. Os
companheiros sofrem com nossos defeitos, mas é o companheiro que nos ajuda a
crescer, ele é nosso remédio.
Se escolhemos amar e crescer; não será um
processo fácil, vai exigir esforço, luta e podemos sentir dor, mas alguém já
disse que todo crescimento é doloroso.
Temos que limpar, raspar, tocar locais que
estão travados a anos, mas é necessário que voltem a funcionar suavemente.
Podemos usar os defeitos do outro contra ou a favor do casamento, se escolhermos
a favor, vai dar trabalho, mas o resultado vai ser bom e gostoso.
Quem recebeu pouco amor na infância, vai
se mostrar vazio e carente e não adianta ficar pedindo, vai levar tempo para ir
abastecendo. Jesus não muda ninguém pela mágica, de repente, e as mudanças
também não ocorrem de repente como mágica, as mudanças vão sendo solidificadas.
Existe os que trancaram o depósito. A
abertura também vai ser lenta como já disseram, como uma ostra, não adianta vir
com o pé de cabra, mas com muito carinho e paciência.
Existirá tensão e problemas, o deposito
que vai se fazendo no banco do amor, renderá juros e dividendos.
Herói
“No suor do teu rosto, comerás o seu pão,
até que tornes à terra, porque dela foste formado” Gen 3:19
Liderança com amor, o herói, porque então
muitas vezes o homem deixa de ser?
Se a mulher tem o reconhecimento pela sua
beleza, o homem é pelo seu trabalho, não que isto seja certo, mas é o que acontece.
Ao homem compete trabalhar e suar para ter
reconhecimento, valor e sustentar a família. Quem tem que dar este
reconhecimento, portanto é a sua família.
O homem precisa de elogios, é a resposta
que ele está conseguindo cumprir sua missão, o elogio é também uma forma de
descobrir como agradar, ele sabe que o caminho é este.
Quando o homem não consegue um trabalho
para manter sua família, ou dar aquilo que ele gostaria de dar, ele começa a se
sentir fracassado e isto vai minando suas energias fazendo com que vá se
introvertendo cada vez mais ou até mesmo chegando a uma depressão.
Esta é a forma de lidar com a vergonha
perante os outros, de não estar sendo competente e como dizem, não estar sendo
homem suficiente para sustentar sua família.
Os homens detestam se sentirem
vulneráveis, porque isto pode gerar rejeição ou inferioridade. A forma de lidar
com este sentimento é isolando-se, sempre está na evasiva ou entra num processo
de mentira, até para ele mesmo, querendo se auto promover, aparecer, para que
as pessoas não percebam a vergonha que está escondendo.
Como o valor do homem está ligado ao
trabalho, aos bens, se não consegue, ou pelo menos, não o que queria, ele se
culpa, achando que é mesmo incapaz, ineficiente, mesmo que ponha a culpa na
economia, no governo, no patrão, no fundo está tentando se justificar pela sua
culpa de não conseguir.
Como é uma situação muito dolorosa para
ele, é muito difícil se conseguir conversar sobre ela, cabe a mulher uma
abordagem indireta, por meio de elogios e realçando os pontos positivos.
Infelizmente muita mulher faz justamente o
contrário, diz que ele é incompetente mesmo, reclama o tempo todo, se queixa
constantemente da falta de dinheiro e o que é pior ainda o compara a outro
homem (pai, irmão, vizinho).
Isto vai acabando, derrubando o marido
devagarzinho e fazendo com que consiga cada vez menos, pois não confia em si,
ou então se vê tão assustado e infeliz que acaba caindo fora do casamento.
Quando se fala ao homem que ele ainda é o
herói com quem ela se casou, ele vai acreditando mais em si mesmo, melhora a
sua autoconfiança, disposição e principalmente tem que deixar claro que o
provedor do lar é Jesus, e se juntos confiarem Nele, irão em frente, em paz.
O mais importante, porém, é o homem começar
a ver que o seu senso de valor não vem do seu trabalho ou bens, mas de que é
filho de Deus e que Jesus o ama e se entregou por ele e está cuidando dele.
Sua validação vem da ligação com Cristo,
independe do outro. Se costuma dizer que homem que é homem, é aquele que não
tem que provar nada a ninguém, nem a ele mesmo. Sabe que é.
Seu exemplo é Jesus, que viveu nesta terra
de cabeça erguida, sabia quem era, tinha senso de valor e as pessoas não
moldavam seu viver, pelo contrário, Ele moldava o viver das pessoas, não tinha
que provar nada a ninguém, mesmo que as pessoas vivessem pedindo isto, Jesus
era, como Deus que disse a respeito de si mesmo: Eu Sou.
Talvez Deus tenha deixado na bíblia estes
versos especialmente aos homens, para que não vivam preocupados e acabem
causando sofrimento à sua família, em vez de ver que a sua força vem de Jesus.
Buscai primeiro o reino de Deus e toda sua
justiça e estas coisas vos serão acrescentadas. “Não vos inquieteis pelo dia de
amanhã”. Mat. 6:33 e 34
“Vinde à Mim todos os que estais cansados
e oprimidos e eu vos aliviarei”. Mat 11:28
HOMEM É BRAVO, OU É UM BRAVO
“Vós maridos amais as vossas mulheres e
não vos irriteis contra elas” Col. 3:19
Muitos homens confundem a sua
masculinidade com ser um bravo, é estar bravo, é uma diferença principalmente
de verbo.
Ser um bravo é algo inerente do verbo ser,
que quer dizer um lutador, um homem que vai na frente, que faz, mas
absolutamente não quer dizer que para ser um bravo é preciso se estar bravo
constantemente ou frente as ameaças.
Quando se está bravo, pode mostrar
exatamente o oposto, a ira frente a uma ameaça, ou fracasso, ou contrariedade,
mostra exatamente que não se é um bravo.
O homem fica irado para mostrar que é
forte; quem manda, porque não se sente assim, se sente fraco, ameaçado, com vergonha
e para não verem o seu real sentimento se esconde atrás da ira e o que é pior,
tenta direcionar o seu fracasso a outra pessoa, geralmente a esposa. É isto que
o verso diz, ao falar que não se deve se irar contra a sua esposa.
O verso quer dizer, se enxergue, assuma a
sua situação, se sente vergonha fale com Jesus e peça força, mas não culpe
ninguém, principalmente a esposa como fez Adão, ao ser interpelado por Deus:
Esta mulher que me deste..., ela é a culpada. Deus não tirou a culpa de Adão,
pelo contrário fez com que assumisse as consequências.
A ira também pode aparecer devido a experiências
da infância, que de alguma forma se sentia ameaçado e era necessário se
defender, é bom que se veja que se cresceu e a situação mudou.
Como a ira é uma hemoção (ação do sangue),
é física, pode também ter causas como o cansaço, falta de sono e alimentação
inadequada (irritante do sistema nervoso, como estimulantes, picantes, frituras,
aditivos químicos e outros), ou até o mal funcionamento intestinal, onde uma pessoa
enfezada é aquela cheia de fezes.
Às vezes como a manifestação é física, é
necessário, como houve uma carga, tem que haver também uma descarga, sendo
importante que a mulher deixe o marido dar vazão ao sentimento, sem se sentir
que será destruída ou agredida, simplesmente deixe a descarga acontecer.
Ao
homem compete ter a descarga, mas não a direcionar a ninguém, seja esposa ou
filhos ou outros, isto é o que na bíblia está como “ira-vos, mas não pequeis,
não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efe. 4:26
Não
pequeis é vai sentir a ira, mas não agredir a ninguém, que o homem aprenda
expressar o sentimento, mas não a agressão e que vá aprendendo com a ajuda de
Cristo a ser tardio em irar-se.
Não se ponha o sol sobre vossa ira, é não
vá dormir com ela, remoendo-a, pois pode gerar uma úlcera gástrica, tente
resolver, compreender, ore e descarregue.
Essa descarga pode ser um exercício, um
banho, lavar o quintal, uma corrida, ou se for possível com antigamente, vá
cortar lenha.
HOMEM VALENTE
“E chamou Deus a Adão e disse: Onde estás?
“E ele disse: Ouvi a tua voz, tive medo
porque estava nu e me escondi” Gen.3:10
Talvez uma das passagens que mais retrate
o homem é esta, o primeiro homem já não soube lidar com o medo e se escondeu.
Onde está? Aonde o homem vai quando está
com medo, ele foge da situação, dá evasiva, evita o comentário, finge que não é
importante, ele vai parar em algum lugar, porque ele não está nele mesmo,
centrado.
Ele pode se irar, como já vimos para
disfarçar e mostrar que é forte, esconder o medo.
Existem os que paralisam, simplesmente
param na vida, se retraem, dão voltas, inventam desculpas para não terem que se
movimentar, afinal não vai adiantar nada mesmo, é sempre assim, não adianta é o
destino e o que é pior dizem alguns que é a vontade de Deus. Deus não quer
ninguém paralisado, mas que aja.
Porque estava nu, ou seja, me senti sem
proteção, criticado, humilhado (se quer acabar com um homem é humilhá-lo),
exposto sua fraqueza, se sentiu rejeitado. Tudo isto gera no homem muito medo e
aí se inventou mil mecanismos de defesa para lidar com este medo e para o homem
sempre a melhor defesa é o ataque.
Às vezes a simples insistência da mulher
em falar, falar, apontar, o homem já se sente sitiado e quer o socorro.
Não é permitido ao homem na sociedade
dizer que tem medo, aliás, é por aí que começam as piores e perigosas brincadeiras
de moleques e adolescentes, só para provar para o outro ou para o grupo que não
se tem medo.
Que fardo pesado, é impossível não se
sentir medo neste mundo, principalmente nesta época, então o admita e leve a
Jesus o seu medo. Super homem não existe, é o medo que nos dá o limite
necessário, faz parte da humanidade, desde Adão. O problema não é sentir medo,
mas o que fazer com ele.
Primeira coisa assuma o sentimento, estou
com medo e o que eu posso fazer com ele, isto vai evitar o pânico, que é quando
o medo toma conta e assume o controle.
Enfrentá-lo se for possível, com o poder
de Deus.
Recuar se preciso para não correr risco
desnecessário.
Aguardar, planejar uma forma de vencê-lo
ou eliminá-lo.
Muitas vezes o medo vem de situações da
infância ou da adolescência, quando se faz necessário descobrir o que houve
para poder superá-lo.
A
grande solução é dada por Deus, ele sabe que o homem tem medo, mas acredita
nele e vai ajudar se este confiar.
Isto está claro na história de Gideão.
Gideão estava escondido, malhando trigo no
largar, porque havia o perigo do ataque dos midianitas, Gideão estava com medo
e o anjo do Senhor aparece a ele e diz que ele era um varão valente Juízes
6:12, ao que Gideão começa a reclamar, iniciando um “Aí meu Senhor, se o
Senhor é conosco. Porque tudo isto nos aconteceu”?
Novamente o anjo do Senhor, em vez de se
justificar ou menosprezar Gideão, ali escondido, reclamando diz no verso 14 “-
Vai nesta tua força e livra a Israel porventura não te enviei Eu”.
Gideão deve ter pensado, acho que ele não
entendeu, eu estou com medo, escondido e ele me mandam ir, enfrentar o medo e
se justifica.
Verso 15 “Aí, meu Senhor, com que livrarei
Israel? Eis que a minha casa é a mais pobre de Manasses e eu o menor da casa de
meu pai?”.
Como vou sair do meu medo, como vou
enfrentar, eu sou o menor dos menores, me deixa continuar escondido no meu
canto, mas o anjo lhe dá uma certeza.
Verso 16 “Porquanto Eu hei de ser contigo,
tu ferirás aos midianitas como a um só homem”. Quem sabe a história sabe que
Gideão, relutou, pediu provas, mas foi e venceu.
Cada um tem o seu midianita, às vezes
somos nós mesmos, mas Jesus nos dá a certeza de vencer e não mais fugir, se
esconder, e sim assumir o seu medo e vencer porque ter medo não faz de nenhum
homem menos homem, mas mostra sim a direção para superação e vitória.
Isto é ser homem ter a coragem de se ver,
assumir o seu sentimento e buscar ajuda para crescer.
Cabem às mulheres agirem como o anjo,
incentivando, acreditando, dizendo eu estou com você, não acabando com o que já
está em baixa.
A Validação Masculina é um dos aspectos
mais importantes para entendê-los. O menino espera do seu pai o elogio, aceitação,
incentivo. Precisa ouvir você é bom e dará certo na vida, esta é a grande
benção paterna, eu acredito em você.
Acontece que a grande maioria dos pais não
deu isso aos seus filhos e eles saem pela vida tentando provar que são bons,
são homens, através de atos corajosos e até insanos as vezes, através do
trabalho, querem ouvir e sentir isso da esposa. Isto porque devem ter ouvido
dos pais, você não presta para nada, menino burro, não vai ser ninguém na vida
e assim foi, infelizmente, ou então sentia uma rejeição paterna, não aceitação.
Deus validou Jesus no início da sua obra,
quando disse: Este é meu filho amado que me dá muito prazer. Mat 3:17
CAVALEIRO SOLITÁRIO
“Não é bom que o homem esteja só” Gen
2:18
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne” Gen 2:24
Deus sempre soube que não era bom que o homem
estivesse só e ainda hoje não quer.
O só hoje em dia é muitas vezes estar só
sobre o mesmo teto, estar sozinho ao lado da esposa.
A mulher por sua natureza, tem necessidade
de falar, se emocionar, se não tem isto com o marido, vai procurar ter com a filha,
com a mãe, com a amiga e assim vai, o homem se fecha em si mesmo, se tornando
um cavaleiro solitário a guerrear com os seus moinhos de vento internos.
Poderia se dizer é simples, é só falar, se
abrir, mas isto para a maioria dos homens é muito difícil, principalmente que
como vimos ele vai se sentir vulnerável ou fracassado e vai continuar na ostra
elaborando perolas preciosas que jamais serão vistas.
O homem tem mais dificuldade de ter
relacionamentos íntimos, muitos nem sabem como, para isso é preciso uma coisa.
A NECESSIDADE DE UM CASTELO
O lar para o homem tem que ser o seu
castelo, não onde ele vive feliz para sempre, mas onde descansa das batalhas.
Não é fácil para o homem sair todo dia,
batalhar com o suor do seu rosto, enfrentar o leão do dinheiro, o dragão da
competição e vencer. Para isso precisa de força que vem de Jesus como vimos,
mas também é necessário um local para o seu reabastecimento.
Quando ele está retornado ao lar, espera
encontrar aquela que o ama muito, bela (arrumada), aquela que não é sua
inimiga, mas que cuida dele e quer o seu bem.
Ao chegar o recebe com um beijo, e
pergunta como foi o seu dia e compreende e lhe dá ânimo, se a esposa procede
assim ele depois vai perguntar como foi o dia dela e ouvi-la com atenção, pois
mostrou interesse por ele, ele é importante, é bom saber como ela vai e a
esposa por sua vez ao ouvir o marido vai ver que ele também tem problemas e vai
falar dos seus com mais lucidez.
Os filhos se alegram com a chegada do pai
e não tem medo como alguns.
Ele sabe que no seu castelo ele pode tirar
sua armadura e ser ele simplesmente. Não tem que usar sua espada, pois não será
atacado, nem o escudo para se defender de tantas acusações e cobranças e assim
no outro dia ele vai se sentir revigorado para sair novamente e principalmente
vai ter mais força para lutar, defender e suprir o seu castelo porque o ama
muito.
Bonito. Podemos não ter lares assim, mas
podemos caminhar nesta direção com a ajuda do Espírito Santo, sob a orientação
de Jesus.
É uma questão de escolha, porque imagine
este cavaleiro vendo a hora de ter que ir para o castelo e o mundo lá fora
apesar de ruim é melhor que a sua casa. Vai fazer hora extra, ficar com os amigos
no bar, atrasar, inventar outras atividades porque sabe que ao chegar sua esposa
nem vai notar sua presença.
A esposa pode também derramar as
reclamações, lamentos e cobranças que ele nem vai ouvir, porque imediatamente
vai se colocar na defensiva e continuar com a armadura, segurando o escudo.
Não encontra um lugar calmo para descansar,
ou comida para comer, começa a achar que o inimigo está dentro do castelo e
pega sua espada e parte para o ataque. Dorme e no outro dia acha ótimo sair do
castelo, ficar longe da esposa que ainda fica cobrando carinho e atenção.
Mulheres: só se conquista o amor dos
homens ouvindo-os, valorizando-os com carinho e atenção e principalmente
acreditando que ele é o seu herói para que não saiam por este mundo com
cavaleiros solitários sem ter em quem confiar, sedentos de amor e famintos de
compreensão.
Aqui é importante parar para pensar que
hoje a maioria das mulheres trabalha fora, mesmo assim é necessário se ter
consciência que o seu lar deve ser um castelo de refúgio e segurança para os
dois e para os filhos também. Um lugar que o homem consiga quietude, a mulher
possa descansar e os filhos se sintam acolhidos.
10 - Uma Só Carne
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua
mãe e apegar-se-á sua mulher e serão ambos uma só carne.” Gen 2:24
Todos têm um vínculo de carne com a mãe,
ela nos gerou dentro dela e vínculo de carne com o pai ele também forneceu
material genético para que fossemos formados, por isto a ligação tão forte
entre pais e filhos.
Quando homem e mulher crescem, atingem a
idade em que estão maduros para romperem esta ligação, deixam o pai e a mãe
para constituírem uma relação de carne entre homem e mulher, tornando-se um.
A relação de carne é a relação sexual, e
na Bíblia o casamento é o próprio ato sexual, é a partir do momento em que ele
se dá, que se considera casados, portanto, uma relação criada e abençoada por
Deus.
Quem são estes dois seres diferentes que
formaram uma unidade.
O homem criado por Deus antes do pecado,
era gentil, carinhoso, sensível, que ia devagar, apreciando cada passo do caminho,
antes da chegada.
Mas o pecado veio, e com ele a dor (com
dor comeras todos os dias), os espinhos, o suor, o cansaço, a tensão de manter
o lar e a necessidade de mostrar que é homem o tempo todo, onde o simples fato
de ser, já não basta, é necessário fazer para provar.
Um homem que entendeu que o domínio,
queria dizer opressão, servidão, superioridade em relação à mulher, alguém que
fora criada para apenas satisfazer suas necessidades.
Um homem que não entendeu que domínio quer
dizer responsabilidade, cuidado e respeito.
Como consequência do pecado este homem
quando vem para uma relação sexual, vem como apenas um território a ser
conquistado, como mais uma marca que ele deixa, dizendo que é propriedade sua.
Com a sensibilidade diminuída pelas lutas
da vida e onde homem que é homem não chora, não sente, que tem só que alcançar
o seu objetivo e portanto, o necessário passa a ser apenas as caricias, que
preparam para o ato, que é seu objetivo e não o carinho, demonstração de
sentimento.
Este homem perdeu a capacidade de curtir o
caminho, só quer chegar rápido ao topo, para dizer que é capaz. Tem medo de se
demorar no caminho e ser incapaz de prosseguir e se sentir um fracassado, sua
fêmea jamais o perdoará, é o que ele pensa, mas é ele que não se perdoaria, em
uma sociedade em que se tem que provar que é homem o tempo todo, quanto antes
gozar melhor, missão cumprida. Por isto talvez um grande problema dos homens
atualmente seja a ejaculação precoce, ele começa o caminho e já chega no topo.
O problema de se chegar rápido ao topo é
que não se vê o caminho, passa-se por ele, pisa e nada enxerga das coisas e
prazeres que este caminho tem a oferecer.
Deus criou um homem que se encantava com o
caminho, mais que com a chegada, pena que o homem ficou prisioneiro da chegada.
Talvez porque o homem não confie mais no
seu corpo, no seu pênis, naquilo que acontece naturalmente é só deixar, tem
medo de não ser potente, de não ter um corpo viril, bonito, acredita, como só
vê a chegada, que o tamanho do pênis é que vai determinar a potência, como se
ele funcionasse independente do resto do corpo e que a simples ejaculação
mostra que ele é capaz, não importa se não sentiu com o resto do corpo, ou a
mulher não se satisfez, o problema está nela, o seu pênis é potente.
A mulher sentindo como o homem a tratava,
só pode ter a sua autoestima lá embaixo, onde qualquer diferença sua do padrão
corporal pregado, se sente rebaixada, feia, não digna de ser desejada e
querida.
É muito importante então que como filhas
do Rei, portanto princesas, se cuidem, se arrumem e se valorizem.
Agora principalmente gostem do seu corpo,
se a mulher não gosta do seu corpo, como ela vai querer que o homem goste de
uma coisa que ela mesmo menospreza.
Cuide do seu corpo, lembre é templo do
Espírito Santo, mas de maneira nenhuma, em momento algum o compare com a diva
do sexo, uma modelo ou até com a vizinha. Você é você e isto é o que a torna
mais bela, se todas fossem iguais, perderia a beleza, a graça e é isto que a
mídia quer, tornar todas iguais. Não acredite nela, acredite em quem fez o seu
corpo, no seu criador, Jesus e Ele a acha maravilhosa, com certeza.
A mulher tem que gostar de si e mostrar o
seu corpo, a sua graça, o seu encanto ao seu marido, isto é sedução. Não fique
com vergonha, mostre o que você é, e o que você tem de bom, o seu marido vai
gostar também, vá para cama como a mais linda das mulheres.
Tem mulheres que vão para cama agradecendo
o favor do marido, por se sentirem feias, gordas ou magras. O sexo começa na
mente, é lá que você deve acreditar que o seu marido vai sentir o que você passar
para ele.
Comece se cuidando, erga o olhar, olhe nos
olhos dele, não tenha medo nem vergonha, fique ereta, abra os ombros, levante
os seios, isto é ser sexy.
Os cinco sentidos são necessários no sexo.
Primeiro o homem é levado pela visão seja atraente (faça-se bonita), eles são
levados pelo odor, perfume-se e não esqueça do paladar, como já dizia a avó
peguei-o pelo estomago, ainda funciona, faça uma comidinha especial.
Depois de tudo isto as mulheres ouvirão o
que gostam e serão tocadas como esperam. Aqui vale lembrar novamente que o
homem não adivinha, é necessário falar o que se gosta, bem como o que não se
gosta.
Muitas mulheres, assim como alguns homens
acham que cabe aos homens se encarregar de tudo, a mulher se deita e fica
esperando, se as mulheres gostam de companheiros sensíveis, carinhosos,
românticos, é claro que os homens também querem o mesmo, portanto mulheres
aprendam a fazer o mesmo e a levantar o ego de seus homens, valorizando-os
sempre.
Ao mesmo tempo não exija muito de você mesma,
ninguém é perfeita ou perfeito e não se está bem todos os dias.
A Bíblia nos dá estas orientações de duas
coisas, primeiro, ser bonita é um estado do ser “O coração alegre aformoseia o
rosto” Prov 15:13 e “Como imaginou na sua alma, assim é” Prov 23:7.
Em Rute 3:3 e 4, Noemi ensina à
Rute o que é sedução, ela diz: “Lava-te, unge-te e veste teus vestidos ... e
então quando ele se deitar, entra, descobre-lhe os pés e te deitaras”. Trazendo
para o nosso tempo é toma um banho, se perfuma, põe uma roupa bonita e tome uma
atitude.
Nesta história, Boaz ainda não podia ter
relação com ela naquele momento e ele foi um cavalheiro, um homem realmente, ao
se segurar antes de saber se seria seu marido, cuida dela, dando-lhe cevada e
ainda se preocupa com a sua reputação.
Ao contar a história para Noemi, esta lhe
diz: “Aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” verso 18,
ou seja ele foi seduzido e vai fazer de tudo para ficar com você ainda hoje.
O ato sexual criado por Deus é bom, e Ele
deseja que seja bom para os casais, em Prov 5:18 e 19 temos “Seja
bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como serva
amorosa e gazela graciosa, saciem-te os teus seios em todo o tempo e pelo seu
amor sê atraído perpetuamente”.
Jesus quer que tenhamos uma boa relação
sexual, ele vê o ato, seus anjos não se retiram do quarto, e Ele está disposto
a nos ajudar neste aspecto do casamento também, porque ele quer famílias
felizes, portanto se tiver problema Ore, antes, durante ou depois.
O ato sexual tem quatro momentos – desejo,
excitação, orgasmo, resolução. Apesar de serem estas as etapas cada casal a faz
de um jeito, de acordo com o seu momento e até pode variar de acordo com a faze
da vida em que estão vivendo.
DESEJO – “O seu falar é suave, ele é totalmente
desejável” Cant. 5:16
O desejo é intelectual, ou seja, ele se dá
mentalmente, no pensamento da pessoa.
Por isto é que se diz que a relação começa
de manhã, já começa o clima.
Pensar durante o dia, imaginar o
companheiro, por isto é bom de repente dar um telefonema, uma insinuação.
Quando se diz que não se tem desejo é
porque não se pensa a respeito por algum motivo, ou por sentimentos que o
impedem, não se tem o hábito de pensar ou até falta de tempo nesta vida
corrida.
É necessário se pensar e se organizar para
isto, criar uma rotina que não é de toda má, pois que organiza a vida. A rotina
sexual é separar um tempo para se estar junto, fazer disto um hábito e prioridade.
Agora dentro desta rotina pode-se variar uma forma de jantar, uma caminhada
namorando antes etc.
Porque se deixar para ver o que acontece,
vão para a relação no fim do dia, já cansados, onde a sexualidade é a última
coisa do dia.
Às vezes mesmo que se durante o dia, se
pense, à noite já se está acabado, é necessário se preparar para isto.
EXCITAÇÃO - “Beije-me ele com os beijos da sua
boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho “ Cant 1:2 .
“Desvia de mim os teus olhos, porque eles
me perturbam” Cant 6:5.
O homem se excita com a visão e o olfato,
já a mulher com a audição e o tato.
A mulher quando se arruma, toma um banho,
se perfuma, o homem pensa: Ela se arrumou para mim.
Já o homem precisa fazer elogio, a mulher
se sente valorizada. Quando o homem não elogia a mulher, ela começa a descer a
qualidade de tudo, porque já que ele não vê mesmo, qualquer coisa serve.
Existem variações do apetite sexual, por
vários motivos, desde stress, trabalho, preocupação, climatério, doença e até
pela pílula anticoncepcional incorreta, por isto a necessidade de um
acompanhamento médico.
Pode-se ocorrer de um não querer, aí é
necessário se respeitar ou como ouvi certa vez uma mulher dizer: Se ele for
convincente (nas caricias e carinho) pode-se mudar de ideia. O importante é se
conhecer os pontos de excitação do outro, conhecer o seu corpo e o do outro,
por isto que o ato sexual tende a melhorar a qualidade com o tempo, porque se
vai conhecendo o outro e a si mesmo. Procure fazer de cada ato uma descoberta.
ORGASMO –
“Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada...
Ah se viesse o meu amado para o seu jardim e comesse os seus frutos excelentes”
Cant 4:12 e 16
Quando se vai para uma relação sexual, é
bom saber que vão 6 para a cama. É porque a mulher leva com ela introjetado o
modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo de homem do seu pai, o homem
no caso o companheiro leva o modelo de mulher que sua mãe lhe passou e o modelo
de homem que seu pai foi, além de todos os valores culturais da sociedade em
que vive, logo um ato sexual, um ato natural, já não é tão natural assim, por
isto as complicações que surgem.
O orgasmo pode ser um furacão ou uma
brisa, dependendo do momento do casal os dois tipos serão satisfatórios.
Porque orgasmo pode ser definido desde um
simples gozo clitoriano, uma contração vaginal intensa para a mulher ou simples
ejaculação para o homem.
Wilheilm Reich, entretanto define orgasmo
como algo mais, ele é total e intenso, se sente com o corpo todo, como uma
onda, com movimentos involuntários, podendo se perder a consciência por alguns segundos.
O importante não é querer chegar a uma definição de algum estudioso do assunto,
mas chegar ao seu orgasmo.
Não usar a referência da sexualidade dos
outros, mas montar a sua sexualidade dentro dos seus limites.
Também não é ir para o ato sexual querendo
que o outro lhe dê prazer, mas não sabe como, é preciso olhar para o outro, o
que ele quer dizer com isto (movimentos, gemidos, palavras). Muitas vezes a
mulher não sabe como, deixa a responsabilidade para o homem, ele não sabe, vai
tateando, se ela não dá a dica vai logo para a penetração que é o que ele sabe
fazer. O Homem Não Adivinha Pensamentos!
É necessário se falar, com jeito,
sussurrando ou com humor, que é o grande jeito de se falar verdades sem se magoar
o outro, isto serve não só para a cama, mas para o casamento todo.
No falar a mulher deve tomar o cuidado,
não dá para esperar que o homem fique falando ou respondendo, porque como foi visto
ele é mais focado, digamos que o homem se tiver que ficar falando ele desfoca,
portanto, não gosta disto, já a mulher com os seus sentidos ligados, é preciso
compreender porque qualquer barulho ou movimento atrapalha; principalmente se
vierem dos filhos. A mulher precisa de privacidade total para se concentrar no
ato.
Agora o grande orgasmo é o que está no
versículo citado, a palavra amado e amada, se ambos se sentirem amados e
amando, o ato sexual virá naturalmente com toda a força, já que é nele que o
ser humano experimenta a sensação total do que é uma entrega, e é por isto que
Deus a compara entre a relação de Cristo e a Igreja, quando existiu a entrega
total, por este motivo que o inimigo de Deus tem tanto desejo de deturpá-lo,
para que o ser humano não aprenda a se entregar, principalmente à Cristo, pois
a entrega é amor, é no ato sexual que amamos o próximo como a nós mesmos e aprenderemos a amar Deus sobre todas as
coisas.
Na verdade, no orgasmo existe a grande
questão para a mulher, eu quero realmente deixar ele entrar, entrar mesmo
dentro de mim, ou magoas, medos, raiva impedem que isto aconteça, que eu o
receba não só na vagina, mas no coração.
Para o homem, ele quer realmente entrar na
mulher, conhecer ela, sua beleza, ou apenas satisfazer seu desejo de território
e descarga de tensão.
Os dois querem realmente serem uma só
carne ou apenas sentir um prazer egoísta, desprovido do coração.
RESOLUÇAO – “Eis que é gentil e agradável, ó amado
meu; o nosso leito é viçoso” Cant 1:16
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão,
mas um só quem aquentará?” Ecles 4:11
A resolução é um momento de intensa
intimidade, e é muito importante em um casamento. É um momento onde é possível
a comunicação sexual mais aberta. O momento de fazer o que as mulheres gostam
tanto, discutir a relação, porque o marido estará mais apto a ouvir. As
mulheres geralmente fazem o contrário, querem discutir a relação antes da
relação, sexual no caso, resolver os nós antes do ato, nada mais brochante,
nenhum homem quer fazer isto neste momento, geralmente não querem em momento
algum, mas nesta hora nem pensar, portanto deixem para depois, com ele calmo e
relaxado.
O
calmo e relaxado, principalmente se for tarde da noite, também gera o sono e
não dá para reclamar se ele dormir, afinal gastou muita energia. Se quiser
conversar depois do ato, ache um horário melhor para se ter a relação sexual.
Mas ache não só o momento melhor para se
ter a relação, mas o melhor momento para tudo no casamento, que como disse
Salomão, há tempo para tudo.
Se a sua relação sexual não é aquela coisa
que você imagina, caminhe para lá, mas sem ansiedade, há momento para tudo
debaixo do sol.
Todo casamento também tem
diversos momentos, altos e baixos, é preciso aprender com eles, mas sempre
caminhar em frente, crendo no casamento como instituição criada por Deus. É
principalmente dentro dele que Deus nos prepara para sermos cidadão do céu, é a
nossa grande escola e creia se ele não vai bem, Jesus te ajudará, entregue o
casamento cada dia à Ele e se lembre sempre: Ora que melhOra.
Agora na verdade a síntese do que deveria
ser a questão sexual pode estar em Gen 1:27, “E criou Deus o homem a sua
imagem, a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou... e Deus os abençoou
e disse: Frutificai, multiplicai...””
Deus criou a sua imagem macho e fêmea,
abençoou e disse frutificai, ou seja, numa relação sexual entre macho e fêmea.
O que é ser macho e fêmea a imagem de
Deus?
E serão uma só carne, quando? No momento
do frutificai, momento tão completo e pleno que pode até gerar um novo ser.
Macho e fêmea se tornam um. Um corpo
penetra no outro de tal forma que se torna um, e esse momento deve proporcionar
um ápice de emoção e sensação, só conseguido se houver amor.
Essa é a imagem de Deus do macho e fêmea,
o amor que une.
O amor do macho pela fêmea é tanto que
quer penetrá-la, senti-la ao máximo quem ela é, num misto de admiração e
carinho, sentir a sua suavidade.
Assim como a fêmea quer ser penetrada pelo
seu macho para sentir o seu calor, amor, força, quem ele é.
Ser macho a imagem de Deus é penetrar com
cuidado e devagar. Com respeito de estar adentrando no templo sagrado de um
corpo feito por Deus e onde Ele habita.
É ir conhecendo extasiado o corpo inteiro,
mas principalmente a recamara da alma feminina, levando no seu pênis, não a espada,
como tantos fazem, com a vitória de um território conquistado, mas levar sua vida
e energia pulsante que irá acender a tocha da fêmea, explodindo a mulher,
exalado por todos os poros.
Um pênis aceso de amor é capaz de acender e
ascender uma vagina, mesmo que ela esteja até fria e escondida.
Assim como uma vagina pulsante de amor é capaz
de atrair um pênis inseguro e fazer um pênis frio, conhecer o amor e a luz.
Pênis e vagina se encaixam para desfrutar
do amor pleno que o Criador queria que conhecessem.
11- PARE, OLHE, ESCUTE
Parar, pensar no nosso casamento, enxergar
realmente quem dorme ao meu lado e vive comigo, quais suas necessidades, quais são
seus sonhos e frustrações?
Como ele me vê?
Para isso é preciso parar para ouvir,
mesmo que doa ou eu não goste, mas é o caminho para melhorar, o caminho do
amor.
É difícil, parece impossível. Cristo está
aqui para ajudar e guiar.
Leve seu casamento à Ele.
Para Cristo o casamento é tão importante
porque Ele que criou e começou os seus milagres em um casamento, a fim de
mostrar que o começo do milagre, das mudanças começa no casal, na família.
Não havia mais vinho. Jesus então manda
encherem talhas de água e transforma em um excelente vinho. João 2.1-11
É assim chegamos para Cristo e dizemos: não
tem mais amor, não tem mais compreensão, não tem mais carinho, não tem mais
admiração, não tem mais alegria e Cristo diz coloque todas estas coisas aqui e
Eu vou transformar seu casamento no que Eu quero que você viva. Basta ver,
querer mudar, me entregar, então escute a minha vontade e a faça com o meu poder,
através do Espírito Santo.
Cristo quer que o seu lar, a sua família,
reflitam o seu reino ao mundo.
Sobre os autores:
Augusto Maia é Psicólogo, Terapeuta de Casais,
Palestrante para Famílias e Casais
Escreveu 2 livros sendo um Relacionamento
Familiar editado pela CPB.
Marli Cres é Enfermeira de Saude da Família,
Mestre em Promoção da Saude, Palestrante sobre Saude/Vitalidade e Palestras
sobre Mulher/ Homem.
Escreveu 5 Ebooks que podem ser encontrados
na livrariaraiz.com.
Casados há 39 anos. Tem dois filhos, Jabs e
Jemima.
Ministraram inúmeros Encontros de Casais por
todo Brasil.
Contato - marlicres@gmail.com
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